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As tramas dos derrotados

14.06.2019 às 11:17

Para refletir:

A política pode ser o ato nobre de prezar pelos interesses da população, ou a infame arte de enganar a população para atender os interesses próprios.


As tramas dos derrotados

(BRASÍLIA) - Os derrotados na eleição presidencial seguem em frente com dois objetivos e deles não abrem mão: “Lula livre” e “Fora Moro”. Não perdoam os lideres da Operação Lava Jato, que levou para a cadeia políticos corruptos que jamais acreditaram que seriam apanhados e recolhidos à prisão como ladrões de bilhões de dinheiro público.

Uma coisa que ninguém pode negar: foi a Laja Jato responsável em grande parte  pela eleição do presidente Jair Bolsonaro. O papel do juiz Sérgio Moro e outros membros da Magistratura, a atuação dos procuradores da operação e a cara cínica dos principais chefões do crime na cadeia, contribuíram e muito pra a reflexão do eleitor.

O crime de invasão das conversas entre Moro e Dallagnol premeditado, oportunista e próprio dos derrotados, que não se conformam em perder a fonte bilionária de dinheiro sujo e lavado na lama da corrupção.

Para a Justiça brasileira e para a sociedade não esquerdista saltam aos olhos as provas contundentes de que Lula foi o chefe de uma grande quadrilha que assaltou por anos os cofres do país, praticando um rosário de crimes dignos de fazer inveja à “cosa nostra” e ao próprio Al Capone.

Havia um propósito em andamento que segue pelo menos até agora em seu curso normal, que seria limpar o Brasil da corrupção sistêmica criada pelo Partido dos Trabalhadores tendo seus principais dirigentes nacionais no topo da pirâmide da corrupção.

A ação sempre foi conjunta conduzida por juízes federais chefiados por Sérgio Moro e procuradores da República sob o comando de Delton Dallagnol. Os resultados foram surpreendentes e o país nunca tinha visto tantos empresários e políticos presos. O povo comemorou nas ruas a inusitada novidade: ricos e poderosos na cadeia por roubo, corrupção, formação de quadrilha e outros crimes.


Em defesa

As ultimas revelações de conversas obtidas por um criminoso através de mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Dallagnol causaram uma tempestade no Congresso Nacional com direito a comemoração pela oposição que defende a volta da “corruptocracia”  e o protesto daqueles que permanecem leais aos princípios da moralidade no setor público.

Um dos primeiros a se pronunciar foi o general Villas Boas , ex-comandante e a maior liderança nas Forças Armadas, que ressaltou:

"Momento preocupante o que estamos vivendo, porque dá margem a que a insensatez e o oportunismo tentem esvaziar a operação Lava Jato, que é a esperança para que a dinâmica das relações institucionais em nosso País venham a transcorrer no ambiente marcado pela ética e pelo respeito ao interesse público. Expresso o respeito e a confiança no ministro Sergio Moro",


Os especialistas

Especialistas de todas as vertentes sustentam suas convicções contra ou a favor, a maioria em busca de “um minuto de fama”. Alguns acham, que “Moro virou um sub Moro”, outros que ele deveria pedir para sair do governo e até os que pedem sua demissão,

Marcelo Nobre, advogado e ex-membro do Conselho Nacional de Justiça, disse que as informações são graves porque indicam imparcialidade na condução do processo judicial. “É preciso que os dois tenham direito a defesa e se expliquem à sociedade brasileira”, afirmou. De acordo com o especialista, a postura de Moro e Dallagnol coloca em xeque o maior processo de corrupção. “É inadmissível que um juiz imparcial tenha combinado com a acusação o que seria feito. Se tivesse vazado informações trocadas entre o juiz e a defesa, qual seria a reação?”, questionou.

O procurador da República Deltan Dallagnol, por sua vez, publicou um vídeo em seu Twitter no qual ele presta "esclarecimentos à sociedade sobre os recentes ataques à força-tarefa”. O procurador afirma que as provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são "robustas". "Tanto eram robustas que nove julgadores em três instâncias diferentes concordaram com a robustez das provas e condenaram o ex-presidente Lula."

"É muito natural, é muito normal que procuradores e advogados conversem com o juiz mesmo sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade", declarou.

"A imparcialidade na Lava Jato é confirmada por muitos fatos. Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça, 54 pessoas acusadas pelo Ministério Público foram absolvidas pelo ex-juiz federal Sergio Moro. Nós recorremos centenas de vezes contra decisões judiciais, o que mostra não só que o juiz não acolheu o que Ministério Público queria, mas mostra que o Ministério Público não se submeteu ao entendimento da Justiça."


Festa pra todo mundo

O prefeito Rui Palmeira apresentou para a imprensa em um café da manhã (que não me convidou) a programação do São João que vai contemplar a maioria dos grandes bairros de Maceió com atrações locais e nomes consagrados nacionalmente. Um detalhe que me chamou a atenção: o cuidado sempre presente com a transparência nos gastos da prefeitura. Fez questão de detalhar todas as despesas: “O investimento para os dez dias ficará em torno de 1 milhão e meio, com 900 mil de estrutura; 300 mil para os músicos;300 mil para  arraiais nos bairros e 150 mil  para as bandas. Segundo Rui Palmeira, “Sempre acreditamos nos artistas alagoanos. Temos muita gente boa aqui em Alagoas que merece sempre o nosso apoio. Não é à toa que este ano serão quase 50 trios e 50 arraiais espalhados pela cidade com o apoio da prefeitura”, salientou. Um ponto alto da festa serão as atrações nacionais previstas. É festa pra todo mundo!


Pente fino

O Tribunal de Contas da União se prepara para passar “um pente fino” nos últimos três anos de contratação de bandas e atrações musicais nas prefeituras do interior. Existem forte indícios de superfaturamento, contratações ilegais e lavagem de dinheiro.

Que se preparem os prefeitos e seus agentes financeiros para ajustar as contas com o órgão que está bem municiado de informações.

Postado por Pedro Oliveira

Turismo oficial e afrontoso

07.06.2019 às 14:40
O cônsul-geral da China no Nordeste, Yan Yuqing, foi recebido por Renan Filho no Palácio Zumbi dos Palmares em abril - Assessoria

Para refletir:

”Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues)


Turismo oficial e afrontoso

Enquanto a miséria atinge a cada dia um maior numero de alagoanos, nossas escolas funcionando em situação precária, merenda escolar de péssima qualidade ( quando existe) , hospitais “à beira da morte” , onde faltam insumos, medicamentos essenciais para as pessoas pobres o governador Renan Filho faz publicar no Diário Oficial uma portaria que causou indignação a todos que a leram ou tiveram conhecimento.

A aberração publicada faz a designação de uma verdadeira “trupe” de secretários, assessores, técnicos e assemelhados (12 integrantes) para uma viagem a China com uma suposta missão de  “apresentar aos investidores chineses projetos estruturantes e prioritários através de visitas institucionais à China, para fomentar o desenvolvimento econômico do Estado de Alagoas, sendo prevista sua realização no início do mês de julho do ano em exercício”. Em minha opinião nada mais é do que a motivação para um  turismo oficial dos privilegiados auxiliares e amigos do governado. Em primeiro lugar quando os chineses se interessam por algum país, são eles que vêm conhecer suas potencialidades “in loco “ como têm feito em diversos locais do Brasil, depois duvido muito que do “intestino” desse governo se consiga gerar algum projeto capaz  convencer qualquer país desenvolvido a investir nesse caos absoluto e desgovernado.

A meu ver isso é tudo conversa fiada e a desculpa esfarrapada para essa turma gastar o dinheiro alagoano visitando os belos e históricos pontos turísticos da China, visitar duas ou três fábricas, tirar belas fotos e fazer muitos “selfies”  ( essa deve ser a missão do secretário de Comunicação que integra a trupe) e postar nas redes sociais para enganar os tolos.

Gostaria de dar uma sugestão que me fará “morder a língua”, mas arrisco porque tenho certeza que eles não terão coragem. Que tal ao regressar da “missão oficial” convocar uma coletiva de imprensa onde cada um dos viajantes dê um depoimento individual sobre o que viu, o que fez e os resultados efetivos alcançados, Um detalhe: só aceito com documento escrito e assinado, pois apenas  na palavra não confio. Uma boa tarefa para o jornalista Enio Lins.


