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21/12/2018 às 13h14

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Feliz Ano Novo


Para refletir:


“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”.(Ariano Suassuna).


Feliz Ano Novo

Esta será nossa última coluna do ano de 2018. Ao ser publicada já estarei em meu período de férias só retornando ao final de janeiro. Na oportunidade agradeço aos meus leitores e amigos e também aos meus “inimigos” pela oportunidade de ter uma pauta sempre cheia de informações, denúncias e defesa do interesse público.

Tivemos um ano com resultados positivos e negativos, como sempre, mas merece ser comemorado. Em minha opinião a nossa vitória mais emblemática foi a massacrante derrota do petismo, pondo fim a um longo e traumático período de desmoralização da máquina pública, assaltos ao erário e a implantação da maior rede de corrupção da história do Brasil. Comemoremos avanços: cadeia deixou de ser para “pobre, preto e puta”, com um ex-presidente preso, além de governadores, grandes empresários e políticos corruptos em grande quantidade,

O povo também fez a sua parte não elegendo uma corja de políticos denunciados por roubar o dinheiro público, tirando-lhes o imoral foro privilegiado que os protege e certamente vários irão para a cadeia em breve.

No campo social há pouco ou quase nada a comemorar. A miséria insistiu e permanece em todo o país, com agravamento na região Nordeste, onde milhares morrem por falta de assistência e muitas vezes de fome, enquanto bilhões escoam pelos ralos da corrupção.

A violência urbana continua fazendo vitimas inocentes horas mortas pelo crime organizado, outras pelo despreparo das polícias, que são mal pagas e carentes de tudo o que é necessário para o desempenho de suas funções a começar pela formação.


Um sopro de esperança

Daqui a alguns dias o país inicia uma nova fase institucional com a posse do presidente Jair Bolsonaro. Independente da vontade dos que lhe fazem oposição, das manifestações da esquerda que foi derrotada, do histerismo vermelho que vai “perder a boquinha”, torna-se o presidente de todos os brasileiros.  Chega empunhando a bandeira de ultra direita em defesa de um “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” chancelada por mais de 57 milhões de votos. O país apostou em uma mudança radical mandando para o lixo a escória da política brasileira que durante 14 anos implantou uma “ditadura da corrupção” com a maior organização criminosa da história da República.

Certeza de um futuro para ser comemorado? Jamais! O futuro presidente montou um governo de técnicos e “generais” se negando a ceder indicações fisiológicas a partidos políticos para formação de uma base de apoio. Fez o que prometeu, mas até quando conseguirá manter essa distância da podridão política parlamentar? Seu primeiro escalão conta com civis e militares altamente credenciados para os cargos que ocuparão, resta saber como e até quando conseguirão evitar o nefasto “toma lá da cá”?

É um Brasil novo que se implanta em poucos dias, com um governo declaradamente de direita e anunciando que o país vai mudar para melhor. Que mude de verdade, pois do contrário os sonhos serão sepultados, quem sabe à custa de sacrifícios de vidas de brasileiros. Eu particularmente torço para que tudo dê certo, pois amo imensamente o meu país.


A bronca de Renan

O senador Renan Calheiros não apenas deixou de comparecer à solenidade de diplomação dos eleitos, como fez críticas ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

Em minha opinião o senador está pontualmente correto em suas queixas diante de um órgão que peca pelo comportamento horas omisso, outras cometendo equívocos nada republicanos.

Nossa Justiça Eleitoral precisa urgentemente de reformas, atualizações e reordenamento em seu conteúdo, nas ações destrambelhadas de seus membros e na aplicação de decisões caolhas e algumas vezes beirando a afronta à ética.

Tem que se reconhecer a falta de preparo de alguns julgadores, mas também o partidarismo abominável, a perseguição mesquinha, as decisões erradas.

A cada pleito os crimes eleitorais são flagrantes, praticados abertamente no grosso e no varejo, sem que sejam coibidos.

Que o diga o deputado Ronaldo Lessa (PDT), por confrontar com magistrados e não se sujeitar aos que imaginam que podem tudo teve em seu desfavor decisões parciais e absurdas, sempre corrigidas nos tribunais superiores, provando a inconsistência dos julgamentos locais.

Pois bem! Renan Calheiros no pódio do seu direito de reclamar usou as redes sociais para justificar sue ausência e denunciar os equívocos do TER/AL. Disse ele em seu texto: “Continuo em Brasília. Só sexta-feira estarei em Alagoas fechando a tampa deste mandato difícil e me preparando para, em 1º de fevereiro, tomar posse no novo mandato. Não é apenas justificativa da ausência. Também não é mera reclamação (até já a fiz pessoalmente ao ministro Edson Fachin, do TSE).

Na campanha, vocês viram, fui insultado todos os dias no rádio e na TV. Sem direito de defesa ou de resposta.

Paradoxalmente, foi essa a segunda eleição em que um desembargador do TJ-AL suspende e cassa, monocraticamente, a decisão colegiada do Pleno do Tribunal, transitada em julgado, para tornar elegíveis adversários, contumazes fichas-sujas, condenados por subtrair dinheiro público da ALE e réus em outros processos”. Disse o senador.

É preciso que o Congresso Nacional que toma posse em fevereiro aproveite o ano propício a reformas legislativas e promova mudanças necessárias a uma Justiça Eleitoral mais eficiente, ética e comprometida com o interesse público.


CONTA GOTAS

CONSELHEIRO Otávio Lessa após exigir a legalidade do pleito para escolha do presidente do Tribunal de Contas caminha seguramente para voltar a dirigir os destinos da corte a partir do próximo ano.

O FUTURO PRESIDENTE Jair Bolsonaro, ao invés de pregar a extinção da Justiça do Trabalho, deveria sim lutar pelo fim da Justiça Eleitoral, que não serve para nada.

LULA DEVERÁ permanecer uma longa temporada na cadeia e isto apavora as lideranças petistas que sabem que o partido poderá definhar. Pelo menos mais duas condenações estão na lista de espera para o inicio do ano.

RODRIGO CUNHA chega ao Senado no inicio de fevereiro implantando renovações em seu gabinete parlamentar. Cuidado para não inovar demais, pois pode quebrar a cara.

VAMOS VER se o governo mente menos e trabalha mais para que Alagoas saia dos índices negativos nacionais em quase todas as áreas.

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Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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