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O ridículo discurso de Carimbão

18.08.2018 às 13:00
Reprodução/Tv Câmara


Para refletir:  “Na política não existe amigos, apenas conspiradores que se unem”.


O ridículo discurso de Carimbão

O deputado Givaldo Carimbão expôs todos os alagoanos ao ridículo nacional em audiência pública esta semana na Câmara Federal ao ofender de maneira deselegante e marginal o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que ali estava como convidado.

A desastrosa fala de Carimbão aconteceu ao fazer críticas sobre um evento patrocinado com dinheiro público, utilizando os benefícios da Lei Rouanet, durante reunião da Comissão de Segurança Pública e Controle do Crime Organizado, da qual faz parte.

Enquanto falava, o deputado Carimbão, que faz parte da Frente Parlamentar Católica da Câmara, fez críticas às diversas obras de arte de cunho religioso, entre elas uma que mostra um homem urinando na cabeça de Jesus e de Maria. Ele afirmou que queria ver a mãe do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, exposta “com as pernas abertas”, como é retratado nas obras. – “Eu queria que fosse com a mãe dele. Eu queria que fosse com a mãe do ministro. mijando na cabeça dela. Pegando a mãe do ministro, porque Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Eu queria pegar a mãe do ministro e colocar com as pernas abertas como está aqui nessas fotos, como Pastor Eurico mostrou. Se ele gostava. Pegasse sua filha”.  – afirmou o descontrolado deputado.

A tresloucada fala de Carimbão não apenas indignou seus colegas, a imprensa e a assistência presente a audiência, mas toda a sociedade brasileira educada e respeitosa. As reações contrárias a má conduta parlamentar vieram se vários segmentos , inclusive da Igreja Católica, que Carimbão acha que é sua propriedade .


Uma resposta educada

O ministério da Cultura que teve o seu titular agredido pela verborragia do desequilibrado Carimbão em nota respondeu com educação as aleivosias. A seguir alguns trechos da nota:

2) Em sua fala, o ministro tratou da posição do Ministério da Cultura em relação a exposições artísticas realizadas recentemente em Porto Alegre e São Paulo, e prestou os esclarecimentos pedidos pelos deputados;

3) Sá Leitão reforçou a posição do MinC favorável à extensão da classificação indicativa para exposições de artes visuais;

4) O ministro respondeu com serenidade a todas as perguntas e compartilhou as informações pedidas, reafirmando sua convicção de que o assunto deve ser tratado com equilíbrio e racionalidade;

5) Em determinado momento da audiência, houve colocações ofensivas dirigidas ao ministro, sem qualquer relação com o objeto ou com o tom do conjunto da audiência. Diante das repetidas ofensas, o ministro encerrou sua participação;

6) Após o incidente, o deputado Alberto Fraga, da Comissão de Segurança, ligou para o ministro Sá Leitão e pediu desculpas em nome da Comissão e dos deputados que a compõem. O deputado Thiago Peixoto, presidente da Comissão de Cultura, fez o mesmo;

7) O ministro reitera seu respeito a todos os parlamentares e ao Congresso Nacional, e seu desejo de construir um debate amplo e respeitoso, fundado no verdadeiro diálogo, que possa contribuir de fato para o fortalecimento da cultura, da democracia e do estado de direito em nosso país.


As mudanças de Toffoli

O ministro Dias Toffoli, que assumirá a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 13 setembro, enviará ao Congresso propostas para acabar com os feriados que só existem para o Judiciário.

Pelo menos três deles devem ser extintos: o de 11 de agosto, em comemoração ao Dia da Criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, o de 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, e a Quarta-Feira Santa ,para juízes federais, a Páscoa começa neste dia da semana e vai até domingo.

O magistrado está dialogando com entidades de classe para um acordo em torno da medida. O fim das férias duplas para magistrados também está em estudo.

Segundo fonte ligada ao ministro (tido como petista) ele pretende “limpar sua barra diante da sociedade e afastar de vez sua vinculação ao partido do ex-presidente Lula que o fez ir para o STF”.

Acontece que nem tudo o que quiser poderá fazer o futuro presidente, uma vez que se tratando de um colegiado a maioria das decisões, mesmo administrativas depende de uma maioria. Se conseguir muito poderá ganhar o carcomido e execrado Poder das Togas.


Collor avança

A surpreendente candidatura do senador Fernando Collor ao governo de Alagoas, quando os palacianos já comemoravam vitória em “WO”, não apenas mudou os sintomas da eleição, mas também começou a gerar intranquilidade dentro do Palácio Zumbi dos Palmares. Bem articulado, corajoso e destemido o candidato que surge possui um potencial explosivo de destruição do adversário fato já comprovado em outras eleições que participou. Com elevado poder de convencimento tem recebido em seu gabinete, em Maceió, um impressionante número de lideranças do interior com o desejo de se engajar em sua campanha, muitos inclusive que já haviam se comprometido com o govenador Renan Filho (a velha história de quando o barco começa a fazer água). Não bastasse a sua versatilidade e poderosa imagem de marketing conta a seu favor com os meios de comunicação mais poderosos do estado, com um poder destrutivo de uma “bomba nuclear”. Tem total apoio do governo federal na construção de sua candidatura e mais, enquanto os Calheiros (pai e filho) se limitam a uma aliança com o presidiário Lula, Fernando Collor tem em mira o provável candidato vencedor para a presidência de República.


Terceirizando a negligência

Não é a primeira vez, nem segunda, tampouco terceira que casos de negligência acontecem na unidade de atendimento denominada UPA, em Palmeira dos Índios. Já houve registro comprovado de ocorrência de óbito em decorrência do precário e irresponsável atendimento à população do município (caso narrado pelo odontólogo palmeirense Antônio Laurentino Belo de Almeida que teve um membro de sua família morto e culpa o atendimento inadequado na unidade de saúde). O prefeito do município, Júlio Cezar, nunca teve uma ação efetiva com relação a administração terceirizada do setor, se limitando a cada caso emitir uma nota pífia e que nada esclarece diante da população com assistência ameaçando suas vidas. O que há de estranho nessa “parceria” que mesmo com motivos óbvios não se desfaz o contrato?


Crimes eleitorais

Em conversa com um influente integrante do Ministério Público este me dizia que há um compromisso ético e institucional entre todos os promotores e procuradores com olhos na lisura e rigor no cumprimento da legislação com vistas ao próximo pleito.

Desde quando ainda eram “pré-candidatos” os postulantes aos cargos majoritários e proporcionais estão em permanente investigação já havendo sido apontados vários casos que estão em apuração.

Adiantava a fonte que o governador Renan Filho, por enquanto, está sendo o “campeão na pauta de investigações judiciais” em decorrências de supostos crimes eleitorais cometidos.

Temos tido casos em que o governador ganhou, levou, mas teve que devolver o cargo (Amazonas e Tocantins).

“A meu ver o governador Renan Filho tem cometido não apenas um, mas uma série de crimes eleitorais” – adiantava o membro do parquet estadual.

Postado por Pedro Oliveira

O preço da honestidade e da ética

10.08.2018 às 11:49
George Gianni/PSDB


Para refletir: “Eleições em Alagoas. Um balaio de gatos ou de ratos?”.


O preço da honestidade e da ética

O jovem prefeito de Maceió, Rui Palmeira, paga um alto preço por conta de sua conduta ilibada, seus critérios éticos e sua formação política. Destoa da maioria ou mesmo da quase totalidade dos políticos locais nos quesitos respeito à coisa pública e responsabilidade legal e moral. Não tem a política como aventura ou meio de vida, mas como a ciência social capaz de operar mudanças e trazer resultados positivos para a comunidade em geral.

Diferente de seus opositores tem origem digna com árvore genealógica robusta de homens que são exemplo na política e na vida.

Desde que se tornou uma ameaça aos que controlam os votos dos alagoanos pelo dinheiro sujo da corrupção e pela violência durante muitos anos, passou a ser alvo de perseguições mesquinhas e covardes de toda natureza em busca de ofuscar o brilho de sua liderança política e sua carreira ascendente.

Talvez seus adversários não tenham contado com sua coragem cívica e seu destemor diante das adversidades circunstanciais da política. Enfrentando-os venceu todas e com grande diferença. E venceria de novo se a responsabilidade de terminar o seu mandato como prefeito não tivesse prevalecido em sua decisão de não concorrer ao governo.

