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Recuo estratégico

Bolsonaro muda discurso e afirma "eu sou realmente a Constituição"

21.04.2020 às 13:38


Nova postura

Depois de surpreender o país ao discursar, no domingo, na presença de manifestantes favoráveis a volta da ditadura e do Ai5, Jair Bolsonaro reaparece á porta do Palácio da Alvorada, ontem pela manhã, com um discurso bem diferente do dia anterior. Ao conversar com sua claque, ouviu de um presente sugestão pra fechar o Congresso e afirmou:  “Sem essa coisa de fechar”. “ Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente.” 

"Livre Expressão"

Indagado sobre as manifestações de domingo que confrontavam com as instituições democráticas, Bolsonaro afirmou que qualquer manifestante que estivesse pedindo por um AI-5 ou confronto com as instituições da Democracia exercia seu direito de livre expressão, mas que ele pedia era o retorno ao trabalho. “Em todo e qualquer movimento tem infiltrado, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeite a liberdade de expressão. Pegue o meu discurso, dá dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário.” E arrematou, tentando explicar que defendia o sistema democrático. “Eu sou realmente a Constituição.”

"A Constituição sou eu..."

Para observadores políticos o presidente  tentou consertar ontem o que havia feito na véspera, como tem sido o seu estilo. Bolsonaro demonstra, uma vez mais, ser um desentendido quando se trata de democracia. Ao afirmar  ‘A Constituição sou eu’ deixa claro tal desentendimento. A Constituição é superior a todos nós,  e todos, sem exceção,  a ela devem respeito.

Obediência constitucional

Depois de um longo dia em silêncio os militares se pronunciaram através do Ministério da Defesa. "As Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade’ e "somos obedientes à Constituição.


Na gaveta de Maia

Segundo informações de O Globo (Bela Mengale), o PT estuda apresentar um pedido de impeachment do presidente. E não será o único. De acordo com Guilherme Amado,(Revista Época) já são 16 os pedidos de impeachment na mesa(ou melhor, na gaveta) de Rodrigo Maia. 

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Desafiando a Democracia

Boslonaro discursou para manifestantes que desfilavam em carreata contra a política de isolamento social.

20.04.2020 às 13:14
Reprodução/Globo


"Não queremos negociar nada"

No início da tarde de ontem (19), o  presidente Jair Bolsonaro se encontrou com um grupo de manifestantes que desfilava em carreata por Brasília contra a política de isolamento social. Sem microfone, Bolsonaro subiu na caçamba de uma caminhonete e discursou por pouco  minutos, amparado por seguranças. “Nós não queremos negociar nada”, afirmou com a voz  entrecortada por tosse. “Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção, têm de ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder.” Os manifestantes pediam um novo AI-5, o fechamento de Congresso Nacional e STF e intervenção militar, além de gritarem “Fora Maia”. “Estou aqui porque acredito em vocês”, disse o presidente. “Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil.” 

Repúdio

Manifestações de repúdio à fala de Bolsonaro vieram de toda parte. “O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos”, escreveu no Twitter o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “Lamentável que o presidente da república apoie um ato antidemocrático, que afronta a democracia e exalta o AI-5”, escreveu João Doria. O ministro Gilmar Mendes  retuitou o seu colega de STF, o também ministro Luís Roberto Barroso. “É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia.” 

"O povo no poder"

A atitude de Bolsonaro aumenta a temperatura da crise política, inserida no panorama da pandemia do coronavírus. Nos bastidores de Brasília, o comentário é de que o discurso do presidente chocou até integrantes da cúpula militar. O local escolhido para a manifestação, no Dia do Exército, coloca as Forças Armadas numa constrangedora posição que tentavam evitar desde a posse de Bolsonaro. Como se manifestarão agora, após a atitude de seu "comandante supremo"? Assessores palacianos se surpreenderam com a clareza das palavras proferidas pelo presidente. Para eles não há dúvidas que Bolsonaro apoia uma ruptura institucional com o "povo no poder".( desde que o poder por ele, Bolsonaro, seja exercido)


Níveis perigosos

Nos bastidores da Defesa o clima é de surpresa e  tensão. O discurso do presidente o isola ainda mais politicamente, põe por terra qualquer tentativa de moderação para solucionar os problemas na área da saúde e eleva a temperatura da  crise política a perigosos níveis com inimagináveis consequências.


