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Agora no Painel MP recomenda reelaboração de calendário para que ano letivo em Alagoas não seja prejudicado
18/04/2020 às 21h42

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Empresários do bem


A vista que a gente tem, depende da montanha que a gente sobe.

Empresários do bem

O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, criou e já colhe excelentes resultados com o projeto Empresários do Bem, cujo objetivo é arrecadar doações para o atendimento das necessidades das camadas mais carentes de Alagoas. Esse importante canal de doações já reúne mais de 30 empresas que estão ajudando várias instituições de assistência social e unidades de saúde com a distribuição de itens de necessidades básicas.

Até esta semana as entregas ultrapassam a marca de 60 toneladas de alimentos em cestas básicas, 18.500 unidades de água mineral, aproximadamente duas mil águas sanitárias, além de diversos alimentos, kits de higiene pessoal e limpeza e respiradores mecânicos. As doações são realizadas diretamente pelos empresários e a escolha das instituições foi feita de acordo com a demanda, necessidade de atendimento e grau de prioridade de cada uma delas.

“Vivemos uma época de muita fragilidade na sociedade e não temos dúvidas que quem mais sofre nesses momentos são aquelas pessoas que não tem acesso ao básico, como alimentos e itens de higiene. Esse canal de doações intermediado pelo governo foi criado diante de um período de dificuldades, mas que representa toda a solidariedade e humanidade dos empresários alagoanos que hoje se unem para ajudar as famílias menos assistidas do nosso Estado”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

As empresas e instituições que tiverem interesse em participar do projeto, podem entrar em contato pelos números: (82) 9.8833-4343 e (82) 9.8833-4545. Os canais estarão disponíveis para atendimento no período de 8h às 12h e 13h30 às 17h.

Vitória dos governadores

Um Bolsonaro magoado foi para o confronto com os governadores e tentou  na marra reverter as determinações de restrições executadas por eles no sentido de preservar a saúde da população e evitar a maior propagação do Coronavírus. Quis muito a seu modo, tirar a autonomia estadual para adotar a preventiva ação.

No entanto os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam que governadores e prefeitos têm legitimidade para definir quais são as chamadas atividades essenciais, aquelas que não ficam paralisadas durante a pandemia do Coronavírus.

O ministro Alexandre de Moraes chamou de lamentável a postura do governo Bolsonaro. Perde mais uma.

Bolsonaro exposto ao ridículo mundial

A imprensa do Brasil e de outros países repercutiram  com força o editorial do jornal The Washington Post que apontou Jair Bolsonaro como o pior gestor da pandemia de covid-19 no mundo.

Já no título o editorial – publicado (quarta, 14) – coloca o presidente brasileiro no lugar onde, na avaliação do jornal, ele deve estar: “Líderes põem vidas em riscos minimizando o Coronavírus. Bolsonaro é o pior” (em inglês: Leaders risk lives by minimizing the coronavirus. Bolsonaro is the worst).

“Os melhores desempenhos até agora incluem Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul e Alemanha, que conseguiram reduzir bastante infecções e mortes por meio de testes, rastreamento de contatos e isolamento social”.

“Os governantes da Bielorrússia, do Turquemenistão, da Nicarágua e do Brasil negaram a seriedade do vírus.

“O caso mais grave de improbidade é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita descartou o coronavírus como "uma gripezinha" e convocou os brasileiros a "enfrentar o vírus como um homem, caramba, não um menino".

Em Maceió arrecadação despenca

A Prefeitura de Maceió já sofreu uma perda de 10% em sua arrecadação no mês de março e a previsão é de que esse percentual passe de 30% agora em abril, o que significa mais de R$ 45 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Economia. A queda é consequência da pandemia do coronavírus nas últimas semanas, que impactou o setor produtivo e o comércio da capital, e de medidas tributárias adotadas pelo prefeito Rui Palmeira para socorrer a economia local, como a suspensão de pagamentos dos impostos municipais por 90 dias.

Maceió já vinha perdendo arrecadação com a isenção do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e das Taxas de Serviços Urbanos de mais de 12.300 imóveis localizados nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, afetados pela instabilidade de solo provocada pela atividade de mineração, segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Cursos online é a opção

Com a paralização das atividades escolares até ninguém sabe quando, podendo comprometer totalmente o ano letivo no país, os sistemas escolares públicos e privados estão já tomando providencias pela opção de um calendário de aulas online com plataformas de ensino à distância substituindo o modelo tradicional que causa aglomeração e riscos de propagação do Coronavírus. Algumas cidades como São Paulo, Brasília, Recife, entre outras, já trabalham para que essas atividades sejam iniciadas imediatamente sob ameaça de mudar todo o calendário escolar de 2020. Por aqui ainda não se sentiu nenhum movimento, pelo menos nas escolas públicas.

Com merenda e sem merenda

Cestas nutricionais distribuídas pela prefeitura de Maceió às famílias da rede de ensino público municipal, em substituição a merenda escolar, vem repercutindo favoravelmente nas famílias mais carentes. A decisão do prefeito Rui Palmeira tem sido muito enaltecida neste momento de pandemia, com a suspensão das aulas. O Governo Estado até agora não divulgou nenhuma providência quanto ao mesmo problema, nas escolas estaduais e muitas crianças estão passando fome, pois era na merenda escolar que a maioria delas tinha sua alimentação. Vamos agir governador. Fome mata.

Expressas

Começaram os boicotes à candidatura da juíza Sônia Beltrão, que surge como uma ameaça ao atual gestor. Ela não saiu nada satisfeita com o comportamento de uma emissora local (Rádio Farol) e vai agir. Coisas de Palmeira.

De Brasília a notícia que se anuncia: um escândalo de derrubar a República. A proximidade de um ministro com empreiteiras suspeitas;

Fecho a coluna e o Mandetta não sai. Espero que na próxima ele já tenha caído. Ou não.

Inferno astral para o prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios. Comprou briga com a desembargadora Elizabeth Carvalho, uma magistrada destemida e muito prestigiada.  


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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