O pleito que se avizinha será uma guerra suja de ambos os lados, As “folhas corridas” dos candidatos e circunstantes serão escancaradas no horário eleitoral, nos comícios pelo interior e nas redes sociais. O eleitor terá como parâmetro de opção de voto quem é mais sujo que o outro, quem carrega o número de processos por corrupção e de sobra os “chutes na canela” os “podres” de cada família e quem roubou mais. Não é jogo para Rui Palmeira, não será pauta para um político honrado, com passado e com presente respeitados.

O jovem prefeito de Maceió não precisa se envolver nessa arenga putrefata, pois não lhe cabe no meio de tanta sujeira que está por vir. Dê o apoio necessário a seus candidatos, selecione aqueles nos quais confia e construa os alicerces do seu futuro político que é vitorioso, íntegro e limpo de origem. 


De volta em Delmiro

A péssima administração do prefeito padre Eraldo Cordeiro à frente da prefeitura de Delmiro Gouveia abre frente ampla para o retorno de Lula Cabeleira ou quem ele indicar nas próximas eleições.

O reverendo que não é lá tão bom de missa e sempre andou as turras com a igreja à qual deve obediência agora descontenta os eleitores enganados que certamente não repetirão os votos. Lá a administração está travada e a cidade já sente em várias áreas o efeito da incompetência administrativa, O que se fala é que o prefeito é bom mesmo só no quesito traição.


Suspendendo o suspeito

O Ministério Público do Estado e Alagoas, por meio da 4ª Promotoria de Justiça, ajuizou ação civil pública para, que, em caráter de urgência, a prefeitura de Arapiraca suspenda as parcerias firmadas com o Instituto Viva a vida, a Elo Social de Gestão Pública – ELO e o Centro de Integração Pública e Social. O valor das parcerias soma R$ 21.308.650,84. O município fica proibido de efetuar qualquer repasse às referidas Organizações e o descumprimento resultará em multa diária de R$ 20 mil, a ser aplicada pessoalmente ao prefeito Rogério Teófilo.

De acordo com o promotor de Justiça, Rogério Paranhos, a ação foi proposta porque o município de Arapiraca firmou parcerias sem publicar editais de concurso de projetos, conforme o previsto no Decreto nº 3.100/99, que regulamenta a Lei nº 9790/99 ferindo os princípios da legalidade, da publicidade, da eficiência, da moralidade e da impessoalidade.

Mais um imbróglio que se mete o prefeito Rogério Teófilo em sua já conturbada administração. Parece que não aprende.


Rodrigo Cunha desabafa

Depois de Tereza Nelma, candidata a deputada federal, foi a vez de Rodrigo Cunha, soltar o verbo contra a coligação do PSDB com Fernando Collor para o governo do estado. Declarou que “antes só do que em péssima companhia”, Se não largar a candidatura no meio do caminho (o que é muito provável) vai caminhar o estado na base do “eu sozinho” em busca de uma eleição praticamente impossível diante do rolo compressor da compra de votos, da barganha do poder e dos “currais podres do interior” que em muito dificultarão sua vida.

Na verdade dentro de sua coligação Cunha sofre a perseguição implacável de adeptos da candidatura do senador Benedito de Lira, sob o comando do maquiavélico “capitão do mato” Arthur Lira que, como a pai, teme a desenvoltura política e o nome limpo do jovem Rodrigo Cunha.


Cultura no ralo

O setor cultural alagoano tem todas as razões para não votar no governador Renan Filho e de fato há um movimento silencioso e uma corrente formada por produtores culturais, atores, músicos e outros agentes, liderados por integrantes da cultura afro, pregando o voto contra a chapa de Renan Filho, Entre as razões o não cumprimento de nenhuma promessa de campanha para o importante segmento e citam algumas: criação de uma lei de incentivo a cultura, criação do parque estadual do mundaú, implantação de programas de interiorização da cultura, pavimentação e revitalização do acesso à Serra da Barriga, edificação do Memorial da Igualdade Racial, implantação de Centros de Artes e Cultura nas diversas regiões do estado. Segundo um líder do Movimento Cultural contra Renan Filho a única promessa cumprida foi apenas a instituição de uma comissão para comemorar os 200 anos de Alagoas. “O governador jogou literalmente a cultura no ralo”.


A mídia nas eleições

A televisão, dizem os especialistas, continuará sendo o principal meio de difusão de informações, uma vez que é a mídia com maior capilaridade. O grande diferencial deste pleito será a possibilidade, pelas candidaturas, de impulsionar conteúdos por meio de pagamentos. Em 2016, isso não era possível. Além disso, a restrição financeira das campanhas desde o fim do financiamento por empresas pode aumentar o uso de inteligência de dados.

Embora uma pesquisa do Ibope de novembro do ano passado tenha mostrado que, pela primeira vez, a internet será o fator mais influente para o eleitor definir o voto à presidência da República, de acordo com os próprios eleitores ouvidos, marqueteiros são enfáticos ao dizer que as redes sociais não funcionam como uma “varinha mágica”.

Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros disseram que as redes sociais terão algum grau de influência na escolha do candidato – 36% acham que elas terão muita influência.

Uma pesquisa da agência We Are Social e da plataforma Hootsuite mostrou que os brasileiros gastam, diariamente, 9 horas e 14 minutos navegando na Internet, em média. Cerca de 130 milhões de brasileiros utilizam o Facebook mensalmente, 92% deles pelos smartphones.

O YouTube é a rede social com maior uso: dos entrevistados pela Global Web Index, entre 16 e 64 anos , 60% declararam utilizar a plataforma de vídeos, contra 59% que falaram que usam o Facebook

Postado por Pedro Oliveira

Investindo no servidor público

03.08.2018 às 12:25
Escola Municipal de Governo - Ascom Semge

Para refletir: “A maior doação para minha campanha é a sua coragem, não o dinheiro”. (Heloisa Helena para seus eleitores).


Investindo no servidor público

Em contraponto ao governo do estado, que em quatro anos nada investiu em capacitação, mesmo dispondo de um fundo milionário com destinação exclusiva para esse fim (o governador ainda proibiu, por decreto, que servidores participassem de cursos, seminários e congressos), a prefeitura de Maceió vai ultrapassar só este ano o treinamento de mais de mil de seus funcionários em todas as categorias. A Escola Municipal de Formação e Desenvolvimento de Pessoas tem tido um papel preponderante na política de valorização dos servidores, coisa rara hoje em dia no segmento da atividade pública. Com uma grade de cursos abrangente e voltada para as atividades fins da administração, além de conteúdos com enfoque em motivação funcional, com temas que têm sido muito procurados pelos servidores da administração direta e indireta do município. Nos últimos tempos a Escola tem oferecido treinamentos sempre com a capacidade lotada de cada turma, diante da excelência ressaltada em cada unidade pedagógica oferecida.

Com um trabalho profissional eficiente e com vista também voltada para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à comunidade a escola tem contribuído de maneira muito positiva e esse trabalho tem sido reconhecido em toda a administração. O secretário adjunto Israel Guerreiro e a diretora de Formação de Pessoal, Maria Pedro Azevedo, formam uma dupla que tem sido responsável pela qualidade dos programas ofertados aos servidores da Prefeitura de Maceió. Um exemplo que pode ser copiado.


Senhora coragem

Candidata a deputada federal, com amplas chances de eleição, Heloisa Helena faz uma peregrinação por todo o estado, pregando o voto qualificado da cidadania, da anticorrupção e do respeito ao interesse público. Sua palavra tem sido ouvida com atenção em cada município, em cada povoado, em cada recanto onde haja eleitores, muitos inconformados com a situação de degradação da política e dos políticos. Mais uma vez está enfrentando o poder do dinheiro, da barganha, do jogo sujo e da “máquina”.

Sem “currais” (mas votada em todo canto) e sem dinheiro, bem que poderia ao menos aceitar, por ser legal, a doação individual de pessoas para sua campanha. Mas prefere dizer: “Estou recebendo muitas mensagens perguntando como podem me ajudar na nova batalha que enfrentaremos se faremos “vaquinha”, etc... a melhor forma que você tem de me ajudar não é financeiramente, é me doando a sua coragem! É a sua coragem que firma meus passos na longa jornada! Sempre!!

É uma guerreira.


Quem sabe faz a hora

Enquanto em se tratando de governo estadual quando a cada senso, pesquisa ou avaliação os índices negativos nos expõem ao ridículo nacional, a administração do prefeito Rui Palmeira vai colecionando pontos positivos.