Com informações de G1, Twitter e Painel Notícias

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Maioria da população é contrária a demissão de Mandetta

Pesquisa Datafolha revela que 64% dos brasileiros são contrários à demissão de Mandetta da Saúde

18.04.2020 às 11:05


Desaprovação

O Datafolha divulgou pesquisa sobre a demissão de Mandetta pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo a pesquisa,  64% dos brasileiros desaprovam a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. Para 36%, a ausência do ex-ministro na pasta irá piorar, enquanto para outros 32%, melhorar. Jair Bolsonaro demitiu Mandetta na quinta-feira (16) após semanas de desavenças entre o presidente e seu auxiliar em torno da diretriz das políticas públicas de combate à pandemia do novo coronavírus.O substituto de Mandetta é o oncologista Nelson Teich, que tomou posse ontem (17).

Sem oscilações

De acordo com o levantamento da Folha, 23% dos entrevistados consideram o trabalho do presidente da República regular, praticamente a mesma marca obtida anteriormente, de 25%. Em termos de desaprovação e reprovação, os níveis apurados foram os seguintes: é mais reprovado por mulheres (41%), pelos mais ricos (acima de dez salários mínimos, 48%) e pelos mais instruídos (com curso superior, 46%).Para 52%, Bolsonaro tem capacidade para continuar liderando o Brasil, enquanto 44% responderam que não. Os homens representam a maioria, 58% as respostas favoráveis ao presidente.

Determinação & Intransigência

Matéria na Folha de SP sobre a pesquisa, afirma que embora não seja comparável metodologicamente com levantamentos presenciais anteriores, o índice de apoio a Bolsonaro se assemelha ao verificado na população em geral, “o que tem determinado a atitude intransigente do presidente em relação às suas visões acerca da crise, contrárias à prática internacional no combate ao novo coronavírus”. 

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Mandetta por um fio...

Ministro perdeu apoio que tinha no governo, após entrevista ao "Fantástico" , no último domingo

15.04.2020 às 12:00
Arquivo Agência Brasil


Por um fio

O ministro Luiz Henrique Mandetta já avisou à sua equipe que o presidente  promove reuniões para definir quem será o seu substituto na pasta da Saúde. O ministro concordou em permanecer no cargo até a definição de Bolsonaro.

Gota d'água

Mandetta perdeu apoio dos militares, que convenceram Bolsonaro a mantê-lo no cargo na semana passada, após a entrevista concedida ao programa "Fantástico" da Rede Globo, no último domingo. Segundo assessores, Mandetta extrapolou na entrevista, ao afirmar que o governo tem duas visões: uma do ministério e outra do presidente.  Tal declaração soou como uma quebra de hierarquia. No âmbito militar tal atitude é considerada uma falta gravíssima.

Candidatos

Entre os prováveis sucessores de Mandetta, o deputado Osmar Terra parece ter largado na frente, pois conta com o apoio dos filhos do presidente.. Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein, também é cogitado, mas observadores apontam  que sua relação com o governador de São Paulo, João Doria,  dificulta a aceitação no Planalto. O nome do secretário executivo de Mandetta, João Gabbardo poderia ser uma saída conciliatória, mas pouco provável de acontecer.

O "fique em casa" e a Constituição

Para Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF: “É possível extrair da Constituição diretamente essa ordem de ‘fique em casa’. Sobretudo no artigo 196, que estabelece a saúde como direito de todos e dever de União, estados e municípios. É um direito a ser garantido mediante a adoção de políticas sociais e econômicas que se voltem ao combate da doença, para viabilizar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde pública. Isto está escrito com todas as letras. Não há outro modo eficiente de administrar a crise senão pela política de quarentena. Há sustentáculos para essa política pública a partir da Constituição brasileira? Há. E legitimam, portanto, essas políticas que vem sendo adotadas, não só no Brasil.” 

