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24/11/2018 às 11h01

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Renan não!


Para refletir:

Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele. (Charles De Gaulle)


Renan não!

(BRASÍLIA) - No ambiente bolsonarista em Brasília há uma evidente rejeição ao nome de Renan Calheiros para voltar à presidência do Senado Federal a começar pelo próprio presidente eleito e seus filhos que não escondem suas reações, em alguns momentos até com adjetivos nada lisonjeiros ao senador alagoano.

Para o grupo de transição, capitaneado pelo futuro ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, a figura de Renan Calheiros representa tudo o que o futuro presidente tem combatido desde a campanha que o elegeu: o passado de suspeitas de corrupção que prometeu extirpar, o político carimbado com a marca negativa e práticas nada republicanas.

Segundo um importante integrante da equipe de transição, com o qual conversei “seria muito ruim para o país e as relações institucionais a presença de Renan Calheiros em uma das pontas de um importante e decisivo poder. Muito negativo”. 

Segundo me informou a mesma fonte outra forte reação ao nome de Calheiros são os militares que compõem a equipe de transição. “Todos os generais que se pronunciaram até o momento abominam a candidatura e alertam para o ambiente de negatividade que se abateria para o governo Bolsonaro, mesmo que não seja diretamente responsável pela infeliz escolha”, adiantou.

No Senado pelo que pude observar há uma reação majoritária parecida com a existente no ambiente bolsonarista. Embora um grupo de senadores, principalmente do MDB, insista na candidatura de Renan, apenas buscando a continuidade de práticas viciadas e apodrecidas que os beneficiam, outra banda, principalmente os novos senadores eleitos abomina a ideia e não faz segredo. Pelo menos até agora o lado contrário à candidatura emedebista é majoritário aparentemente.

Alguns parlamentares contrários à candidatura de Renan Calheiros fazem campanha aberta pelos corredores da Casa em busca de convencer os colegas do quanto seria negativo para a imagem do Senado a escolha de um nome tão marcado pelo que há de mais negativo na política brasileira. Esse grupo quer propor que a eleição para escolha do próximo presidente seja feita por votação aberta e não secreta. “Pois assim sendo qual senador não teria vergonha de votar em Renan, afrontando seus os eleitores de seus estados”?

O senador Lasier Martins (PSD-RS) é o autor da proposta para o voto aberto contra Renan. “Temos que atender o grito das urnas que pediu renovação”, disse à imprensa.

Lasier apresenta como precedente o caso da prisão do então senador Delcídio do Amaral, que se deu com o voto aberto. “Se ali foi possível, por que não para eleição do presidente da Casa? O regimento fala em voto secreto, mas a Constituição, não”, argumenta Lasier, que pretende ir até ao STF, se preciso for, para tentar garantir o voto aberto para eleição do presidente do Senado, em 2019.


Saudades dos pardais

Depois da constatação do aumento de números de acidentes de trânsito nas principais vias da capital a população começa a se incomodar e cobrar a volta dos pardais eletrônicos como único meio capaz de diminuir essa estatística. Os dispositivos eletrônicos de controle de velocidade foram suspensos por uma equivocada e danosa decisão do Judiciário, que relegou o interesse público e deu amparo aos que se sentiram incomodados pela preservação da segurança e das vidas de pessoas, inclusive o Ministério Público que acha que tudo pode. Vamos aguardar até que mais vidas sejam ceifadas para que promotores e juízes entendam suas reais funções na sociedade.


O Piauí avança

Enquanto estados do Nordeste, inclusive Alagoas, a cada ano vão perdendo ponto em índices positivos de desenvolvimento, com politicas públicas equivocadas e administrações incompetentes e algumas vezes desonestas o Piauí vem se destacando nos últimos anos na atração de empreendimentos voltados à geração de energia renovável, a exemplo das eólicas. Agora, o estado dá mais um importante passo nesse sentido, com a instalação do Parque Solar Nova Olinda, da Enel Green Power Brasil. A usina está localizada no município de Ribeira do Piauí, a 377 quilômetros de Teresina, na microrregião do Alto Médio Canindé.

No último mês a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí (SEMAR) fez a entrega das Licenças Ambientais de Operação para a usina fotovoltaica e da linha de transmissão de 500 KV da Nova Olinda – São João do Piauí/Ribeira do Piauí, para Alexandre Bittar, especialista ambiental da empresa.

“Entendemos que um empreendimento deste porte é de suma importância para alavancar o nosso desenvolvimento, além de nos colocar em posição de destaque entre os estados geradores de energia renovável. Este é o maior empreendimento de energia fotovoltaica da América latina”, afirma o representante do governo do Piauí.


Nem foi lembrado

No encontro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, o rancor da derrota levou alguns governadores a não comparecer, numa prova evidente de falta de civilidade e espírito republicano. Não perceberam que a eleição acabou ou não se conformam com o anunciado fim da corrupção e da perseguição implacável aos que sugam imoralmente o dinheiro do povo. Alguns deles sabem que poderão terminar na cadeia com uma devassa investigativa em suas administrações. O governador de Pernambuco, Paulo Henrique Saraiva Câmara, liderou o movimento rebelde dos governadores do Nordeste, região na qual a política é sustentada ainda explorando a miséria do povo, a compra imoral de votos pelo dinheiro e pelo poder e agora também por recursos da “Bolsa Esmola”, que vicia , desemprega e tira a cidadania dos miseráveis.

Em tempo: perguntei a um dos organizadores do evento e integrante da equipe de transição do novo governo sobre a ausência ao encontro do governador de Alagoas, Renan Filho e ele me respondeu com ironia: “Nem foi notada, esse cara não é do bem, como o pai. Figura pequena e vai diminuir. Não existe. Repercussão zero para sua ausência insignificante”.


Reinventando a política

Para o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o sistema político e partidário do Brasil “virou água” e precisa ser reinventado urgentemente para que o país possa retomar o caminho do desenvolvimento. Desfiliado do MDB desde o último dia 7, Hartung entende que os partidos de centro, como o próprio MDB e o PSDB, perderam relevância e, para não sumirem, têm de refletir e fazer autocrítica para compreender por que foram rejeitados nas urnas em 2018.

O centro foi o campo político mais afetado nas eleições do Congresso este ano. Dono da maior bancada em várias legislaturas, o MDB elegeu 34 deputados e terá a quarta maior representação na Casa (atrás de PT, PSL e PP). Já o PSDB, com 29 deputados, será apenas a nona em tamanho. Em compensação, a direita cresceu e vai ocupar mais da metade das cadeiras na Câmara.

Em busca de respostas para a perda de espaço, Hartung tem se reunido com outras lideranças, como o senador Tasso Jereissati (CE), ex-presidente do PSDB. O objetivo deles, segundo o ex-emedebista, não é criar um novo partido, ao contrário do que foi noticiado, mas procurar alternativas para a criação de novas lideranças políticas no país.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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