O Município de Maceió foi reconhecido pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua como a cidade brasileira que mais incluiu famílias com esta condição no Programa Minha Casa Minha Vida.

 Os dado foram apresentado em Brasília, no Encontro Nacional sobre os Direitos Socioassistenciais da População em Situação de Rua. Segundo o Comitê, Maceió alcançou destaque por manter uma política de habitação que tem como prioridade garantir moradia digna e permanente para quem vive na rua, em condição de vulnerabilidade.

“Temos, desde 2013, quando entramos no Programa Minha Casa Minha Vida, trabalhado para diminuir mais do que o déficit habitacional da cidade, nós estamos melhorando a vida de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. Entendemos que ter uma moradia traz, além de conforto, dignidade. Seguimos com essa missão”, declara orgulhoso o prefeito da capital.


Vices só crescem à beira dos túmulos

Essa eu ouvi do maior cronista político do Brasil, o incomparável Sebastião Nery: “Os vices só crescem à beira dos túmulos”, o que é uma grande verdade. Fico a me perguntar qual o vice que pelo menos em algum momento não deseja a morte ou perda de mandato do titular para assumir o cargo? Quem negar é mentiroso. Outros até dão uma forcinha para que isto aconteça, a exemplo de Michel Temer, com a morte política do “poste”.

No entanto a coisa parece está mudando, pois ninguém deseja o papel de “cipreste” nestas eleições. Praticamente todos os candidatos a presidente ou governador estão sem companheiro (a) de chapa até o fechamento da coluna. Parece que a politica está mesmo em baixa. Ou os candidatos são ruins demais.


De olho na grana

Sabe-se que a “prefeitada” anda meio desiludida com os milhões dos precatórios do Fundef que estão chegando tão logo seja decidido o imbróglio do percentual para os professores. Em função do volume de dinheiro e da real possibilidade de desvios pelos caminhos tortuosos da corrupção o Tribunal de Contas da União está pedindo o apoio dos Tribunais Estaduais, do Ministério Público e da CGU para uma “força tarefa” para acompanhar e fiscalizar com rigor a aplicação de cada centavo da grana.

Decisão muito oportuna.


A polícia que rouba

Esta semana durante uma operação policial em casas de jogos de máquinas caça-níqueis considerados clandestinos alguns estabelecimentos foram fechados e os equipamentos apreendidos. Os pontos de jogos funcionavam na parte baixa da cidade em região considerada nobre pelo alto padrão de residências.

Seria uma operação normal se os agentes da lei, com identidade protegida por máscaras, não tivessem espancado funcionários e ainda roubado certa quantia em dinheiro. Péssimo exemplo para nossa polícia.


Maurício Quintella reforçado 

A candidatura do deputado Mauricio Quintella se robustece e muito com o engajamento das forças políticas do litoral Sul comandadas pelo também deputado Marx Beltrão e sua influente família. O apoio coloca Quintella como a opção primeira e preferencial para o Senado o que significa um pacote e tanto de votos na disputa.

Maurício e Marx foram ministros juntos e têm uma grande afinidade política e pessoal. A arrumação o coloca na beira do gol na busca pela conquista de uma das cadeiras.


Collor assusta

Há sim um fantasma assombrando os inquilinos do Palácio Zumbi dos Palmares e seu entorno. Um desses palacianos me confidenciava que alguns estão na base do Lexotan (Medicamento da classe benzodiazepínica, com propriedades específicas que o indicam como medicamento ansiolítico, hipnótico e sedativo) diante da noticia circulante colocando o senador Fernando Collor como provável candidato ao governo pelo grupo de oposição. Carismático, exímio comunicador, super articulado, já venceu uma eleição em 15 dias de campanha para o favoritíssimo Ronaldo Lessa. Com esses predicados, tempo de televisão e mais de dois meses de campanha pode fazer um belo estrago. E ganhar a eleição. Até o fechamento da coluna não havia definição. Liguei para ele, mas não me retornou.

Postado por Pedro Oliveira

O valor do voto

27.07.2018 às 10:38


Para refletir: Pobre Alagoas nasceu para ser maltratada. Caminha para mais uma luta inglória onde vencerá o equívoco do voto


O valor do voto

Mais uma eleição se aproxima e, com ela, surgem dúvidas sobre o efeito do voto em branco na contagem final da eleição. O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que, ao tornar obrigatório o voto dos os maiores de 18 anos, a Constituição ressalta a importância da responsabilidade política do eleitor para o processo eleitoral e para a democracia como um todo. Porém, diante da urna, o eleitor é inteiramente livre para votar como quiser.

Votar branco ou nulo significa apenas invalidar o seu voto. Hoje em dia, não há diferença entre votos brancos e nulos. Eles simplesmente são votos inválidos. Os eleitores que votam dessa forma demonstram, com esse ato, o inconformismo e a insatisfação com o modelo, com os candidatos, enfim, com o quadro político em geral.

Na prática, o eleitor anula sua participação no processo eleitoral. Porém, a Justiça Eleitoral reconhece esse direito: as urnas eletrônicas trazem a opção do voto em branco; já o voto nulo acontece, por exemplo, quando é digitado e confirmado um número diferente daqueles dos candidatos oficiais. Resumindo: em hipótese alguma, os votos brancos e nulos serão motivos para a anulação de uma eleição.

É muito provável que em Alagoas o percentual de votos nulos e em branco somados ultrapasse até a votação majoritária para os cargos de governador e senador. Inconformados com a degradação da política nacional e local, a avalanche de corrupção que atinge praticamente todos os políticos com mandato e a situação desastrosa da Administração Pública, muitos certamente votarão em branco ou anularão seus votos. Há ainda os que não sairão de suas casas para votar. O ruim de tudo isso é que serão beneficiados os mesmos, que continuarão contaminando a política e assassinando milhões pelas vias da corrupção.


O exemplo de Célia

Enquanto muitos pensam em seus próprios umbigos, nas barganhas, artimanhas e embromações políticas alguém no Agreste alagoano participa do quadro eleitoral com olhar diferente de seus adversários. Em Arapiraca e na região do entorno em época de eleição a moeda de troco é o voto. No vale tudo se envolve prefeituras, cargos, verbas públicas, negociatas espúrias e até a honra se é que ainda existe.

Alianças são feitas tudo com base no lucro político ou financeiro que há de vir. E são esses fatores que degradam e maculam a política e seus atores.

Na contramão da onda a maior liderança política da região, ex-prefeita Célia Rocha não buscou conchavos e “negócios obscuros” com forasteiros. Preferiu apoiar uma candidatura da terra buscando resgatar a tradição de Arapiraca ter sua representação na Câmara. Sai candidata a deputada estadual apoiando o conterrâneo Severino Pessoa para deputado federal.

Bom seria se a atitude de Célia fosse imitada por outros, mas é difícil quando só se pensa no bolso e na bolsa (ou mala).


Refém do Planalto

Confirmado, o acordo do bloco capitaneado por DEM e PP com Geraldo Alckmin (PSDB) abre brecha para o centrão exercer poder de tutela inédito na história recente sobre um mandatário do país. A manutenção do comando da Câmara nas mãos desse grupo está afiançada desde o início das negociações. Mas, no desenho atual, o consórcio indicaria também o vice do tucano e teria número suficiente para eleger o novo presidente do Senado. Se aposta que caberá ao PP apontar o nome.

A união dos partidos que compõem o centrão foi forjada em cima da tese da repartição do poder. Somados, eles praticamente garantem a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e, a números de hoje, chegam a 32 senadores.

 PT e MDB se alternaram no comando das duas casas Legislativas de 2003 a 2016. Na Câmara, só houve duas exceções: Aldo Rebelo, à época no PC do B, chefiou a Casa de 2005 a 2007. Foi sucedido por Severino Cavalcanti (PE) que, no PP, segurou-se pouquíssimo tempo no cargo.

 O MDB controla o Senado desde 2001. Só houve um intervalo, em 2007, quando Tião Viana (PT-AC) assumiu a Casa após renúncia de Renan Calheiros (MDB-AL).


Heloisa Helena

As pesquisas e os “termômetros das ruas” mostram claramente que Heloisa Helena caminha para obter uma consagradora vitória em sua caminhada como candidata a Câmara Federal.

Por onde passa é aclamada calorosamente pelo povo, lideranças municipais e deixa em cada lugar a marca de sua integridade resistência e intolerância com a corrupção e os desvios de finalidade na atividade política.