Aos olhos do mundo, via Post

Em editorial, o jornal Washington Post publicou: “O novo coronavírus se tornou um teste global de qualidade em governança. A severidade da epidemia depende de quão bem — ou mal — governantes respondem a ela. Os melhores se mostraram os de Nova Zelândia, Taiwan, Coreia do Sul e Alemanha, que reduziram infecções e mortes usando testes, acompanhando como as pessoas se deslocam e instituindo quarentenas. O fundo do poço também chama a atenção: nele estão os da Bielorússia, Turcomenistão, Nicarágua e Brasil, que ignoram a seriedade do vírus e incentivam a população a agir como se nada estivesse ocorrendo. Deles todos, o caso mais grave é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.” 


*Com informações de Folha de SP, Veja, O Globo e Washington Post

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Mandetta quer sair

Em entrevista ao "Fantástico" , Mandetta afirma que Bolsonaro "deixa o brasileiro em dúvida"

13.04.2020 às 13:20
Reprodução/Globo


Emitindo sinais

Para integrantes da base de apoio do governo Bolsonaro, pelo tom dado às suas respostas em entrevista ao programa "Fantástico", da Rede Globo, Mandetta sinaliza que quer sair do Ministério da Saúde. Mandetta criticou, uma vez mais , a postura do presidente que tem saído, provocado aglomerações e criticado o isolamento social. Para o ministro as atitudes de Bolsonaro deixam o brasileiro em dúvida se ""escuta o ministro da saúde ou se escuta o presidente da República".

Desafiando

A ala militar do Palácio, que apoiou a manutenção do ministro no cargo, também não aprovou a entrevista ao "Fantástico". Segundo um asssessor, Mandetta tocou num ponto de grande sensibilidade para os militares: a hierarquia."Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público", afirmou o assessor e "não era isso o que havia sido combinado na semana passada".

Fortalecido

Entre os governistas a análise é que o episódio do sai-não-sai da semana passada, fortaleceu Mandetta em função do apoios dos militares, que atuaram diretamente junto a Bolsonaro para que ele permanecesse no cargo. Na ocasião, chegou a ser comentado que o próprio Mandetta queria sair do cargo. O ministro chegou a limpar suas gavetas no ministério. Bolsonaro já tinha optado em demití-lo, entretanto o ministro chefe da Casa Civil, general Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos convenceram o presidente a manter Mandetta no cargo.

De olho em 2022

Para observadores políticos, Mandetta saindo e o número de óbitos da pandemia crescendo, pode levá-lo a construção de um discurso de que se tivesse no cargo o número de mortos poderia ser  menor, fazendo crescer, segundo observadores, sua popularidade e viabilizando chances de concorrer à presidência em 2022.

Até quando?

Parlamentares com acesso a Bolsonaro afirmam, no entanto, que o presidente não muda o ministro até o final da crise. A estratégia é não dar a Madetta o argumento de que faria falta no ministério, centralizando todo o desgaste da pandemia em Bolsonaro. Mas até quando Bolsonaro vai aguentar as desafiadoras posturas de Mandetta? Se  mantiver a cabeça fria, com uma dose mínima de bom senso  a situação pode durar, mas se apelar para os seus tradicionais impulsos... 


Com informações do G1 e Rede Globo

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Para presidente do Senado o "governo acabou"

Presidente da Câmara tem coordenado reuniões políticas para avaliação do governo federal diante da pandemia

12.04.2020 às 11:54


Reuniões e ... reuniões

Sob coordenação da  Presidência da Câmara, diversas reuniões políticas tem acontecido tendo como pauta principal a avaliação do governo federal diante da pandemia. Algumas dessas reuniões contaram com a presença da cúpula do Senado Federal, líderes partidários e ministros de tribunais e, segundo informações de interlocutores, o presidente do Senado Davi Alcolumbre tem elevado o tom, em seus pronunciamentos, contra o presidente Jair Bolsonaro. Chegou a afirmar, numa dessas reuniões na casa de Rodrigo Maia, que o "governo acabou". "A diferença é saber se ele chega a 2022".

