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12/10/2018 às 12h32

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Nada a comemorar


Para refletir: “Meu sentimento em relação a eleição para o Senado em Alagoas é de um lado de esperança e na outra ponta extrema tristeza” ( De um leitor).


Nada a comemorar

Terminado o pleito, desarmados os palanques, começamos a contabilizar as “perdas e danos” que as eleições deixaram como resultado. O governador Renan Filho que concorreu praticamente sem opositor, ganhou dentro do previsto em WO, com nenhuma vitória meritória, como sua mídia capenga tenta mostras aos alagoanos e ao país (77,30%) dos votos. Em 1994 Divaldo Suruagy (sem estar no cargo de governador  o que já oferece uma ampla e lucrativa vantagem), ganhou com 79,39% dos votos, concorrendo com um  ex-prefeito da capital , Pedro Vieira e o superintendente do Sebrae, ex-vereador de Maceió e ex-secretário de estado Marcos Vieira. Isto sim, uma vitória consagradora. A atual, uma “vitória de pirro”.

Ainda na majoritária o resultado nos brindou com dois extremos: a eleição emblemática do deputado Rodrigo Cunha para o senado com 895.759 votos para o Senado Federal, resultado de uma campanha limpa, com a mensagem de esperança que o alagoano se identificou e um passado político digno de ser mostrado. Na outra ponta o equívoco do voto leva os eleitores a dispensar outra esperança na candidatura do jovem deputado federal e ex-ministro dos transportes, Maurício Quintella, com larga folha de serviços prestados e ressaltado a nível nacional, optando pela continuidade “contaminada” de Renan Calheiros, conhecido nacionalmente por sua postura nada republicana que envergonha Alagoas, mas ao que parece aceita pelos alagoanos.

Na Câmara Federal a bancada sofreu também alguns abalos para melhor e para pior. Fará falta a presença simbólica de Heloisa Helena, o melhor nome entre todos os que disputaram , teve uma votação expressiva, mas perdeu a vaga por conta de uma legislação eleitoral fisiológica e com “donos”. Foi perseguida e “roubada” pelas malas de dinheiro sujo de candidatos que literalmente compraram o mandato e a perseguição mesquinha e injusta de setores do governo estadual.


Minha mãe

Parece que a Virgem Santíssima não gostou nada de ser chamada de “mãe” pelo deputado Givaldo Carimbão que aos gritos atacou o ministro da Cultura em sessão patética que serviu de chacota nacional. – “Maria é minha mãe...Maria é minha mãe” , urrava e fazia insinuações maldosas contra a mãe do ministro. A igreja católica, que sempre foi a garantia de eleições do deputado, entronchou a cara. Ai deu no que deu: nem Carimbão, nem Carimbinho. 


E o nosso quando vai?

O ex-governador de Goiás e ex-senador Marconi Perillo (PSDB) foi preso na  ultima quarta feira quando prestava depoimento à Polícia Federal em Goiânia. A prisão foi determinada pelo juiz Rafael Angelo Slomp, da 11ª Vara Federal Criminal da capital goiana no âmbito da Operação Cash Delivery, que investiga o pagamento de propina para suas campanhas eleitorais. A prisão é preventiva, ou seja, não tem prazo para acabar.

Já o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) se entregou também no mesmo dia para começar a cumprir pena de prisão de quatro anos e seis meses por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Acir foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro, acusado de obter, por meio de fraude, financiamento junto ao Banco da Amazônia para renovar a frota de ônibus de uma empresa de transporte pertencente à sua família.

O senador se entregou em Cascavel (PR) e foi internado após passar mal devido a problemas de pressão.

E nosso quando vai? A pergunta de todos os alagoanos do bem.


Bom para o capitão

Em uma disputa polarizada no segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), boa parte dos eleitores brasileiros se mostra indiferente em relação a hipotéticos apoios dos candidatos derrotados no primeiro turno da eleição para a Presidência da República.

Pesquisa Datafolha divulgada há dois dias mostra que, do total de eleitores, 72% se dizem indiferentes em relação a um possível apoio de Marina Silva (Rede) a qualquer um dos candidatos que seguem na disputa. Cenário semelhante se repete em relação a hipotético apoio de Geraldo Alckmin (PSDB), considerado irrelevante por 69% dos entrevistados. Um apoio de Ciro Gomes (PDT) também não teria influência para 63% dos eleitores.

Mesmo entre quem votou nesses candidatos derrotados no primeiro turno, os posicionamentos deles no segundo turno têm influência restrita.


Renan não !

O filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), foi enfático ao declarar à imprensa nacional: “Renan Calheiros está fora. A gente o quer na oposição. Ele é contra a redução da maioridade penal, é contra rever desarmamento. Sem contar que andava de mãos dadas com o Fernando Haddad”.

A declaração é do senador eleito, Eduardo Bolsonaro, que será a figura representativa do pai no Congresso Nacional.

Ai está um primeiro momento nada agradável para o senador Renan Calheiros, que pelo seu perfil já poderia estar articulando sua ida “ideológica” para os braços do próximo governo.

O momento também deverá ser muito ruim para o governador Renan Filho e consequentemente para os alagoanos.


Lava Jato não para

Em Brasília esta semana conversava com um procurador da Lava Jato e perguntei da possibilidade da Lava Jato acabar. Sua resposta foi: “Não cederemos um milímetro de nossas atribuições institucionais. Não dependemos de gestões partidárias para agir. Esperamos que o próximo governo, seja qual for apenas não tente atrapalhar, pois ai mostraremos aos brasileiros essa aberração. A Lava Jato vai seguir e no início do ano teremos grandes novidades. Mesmo no período eleitoral as investigações e trabalhos dos juízes e procuradores continuaram, Logo após o segundo turno esperamos que o ex-presidente Lula sofra mais uma condenação , além das outras que poderão vir.


Palmeira sem saúde

É preocupante a situação de Saúde Pública em Palmeira dos Índios. Enquanto o prefeito alardeia sua promoção pessoal na imprensa e nas redes sociais (que ele ama) a população reclama  alarmada o temor de infestação de escorpiões e outros insetos que começam a aparecer por falta de combate sanitário , uma vez que os agentes de saúde ainda não deram a cara este ano, pelo menos na região central da cidade ( imagine na periferia). Depois se alguém for picado vai ter o atendimento precário da saúde terceirizada do município. A revelação me foi feita por um morador, na presença de um secretário do prefeito.


A alface murchou

Fechada desde a semana passada com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), a chamada bancada ruralista passará por reformulação na próxima legislatura. Mais da metade de seus atuais integrantes não renovou o mandato e estará fora do Congresso a partir de fevereiro de 2019. Dos atuais 245 integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, 117 (47,7%) foram reeleitos. A bancada, uma das mais poderosas da Câmara e do Senado, ainda não sabe estimar quantos dos novos parlamentares vão participar de sua composição no próximo ano.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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