Mas não é unanimidade e certamente desagrada a uma classe poderosa: aos bandidos.


Servidores prejudicados

No governo de Teotônio Vilela mais de 5.000 (CINCO MIL) servidores do interior de Alagoas foram capacitados pelo Programa Escola de Administração Pública. Nos últimos quatro anos não aconteceu nenhuma capacitação no interior pela Escola de Governo, que diminuiu de tamanho e ofertas de cursos também na capital.

Os servidores públicos se sentem desprestigiados e reclamam que no governo passado muitas oportunidades de melhoria funcional surgiram em decorrência de cursos de aperfeiçoamento levados a todos os municípios do interior, com a consequente melhoria dos serviços prestados às comunidades.
Ainda no Governo de Teotônio Vilela aconteceu o inovador Programa Cidadania de Recepção a novos servidores, com o objetivo de preparar todos os que foram nomeados após aprovação em concursos - com noções de direitos e deveres do servidor público - cidadania - administração pública - motivação psicológica e relações interpessoais.


Os malditos cadastros

Parece que não adianta mesmo toda a luta da sociedade clamando por eleições limpas. Está na índole da maioria dos políticos brasileiros a prática da desonestidade, da corrupção, dos negócios sujos e das eleições compradas. Esse fato não me foi revelado por nenhuma fonte suspeita, mas pelo próprio autor. Um candidato a deputado me revelava que nestas eleições estaria com um “um cadastro de eleitores” (não é um simples cadastro, mas um mecanismo eficiente de compra de votos) e por ele sua eleição estaria garantida. E me adiantava: “Se não tiver reduto forte, muito dinheiro, ou isso, não se elege”. Tudo nas barbas da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça, que não possuem mecanismos ou vontade de fazer acontecer alguma coisa. É assim a cada eleição e nunca haverá de mudar, pois somos o que somos.


Mas não ganha

O jovem destemido deputado Rodrigo Cunha tem tudo para desbancar todos os caciques pajés da tribo com uma votação expressiva na capital ao abrir das urnas na busca de uma das vagas para o Senado. Conduta parlamentar exemplar, vigilante quanto ao interesse público, atuante em ações de cidadania, tudo o que o eleitor esclarecido gosta e está carente. Mas vem o interior e ai é que o folego vai faltar para o candidato. Afora sua terra natal, Arapiraca, sua densidade eleitoral cai vertiginosamente nos demais municípios ainda sob o domínio da velha e oligarca política. É a regra do jogo e nessa ganha nem sempre o melhor.

 

Postado por Pedro Oliveira

Difícil é agradar

20.07.2018 às 16:32


Para refletir: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues).


Difícil é agradar

A cidade de Palmeira dos Índios (minha terra mãe) passou por volta de trinta anos mergulhada em sucessivas administrações irresponsáveis que lhe causaram danos provavelmente irreversíveis. De sua pujança como município modelo para o país, viu seu comércio, sua robusta agricultura, seu turismo e sua dignidade depredados a cada quadriênio pelo equivoco do voto. O único administrador que a população sente saudades é Jota Duarte, certamente o maior prefeito de sua história, por mais de um mandato.

Hoje a cidade convive com novos tempos pela administração do prefeito Júlio Cezar, um cidadão jovem, comunicador nato, de família humilde com alguns predicados: ama sua terra, passou pelas agruras dos palmeirenses nesses anos de decadência administrativa, é criativo, empreendedor e ágil em ações de resultados. Conquistou Brasília literalmente. Não há um deputado ou senador alagoano que não goste dele. Com seu jeito próprio já é figura conhecida e querida nos Ministérios, Dias atrás ouvia de um colega jornalista brasiliense: “Esse seu prefeito vai longe, é articulado e muito sabido”.

Fiz esse preâmbulo para citar um fato que não me surpreendeu por conhecer o bastante meus conterrâneos, mas me deixou pasmo. Uma minoria inconformada e a serviço daqueles que nada fizeram pela cidade, postou nas redes sociais críticas ao prefeito que ao realizar obras no principal espaço público (Praça da Independência) estaria “causando transtornos e ainda desalojou um comerciante que tinha seu negócio há mais de dez anos no local”. Vou ser breve: como pode se fazer uma obra de grande volume sem que hajam transtornos temporários à população? (os serviços são reais e não virtuais, pelo menos ainda); quanto ao cidadão “desalojado” esse com certeza não é legítimo dono do espaço e mesmo que o seja não pode ser causador do impedimento de uma obra de interesse público. O administrador tem que ter a coragem cívica de fazer valer esse interesse, que predomina sobre o particular.

Não tenho laços de amizade próxima com o prefeito, mas uma respeitosa relação sem compromisso de cada lado. Já fiz críticas pontuais a sua administração e por certo continuarei fazendo quando necessárias e isso me dá o direito de defender quando injustamente caluniado. 


TCU moderniza fiscalização

(BRASÍLIA) - O Tribunal de Contas da União (TCU) vai ser pioneiro entre as entidades fiscalizadoras superiores (EFS) em todo o mundo no uso de imagens de satélites para atuar no controle dos gastos públicos. O chamado “geocontrole” vem sendo estudado pelo TCU em dois pilares: um voltado para a tomada de decisão, que é a Análise Multicritério Espacial, e outro voltado para o acompanhamento de execução de políticas públicas, de obras, colhendo dados para verificar a necessidade ou não de realização de uma auditoria.

Apesar de a geotecnologia já ter diversos usos no mercado, quando o assunto é exclusivamente controle externo ainda não havia nada, e não apenas no Brasil: “Não tem nada nessa linha, do controle, no mundo”. No Brasil, em um trabalho de benchmark, foi encontrado o uso de geotecnologia em áreas específicas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por exemplo, faz uso em projetos de rodovia, “mas não usam as informações que têm no processamento de obras”.

Já a Valec, empresa voltada para a construção e a exploração de infraestrutura ferroviária, tem um sistema de gestão de faixas de domínio, “que é muito bom”, baseado em imagens de satélite e de Drones. “É essa base de dados que estamos usando para fazer a auditoria nos 1,5 mil quilômetros da [Ferrovia] Norte-Sul. Outro órgão que tem forte uso de geotecnologia é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no monitoramento de incêndios e desmatamentos.


Disciplina digital

(BRASÍLIA) - Uma notícia que passou despercebida pretende disciplinar as atividades da comunicação digital e combater a grande quantidade de notícias falsas nas redes de internet. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga jornais ou publicações periódicas digitais a se inscreverem no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

O projeto original obriga todos os veículos de comunicações digitais a se registrarem.
“A obrigação do registro cartorial desses veículos de comunicação constitui importante requisito para coibir a divulgação de notícias falsas, fabricadas, de fontes não confiáveis, em favor da segurança jurídica e autenticidade dos conteúdos jornalísticos”, opinou o deputado  Afonso Motta(PDT/RS), relator da matéria.

Pelo texto aprovado, os jornais ou publicações – impressos ou digitais – que não fizerem o registro serão considerados irregulares. Hoje, os jornais impressos não registrados são considerados clandestinos. O texto modifica a Lei dos Registros Públicos (6.015/73).


Fazendo cidadania

Sair do seu gabinete e ir até as escolas para explicar qual é o papel do Ministério Público na vida da população. Este é o objetivo do promotor de Justiça do município de Matriz de Camaragibe, Leonardo Novaes Bastos que já iniciou esse trabalho em quatro unidades de ensino, conversando com os alunos, pais e professores sobre os direitos da infância e da juventude, chamando a atenção para a importância da educação na vida familiar.

 “Viemos aqui para dizer que o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), dentre outras atribuições, também tem a missão de proteger os direitos que estão assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é um importante instrumento legal. Por isso, quero colocar a nossa Promotoria de Justiça à disposição de cada um de vocês para ajudá-los no que for preciso. Peço que fiquem atentos a qualquer sinal de abuso sexual e de negligência familiar. E se isso ocorrer, não tenham medo. Procurem o MP e o Conselho Tutelar, que estaremos prontos para agir”, explicou Leonardo Novaes.

Que o trabalho do jovem promotor sirva de exemplo e frutifique, em apoio a preservação dos direitos das crianças e adolescentes. 


Puxão de orelhas

O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, foi aconselhado a ser mais ponderado a partir de agora ao fazer críticas públicas.

Em evento esta semana ele criticou e chamou de "filho da puta" integrante do Ministério Público que solicitou a abertura de um inquérito contra ele por injúria racial.