Avaliações presentes e futuras

Nos bastidores do Congresso na há indícicos de nenhuma movimentação direta contra Bolsonaro. Há de se levar em conta que o presidente ainda conta com uma popularidade em torno de 30%, segundo pesquisas recentes Datafolha, embora 51% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate a Covid-19. A avaliação da cúpula do Congresso é a de que o governo deve sucumbir as consequências da pandemia, sem possibilidade de tocar as principais reformas estruturantes e projetos de segurança pública, dois "carros-chefes" da gestão de Bolsonaro. Na avaliação de alguns congressistas os ministros Paulo Guedes(Economia) e Sergio Moro ( Justiça e Segurança Pública) já se conscientizaram que seus projetos tornaram-se inviáveis , pois qualquer recurso pós crise deverá ser usado para recuperar a economia.Interlocutores de congressistas comentam que já rola discussão, reservada, sobre a hipótese de um "semipresidencialismo" num futuro governo. 

Senado ou STF?

Para boa parte dos congressistas cabe ao Senado, e não ao STF, desaprovar eventuais decretos de Bolsonaro que terminassem com o isolamento e distanciamento social, muito embora o ministro Alexandre de Moraes já tenha proibido, desde a semana passada a edição de projetos governamentais que derrubassem decretos dos governadores que determinem o isolamento.

Desmentindo  o desmentido

A assessoria do presidente do Senado, negou que Alcolumbre tenha feito a avaliação de que "o governo acabou". Entretanto a afirmação do senador foi confirmada à revista Veja por outros participantes da reunião. Segundo sua assessoria, Alcolumbre "afirma que está focado em garantir a votação de medidas que possam mitigar as perdas decorrentes da pandemia de Covid- 19 e preocupado com a ameaça à vida de milhares de brasileiros"


*Com informações de Veja, Poder 360 e G1

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"Lavando as mãos"

09.04.2020 às 14:11


Mudança no tom

Após uma segunda na qual quase demitiu seu ministro da Saúde e uma terça-feira em silêncio irritado, o presidente Jair Bolsonaro voltou ontem à cadeia nacional de rádio e TV para reafirmar sua repulsa à quarentena. “Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos”, ele disse. “Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração.” Apesar de jogar nas costas dos governadores as consequências do período de isolamento social, pela primeira vez Bolsonaro reconheceu que há impacto em vidas causado pela doença. “Sempre afirmei que tínhamos dois problemas a resolver, o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados simultaneamente. As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença.” O presidente também voltou a defender a aplicação de hidroxicloroquina como cura para a doença. “Há pouco, conversei com o doutor Roberto Kalil”, contou, “cumprimentei-o pela honestidade ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes".  

Sentença

Pouco antes de o presidente entrar na TV, o ministro Alexandre de Moraes, do STF,  definiu que Bolsonaro não pode derrubar decisões dos estados e municípios a respeito do isolamento social, restrições a escolas, comércio ou circulação de pessoas. Segundo o ministro , as recomendações são endossadas pela Organização Mundial da Saúde, além de inúmeros estudos científicos. 

Respeitoso

Em sua tradicional coletiva de final do dia, o ministro Luiz Henrique Mandetta adotou um tom de respeito em relação ao presidente. Bolsonaro foi perguntado sobre o assunto. “Até em casa, a gente tem problema muitas vezes com a esposa, com o esposo, né?”, ele comentou. “É comum acontecer no momento em que todo mundo está estressado de tanto trabalho, eu estou, ele está. Mas foi tudo acertado, sem problema nenhum, segue a vida.” 

