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01/11/2019 às 09h53

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O Tempo de Rui

Assessoria


Para refletir

“A imprensa é livre para informar, mas não para mentir. Isto não é liberdade e sim libertinagem”.

O tempo de Rui

Enquanto a imprensa e os políticos e também a população se agitam tentando “antecipar” as eleições para a prefeitura de Maceió, apostando em nomes e alguns até apontando possíveis vencedores, aparentemente nada acontece no entorno do prefeito. Alguns até tentam discutir o assunto, mas em vão. Conversei há alguns dias com Rui Palmeira em seu gabinete e o senti muito animado com o derradeiro ano de sua administração. Tem projetos e tem dinheiro para fazer acontecer e vai fazer. Conversamos sobre política nacional e nossas temerosas previsões para o país do futuro. Falamos muito sobre seu pai, o meu “guru sagrado”, Guilherme Palmeira e até sobre política local, mas não se falou em nomes de possíveis candidatos de sua preferência, pois sei que não teria uma resposta. Literalmente o conheço desde o dia em que nasceu e por isso mesmo sei o “seu tempo”. Esse quem faz é ele e somente ele. Tem sido assim sempre e tem dado certo, Muitos reclamam, correligionários se contrariam, mas nada o muda. O seu tempo quem faz é ele.

Aconteceu assim mais recentemente quando teve a possível oportunidade de ser governador em 2018. Era um candidato incomparavelmente melhor do que o adversário em tudo, inclusive em caráter, história de vida digna e confiabilidade. Com certeza se eleito Alagoas não estaria hoje sendo envergonhada diante do país pelos deploráveis índices de educação, ações sociais e mais: com uma administração exposta a graves denúncias de desvios de finalidades, atos de corrupção e outras tantas suspeitas por parte do Ministério Público e Polícia Federal, que recentemente prendeu servidores de alta patente na administração e mira em investigações que seguem até secretários de estado.

Desistiu de uma candidatura consolidada e reclamada pela população, reconheceu que o jogo seria sujo e desleal, pois assim era o adversário. Ouviu ponderações de seus pais e amigos mais íntimos e tomou sua decisão: continuar administrando Maceió.

Alguns não entenderam e até o culpam pelo desastre administrativo pelo qual passa hoje o estado de Alagoas, sob o foco da arrogância, das gravíssimas acusações de desonestidade e da incompetência.

Na hora certa, no tempo certo e em seu tempo Rui então abrirá suas conversas sobre as eleições para prefeito e partirá para mais uma vitória para felicidade e com a confiança do povo de Maceió. Mas é ele que fará o seu tempo, como o fará para 2022, com a vaga de governador ou a retomada da então honrada vaga no Senado que ainda hoje sente a ausência de Guilherme Palmeira.

Esse é o tempo de Rui.


Nunca como dantes

Outubro, mês do servidor público foi um dos mais tristes para a categoria. Anteriormente era um mês inteiro de comemorações, reconhecimento e confraternização. Este ano tudo se resumiu praticamente à entrega da Medalha Silvio Viana, criada em outros governos e assim mesmo em uma solenidade pífia e desprestigiada. As principais lideranças do funcionalismo não compareceram, nem foram convidadas. O governador Renan Filho tem demonstrado uma tremenda antipatia pelos servidores, talvez até porque nunca teve a oportunidade de ocupar um cargo público por mérito ou capacidade intelectual através de concurso público. Como o pai, não tem uma “Carteira do Trabalho” para exibir com anotações que o dignifique como trabalhador. Mas saiba ele que “ ninguém se perde no caminho de volta”. E esse embate se aproxima, quando então terá o devido troco pela arrogância e desprezo aos servidores, civis e militares que constroem e honram Alagoas.


A Milícia do Planalto

(BRASÍLIA) - O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse na sessão da CPI das Fake News que o Palácio do Planalto emprega três assessores responsáveis por uma “milícia virtual” que opera campanhas de ataques nas redes sociais contra adversários e dissidentes do governo. O coordenador das atividades seria Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República.O depoimento de Frota foi dado à comissão parlamentar mista de inquérito que investiga notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual. O deputado citou como membros do grupo os servidores Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz. Os três estão lotados na Presidência da República, em cargos comissionados, desde janeiro. Eles já foram convocados para prestarem depoimento à CPI.

— Eu sei tudo o que eu vi, vivi e ouvi. A rede de intrigas de Bolsonaro produz material em escala atacando quem estiver na frente ou venha a discordar. Ficou claro que o Palácio do Planalto virou um porto seguro de terroristas digitais. Fui o primeiro a denunciar, e por isso fui expulso do PSL — disse o deputado.

Frota relatou que os três servidores trabalharam na campanha presidencial de Bolsonaro operando “redes de ataques” e agora tiveram a tarefa “oficializada” com dinheiro público, dando continuidade a ela dentro do governo. O deputado afirmou que já presenciou o grupo reunido com Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro no Planalto


Prêmio Nise da Silveira

(BRASÍLIA) - Um prêmio criado por iniciativa do deputado Fábio Trad (PSD-MS), busca reconhecer o trabalho de pessoas e instituições que promovam políticas de respeito integral às pessoas em sofrimento psíquico e situação de vulnerabilidade. O segundo-secretário da Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), presidiu a premiação. “Nós estamos atentos aos trabalhos que eles vêm fazendo e nós queremos que esse trabalho continue, que sirva de exemplo para outras pessoas, outras entidades. Fazer o bem sem olhar a quem, com carinho, respeito e solidariedade.”

Foram agraciados com diploma de menção honrosa: o psiquiatra Alírio Torres Dantas Junior; a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme); a Clínica-Escola Mundo Autista; o diretor do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro, Francisco de Paula de Negreiros Sayão Lobato Filho; e a Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente.

O nome do prêmio homenageia a médica psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que é reconhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico no Brasil. Desde sua formação, ela condenava tratamentos como o confinamento em hospitais psiquiátricos e o eletrochoque.


Boa dobradinha

Se os dois se acertarem, com um apoio consistente, os nomes de Ronaldo Lessa e Heloisa Helena chegam com força para ganhar a Prefeitura de Maceió. Ambos com imenso potencial de votos podem repetir a vitoriosa dobradinha de 1992. Ronaldo fez uma excelente administração em dois mandatos de prefeito, governador também duas vezes e teve um mandato de deputado federal mais eficiente que os demais da bancada. Heloisa teve por duas vezes a maior votação da história da Câmara de Maceió, eficiente deputada estadual e reconhecimento nacional como senadora e candidata a presidente da República. Na próxima eleição ambos não podem ficar sem mandato. O negócio é entronchar a cara para o partidarismo barato, formarem uma aliança viável e partirem para arrebentar e governar Maceió. O resto que se exploda!


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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