O presidenciável não sabia, mas o pedido foi feito por uma mulher, o que gerou repercussão negativa nas redes sociais contra ele.

Desde o início do processo eleitoral, Ciro tem sido aconselhado pela equipe de campanha a diminuir o tom agressivo, mas ele não tem seguido a recomendação.

No momento em que ele tenta atrair o apoio de partidos do centrão, o xingamento causou preocupação entre aliados do presidenciável.

Em jantar com dirigentes do DEM, PP e Solidariedade, no mês de junho, Ciro já havia sido cobrado pelo gênio forte. Na ocasião, ele disse que podia conter o pavio curto.

Nesta quarta-feira (18), os dirigentes das siglas do centrão discutirão em Brasília um possível apoio à candidatura do pedetista, mas são pequenas as chances de uma decisão.

A aposta do PDT é de que um anúncio deve ficar apenas para a semana que vem, depois da convenção nacional do partido, marcada para sexta-feira (20).

O Ministério Público de São Paulo pediu o inquérito depois que, em entrevista à Jovem Pan, Ciro chamou o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), ligado ao MBL, de "capitãozinho do mato".

 

Postado por Pedro Oliveira

A política matou meus sonhos

13.07.2018 às 15:21
Arquivo/EBC


Para refletir: O STF vai sepultar a Lava Jato e enterrar o juiz Sérgio Moro. Quem viver verá.


A política matou meus sonhos

Política deve ser discutida e tem que ser discutida, mas em nível recomendável e respeitoso. A “paixão” política até pode ser admitida, mas jamais levada ao ódio, que tira toda a sua virtude. Estudei muito política, fiz sacrifícios e sacrifiquei minha família, quase dois anos fora fazendo meu curso na Universidade de Brasília (UnB). Tive os melhores mestres entre brasileiros e alguns estrangeiros. Ao ser diplomado em 1989 ainda sonhava com o quanto poderia colaborar com a ciência, com meu estado, com meu país. Fui aos poucos me desencantando até que vi esse sonho morrer. Fui um tolo, me especializei em Relações Executivo - Legislativo (pasmem). Não serviu para nada. A própria política matou meus sonhos. ( texto originalmente publicado em minhas redes sociais).

De braço com o crime

Em abril deste ano o juiz Sérgio Moro barrou a visita de nove governadores ao ex-presidente Lula, preso político na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, acusado e condenado por vários crimes de corrupção.

Naquela ocasião a “presidenta” nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que acompanhou a comitiva até a PF, protestou contra a proibição do magistrado. “Infelizmente, infelizmente, não conseguimos, pois teve uma decisão judicial que contraria a lei”, disse.

O governador do Maranhão e ex-juiz federal, Flávio Dino (PCdoB) ensinou que “entre as regras da carceragem e a Lei de Execução Penal, todos sabemos que a lei tem primazia. E o artigo 41 da lei diz que o preso tem direito a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos”.

Sem poder visitá-lo, a comitiva deixou uma carta para o ex-presidente Lula.

Além de Flávio Dino e Gleisi, compareceram à superintendência os governadores Camilo Santana (Ceará), Renan Filho (Alagoas), Ricardo Coutinho (Paraíba), Rui Costa (Bahia), Tião Viana (Acre), Paulo Câmara (Pernambuco), Valdez Gois (Amapá) e Wellington Dias (Piauí), bem como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (MDB-PR).

Expostos a um vexame nacional voltaram “com os rabos entre as pernas” para seus estados.

Agora quando do conturbado episódio do “prende e solta do ex-presidente” os mesmos governadores, que guardaram imensa mágoa do juiz chefe da Operação Lava Jato, por tê-los expostos ao ridículo nacional, voltam pateticamente à cena com uma nota oficial pífia, tendenciosa e ridícula na qual condenam o comportamento de Sergio Moro de barrar o cumprimento da decisão do desembargador Rogério Favreto, superior hierarquicamente a ele, para soltar o ex-presidente acusando ainda o Judiciário de “agir parcialmente”.


Afronta ao povo

A descabida nota de solidariedade ao ex-presidente condenado por corrupção, em segunda instancia , mostra claramente a tendenciosa intenção e o despreparo de quem a redigiu e de quem a assinou. Vejamos alguns trechos:

Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa noticia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país”.

“Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.

Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018”.

A meu ver se solidarizar com um presidiário condenado e cumprindo pena em razão de crimes de corrupção contra o erário brasileiro é também se aliar e defender aos crimes por ele cometido.

Alguns desses governadores estão concorrendo a reeleição e correm o risco previsível de que os eleitores  os identifiquem como aliados das condenáveis práticas politicas que destruíram a dignidade brasileira.


Insegurança jurídica

(BRASÍLIA) - A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a expedição do alvará de soltura ao ex-presidente Lula, ocorrida num domingo, que segundo ela, provocou abalo no equilíbrio entre os Poderes da República e disseminou a insegurança jurídica.

Ela sublinhou que o desembargador Rogério Favreto, ao ordenar a libertação de Lula, desrespeitou as instâncias superiores da Justiça, incluindo o Supremo Tribunal Federal, e sua decisão foi classificada como incabível pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e pelo Procurador-Geral da República em exercício, Humberto Medeiros.

- Mas o que nós vimos neste domingo foi uma inversão de valores. E parece toda uma ópera ensaiada, uma manobra jurídica, eu diria, uma chicana muito bem ardilosamente preparada, como se ninguém fosse perceber o que estava acontecendo - frisou.

Ana Amélia elogiou a revogação do alvará de soltura de Lula, mas lamentou o aumento da incerteza sobre a situação institucional brasileira. Ela avaliou que a “confusão jurídica” leva o país a um nível impensável de instabilidade quando faltam três meses para as eleições.

A senadora ainda pediu regras mais claras de suspeição e impedimento de magistrados e mencionou a nota da União Nacional dos Juízes Federais em repúdio à decisão de Rogério Favreto.


Renan e Mauricio

Com a saída do ex-ministro Marx Beltrão do páreo, após resistência direta e explícita, muda o quadro na disputa para o Senado Federal. Cresce a candidatura do deputado Mauricio Quintella, que está entre os primeiros avaliados na capital e interior. Bem articulado, com o maior volume de benefícios para os municípios entre a bancada alagoana em Brasília, colhe frutos importantes e segue em frente na busca pelo mandato de senador. Enquanto isso vai deixando para trás o senador Benedito de Lira e o novato Rodrigo Cunha (ambos estacionaram nas avaliações ) . É possível que já nas próximas pesquisas seja acentuado o distanciamento do hoje imbatível Renan Calheiros e de Mauricio Quintella rumo à vitória eleitoral.


Rui Palmeira, o melhor

Não me surpreendo com o prefeito Rui Palmeira porque o conheço desde menino, praticamente o vi nascer. Tenho uma relação de irmandade com seus pais. O acompanho a cada eleição que participou. A primeira vez votei pelo carinho, pela certeza de um bom politico de origem e formação. Dai por diante valeu sua competência, seriedade e compromisso com o interesse público. Não se apega ao poder. Deu um exemplo de grandeza  ao abrir mão de uma candidatura ao governo, com amplas chances de vitória e optando permanecer administrando Maceió. Decidiu que não era seu tempo e esse tempo é ele que faz, jamais seria pautado por outros interesses ou pela vaidade nem sempre responsável de muitos. Tem planos grandes e realizáveis para implantar na capital, precisa sim, sacudir a sua jovem equipe e destravar setores da administração que atrapalham mais do que ajudam. Por fim peço para anotar: ao final de seu mandato será um dos maiores prefeitos da história de Maceió. 

Postado por Pedro Oliveira

As lições de Tocantins

06.07.2018 às 09:51


Para refletir: Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento. (Philip Chesterfield).


As lições de Tocantins

(BRASÍLIA) - Quase metade dos eleitores do Tocantins não quis escolher quem seria o governador do Estado no pleito realizado no dia 24 de Junho. A eleição suplementar foi convocada depois que o ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e sua vice, Cláudia Lelis (PV), tiveram o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 22 de março deste ano por arrecadação ilícita de recursos em 2014. Terminada a apuração, por volta das 21h, emergiram das urnas 137.537 votos brancos e nulos (19% do total). Somados às abstenções, que foram de 30%, quase 50% dos tocantinenses aptos a votar optaram por ignorar os candidatos.