Números em alta

O Brasil bateu um novo recorde de mortes decorrentes do novo coronavírus em um único dia. De ontem para hoje, foram 133 óbitos. No total, ao menos 800 pessoas foram vítimas da doença no país. O número de casos confirmados de covid-19 passou de 13.717 para 15.917, conforme os dados oficiais do Ministério da Saúde. Foram 2.200 novos casos notificados nas últimas 24 horas.Foi a segunda vez, desde o início da pandemia, que mais de cem mortes pela covid-19 foram registradas em apenas 24 horas. Os Estados com maior número de casos são São Paulo (6.708), Rio de Janeiro (1.938), Ceará (1.291), Amazonas (804), e Minas Gerais (614). Especialistas projetam que, no Brasil, o pico da doença seja atingido entre o final de abril e o começo de maio.


*Com informações de Poder 360, G1 e O Globo

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Mandetta exonerado...mas nem tanto

07.04.2020 às 13:56


Brasil suspenso

Jair Bolsonaro manteve ontem o país em suspenso ao ponto de a tensão imobilizar por um dia, durante a maior pandemia em um século, o funcionamento do ministério da Saúde.

 Exonerado...

Já no final da manhã, as principais colunas de notas políticas começaram a anunciar a iminente demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta. O presidente é contra a política de recolhimento em casa defendida por seu ministro, pela Organização Mundial da Saúde e quase todos os governos do mundo. Bolsonaro também gostaria de ver o ministério promover com mais ênfase terapias com base no remédio hidroxicloroquina. Mas, novamente, os técnicos vêm mantendo a linha de seguir as recomendações da OMS e dos institutos de pesquisa nacionais. Irritado, o presidente se movimentou para colocar na pasta o deputado Osmar Terra, com quem tem o discurso alinhado.

...mas nem tanto

 A tentativa de expurgo de Mandetta mobilizou Brasília. Os presidentes da Câmara e do Senado fizeram o presidente saber que ele tornaria difícil a relação com o Congresso caso a demissão ocorresse. O Conselho Federal de Medicina se pôs contra. E os ministro militares do Planalto, em conjunto, levam ao presidente a notícia de que se opunham à decisão. Foi apenas perto das 20h que o  vice-presidente Hamilton Mourão, deu a notícia de que a crise findara. “Mandetta segue no combate”, afirmou. “Ele fica.” 

Pressionado

Mandetta chegou a ser pressionado, ainda no Planalto, a endossar um decreto para liberar por completo o uso de cloroquina. “Me levaram para uma sala com dois médicos que queriam fazer protocolo de hidroxicloroquina por decreto”, contou em entrevista coletiva. “Eu disse que eles devem, nas sociedades brasileiras de imunologia e anestesia, fazerem o debate entre seus pares. Chegando a um consenso, aqui do Ministério da Saúde a gente entra.” 

Até quando?

A manutenção do ministro no cargo não é certa. Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois, voltou esta semana a bater ponto no Palácio do Planalto. Ele costuma ser o mais influente dentre os defensores do núcleo ideológico, anti-Mandetta.


*Com informações do G1, Estadão e O Globo

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De olho em 2022

Afinados em 2018 e atualmente em lados opostos, Bolsonaro e Doria devem protagonizar futuro embate em 2022

06.04.2020 às 11:47


Em campanha

"Aliados" em 2018, Doria e Bolsonaro já estão em campanha aberta para 2022. Em termos de estratégia até agora 10 x 0 para Doria. O governador de São Paulo começa a ocupar espaços criados pelas desastrosas declarações e atitudes do presidente após o surto de coronavirus no País e já até ensaia uma aproximação com o antigo desafeto ex-presidente Lula.

Influenciado

Bolsonaro, sob forte influência do "gabinete do ódio", não consegue unanimidade nem entre os seus. Não aglutina e destila veneno em todas as suas declarações. Se fosse um pouco mais inteligente não ameaçaria o ministro Mandetta, por exemplo, que está com um elevado índice de aceitação popular.

