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27/01/2020 às 11h59

Política

Parlamentares lamentam a morte de Ibsen Pinheiro, ex-presidente da Câmara

Ibsen Pinheiro foi deputado federal com quatro mandatos e presidiu a Câmara - Diógenis Santos/Câmara dos Deputados

Morreu na sexta-feira (24), aos 84 anos, o ex-deputado Ibsen Pinheiro (MDB-RS), presidente da Câmara dos Deputados entre 1991 e 1993. Segundo informações da imprensa gaúcha, Ibsen fazia um tratamento de saúde no hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, quando teve uma parada cardiorrespiratória.

Parlamentares lamentaram a morte de Ibsen. O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou em suas redes sociais a ligação do ex-presidente da Câmara com a política e o esporte. Além de deputado federal por quatro mandatos, de 1983 a 2011, Ibsen ocupava uma cadeira no Conselho do Sport Club Internacional. “Sua trajetória de homem público e desportista é digna de nossos aplausos. Vida longa aos seus ideais”, escreveu Paim.

Nascido em São Borja em 5 de julho de 1935, Ibsen Pinheiro foi deputado constituinte (1987), presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, deputado estadual e vereador. Antes de entrar para a política, atuou como jornalista, procurador de justiça e promotor.

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) disse ter recebido a notícia do falecimento de Ibsen Pinheiro “com imenso pesar”. “Um dos nomes mais importantes da política nacional, por sua conduta ética e dedicação às grandes causas de nosso tempo. Seu legado deve servir de exemplo para a classe política”, afirmou.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), disse que o Rio Grande do Sul e o Brasil perdem com a morte de Ibsen Pinheiro. “Um homem público que, por sua lucidez, cultura e memória histórica, foi um mestre na arte da costura do consenso. Até sua voz era de paz”, escreveu.

Para o senador José Serra (PSDB-SP), o Brasil perdeu “um importante homem público”. “Meu colega de Constituinte, Ibsen pautou sua trajetória pelo diálogo e respeito aos seus pares. Meu abraço fraterno a sua família”, afirmou.

O senador Jader Barbalho (MDB-PA) disse que teve “o privilégio de conviver e ser amigo” de Ibsen Pinheiro. Ele lembrou que em 1994, durante o chamado escândalo do Orçamento, Ibsen teve o mandato cassado. Mas a ação criminal foi arquivada por falta de provas em 1995, e Ibsen se elegeu novamente deputado federal em 2006. “Quero me solidarizar com os familiares e dar o meu testemunho sobre a injustiça sofrida por um dos melhores e íntegros quadros da vida pública brasileira”, afirmou Jader.

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) escreveu em suas redes sociais que recebeu a notícia “com profundo pesar”. “Uma grande perda para o nosso estado e país. Este são-borjense teve uma trajetória de trabalho impecável na política. Fez história por onde passou. Que Deus conforte os corações de familiares e amigos”, disse.

Luto oficial

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, decretou luto oficial de três dias. “Com muita tristeza, recebo a notícia da morte do ex-presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro. Ele presidiu a Casa com muita seriedade, num dos momentos mais importantes da democracia brasileira. Ibsen foi um exemplo para mim, tive a oportunidade de conviver e aprender muito com ele. Perdemos um homem público diferenciado”, afirmou.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também decretou luto oficial de três dias no estado. “Recebi com tristeza a notícia do falecimento do deputado Ibsen Pinheiro. Ibsen foi homem público incansável na luta por um país melhor. Sua trajetória política, marcada pelo diálogo e pelo respeito, deixa grande legado ao Brasil”, afirmou.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que Ibsen Pinheiro foi um dos mais brilhantes políticos brasileiros, “com uma enorme capacidade de formulação e de compreensão da política. Fará muita falta ao Rio Grande e ao Brasil”, escreveu.


Fonte: Agência Senado com Agência Câmara

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