Para especialistas, o resultado da eleição é um sinal da crise de representatividade pela qual passa a democracia brasileira, e cujos sinais já podem ser sentidos para além do Tocantins. O diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, afirma que os resultados das eleições no Estado confirmam uma tendência que nós já estamos captando a alguns anos, que é o aumento do eleitor que não se sente representado nem pelos partidos nem pela oferta de candidatos nas eleições.

De acordo com ele, esta crise de representatividade vem desde junho de 2013, quando ocorreram os protestos contra o aumento das passagens em São Paulo e que se ampliaram para um descontentamento geral com a classe política. “Atualmente quando fazemos pesquisa para intenção de voto para a presidência da República, encontramos taxas recordes de brancos e nulos, além de um número grande de eleitores sem candidato. É um reflexo do momento que o país atravessa, há um desalento e desesperança do eleitor muito forte”, diz Paulino.

O impacto desta desilusão dos brasileiros com o sistema político já é perceptível também na corrida rumo ao Planalto. O índice de brancos e nulos atualmente varia entre 18% e 30% do eleitorado, segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada em 14 de maio. Os maiores índices são nos cenários sem o ex-presidente Lula, preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril deste ano. Isso expõe mais uma faceta da crise de representatividade que o país atravessa: o líder de intenções de voto até o momento deve não disputar a eleição. Com a saída do Lula a principal característica que o eleitorado apresenta é o aumento da taxa de brancos e nulos, que chega a 30%, maior que os 20% do Bolsonaro que assumiria a liderança nas pesquisas.


O exemplo de Alagoas

Especialistas em política acreditam que o fato de Tocantins se repetirá em todos os estados nas eleições de Outubro, pelos mesmos motivos: a descrença do eleitor na classe política que se desgasta a cada eleição pelos mesmos motivos: corrupção desenfreada, não cumprimento das promessas feitas em campanha e má gestão.

Aqui em Alagoas não será diferente e pode até alcançar um dos maiores índices por motivos óbvios. Somos “representados” por uma classe política deteriorada ao longo dos anos por condutas marginais, possuímos uma Assembleia Legislativa mergulhada em denúncias de roubo explicito do dinheiro público, processada pelo Ministério Público e salva pela complacência de um Poder Judiciário com perfil assemelhado.

Quando se fala da bancada federal (deputados e senadores) é um filme de terror. A começar pelo campeão de processos por corrupção , senador Renan Calheiros, seguido de outros colegas que em nada dignificam os cargos que ocupam.

Há no ar sombrio das eleições um silêncio que pode ser rompido pelo voto indignado e de protesto de milhares de eleitores que darão seus gritos de BASTA!  Será?


Pode ser o novo

 No contraponto às candidaturas carcomidas, viciadas e rejeitadas, surgem aqui e acolá algo de novo que pode surpreender ao abrir das urnas. E não se trata apenas de “candidatos novos”, mas pelo menos diferentes dos “putrefatos”. O eleitor tende a buscar e analisar o passado dos candidatos execrando os “fichas sujas” e até reelegendo aqueles que julgam menos ruins. Alguns que se julgam eleitos, quer pela força do dinheiro, do poder e dos currais, poderão assistir com desalento o “estouro da boiada” e o brado de revolta do povo ecoar, ao anunciar o resultado fatídico das urnas.


Por falar em novo

Pobre e equivocado Partido Novo (que nada tem de novo) vai sofrer uma tremenda decepção ao contar os seus minguados votos e naturalmente se recolher ou até acabar, quem sabe, como ocorrerá com outros nanicos. O partido que tem como presidente João Dionísio Amoêdo, adota posições aparentemente republicanas, mas no fundo ainda deixa muitas dúvidas de suas linhas programáticas. Diz que não aceita o dinheiro do Fundo Partidário, mas até agora não devolveu o que recebeu, alegando problemas burocráticos. Não deverá eleger ninguém.


Temos bons nomes

A crise e o descrédito politico eleitoral deverão ajudar alguns postulantes aos votos da eleição de outubro. São candidatos com lastro de serviços prestados aos alagoanos, com passado de representatividade e sem manchas em seus currículos, a exemplo para citar alguns, Emmanuel Fortes, Álvaro Vasconcelos, Omar Coelho, Eduardo Tavares e a grande campeã do voto de qualidade, Heloisa Helena. Além dos votos de cada um existe a tendência de que o eleitorado mais consciente conduza sua intensão para pessoas que representem mudança moral na política.


Cadê a oposição?

O tempo passa depressa a caminho das eleições e por enquanto o governador Renan Filho caminha para um “passeio eleitoral” absolutamente vitorioso e ganharia até sem fazer campanha. Com a desistência da candidatura do único nome capaz de derrotar o governador, prefeito Rui Palmeira (por justa. compreensível e equilibrada decisão) e a saída do deputado Mauricio Quintella, a oposição caiu na orfandade e ao que parece sucumbiu à mínima chance de apresentar um nome com densidade pelo menos para disputar. Já não há mais tempo, não existem nomes e as eleições para o governo serão em “walkover”, o popular WO.


José Alfredo

De São Paulo, onde está internado no Hospital Sírio Libanês, recebi uma mensagem gravada em vídeo do amigo conselheiro aposentado do TCE, José Alfredo de Mendonça. Nela me faz um apelo dramático em defesa da desembargadora Elizabeth Carvalho que sofre uma inversão da verdade quando cumprindo estritamente a lei e o senso humanitário, tomou uma decisão acertada. Disse-me ele: “Estou aqui num hospital de primeiro mundo, sendo bem tratado e com a assistência familiar que desejo, curando duas bactérias contraídas ai em Maceió. Devo minha vida a desembargadora Elizabeth Carvalho”. José Alfredo é um homem integro, o conheço há pelo menos quarenta anos e mereceu essa decisão humanitária da magistrada. Ao seu lado está sua companheira dedicada Nadejane Madeiro, (filha de minha saudosa amiga Marly Madeiro, colega de Tribunal de Contas), cuidando de sua saúde e de se espírito.


Balcão de negócios

Alguns vereadores de Palmeira dos Índios, terra pródiga em políticos ruins, desejam transformar a Câmara Municipal em um verdadeiro “balcão de negócios”. Aprovação de leis inconstitucionais, nepotismo e empreguismo imoral, são alguns dos itens na pauta do legislativo palmeirense.

O prefeito Júlio Cezar tem resistido à duras penas, com riscos de danos a sua administração de resultados implantada desde a sua posse. É uma lástima essa nociva política de alianças que fere de morte o patrimônio moral da administração publica brasileira, em grande e pequena escalas administrativas. Resistir..até quando? 

Postado por Pedro Oliveira

Jornalista , com muito orgulho

50 anos ao lado da coragem, da ética e da verdade

29.06.2018 às 00:00
Arquivo Pessoal


Para refletir:

“É bom levar uma vida saudável, mas um porre vez ou outra é ótimo: a alma jornalística carece de purificação. Mas se beber não dirija, nem agende uma entrevista importante”.


Ainda muito jovem fui diagnosticado como jornalista. Das sequelas, a mais linda é a paixão por esta santificada profissão.

Neste ano de 2018 comemoro meus cinquenta anos de atividade ininterrupta como profissional de jornalismo. Não poderia deixar de dividir este acontecimento com meus amigos e leitores, alguns convivendo comigo há décadas. 

Costumo dizer que em minhas atividades profissionais sou escritor por acaso, procurador (aposentado do Tribunal de Contas) por necessidade e jornalista por vocação. Foi essa a profissão que abracei e foi, sem dúvida, a única que me realizou plenamente e tem servido como meu oxigênio durante os meus setenta anos bem vividos, sofridos, curtidos e comemorados. Faço jornalismo 24 horas por dia e assim tem sido minha pauta.

Comecei minha atividade profissional em São Paulo (1968), em plenos “anos de chumbo” , dominados pela ditadura militar que prendia, arrebentava, torturava e assassinava aqueles que ousassem sequer se opor ao regime. Foi em “Sampa” a minha grande escola de jornalismo, trabalhando com os maiores nomes da comunicação e aprendendo muito sobre ética, resistência e independência na sagrada missão de informar, opinar e defender o interesse público, acima de tudo.

Na década de 70 de volta a Alagoas, para não ser preso pela Ditadura, alertado por colegas e até por agentes da repressão meus amigos, que sabiam o risco que eu corria, desembarquei no velho e combativo Jornal de Alagoas, pertencente ao mesmo grupo editorial que trabalhava na capital paulista (Diários Associados), sendo aqui recepcionado pelo competente diretor Ricardo Neto, que se tornou um amigo fraterno.