Estados e municípios

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a defender a manutenção de estados e municípios na reforma da Previdência, mas destacou que caso sejam retirados do texto, uma emenda pode ser aprovada para que as Assembleias Legislativas aprovem uma reforma por lei ordinária.

Maia participou de evento no Instituído de Direito Público em Brasília esta semana e voltou a defender o controle dos gastos públicos no País.

“Estamos tentando salvar a reforma dos estados e municípios. Se as assembleias votarem alguma coisa que seja, pelo menos, com quórum menor, até porque tem governador que não tem condição de aprovar nas suas assembleias uma maioria de 3/5 (quórum qualificado). Acho que é uma probabilidade”, afirmou o presidente.


Criando fôlego

Aliados do deputado Marcelo Victor (presidente da Assembleia Legislativa) andam em plenas articulações em busca do fortalecimento do seu grupo politico que se robustece com a adesão de grande número de prefeitos e vereadores do interior alagoano. Ele tem se mostrado um líder articulado, fiel aos compromissos e de uma lealdade absoluta aos correligionários, reunindo ao seu lado a maior força política do estado, chegando a desbancar a liderança do próprio governador. Já começam a surgir rumores de uma candidatura a prefeito de Maceió ou ao Senado em 2022. É jovem, tem disposição e destino político.


Lei de Licitações

O Plenário da Câmara dos Deputados discutiu mais uma vez  o projeto da nova Lei de Licitações, mas nada de votação. Para o relator, deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), a proposta vai modernizar a legislação e dar mais transparência às compras e obras públicas. Ele informou que analisará as emendas e os destaques apresentados, a fim de construir um texto de acordo para ir a votação.

Coutinho disse que a proposta permitirá a melhoria da governança das contratações públicas, a profissionalização da gestão, o incentivo ao planejamento, o fortalecimento de mecanismos de prevenção de ilícitos e o aproveitamento da tecnologia. “A medida vai reduzir custos, garantir segurança jurídica, competitividade e a adoção da melhor proposta e não simplesmente do menor preço oferecido”, acrescentou.

Entre as novidades, ele destacou a criação do portal nacional de contratações públicas, que reunirá todas as licitações e contratações da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.


Governador viajante

O site do jornal Extra publicou esta semana matéria com o governador Renan Filho que obteve ampla repercussão negativa não bastasse o desgaste de impopularidade pela qual vem sendo alcançado nos últimos dias. Aos poucos vai caindo a máscara que esconde um amontoado de mentiras bancadas por uma mídia milionária. A noticia também foi divulgada em outros veículos de comunicação e revoltou segmentos da sociedade alagoana indignada com o ato que foi considerado como “irresponsável” pela população. Ate a revista Veja publicou no blog Radar, do jornalista Pedro Carvalho publicou a escandalosa matéria com o titulo: “Mesmo com calamidade pública em Maceió , Renan Filho curte a Espanha”. Segundo a nota Renanzinho  foi a Madrid assistir de camarote a final da Champions League  a convite do conterrâneo Roberto Firmino. A viagem não poderia vir em pior momento quando a Defesa Civil decreta calamidade pública na capital alagoana pela situação de ameaça de desastre nos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro, aborda ainda a coluna. O que para ele não deve ser nada de importância. Uma pena que não tenha a responsabilidade com o interesse público a exemplo do prefeito da capital Rui Palmeira,


Palmeira rumo à fruticultura

As potencialidades do mercado de fruticultura nos âmbitos local, estadual e internacional foram apresentadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) durante as atividades da Oficina de Planejamento da Rota da Fruticultura. O encontro é uma realização do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com diversos parceiros estaduais e locais. A oficina ocorreu no município de Palmeira dos Índios, que já integra a Rota da Fruticultura em Alagoas com apoio do MDR e da Codevasf.

A exposição da Codevasf foi conduzida pelo assessor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação Luiz Antônio Curado, que destacou a experiência da empresa na estruturação da atividade de fruticultura, a exemplo do município de Petrolina (PE), hoje reconhecido como grande produtor e exportador de frutas. “Para o sucesso do projeto de fruticultura, todos os aspectos devem caminhar juntos, como capacitação, organização e mercado. Esse mercado permitiu que hoje Petrolina tenha um crescimento de 12% ao ano”, apontou


Escangalhou o trânsito

Para especialistas as decisões do presidente Jair Bolsonaro alterando artigos do Código Nacional de Trânsito trarão um enorme retrocesso ao setor, inclusive com o aumento do índice de acidentes e mortes. Nas estradas e nas cidades. Será que  esse governo não acerta uma?

Postado por Pedro Oliveira

Ataques sob encomenda

31.05.2019 às 16:04


Para refletir:

 “O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”. 

(Maquiavel)


Ataques sob encomenda

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, tem sido alvo de uma avalanche de ataques injustos e mentirosos, publicações em sites nada respeitáveis e já conhecidos pela convivência de seus espaços abertos à negociatas do mais asqueroso nível. A cada dia inventam uma história diferente com a finalidade de denegrir a sua imagem, com a nítida intensão de chantagear. Montam farsas nas redes sociais e procuram atingir inclusive a família do prefeito.

Conheço e convivo com o Rui e sua família desde o dia que nasceu, pois nesse dia eu estava no interior com seu pai, Guilherme Palmeira, em  campanha e voltamos às pressas para Maceió por motivo do seu nascimento;

Ele nasceu e cresceu moldado em um lar onde impera a dignidade e os valores familiares.

Era seu destino e sua vocação entrar para a política para dar continuidade a história de dois grandes exemplos de homens que orgulharam Alagoas no cenário nacional: seu avô Rui Soares Palmeira e seu pai Guilherme Palmeira, considerado o mais honrado político alagoanos dos últimos tempos.

A trajetória política de Rui Palmeira  e os alagoanos a conhecem bem, lhe deu o seu primeiro mandato de deputado estadual, em seguida consagrado deputado federal com expressiva votação. Prefeito de Maceió e reeleito pela confiança e reconhecimento ao seu trabalho sério e voltado para o interesse público. Tem sofrido muito com a retração de recursos e a queda na arrecadação, mas não tem parado de buscar alternativas para terminar seu mandato ao final do próximo ano entregando ao maceioense uma administração de resultados positivos.

Os ataques de encomenda de seus adversários não o alcançam e a chantagem marginal não o incomoda.


Caravana alagoana

Alagoas vai ficar alguns dias sem a presença do governador Renan Filho e gorda fatia de seu secretariado. Um “representativo” e volumoso grupo de auxiliares do primeiro escalão têm viagem marcada para a China. A justificativa seria “uma viagem de prospecção, em busca de novos projetos para Alagoas”.

Tudo conversa fiada para justificar gastos excessivos do tesouro estadual, anunciado com dificuldades pelo próprio governador.

Já perdi a conta do número dessas “missões turísticas” que no final não resulta em absolutamente nada em benefício do povo alagoano,

Para não dizer que sou do contra e como já estarão por lá mesmo gastando nosso dinheiro, ninguém do grupo fala chinês, sugiro contratar um bom guia de turismo e se esbaldar na farra visitando alguns pontos imperdíveis como:

Uma viagem diurna a Guangzhou (Cantão), na China, partindo de Hong:; KongExcursão de um dia a Hong Kong a partir de Guangzhou pelo trem-bala Round-way ;

Excursão fotográfica ao pôr do sol completa / meio dia Xingping com o Pescador;

Cruzeiro noturno no Rio das Pérolas em Guangzhou com transporte particular;

Excursão privada de um dia à ponte de vidro do desfiladeiro de Gulong a partir de Guangzhou;

Cruzeiro fluvial Li e excursão diurna Yangshuo saindo de Guilin;

Ainda como amigo deixo uma recomendação: tudo começou assim com o governador Sérgio Cabral e sua quadrilha.


Até que enfim uma luz

(BRASÍLIA) - O presidentes do Senado, da Câmara dos deputados e do Supremo Tribunal Federal participaram  de um café da manhã esta semana no Palácio do Alvorada com o presidente da República, no qual estiveram também  os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Eles discutiram um pacto entre os três Poderes que será assinado, provavelmente, na semana do dia 10 de junho no Palácio do Planalto.

As informações à imprensa foram dadas pelo chefe da Casa Civil. De acordo com Onyx Lorenzoni, a ideia é ter um conjunto de metas ou ações pelos quais os Poderes vão trabalhar em conjunto.