Guerra aberta

Mas, além de ciumento, Bolsonaro parece estar emburrecendo e não afina seu discurso nem com o vice nem com boa parte de seus ministros, além de alimentar guerra aberta com o Legislativo e Judiciário.

Desespero

Está desesperado com as consequências da pandemia na Economia, que era seu carro-chefe de popularidade para reelegê-lo. Os ideólogos do "Gabinete do Ódio", não enxergam que a crise econômica será mundial,  não ocorrerá apenas no Brasil e que a prioridade agora é derrotar o coronavírus.

Contramão

Bolsonaro insiste no isolamento vertical (que até hoje é uma teoria, não existe nenhum estudo científico sobre esse posicionamento) e destila sempre que pode ódio e ameaças sobre Mandetta, hoje o mais popular dos seus ministros . Está na contramão da sensatez.

2022

Essas atitudes/declarações desastrossas de Bolsonaro,  bem exploradas por um bom marqueteiro de candidato oposicionista, com alguma dose de popularidade ( até agora Dória é o único, mas parece ainda lhe faltar popularidade),  são sementes que podem florescer , e determinar a sua derrota no próximo pleito.

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Sob o "vírus da inveja"

03.04.2020 às 13:45


Colisão

Em entrevista ontem (2) à Rádio Jovem Pan, Bolsonaro demonstrou insatisfação com Mandetta - “Ele já sabe que a gente tá se bicando há algum tempo”, disse o presidente. “O Mandetta quer valer muito a verdade dele, está faltando humildade para conduzir o Brasil nesse momento delicado.” A irritação de Bolsonaro é com o discurso de manutenção da quarentena feita pelo ministro. Quando perguntado porque não impõe seu desejo, o presidente relutou. “Tenho um projeto pronto na minha frente, para ser assinado, considerando atividade essencial toda aquela exercida por homem ou mulher, que seja indispensável para que ele leve o pão para a casa todo dia.” Seria uma volta à rotina normal. Mas afirmou que não assinará ainda. “Um presidente pode muito, mas não pode tudo. Só posso tomar certas decisões com o povo ao meu lado.” 

Acompanhado

Mandetta parece não estar sozinho dentro do governo.. “Ainda estamos naquele momento pré-pico”, afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão. “A avaliação é que nós temos que continuar com a política de isolamento, no sentido de atravessarmos esse abril, quando se espera que o pico comece a partir do dia 20, 25.”

"Porta-Voz"

Pelo Instagram,  a mulher do ministro Sérgio Moro defendeu Mandetta em público . “Entre ciência e achismos eu fico com a ciência”, escreveu Rosângela Moro no que pode ser visto como uma forma indireta de apoio dada por Moro a seu colega. “Se você chega doente em um médico, se tem uma doença rara você não quer ouvir um técnico? Henrique Mandetta tem sido o médico de todos nós e minhas saudações são para ele. In Mandetta I trust.” 

Resistindo

 Mandetta está incomodado, mas pessoas próximas ao ministro afirmam que apesar da vontade  de deixar o cargo, ele não vai pedir para sair. 

Auxílio

O governo federal segurou por mais um dia  a publicação, no Diário Oficial da União, da lei que cria a Renda Emergencial Básica — R$ 600 mensais por três meses como auxílio aos trabalhadores informais. Após ter feito o rito da assinatura para sanção, em público, o presidente tomou a decisão de só publicar o texto quando houvesse uma MP indicando a origem dos recursos. O auxílio deve começar a ser pago na semana que vem. 

De olho em 2022

 O governador paulista João Doria, não esconde  que toparia fazer parte de  uma frente ampla contra Bolsonaro na próxima eleição. Mesmo que ela inclua partidos de esquerda.  Ontem (2), Doria trocou afagos com Lula via Twitter. “Temos muitas diferenças”, escreveu, “mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos.” O ex-presidente havia elogiado os governadores em tuíte anterior. 


*Com informações do G1, Agência Estado, Jovem Pan, Poder 360, Época e Twitter

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