O jornalismo em Alagoas

Durante todos esses anos passei por vários veículos nas funções de redator, repórter, editor e diretor. Fundei com Noaldo Dantas o semanário Opinião, combativo, polêmico e que trouxe grande incômodo para muitos políticos e bandidos públicos e privados à época. Também fundei com Pedro Collor e fui  seu diretor o jornal Correio de Alagoas, com uma equipe de craques a exemplo de Eliane Aquino, Zélia Cavalcante, José Elias, João de Deus, Jurandir Queiroz e outros nomes que me fogem à memória já meia falha. O jornal teve uma vida curta, pela morte prematura de Pedro Collor, mas enquanto durou teve momentos de glória, batendo o jornal Gazeta (líder absoluto em circulação e leitura) em muitas ocasiões, pela garra e capacidade de turma reunindo os melhores.

No ano de 1998 deixei as redações, mas sem jamais me afastar do apaixonante ofício de escrever. Passei a ter uma coluna política no Jornal Extra e mais tarde a mesma coluna no semanário Tribuna do Sertão, publicada também em alguns sites de notícias. A coluna chegou a ser publicada em alguns jornais diários, mas “dispensada por contrariar interesses da empresa”. Nunca tive amarras, escrevo com independência e nunca temi poderosos. Nem general nem “coroné político”. Tenho me esforçado e aprendo a cada dia com o jornalismo. Tive dois mestres que faço questão de citar: Rodrigues de Gouveia e Noaldo Dantas.

Algumas reflexões sobre o jornalismo

O importante é saber que o jornalista não pode ser o tosco reprodutor de falas selecionadas nas fontes pelas assessorias de imprensa, nem o pauteiro de frescuras e amenidades, nem o assassino do verbo, nem o trucidador de soluções clássicas da língua, nem o perseguidor de madonas ou o farejador de perfumes das celebridades. É preciso resgatar a essência do jornalismo, quando tínhamos apenas uma caneta e um bloco de papel dobrado no bolso da calça.

Tenho orgulho de ser jornalista, pois nossa matéria prima é o humano e suas histórias, sejam elas de corrupção e vergonha ou solidariedade e superação;

Em diálogo com outras áreas do conhecimento, o jornalismo pode se apresentar como um instrumento de transformação social;

Tenho orgulho de ser jornalista, pois o Superman e o Homem Aranha também são jornalistas.

Jornalistas não estão aí para derrubar governos ou governantes, mas sim, de manter uma constante vigilância sobre tudo que interessa a sociedade, afinal de contas, este é o seu papel ético e principal. Quem controla o que acontece em um país é sua própria população, desde que tenha as devidas informações para fazê-lo, e a distribuição destas sim, é dever dos meios de comunicação. Qualquer meio que fuja deste princípio, ofendendo ou invadindo o que não é de interesse público, foge do papel dos meios de comunicação e deve ser tratado como pura e simples fofoca.

Postado por Pedro Oliveira

O novo velho

23.06.2018 às 09:52

Para refletir:

O primeiro método para estimar o caráter de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta (Maquiavel).

O novo velho

(BRASÍLIA) - Dois pesquisadores brasileiros, Eduardo Cavaliere e Otavio Miranda resolveram levantar e analisar os números relativos à renovação do Congresso de 1986 a 2014 - o que eles chamam de "renovação orgânica" do Legislativo.

O estudo mostrou fatos pouco conhecidos e levanta questionamentos a certas premissas do discurso dos movimentos renovadores, como o primado da ética ou a ideia de que candidaturas mais jovens seriam mais adequadas ao país.

Vejamos:

1 - No Congresso, reeleição não é regra, mas exceção; 75% dos deputados federais não ultrapassam o segundo mandato.

2 - O excesso de nacionalização do debate público negligencia a complexidade da política local. Erros de avaliação do desempenho dos partidos levam a conclusões equivocadas sobre o Congresso. Por exemplo, apesar do bom resultado em eleições presidenciais, ao longo da história o pior desempenho eleitoral do PT, por regiões, é no Nordeste. O partido, aliás, elegeu mais deputados federais que o PSDB em São Paulo.

3 - Um número muito baixo (2,88%) de deputados federais venceu eleições majoritárias seguintes ao mandato no Legislativo.

4 - Não existe nenhum exemplo concreto na história brasileira em que o fortalecimento conjunto de jovens, figuras inexperientes e ativistas tenha desaguado em imediata melhora qualitativa na resolução dos principais gargalos da vida pública.

A pesquisa realizada por dois técnicos altamente competentes, com reconhecimento internacional, coloca por terra, por exemplo, o equivocado programa de um determinado “Partido Novo”, que se lança como a “vestal política” das próximas eleições, quando nada tem de diferente dos demais, a não ser uma acentuada leva de “inexperientes”, buscando o que os outros buscam: os votos.

Dizem os pesquisadores que temos um dos Legislativos mais rotativos do mundo. Em relação a democracias consolidadas, a renovação do Congresso brasileiro está acima da média de países comparáveis.

Em 2014, 53% dos deputados federais brasileiros foram reeleitos, enquanto que 95% dos congressistas americanos, 90% dos britânicos, 88% dos espanhóis, 80% dos australianos e 72% dos canadenses se reelegeram. A baixíssima renovação em cada um desses países é razão de atraso ou ausência de progresso nacional? Improvável.

O novo suspeito

A ansiedade que marca este ano eleitoral não é incomum, diz ainda a pesquisa. Basta folhear a história brasileira desde a queda do império para perceber que momentos de instabilidade reduzem as barreiras para novos entrantes.

Assim nasceu boa parte dos movimentos de renovação política. Historicamente, eles pegam carona em narrativas pouco contestáveis, como o fim de privilégios ou o combate à corrupção, para se apresentarem como alternativas ao que está posto. "Varre, varre, vassourinha" de Jânio em 1960. Collor, o "caçador de marajás", em 90.

Mas o que há de novo nesses grupos pela renovação? Na verdade, esse perfil de discurso que ocupa —ciclicamente— o debate público brasileiro não é novo, mas releitura de algo conhecido na política nacional.

Está claro que a maioria desses movimentos aproveitadores ocasionais que pregam “mudanças” e “moralização” na política brasileira, nada mais são que os oportunistas de sempre, mas que nunca conseguiram êxito em suas intenções dúbias  - o povo os identifica por suas repetições e sempre alcançam desempenho desmoralizante nas eleições – que o diga o “Partido Novo”, que nada tem de muito novo, por ser exatamente igual.

Novo, sério, mas frágil

Na disputa eleitoral o jogo é bruto e não há lugar para amadores. Nem sempre a novidade é ruim ou oportunista, mas as chances do novo vencer o velho são remotas, principalmente nas regiões menos desenvolvidas como o Nordeste, onde prevalece o voto oportunista, negociado e com “donos”. Não que grandes estados, a exemplo de São Paulo, sejam excluídos desse cenário, mas a proporção é bem menos acentuada.

Para mostrar um exemplo emblemático desse quadro temos  a candidatura do jovem deputado estadual Rodrigo Cunha para o Senado. Um brilhante parlamentar, que se tornou exceção dentro de uma Assembleia Legislativa  apodrecida pela corrupção e desvio de conduta da maioria de seus membros. Bem avaliado nas pesquisas de votos teve a coragem de abrir mão de uma eleição certa (para a Assembleia ou Câmara Federal) para disputar uma improvável vaga no Senado Federal. Vai ser bem votado, mas perde eleição, pois ainda não é profissional do ramo. É novo, é bom, mas será derrotado.

O Lobo bom

Ao ser eleito como o mais votado para a Câmara Municipal de Maceió o vereador Lobão surpreendeu positivamente, colocando pra “engolir poeira” políticos profissionais e candidatos com fortes redutos eleitorais. Fez uma campanha pobre, com ajuda de amigos e colhendo o resultado de um trabalho de assistência social no Vergel do Lago e bairros do entorno. Depois de eleito só uma coisa mudou em sua rotina: o trabalho redobrado estendido para outros bairros e regiões da capital. È disparado o mais atuante, com uma dianteira acentuada entre seus colegas. Seu trabalho tem incomodado a um bando de vagabundos e sugadores do interesse público, que se sentem incomodados com a privilegiada posição do combativo vereador. Alguns desses incomodados chegaram ao absurdo de ir a tribuna da Câmara criticar os “privilégios” do Lobão, que nada tem de mau. 