Da reunião  se consolida a ideia de que se formalize um pacto de entendimento e algumas metas de interesse da sociedade brasileira a favor da retomada do crescimento brasileiro. Daqui até o dia 10 de junho, nós vamos continuar dialogando com os Poderes para a construção do texto, que será então assinado nesse dia e apresentado ao país. O saldo do café da manhã  foi altamente positivo porque estabelece uma continuidade do diálogo, estabelece uma construção de uma harmonia.


Como papai

O governador Renan Filho teve participação destacada na reunião da SUDENE, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. No encontro , em Recife, defendeu uma agenda própria de desenvolvimento do Nordeste. Além de tratar a pauta da região, falou sobre a reforma da Previdência e a impopularidade do governo federal.

Mostrando desconforto com a Previdência tomar o centro das atenções da agenda política e econômica, Renan questionou que o Brasil não pode parar para esperar a reforma. “Precisamos discutir a Previdência, mas ela não pode se transformar num samba de uma nota só. Precisamos de outras alternativas para retomar o crescimento”. “Todos nós, governadores do Nordeste, somos a favor da Reforma da Previdência. Nós não somos a favor é da retirada de direito dos mais pobres”, ressaltou. 

Ao ser indagado sobre uma declaração de seu pai, o senador Renan Calheiros, sobre o governo ter “envelhecido rapidamente”, ele respondeu que concorda com a maioria das opiniões do pai, mas como governador do estado deve “trabalhar institucionalmente e torcer para que o governo acerte”. “Ele não tem acertado muito até agora”.. (com informações do Diário de Pernambuco).


Bancada feminina

Mesmo composta por deputadas supostamente atuantes e empreendedoras a bancada feminina da Assembleia Legislativa (Jó Pereira, Cibele Moura, Ângela Garrote, Fátima Canuto e Flávia Cavalcante) não tem correspondido ao que se esperava de sua força nas atividades parlamentares da atual legislatura. Ao que parece falta uma coordenação e um projeto de atuação conjunto em pautas de defesa da mulher, das famílias em situação de risco e ações sociais.. Para o externo parece que o lema é “cada uma cuida de si e Deus de todas”. Se mirem na pequena bancada feminina  da Câmara de Palmeira dos Índios, onde apenas duas vereadoras fazem a diferença, inclusive com o apoio do presidente da casa, vereador Agenor Leôncio. Ao trabalho senhoras deputadas.


De olho no futuro

A dedicação do deputado Marcelo Vector na gestão da presidência da Assembleia Legislativa impressiona aos observadores mais atentos. Dirige a casa com uma liderança de conciliação nunca vista em outros tempos. Tem o respeito do governo e da oposição e isto aumenta seu poder e influencia. Tem planos para administrar a casa e prestigiar os servidores que colaboram na realização de suas metas. Seu trabalho está sendo plantado agora, mas com certeza está de olho no futuro que não vai demorar .

Postado por Pedro Oliveira

Os donos da bola

04.05.2019 às 10:26


Para refletir:

A política não é a ciência da sinceridade, nem da coerência.


Os donos da bola

Pelo menos até o momento os dois nomes políticos de Alagoas mais próximos do Palácio do Planalto são Benedito de Lira e seu filho deputado Arthur Lira. Ambos têm trânsito livre com a maioria dos ministros, por recomendação do próprio presidente que também já conversou mais de uma vez com os dois. O deputado Arthur Lira continua um dos nomes mais fortes na Câmara Federal e “dono” de uma fatia considerável de votos que podem ajudar ou atrapalhar muito o governo. O ex-senador é um mestre na arte da articulação política, conhece os caminhos “atapetados” da esplanada e joga pesado quando se trata dos interesses do estado. Está fazendo falta no Senado Federal e muitos já se mostram arrependidos por ter trocado de voto.

Esta semana me confessava um prefeito de importante cidade do interior, durante reunião da Associação dos Municípios (AMA): “Trocar o mandato do Biu por uma aventura foi um risco equivocado. Mais da metade dos municípios do interior só tem recursos que mal dá para pagar a folha. Ninguém tem condições de fazer investimento e atender o mínimo que a população reclama. Se continuar assim algumas prefeituras vão fechar as portas. O maior erro do alagoano foi não eleger o senador que mais trazia recursos para o interior e também para a capital”. 

 

A esperança desses prefeitos é que Benedito de Lira venha a ocupar um importante cargo no governo federal e esse fato tem circulado com insistência em Brasília. Uma coisa é certa e eu conferi: Arthur e Benedito de Lira estão com a bola toda no Palácio do Planalto.


Governador reage

Situo-me entre os jornalistas mais críticos em relação ao governador Renan Filho (e são poucos), porem nada de pessoal tenho contra ele. Apenas sou intransigente quanto ao interesse público e não tenho nenhum compromisso com os seus erros. Não tenho vinculação politica com nenhum lado e só devo satisfação aos meus leitores.  Da maneira que o critico o elogio quando merece e é sobre isto que quero falar: Em contraponto as aleivosias do presidente Jair Bolsonaro com a sua declaração “ quem quisesse fazer sexo com mulher no Brasil ficasse à vontade”, em referência ao turismo sexual. O governador foi enfático : “ Alagoas tem lugares incríveis para se visitar, o estado está preparado e de braços abertos para receber o turista. Esse é o turismo que queremos. Turismo sexual, não! Respeito à nossa gente, às nossas mulheres, Esse é o nosso princípio condutor”. 

Em um país campeão mundial de violência contra as mulheres, com politicas públicas equivocadas. Falta de ações efetivas e de resultados contra a exploração, o estupro, e o feminicídio em escala crescente. Incentivar o turismo sexual é no mínimo uma grande falta de responsabilidade.

O governador de Alagoas com sua declaração mostrou ao país que aqui é diferente. Parabéns  pelo emblemático gesto de responsabilidade e defesa da mulher alagoana.


Reforma da Previdência

(BRASÍLIA) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou  que, sem a reforma da Previdência, o Brasil pode passar por uma crise econômica semelhante à enfrentada atualmente pela Argentina.

A Argentina passa por uma forte desvalorização da sua moeda, inflação alta e baixo crescimento econômico. Segundo ele, o país vizinho está “pagando a conta” por não ter feito o ajuste fiscal necessário para melhorar a economia. Maia também ressaltou que a reforma vai trazer credibilidade ao País e garantir o futuro das novas gerações.

“O que a Argentina vem passando nos últimos dias é uma sinalização clara de que um país que não faz o seu ajuste fiscal paga a conta. Infelizmente, a Argentina está pagando uma conta alta do aumento do desemprego, de aumento da inflação que corrói, em primeiro lugar, o salário dos que ganham menos”,

É preciso então que os parlamentares se conscientizem da importância da reforma da Previdência para o futuro do país. Que se mude os pontos necessários, a defesa dos que ganham menos e aperto nos que ganham mais, só não vale a obstrução, postergação, diante do alto preço que o brasileiro poderá pagar. Governo e oposição devem se entender naquilo que  é melhor para o povo, sem agredir os cofres da governabilidade


Reforma da Previdência II

O presidente da comissão especial que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), espera que a proposta seja votada até junho na comissão, mas destacou que o mais importante é conseguir os 308 votos mínimos para aprovar em Plenário. 

Segundo Ramos, os trabalhos no colegiado têm que ser coordenados com a construção de maioria no plenário. “Não adianta votar na comissão sem a garantia no plenário”, disse o presidente.

Ele apresentou o cronograma de trabalho que prevê a realização de 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater o tema no colegiado. “O debate tem que ser mais plural possível, tem que ser amplo mas tem que terminar”, disse Marcelo Ramos adiantando que, apesar de haver sugestões para ouvir 130 pessoas, esse número deve ser reduzido. “Eu não posso usar o argumento de fazer audiência pública e inviabilizar o momento da matéria de ser votada. Vou tentar coordenar para que a gente possa ter mais tempo para discutir as emendas”, afirmou.

O relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que o objetivo é terminar a votação da proposta no Plenário da Câmara até o fim do primeiro semestre. “Precisamos de um tempo para fazer as simulações e correções”, disse o relator. “Temos um problema fiscal grave, e [vamos] aproveitar para corrigir as injustiças desse processo.” 


Renan ganha mais uma

O senador Renan Calheiros festejou, com justa razão, o arquivamento mais um inquérito contra ele no âmbito da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, arquivou uma investigação contra Renan e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia  por suposto recebimento de valores para aprovar medidas provisórias.