Com a humildade que lhe é peculiar, Lobão deu a resposta adequada aos que lhe criticaram por trabalhar:

“Eu quero dizer o seguinte: o meu tamanho como vereador é o mesmo de todos. De repente, o que existe aí é uma questão própria: eu me entreguei ao mandato. O mais votado tem a obrigação de fazer mais. Eu tiro da carne. Eu não tenho carro próprio, moro na mesma casa e com a mesma mulher. Eu só comprei para mim um ar-condicionado para dormir melhor e trabalhar melhor.

 Eu me entreguei à missão de fazer tudo o que prometi e estou sempre focado. As coisas que eu faço são coisas básicas”.

Ensino à distância suspeito

A questão da atuação de algumas escolas e instituições que oferecem “ensino à distância” tem sido um grave problema que precisa ser enfrentado com rigor pelos órgãos de fiscalização, o Ministério Público e a Polícia.  Milhares de estudantes alagoanos estão prejudicados e não se tem notícia de uma ação efetiva para acabar com essas “fábricas de diplomas falsos” que hoje atuam na capital e interior, apenas com o objetivo de ganhar muito dinheiro desonestamente. Até agora apenas medidas paliativas foram adotadas  e a “máfia dos cursos à distância” continua atuan

Postado por Pedro Oliveira

Previsões perigosas

01.06.2018 às 12:12


Para refletir: Tem prefeito no interior confundindo negligência com emergência, na contratação de obras e serviços.


Previsões perigosas

As paralisações dos caminhoneiros podem ser o embrião de uma rebelião tributária, que ocorre quando a população deixa de aceitar a legitimidade do governo para cobrar impostos.

O diagnóstico é do economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, para quem a má condução da crise pelo governo de Michel Temer levou outros setores organizados da sociedade a perceberem sua vulnerabilidade.

Para ele, um dos riscos criados por essa situação é que a disseminação do movimento dos caminhoneiros force a saída do presidente antes da eleição marcada para outubro.

Outro temor do economista é que uma radicalização dos ânimos impeça a realização do pleito presidencial em “um clima minimamente civilizado”.


Rebelião tributária: um risco

O risco é que outros setores percebendo a fragilidade do governo fiquem animados a tentar chantageá-lo também. Os setores organizados da sociedade sentiram o gosto de sangue, porque perceberam a vulnerabilidade deste final de governo Temer.

Existem  dois riscos neste momento. Um deles é que o desencantamento com a política leve a uma posição de indiferença e de abandono de qualquer pretensão de mudança por meio da democracia, do voto. O outro é a violência. A ideia de que precisa haver uma ruptura, um tipo de ação violenta, de ação transgressiva. O que também terminaria mal. 

A democracia existe para permitir correções de voto e mudanças, alternância de poder. Estamos a quatro meses da eleição. É perigoso que o quadro se complique a tal ponto que coloque em risco até mesmo a realização de eleições em um clima minimamente civilizado, que permita o debate e o uso dessa oportunidade para tentar melhorar o país.

Há o real temor de uma rebelião tributária no país, uma insubordinação que começa quando a população não aceita mais a legitimidade do governo para tributá-la. A revolução americana começou com o lema “no taxation without representantion” [não há tributação sem representação].


O caminho de Rogério

O prefeito Rogério Teófilo é um político vitorioso e não tem mácula em sua trajetória na atividade pública. Sabe construir alianças e sempre foi sua característica a conciliação até mesmo com os adversários. Foi deputado estadual, federal e na administração estadual ocupou destacados cargos entre estes o de secretário da Educação, a sua área. Nasceu praticamente dentro do Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca, fundado e conduzido pelas mãos do seu pai, professor Moacir Teófilo, um benemérito da educação alagoana. Foi dirigente estadual e nacional da Campanha de Escolas da Comunidade (CNEC) onde teve papel de destaque em todo o país. É um mestre na condução de políticas educacionais e no ensino de qualidade para todos, Ao assumir o cargo para o qual muito lutou e teve uma vitória emblemática trouxe para os arapiraquenses a esperança de uma administração de resultados principalmente no setor pelo qual é apaixonado: a Educação. Logo de inicio teve problemas ao se deparar com uma prefeitura cheia de dívidas e de “vícios”. Confiou em quem não deveria confiar e delegou poderes a pessoas cujo interesse público passa distante. A máquina administrativa emperrou e os resultados positivos têm sido pífios. O ritmo lento dos serviços públicos tem desagrado a população que lhe deu o mandato, mas que agora cobra o prometido e não cumprido. Recentemente rompeu relações com um dos grupos políticos que vinham atrapalhando sua administração, formado por fisiologistas e sem compromisso com a governabilidade. Precisa aproveitar agora a “acertar os passos”, revigorar a equipe, mudar se for preciso e mostrar que sabe fazer a hora. Vem uma eleição ai e sua força será testada na contagem dos votos dos seus candidatos. Se fizer o que sabe e tiver coragem e vontade de trabalhar ainda há tempo para restaurar sua força e comemorar vitórias, do contrário e esperar decorrer o tempo e melancolicamente “pendurar as chuteiras”.


Mirou Gilmar

O ministro Luis Roberto Barroso aproveitou sua passagem por Maceió, participando como conferencista do Congresso Brasileiro de Magistrados, para dar uma estocada no colega Gilmar Mendes, com o qual tem tido acaloradas discussões no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Barroso destacou em sua palestra: “Os corruptos tornaram-se uma minoria muito bem protegida no Brasil. Pessoas que desviaram milhões e mantêm suas contas no exterior e são libertadas a granel”,

Evidente que a fala indignada do ministro decorreu da grande quantidade de presos da Lava Jato colocados em liberdade por Gilmar Mendes.


O temor do pior

O Brasil pode caminhar para uma situação de desorganização aguda do sistema produtivo e da própria organização social. Estamos começando a assistir o desabastecimento de hospitais, de alimentos e a população reage querendo se proteger. A situação é crítica e a sociedade está começando a perceber essa gravidade institucional. Esse desgaste da paralização dos transportes foi muito grande. Há no ar a previsão de que algo de muito sério pode acontecer. Seria desastroso o presidente Michel Temer ter que deixar a presidência antes do termino do mandato. O fato poderia ter consequências imprevisíveis e o país não estaria maduro o suficiente para uma ruptura desse tamanho. Se a situação continuar se agravando, o povo ganhar as ruas, os protestos eclodirem pelas rodovias, os insumos básicos começarem a faltar e principalmente se o governo se mostrar impotente para cumprir os acordos firmados nessa crise, a situação poderá caminhar para a insustentabilidade. Ai ninguém segura mais.


O caminho de Marx Beltrão

Marx Beltrão é um politico jovem que começou por cima. Saiu da política de Coruripe e região para Brasília, após ser eleito deputado federal com significativa votação. Teve um desempenho razoável na Câmara até que foi premiado com o Ministério do Turismo, onde ganhou projeção e teve a oportunidade de trazer recursos para muitas prefeituras alagoanas. Bem articulado, entendeu que era o momento de construir uma candidatura para o Senado mesmo sendo um neófito nas entranhas políticas de grande peso. Não imaginou que mais a frente encontrasse um quadro eleitoral complicado com a ameaça real de ficar sem mandato. Tem conversado muito, contado os apoios e medido a possibilidade real de sair vitorioso. É difícil sua situação e ele , mais do que ninguém, sabe o caminho a tomar. É bom que o faça logo, pois  é “jogo bruto” e ele pode sobrar.


Compra-se votos

Mesmo ainda faltando quatro meses para a eleição os balcões imundos da compra de votos estão em plenas atividades em Maceió e no interior. Candidatos com dinheiro estão “invadindo” redutos eleitorais de seus adversários negociando diretamente ou por intermediários os votos em busca de eleição. O negócio está tão evidente que em breve, caso não haja uma ação de repressão pelos órgãos competentes, estarão anunciando a compra pelas redes sociais. É o jogo da política suja para eleger bandidos e agentes da corrupção. Esse povo não tem jeito mesmo.

(Alguns trechos da coluna refletem a análise e pensamento do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, Doutor em Economia pela Universidade de Cambridge (Inglaterra) professor da USP e assessor econômico da ex-senadora Marina Silva nas campanhas presidenciais de 2010 e 2014, com os quais concordo inteiramente).

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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