"Acusações absurdas que estão sendo corrigidas. Está cada vez mais evidente que as investigações foram fruto de perseguição de Janot e do procurador do power point, Dallagnol ", disse o senador

O arquivamento desta investigação foi pedido pela atual PGR, Raquel Dodge, que não viu indícios que sustentassem a continuidade das apurações. A suspeita, surgida na delação da Odebrecht, era de que ele e Maia teriam recebido R$ 7 milhões da empreiteira para aprovar, em 2013, que tratou de benefícios fiscais ao etanol e à indústria química.

Mais uma frustração para os procuradores de Lava Jato que mesmo com uma grande quantidade de denúncias formuladas não conseguiram fazer Renan Calheiros réu nesta operação. E os procuradores midiáticos perdem mais uma.

Postado por Pedro Oliveira

Proposta Indecorosa

26.04.2019 às 19:10


Para refletir:

“O presidente embarcou na teoria conspiratória e estimula o filho a criticar o general Mourão”. (De um aliado do governo)


BRASÍLIA

Proposta indecorosa

O deputado Marco Feliciano, deveria se restringir ao estudo de seus textos bíblicos  e cuidar dos problemas de sua religião, mas ai resolve “aparecer na fita” com o tresloucado pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Hamilton  Mourão. Não leu a Constituição e se leu nada entendeu.

Por se tratar de uma aberração o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu o destino que a matéria merecia: o lixo.

Feliciano pediu o impeachment de Mourão por acusá-lo de “conduta indecorosa, desonrosa e indigna” e de “conspirar” para conseguir o cargo do presidente Jair Bolsonaro.

Maia disse nesta quarta-feira (24) que a denúncia é “inadmissível” e tem “propósito acusador”, por se tratar de condutas não referentes ao exercício do cargo.

No plenário e corredores do Congresso a presença do deputado gerou uma série de gozações e críticas ate mesmo de seus aliados. No Palácio do Planalto a reação foi de reprovação.


Pacote de Moro tem problema

O clima de recepção não tem sido nada favorável ao pacote anticrime e anticorrupção  concebido pelo ministro Sérgio Moro e pode correr sérios riscos de muitas alterações ou mesmo rejeição. Não apenas deputados, mas também especialistas em Direito têm feito críticas a lógica repressivo-punitiva da proposta.

Para alguns juristas, mudanças como aumentar o tempo de encarceramento e limitar as possibilidades de liberdade condicional não contribuirão para a redução da criminalidade no País e poderão fragilizar direitos e garantias individuais do cidadão.

“Essa lógica da intimidação geral, da eficácia repressiva, é muito boa para vender livro e se eleger, mas, concretamente, o aumento nominal das penas, por si só, desacompanhado de outras instâncias, não tem eficácia, não funciona”, disse o advogado e doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo Alberto Zacharias Toron.


Trapalhadas do governo

Representantes de movimentos sociais criticaram  esta semana em audiência pública, as mudanças administrativas no Poder Executivo feitas pela Medida Provisória 870/19 a primeira editada pelo governo Jair Bolsonaro. A avaliação deles é que a MP desarticulou órgãos de proteção e promoção de direitos sociais, cujas atribuições foram divididas entre vários ministérios.

A MP reduziu de 29 para 22 o número de órgãos com status ministerial. As mudanças levaram à redistribuição de competências de órgãos.


Radicalização

“Essa medida provisória é a sequência da radicalização contra a sociedade organizada”, disse Francisco Urbano, assessor da presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Ele foi um dos participantes do debate realizado pela comissão mista que analisa a MP 870. Por acordo político, a audiência contou apenas com movimentos contrários ao texto do governo.

As principais críticas foram às mudanças nas atribuições da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A medida provisória passou a Funai, desde 1990 vinculada ao Ministério da Justiça, para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH). A demarcação de terras indígenas, antes a cargo do órgão, passou para o Ministério da Agricultura, que também ficou com a responsabilidade pela titulação de territórios quilombolas, antes feita pelo Incra.

Pode haver enfrentamento com o governo dessas classes sociais afetadas com as medidas equivocadas. Vai ter barulho.


Parabéns Palmeira

A maior festa de Semana Santa e de Páscoa foi registrada em Palmeira dos Índios . graças ao empenho da prefeitura e a participação efetiva da sociedade resgatando aspectos de seu rico potencial cultural e turístico. A encenação da Paixão de Cristo reuniu todos os dias grande número de pessoas, inclusive com a presença de turistas que elogiaram a perfeição da iniciativa. No domingo  foi a grande festa de inauguração da restauração do entorno do Cristo Redentor, na famosa Serra do Goiti. Com o novo equipamento preparado para eventos religiosos e também para atrações artísticas certamente foi criado o clima ideal para o incremento ao turismo. A cidade ficou de cara nova e o povo palmeirense feliz.


Crise perigosa

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) volta a criar novos problemas para o governo com ataques inconsequentes e irresponsáveis contra o vice-presidente Hamilton Mourão e sugeriu que ele é desleal ao seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. Carlos reproduziu trecho de um convite para uma palestra com Mourão na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. No texto, o vice é apontado como "voz da razão e moderação" de um governo mergulhado em crise;

Foi deselegante e desagregador o vereador filho do presidente, ainda mais quando o texto (que não é responsabilidade do vice) retrata a verdade dos fatos que têm ocorrido no governo.

Antes dessas duas publicações, Carlos já havia tomado partido contra Mourão em duas oportunidades. Em ambos os casos, saiu em defesa do escritor Olavo de Carvalho. No fim de semana, o vereador e o canal de Bolsonaro no Youtube reproduziram vídeo de Olavo com críticas a militares. Na gravação, Olavo diz que eles só fizeram "cagada" nas últimas décadas e entregaram o Brasil ao "comunismo".

Na verdade Olavo de Carvalho não passa de um oportunista, desequilibrado à procura de aparecer e usa o despreparo do vereador carioca para repercutir suas loucuras.

Existe um visível desconforto entre ala militar do governo, principalmente porque o presidente tem se mostrado incapaz de conter as sandices do filho e às vezes até tem apoiado.

O vice-presidente Hamilton Mourão , alvo dos ataques também de outros aliados de Bolsonaro tem se mantido prudentemente cuidadoso e cumpre o que diz o texto da Universidade de Harvard : “tendo razão e moderação”.

Há no entanto um clima constrangedor no Palácio do Planalto que tem afetado muito os militares integrantes do governo. Um desses militares confidenciou a jornalistas “ O general Mourão é um homem preparado, leal e cônscio de suas responsabilidades com o país. Mas vejo que sua paciência está no limite.

Postado por Pedro Oliveira

Em defesa do Sistema S

12.04.2019 às 11:19


Para refletir

“Tem que meter a faca no Sistema S” ( Declaração  do ministro Paulo Guedes, afrontando a constituição e o aprendizado do jovem trabalhador brasileiro.)

Em defesa do Sistema S

O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de empregos e negócios,) está preocupado e insatisfeito com a demonstrada intensão do atual governo, sob a inspiração do ministro Paulo Guedes, a respeito do drástico corte de verbas das entidades do Sistema S (SESI, SENAI, SESC, SENAC, SEST, SENAT, SESCOOP (cooperativismo), SENAR e SEBRAE), podendo levar todas essas entidades até a extinção.Com isso o governo rasga a Constituição e fere de morte entidades responsáveis pela formação profissional de milhões de brasileiros que não são favorecidos pelo poder público.

60 anos formando profissionais

As primeiras entidades componentes do chamado “Sistema S” – SENAI, SENAC, SESI e SESC –, criadas, há mais de 70 anos, mediante atos dos presidentes Vargas, Linhares e Dutra, mereceram a atenção dos constituintes, diante dos excepcionais serviços prestados aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, da indústria, da agricultura e pecuária, da saúde e de outros setores. “A criação dessas instituições constituiu uma verdadeira revolução no sistema educacional brasileiro, abrindo as portas do ensino profissional para milhões de jovens, que iriam guarnecer o chão das fábricas, assim chamados os que, ao nível do ensino médio, dariam suporte às novas indústrias e às cadeias comerciais que se multiplicavam rapidamente”.

Em tais condições, o art. 240 da Constituição, originado por emenda popular, com mais de um milhão de assinaturas, estabelece, a um só tempo, que, para o financiamento do Sistema: a) as contribuições dos empregadores são compulsórias; b) tais contribuições têm por base de cálculo a folha de salários; c) as receitas dessas contribuições são vinculadas às entidades de serviço social e formação profissional vinculadas ao sistema sindical, ou seja, às entidades que compõem o “Sistema S”; e d) essas entidades têm natureza privada.
O dinheiro não é público

As referidas contribuições não são tributos. Estes, em sentido técnico, são, apenas, os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria, conforme dispõe o art. 145, caput, da Constituição. Tais contribuições são imposições pecuniárias, compulsórias, mas isso não as transforma em tributos, a exemplo do que acontece com outras imposições da mesma natureza, como, por exemplo, as contribuições previdenciárias, as contribuições sindicais, as contribuições ao FGTS, as contribuições do interesse das categorias profissionais ou econômicas e os seguros obrigatórios. Além disso, as contribuições ao “Sistema S”, apesar de arrecadadas pela Receita Federal, não ingressam, nem se incorporam ao patrimônio público, sendo vinculadas, pelo art. 240 da Constituição, a determinadas entidades privadas e a determinados fins.Mão de obra para milhões

Dados oficiais demonstram que mais de 73 milhões de brasileiros tiveram sua formação ou foram beneficiados apenas pelas instituições do sistema ligadas à indústria – SESI e SENAI. Mesmo com todo este acervo de realizações, o Sistema S  se transforma em alvo de ameaças que colocam em risco a sua própria existência. É fato que precisamos reduzir a carga de impostos, mas não se pode fazê-lo cometendo equívocos e atrapalhando o que vem dando certo. O ideal é que sejam atacados os problemas estruturais do Brasil, como a burocracia do serviço público e a ineficiência do Estado”.

A reação do Congresso

O jovem deputado federal da Bahia, João Roma (PRB) bem define a preocupante situação: ”Um país, para crescer de forma sustentável e gerar empregos, precisa, principalmente, de mão de obra qualificada. Os jovens no Brasil perdem muitas oportunidades por falta de qualificação profissional. É nesse contexto que o Sistema S atua, entre outras frentes. Cito como exemplo o Senai, o maior complexo de educação profissional da América Latina e um dos cinco maiores do mundo. E o governo, durante todos esses anos o que investiu ou inovou nessa área? Absolutamente nada.  

Portanto, preocupa as informações de que o novo governo pretende suprimir entre 30% a 50% os recursos do Sistema S, o que resultaria em imensos prejuízos, a exemplo do fechamento de 1,1 milhão de vagas em cursos profissionalizantes do Senai e o encerramento das atividades de 162 escolas de capacitação. Agravando ainda mais o quadro, o Sesi teria que extinguir 498 mil vagas para o ensino básico e na educação de jovens e adultos ao fechar 155 escolas, além de demitir 18,4 mil trabalhadores, boa parte educadores. 

Um corte no orçamento do Sistema S irá prejudicar especialmente milhões de jovens de baixa renda que encontram nos cursos e ações oferecidas a única oportunidade de ter uma formação para entrar no mercado de trabalho e construir uma carreira no futuro”.  

Já na opinião do senador Armando Monteiro (PTB-PE), a manifestação de Guedes não foi feliz. Para o senador, novos governos têm uma tendência a querer fazer mudanças em certas estruturas sem uma acurada e responsável avaliação dos efeitos dessas posições, como se quisessem “imprimir uma marca de mudança”. Mas esse observou, não é o melhor posicionamento.

Líderes do MDB emitiram nota conjunta em defesa do Sistema S e de todo trabalho por ele desenvolvido no país.

Talvez o ministro não esteja familiarizado com o que representa o Sistema S. Nas grandes cidades, ele é importante, mas, nas médias e pequenas cidades, e nos estados menos desenvolvidos, o Sistema S é algo vital para capacitação de empresários através do Sebrae, para formação de mão de obra para a indústria, para o comércio, para a agricultura e apoio ao micro e pequeno empresário.

Se o governo vem com mudanças, temos de enfrentá-las de uma maneira democrática, como construímos o nosso país. Isso não pode ser feito dessa forma preconceituosa, como ele se manifestou pelo menos no primeiro momento. Se há desvio, desvio há até nas sacristias. Então, não é a justificativa disso ou daquilo que pode ser feita de maneira preconceituosa como ele fez: ‘Tem de enfiar a faca no Sistema S’

Palavra do TCU

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou  que o Sistema S presta um serviço imprescindível para a população na área educacional e de capacitação de trabalhadores.

“É imprescindível a função do Sistema S na sociedade brasileira. Ele ocupou um espaço onde o Estado não estava. Quem pode educar milhões de jovens como o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o SESI (Serviço Social da Indústria) educou? O Estado, quando viu a sua impotência, deu na Constituição essa prerrogativa ao Sistema”, destacou Vital do Rêgo.

Postado por Pedro Oliveira

Os equívocos do senador

05.04.2019 às 14:14


Para refletir

“A Braskem deveria ir se preparando e guardando muito dinheiro. Não para comprar a imprensa, como sempre, mas para indenizar as vitimas do Pinheiro”. (De um leitor)

Os equívocos do Senador

O senador Rodrigo Cunha desenha para o seu futuro político um mandato bem aquém do que esperavam seus milhares de eleitores alagoanos (inclusive eu).. No Senado é um “estranho no ninho”, desconectado de articulações e sem visibilidade mesmo entre seus pares. A imprensa o desconhece e não o procura por falta de uma pauta séria e importante para abordar. A titulo de provocação me dizia um colega jornalista no “cafezinho do Congresso”. – “Esse seu senador teve o destino a seu favor, mas sua vocação para o Senado é equivocada. Seu mandato jamais terá qualquer expressão”. - Espero que ele esteja errado, mas não discordei.

Como a maioria dos políticos alagoanos, tenta aparecer com fingida preocupação com a questão do bairro de pinheiro, mas na verdade a busca mesmo é pelo espetáculo midiático e o falso afago às angustias dos eleitores moradores do bairro.

Promoveu uma “audiência pública” em uma das comissões do Senado cujo evento reuniu praticamente técnicos e vereadores alagoanos que passaram dez horas discutindo “o sexo dos anjos”, quando a mesma reunião poderia ter sido realizada em Maceió, sem despesas caras de passagens, hospedagem, alimentação e diárias, sem o menor sentido. Mas o importante era aparecer na TV senado, mostrando o nada para o país e especialmente para os alagoanos.

Agora aparece o  mesmo Rodrigo Cunha com nova invenção midiática de trazer para ver de perto a situação do bairro membros da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

Em princípio se equivocou na escolha da comissão, que em nada vai ajudar na solução do grave problema, depois faz com que o Senado patrocine mais um tour desnecessário para que senadores venham “passear” em Maceió e se encantar com nossas belas praias e provar da gastronomia alagoana. Talvez até passem pelo Pinheiro e lamentem a situação daqueles que perderão seus patrimônios e tem suas vidas ameaçadas.

Pinheiro sob controle

Qualquer político que se manifeste sobre a situação do Pinheiro está mentindo ou querendo ganhar votos. A situação é grave mas os controles estão atuantes tanto por parte do governo do estado como da prefeitura de Maceió. Os resultados estão avançados e até o final do mês teremos então o anuncio das causas e consequências da lamentável tragédia para muitas famílias que estão desabrigadas e para tantas ameaçadas.

O resto é sujo jogo de cena de quem não tem projetos para ajudar Alagoas a se desenvolver.

É vergonhosa a postura da maioria dos políticos alagoanos que apostam no pior para aparecer como os salvadores. É preciso que todos nós a cada eleição reflita sobre o equivoco do voto dado em momento de emoção e passemos a votar com a razão.

E viva o futebol

Enquanto os hospitais estão “à beira da morte”, pessoas morrendo por falta de atendimento médico, carência de medicamentos, escolas caindo aos pedaços, merenda escolar de péssima qualidade, delegacias de policia em estado precário, professores mal pagos e sem condições de trabalho, funcionalismo público tratado com desrespeito e os alagoanos alimentados com noticias mentirosas sobre “desenvolvimento e melhorias”, o governador Renan Filho e sua “entourage” faz aparição provocativa anunciando grandes obras para restauração do Estádio Rei Pelé, para torna-lo competitivo com as demais arenas esportivas do país. La esteve o governador e secretários todos com largos sorrisos anunciando que “as obras estão aceleradas e serão entregues no prazo”. Ouvi de um especialista: “Mais uma mentira. Passaremos mais uma decepção, pois o estádio não será concluído em tempo para as partidas iniciais”.  Muita irresponsabilidade.

Decisão que atrapalha

No entender do juiz Antonio Emmanuel Dória Ferreira, da 14ª Vara Cível da Capital a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) não teria competência para estabelecer a delimitação de acesso dos transportes intermunicipais ao centro de Maceió e suspendeu a decisão que tem, como objetivo disciplinar o caótico trânsito da cidade e dar regularidade a uma atividade totalmente descontrolada. Em sua equivocada decisão o magistrado atribui a Agência Reguladora de Serviços Públicos ( ARSAL) a competência para a ação. Sabe-se que a ARSAL não consegue cuidar nem de suas competências naturais, pendurada em uma administração caótica e recheada de suspeitas de toda ordem, não tem capacidade operacional e ela mesmo deixou o setor se transformar em um amontoado de desorganização em prejuízo do transporte intermunicipal.

Por desconhecer o problema a fundo o juiz colabora para que mudanças eficientes deixem de ser realizadas em prejuízo do ordenamento do trânsito da capital. Esses caras pensam que podem tudo..

Uma alagoana no Senado

(BRASÍLIA) -Suplente do senador licenciado Fernando Collor tomou posse esta semana a senadora Renilde Bulhões.

— Na condição de mulher e sertaneja reafirmo meu empenho em servir a minha terra. Diariamente vou continuar a me dedicar para corresponder às expectativas do povo alagoano — prometeu a senadora, que deverá permanecer no cargo por 120 dias, durante a ausência de Fernando Collor.

Médica obstetra, Renilde Bulhões dirigiu um hospital por cinco anos. Também foi prefeita do município de Santana do Ipanema (AL) por dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2012, tendo assumido cargos na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e na Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Atualmente exercia o cargo de secretária de Governo na gestão do prefeito Isnaldo Bulhões, seu marido, também em Santana do Ipanema. É mãe do deputado federal Isnaldo Bulhões Junior.

Pacote anticrime

(BRASÍLIA) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em momento de trégua com o ministro Sérgio Moro admitiu que o pacote anticrime pode ir direto ao Plenário, sem passar por comissão especial, se isso for o consenso entre os líderes.

No momento, as mudanças na legislação penal e processual penal estão em um grupo de trabalho que tem 90 dias para sistematizar tudo. “As mudanças serão votadas quando estiverem prontas”, afirmou Maia.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia manifestado preocupação quanto ao atraso na votação da proposta anticrime enviada por ele. Mas a coordenadora do grupo de trabalho, deputada Margarete Coelho (PP-PI), disse que a análise prévia vai acelerar a tramitação.

"Esse grupo de trabalho não tem qualquer interesse protelatório. Na verdade, nós estamos ganhando tempo. Nós estamos adiantando o debate, amadurecendo as propostas para que o Plenário possa votar com segurança

O ministro Alexandre de Moraes citou a criação de varas especializadas em combater o crime organizado, como uma das medidas necessárias.

"Hoje o combate é feito comarca a comarca, cada juiz na sua comarca. E o crime organizado, não é municipal e não é só intermunicipal. Ele é interestadual e internacional. A ideia é a criação de varas regionalizadas, que peguem toda uma região, várias cidades onde o crime atua; e todas interligadas no sistema de produção de inteligência para facilitar o trabalho da polícia."

Postado por Pedro Oliveira

Pinheiro, uma história mal contada que pode terminar em tragédia

29.03.2019 às 10:33

Para refletir

“Não dá para governar o país e “brincar” nas redes sociais. O governo precisa de um comandante”. ( De um deputado  aliado ao presidente Bolsonaro).


Pinheiro, uma história mal contada que pode terminar em tragédia.

A publicação no Diário Oficial de Maceió com o decreto de estado de calamidade pública nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro em decorrência do agravamento das fissuras em imóveis e vias públicas nestas regiões, foi mais uma decisão responsável e necessária do perfeito Rui Palmeira ao tempo que comunicou ao Ministério Público Estadual o chamando à responsabilidade de seu papel institucional.

Ao tempo em que oficializa a situação de gravíssimo risco de desastre em uma vasta região, atingindo vários populosos bairros da capital, o prefeito faz um chamamento cívico a todos os seguimentos da sociedade alagoana, pois cada um em sua área tem a responsabilidade com a vida e o patrimônio dessas pessoas.

Há a possibilidade real de um desastre sem precedentes em que ocorrendo muitas vidas serão perdidas e prédios destruídos pela fatalidade ou irresponsabilidade de alguns.

A administração pública municipal não possui recursos financeiros, estruturais e equipes técnicas capazes de enfrentar uma situação de desastre nas proporções previstas. Será preciso então que o governo do estado, que pouco tem feito pelo caso, assuma o seu papel de responsável para segurança pessoal e patrimonial do alagoano em risco.

O governo federal precisa com urgência desviar um pouco o olhar das redes sociais políticas e passar a perceber que o caso de uma previsível catástrofe em Maceió é de gravidade extrema e com consequências imprevisíveis. Não podemos entrar na soma de tantas tragédias que têm ocorrido ultimamente no país, muito mais por negligência e tolerância do poder público e a criminosa visão do lucro do empresariado bandido.


Muita conversa e pouca ação

Há meses as famílias residentes nos bairros ameaçados esperam uma resposta sobre afinal o que está acontecendo e o que pode acontecer agora ou mais adiante. Muitos comerciantes estão apavorados com o declínio de seus negócios e o ameaçador futuro que os ameaça. Milhares de pessoas já se mudaram, largando seus imóveis e o bairro está ficando deserto. Equipes de técnicos especialistas vindos de várias partes do país trabalham dia e noite, cavando, medindo, contando e estudando as causas e os possíveis efeitos do problema. As declarações têm sido imprecisas, sem fundamento, cheias de termos técnicos que a população não entende e depois o resultado: “Até agora nada. Vamos aguardar”. Aguardar o que? O desastre anunciado? Ou catástrofe devastadora.

Ninguém fala claramente ou por não saber do contrário falarão após o fato acontecido.


Audiências midiáticas

Para quem conhece as entranhas de Brasília e do Congresso sabe que um senador inexperiente, de primeiro mandato e do baixo clero quase não tem o que fazer em Brasília, até porque têm as mais capacitadas assessorias à sua disposição. Mas o senador Rodrigo Cunha sempre acha o que fazer. Promoveu uma audiência pública em uma das salas do Senado tenho como pauta o anunciado desastre no Bairro do Pinheiro. Confesso que não vi muita utilidade na ideia. O local estava lotado de alagoanos que se deslocaram a Brasília, certamente ninguém pagando dos seus bolsos, para conversar o dia inteiro sobre o obvio. Se a audiência tem sido feito em Maceió teria efeito mais positivo e menos gastos, certamente. Como positivo apenas a transmissão ao vivo pela TV Senado (ai todo mundo se mostrou na fita). Não compareceu um parlamentar de destaque para prestigiar a audiência. Foi numa conversa entre alagoanos, desfrutando os ares de Brasília. E exibidos na televisão do Senado para afagar o ego de cada um.


Barrado no “baile”

Como estava durante toda a semana em Brasília e o tema dizia respeito a Alagoas e em especial ao Pinheiro me dispus a abrir um espaço em minha agenda para participar do encontro. Necessitando de algumas informações antecipadas tentei marcar formalmente uma audiência com o senador Rodrigo Cunha. Após dois dias o seu gabinete manda comunicar que eu não poderia ser recebido, pois “o senador estava muito ocupado e talvez eu conseguisse falar com ele em Maceió”. Não sei se minha secretária deu o recado como mandei, mas vou repeti-lo aqui: “Diga ao senador que não tenho nenhum interesse em falar com ele em Maceió e aqui em Brasília já não tenho também” (ainda acrescentei algumas palavras que não é conveniente repetir neste espaço) Foi deselegante, descortês e prepotente.  É a velha história: “ quer conhecer um homem ? Dê-lhe o poder, 

Assisti à audiência pela TV Senado e como disse achei inócua, as mesmas conversas os mesmos dramas, as mesmas indecisões e tudo tratado apenas por alagoanos.

A grande mídia nacional não tomou nem conhecimento.


Todos juntos por Alagoas

Os políticos alagoanos precisam urgentemente descer dos palanques, guardar suas “bandeiras partidárias” com relação à grave anunciada tragédia dos bairros ameaçados por uma catástrofe  anunciada. Brasília e em especial o Palácio do Planalto, precisam olhar com urgência e a maior atenção para esse acontecimento de proporções alarmantes, apavorando uma cidade, destruindo uma região e ameaçando vidas e patrimônios. Não adiantam as ações individuais políticas ou técnicas, pois não conseguirão sensibilizar as autoridades nacionais, inclusive o presidente da República. Alguma coisa só acontecerá se unir todas as forças sociais e politicas rumo a Brasília e expor diretamente ao presidente Jair Bolsonaro ( não a seus confusos ministros)  a gravíssima situação de ameaça o convencendo de que neste momento Alagoas é prioridade nacional para se evitar mais uma tragédia  de altas proporções.

Senadores, deputados federais, deputados estaduais, governador, prefeito da capital, Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, Câmara Municipal, lideranças empresariais, entidades de classe, instituições civis e militares, formando uma grande Frente em Defesa de Alagoas. Ou acontece um movimento robusto, do tamanho que a crise exige do contrário estaremos fadados a aguardar o pior e depois lamentarmos e passar a sermos manchetes como uma das maiores tragédias nacionais, por negligência, irresponsabilidade e ganancia empresarial com a conivência do poder público.

Vamos esperar quem será o primeiro a abraçar a formação da Frente em Defesa de Alagoas. Se é que vai aparecer.


É meu, eu posso

Muitos criticaram o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha por ter emprestado seu avião particular para transportar o ex-presidente Michel Temer do Rio de Janeiro para São Paulo, após sair da prisão.

O governador confirmou que emprestou o avião e disse: “Não ia deixar um homem idoso, que é presidente do meu partido, ter que pegar um avião de carreira para voltar para casa achincalhado, após uma prisão considerada ilegal pela Justiça Federal. O avião é meu, o dinheiro é meu. (O valor gasto) não importa”, respondeu a repórteres.

Gostei muito da resposta do governador. Quem não deve não teme. Feio seria viajar em aviões de empresas suspeitas. Mas só quem tem razão e está com a verdade pode dar respostas desse tipo.

Postado por Pedro Oliveira

O governo comprou o carnaval

01.03.2019 às 18:31
Desfile do bloco Pinto da Madrugada - Reprodução


Para refletir

“Se carnaval é coisa do Diabo, o inferno deve ser muito bom.”


O governo comprou o carnaval

É de estarrecer a irresponsabilidade do governo do estado e o seu desprezível tratamento para com o cidadão alagoano. Enquanto vários hospitais estão à beira da morte, literalmente, por falta de recursos para medicamentos, equipamentos sucateados e sem condições de uso, médicos e pessoal de enfermagem insatisfeitos, pessoas morrendo por falta de atendimento, ambulâncias amontoadas como “ferro velho”, esse mesmo governo gasta milhões patrocinando blocos de carnaval particulares que deveriam arcar com suas despesas para brincar o carnaval. E o pior: como sempre enganando os alagoanos. No sábado fui assistir ao desfile do Pinto da Madrugada que por sinal nunca vi coisa tão decadente e sem graça. Atendendo a um convite me atrevi a ir a um camarote apenas para ver o desfile, pois as pernas já não se atrevem mais ao animado percurso de outrora, em uma confraternização onde encontrava amigos, famílias e até desconhecidos que se faziam amigos. De cima observei que o Pinto também murchou. Horas de um desfile chato de blocos sem graça ou criatividade e só depois de muito cansaço e infernal calor aparece o retardatário tradicional bloco, também sem a empolgação de outrora, e sem a criatividade irreverente dos meus tempos, a não ser por um ou outro personagem carnavalesco. Sai frustrado, esgotado  e com raiva.

Mas voltando ao assunto a única coisa que realmente apareceu no desfile foram as propagandas ridículas do governo que “comprou” o carnaval e exigiu aparecer, Centenas de pessoas portando placas enaltecendo o governo, atrapalhando o desfile, descaracterizando os blocos e incomodando os foliões. Até o “dono das placas” ousou aparecer para sorrir cinicamente da cara do povo que o vaiou em alguns momentos.

O carnaval começa de verdade amanhã e ainda teremos mais alguns dias de gastança e exibição oficial  na comemoração momesca. Quero ver e conferir os atendimentos nos hospitais, nas ruas e se o povo vai se alimentar de hipocrisia e propaganda enganosa. Viva o carnaval!!!


Enquanto isso

O prefeito em exercício Marcelo Palmeira e o secretário de Saúde José Thomaz Nonô entregaram esta semana 15 carros e cinco ambulâncias para diversos serviços da saúde do Município, além de associações, comunitárias.. “É uma satisfação imensa entregar esses veículos para a população, porque o intuito é beneficiar, ajudar no  transporte de várias instituições e serviços da SMS. Esse é o grande desafio da gestão do prefeito Rui Palmeira e do secretário José Thomaz Nonô, que com sua experiência vem ajudando muito a melhorar o atendimento na área da saúde, disse Marcelo.

.O secretário José Thomaz Nonô falou sobre a melhora dos índices da secretaria durante a gestão e sobre a prestação de serviço humanizada que vem sendo priorizada.

“O Ministério Saúde nos mede em 40 itens, nós melhoramos em todos. Onde crescemos menos, a melhora foi de 19%, e onde crescemos mais,  foi de 400 %. E quem faz isso tudo são os servidores da saúde por meio de uma visão unitária, em todas as  áreas dos serviços, que com seu coração e seu amor atendem a comunidade”, ressaltou o secretário.

É assim que se presta serviço público com a atenção voltada para o povo e não para aparecer.


Ministro Tarciso fala ao Senado

(BRASÍLIA) Estive presente na audiência pública esta semana no Sanado quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apresentou aos senadores as diretrizes e planos da pasta em relação a rodovias, ferrovias, aeroportos e obras públicas. O ministro disse que o governo pretende promover uma revolução no transporte de cargas no país, dobrando a participação das ferrovias.

Segundo Freitas, o ministério tem como objetivos otimizar os investimentos públicos e ampliar os investimentos privados em infraestrutura, destravar obras e repactuar os contratos de concessão que estão desequilibrados, possibilitando a retomada dos investimentos. Além de aumentar a participação de ferrovias e hidrovias no transporte nacional, a pasta buscará ainda modernizar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental e a Lei de Licitações, disse o ministro. Fortalecer e capacitar o corpo técnico da pasta e de órgãos vinculados é outra meta da gestão, adiantou.


Concessões

O ministro informou que está previsto para 15 de março o leilão de concessão, por 30 anos, de 12 aeroportos, divididos em três blocos: Mato Grosso (4 aeroportos), Nordeste (6 aeroportos) e Sudeste (2 aeroportos). Segundo ele, até o final do governo Bolsonaro todos os aeroportos atualmente sob controle da Infraero serão concedidos.

Ainda em março, segundo Freitas, o governo pretende leiloar a concessão, por 25 anos, de três portos em Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES). Haverá ainda, também em março, leilão para a concessão, por 30 anos, da Ferrovia Norte-Sul.


Cobrança sobre a VALEC

Vários senadores, como Lasier e Selma Arruda, cobraram do ministro posicionamento sobre o futuro da Valec Engenharia, empresa pública especializada em ferrovias ligada ao ministério. De acordo com os parlamentares, funcionários e empregados estão temerosos com uma possível extinção da empresa. Freitas respondeu que ainda não há nada decidido sobre a Valec e disse que o governo está avaliando qual é a melhor alternativa:

— Não há decisão tomada ainda. Vamos trabalhar isso com calma. Existe, sim, necessidade de enxugar a máquina pública. Temos de otimizar recursos, mas vamos respeitar os empregados da Valec.

O presidente da CI informou que o Portal e-Cidadania recebeu mais de 350 perguntas e comentários de internautas, vários sobre a Valec. Marcos Rogério propôs que a CI faça uma audiência pública futuramente apenas para debater a questão da Valec, ideia que foi bem recebida pelos senadores e pelo ministro.


No carnaval cuidado. Beijo dá prisão

No Carnaval deste ano, as mulheres terão um recurso a mais para lidar com as agressões a sua dignidade: a  lei aprovada pelo Senado em agosto do ano passado e sancionada em setembro pela Presidência da República  prevê pena de um a cinco anos de prisão para quem pratica a importunação sexual.

Ninguém espera que, por causa da lei, ainda pouco conhecida, o comportamento dos homens mude do vinho para a água. Por isso, na opinião da consultora do Senado e especialista em direito penal Juliana Magalhães Fernandes Oliveira, os festejos que começam oficialmente amanhã serão o primeiro grande teste pelo qual as novas normas vão passar. Tipicamente, no Carnaval aumentam ocorrências de assédio físico, como passar a mão ou se esfregar no corpo da mulher.

A especialista, entretanto, chama a atenção para as zonas cinzentas que cercam por vezes os episódios de importunação sexual, que têm de ser analisados com critério para não gerar equívocos. Logo que a lei foi sancionada, alguns juristas consideraram complicado definir o que é um “ato libidinoso”. Uma dessas zonas cinzentas envolve, por exemplo, o tradicional beijo roubado, que alguns tendem a considerar ato sem maior importância e até  “parte da festa”. Pois bem, esse gesto cantado em verso e prosa agora é crime de importunação. Já o beijo à força ou qualquer outro ato consumado mediante violência ou grave ameaça, para impedir a vítima de se defender ou fugir, é crime de estupro — independentemente de haver penetração. Se contenha então !!

Postado por Pedro Oliveira

Palmeira dos Índios - Bravamente resistindo à maldição política

16.02.2019 às 10:18


Para refletir:

“Não é possível a gente deixar o STF mandar nessa casa...e tem mais eu não sou funcionário do  Gilmar Mendes”. (Senador Jorge Kajuru).


Palmeira dos Índios -  Bravamente resistindo à maldição política 

Não gosto de recordar dos tempos em que a nossa Palmeira dos Índios (então princesa do Sertão) era cantada e saudada como o “paraíso do interior alagoano”, “município modelo nacional” e outros títulos por suas características de progresso e administrações responsáveis. Acomete-me dois sentimentos: saudade e raiva. Há muito deixei de ir a Palmeira todos os fins de semana, depois todos os meses e por fim já nem mais todos os anos, para evitar essa frustração e revolta que me acometem a cada vez que ia visitar a família e os amigos.

Ao longo dos anos a cidade foi passando por uma degradação sucessiva, aniquilando seus valores culturais, sua pujança comercial e empresarial, suas culturas agrícolas e muito mais a autoestima de seu povo, que parece resolveu se “entregar” diante do inevitável.

A começar por Arapiraca, hoje o maior centro de negócios e desenvolvimento do interior, outros municípios ultrapassaram o lugar antes ocupado pela terra palmeirense, a exemplo de Delmiro Gouveia, Rio Largo, Santana de Ipanema e União dos Palmares, para citar alguns.

Pelo equivoco do voto ou mesmo até pela falta de opções (os cidadãos de bem não se dispõem a entrar na política, ficando para os aventureiros e profissionais do ramo) o município tem sofrido com administrações desastrosas, incompetentes, viciadas e desonestas.

Parece-me que ao findar a segunda administração do prefeito Jota Duarte, (o maior prefeito da história palmeirense) na década de 70, daí em diante vieram sucessivas gestões que apenas contribuíram para o desastre administrativo de hoje, salvo uma ou outra, mesmo assim sem relevância a registrar.

Palmeira perdeu sua identidade política e com isso sua força diante dos governos que se sucederam no estado. Então com uma bancada representativa na Câmara Federal, quatro deputados estaduais em uma única legislatura, um vice-governador forte (Juca Sampaio) hoje reduzida a uma deputada que não é palmeirense, Ângela Garrota (ex-prefeita de Estrela de Alagoas), muito embora tenha tido ai a base de sua eleição e o jovem deputado Marcelo Victor, palmeirense eleito presidente da Assembleia Legislativa, cuja grande votação foi conquistada por seu trabalho em diversos municípios e graças a sua capacidade de articulação. Mesmo sendo palmeirense não teve apoio de nenhuma liderança local, que preferiram “negociar” apoios com “estranhos promissores”. Se dependesse de Palmeira não seria eleito, então não entra na conta palmeirense. É um deputado de Alagoas.


Surge um falso salvador

Voltando ao assunto administração municipal após anos de caos absoluto na gestão do município surge em 2016 um nome que chamou a atenção do eleitorado. Cidadão pobre, homem do povo, filho de uma verdureira, vereador bem avaliado, com eloquência de locutor de comício, sabido, mas não preparado (isso pouco importava). Caiu em seu colo uma candidatura viável, sem concorrentes de peso e com apoio das principais forças politicas locais. O povo queria mudança, acreditava no novo e o candidato tinha uma boa e estudada lábia para prometer e fazer-se acreditar que mudaria os destinos do município.

Ao ser eleito o “tabaqueiro” de Palmeira de Fora de pronto montou um governo negociado com os vereadores e setores políticos, muita gente sem expressão ou capacidade para o exercício de cargos importantes na administração. Como um dos primeiros atos mandou colocar a sua imagem na parede de todos os órgãos públicos a começar pelo seu gabinete, num evidente culto à vaidade pessoal e agredindo o principio constitucional da impessoalidade. Como se estivesse num programa de rádio começou a divulgar políticas de austeridade e transparência que chegaram a impressionar até órgãos de Controle Externo que o convidaram para mostrar seu exemplo a outros prefeitos, até que descobriram que o modelo não era o que se mostrava, chegando a ser advertido e multado pelo Tribunal de Contas, por descumprir o seu dever de gestor responsável. Criou um entorno de assessoria  composto por amigos ou indicados por políticos sem a menor competência. Está aí a administração alvo de várias suspeitas de desvios e fraudes, exposta às críticas de todos os tipos e ameaçada de ruir. Caiu a máscara de sua “transparência”, tem um controlador que não controla nada, um procurador que nada acha e um auditor que não audita.


Até quando votaremos errado?

Confesso que também fui enganado e acreditei no prefeito Júlio Cezar no inicio de sua administração. Convidado por várias vezes, me cobrando a condição de filho de Palmeira, mantive um encontro com ele e seu secretariado e até traçamos um plano de trabalho visando na capacitação de servidores da administração. Após algumas tentativas de reuniões com sua equipe percebi duas coisas: os secretários (com raras exceções) e assessoria, por ser indicação politica, são preguiçosos e não têm competência funcional e outro detalhe que me surpreendeu todos falam mal do prefeito e o apontam como um “ditadorzinho, vaidoso e prepotente”. Não podia da certo essa relação ai optei por desistir.

Não queria que fosse assim, pois nós palmeirenses somos apaixonados pela terra mãe. Magoa-nos profundamente assistir a cada administração os desencantos da enganação, das promessas não cumpridas, da repetição dos erros e desvios sucessivamente cometidos, Nos causa indignação a degradação cultural, histórica e moral que se abate depois de cada eleição. A administração está na UTI e ao que parece em um estado irreversível. As instituições se decompõem no campo administrativo, financeiro e moral. Lamentável.

Até quando pagaremos pelo equívoco do voto?


CPI das togas sujas

(BRASÍLIA) - Após o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) conseguir obter 27 assinaturas para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito apelidada de “Lava Toga”, os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Kátia Abreu (PDT-TO) e Eduardo Gomes (MDB-TO) recuaram e retiraram o apoio à apuração. Esse movimento levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a arquivar o pedido de investigação equivocadamente. Ele teria que ter voltado ao autor para completar o número exigido. O pedido foi feito e a lista voltará a receber assinaturas. 

Chamada nos bastidores de "CPI Lava Toga", a comissão quer investigar o funcionamento de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) e pretende inclusive convidar ministros da Corte para darem depoimento.

Em plenário o senador Jorge Kajuru deu o tom de como será a nova fase de assinaturas para a instalação da CPI.

Criticou os que retiraram suas assinaturas e foi enfático na tribuna: “Fui o primeiro a assinar a CPI Lava Togas, precisamos mostrar que o STF não pode mandar no Senado e eu não sou funcionário do Gilmar Mendes”.


São inimigos

De um jornalista que teve acesso a destacado membro do clã Bolsonaro e ouviu: “Fomos nós que derrotamos Renan Calheiros no Senado e outras derrotas virão. Não é confiável é gente do PT, de Lula e dessa quadrilha toda que roubou o país. Quer ser oposição quando conveniente e em seguida sempre cai no colo do governo, seja ele qual for. Sempre foi assim desde o Collor. É muito cínico e até tentou se aproximar, mas foi rechaçado. Ele e o filho, governador de Alagoas, que insiste em criticar o governo e em seguida pedir ajuda, são exatamente iguais. Ambos se merecem, mas longe de nós”.

Muito ruim para Alagoas esse ambiente contrário em Brasília.

 

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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