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Protestos populares e movimentos suprapartidários

Crescem no país movimentos suprapartidários contra Bolsonaro

02.06.2020 às 10:54


A la Klu Klux Klan

Foi um fim de semana de protestos pelo Brasil. Na noite de sábado, poucas dezenas de pessoas do grupo batizado de 300 se aglomerou à frente do Supremo para protestar contra as investigações que envolvem o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores. Portavam tochas seguindo a estética compartilhada por fascistas e Klu Klux Klan.

A cavalo

 No domingo, torcidas organizadas de Corinthians, Palmeiras e Santos se encontraram na Avenida Paulista em um ato pró-democracia. Quando já estavam lá fazia mais de uma hora, por volta das 13h, houve um conflito com grupos pró-bolsonaristas. A polícia investiga se o estopim foi o uso de uma bandeira utilizada pelo movimento neonazista ucraniano. Neste momento, a PM tratou de separar os dois grupos — mas os ânimos estavam acirrados e os torcedores puseram barricas pela rua, com objetos em chamas. Os policiais chegaram a disparar bombas de efeito moral contra este grupo, que reagia lançando pedras. Ainda é difícil afirmar quem iniciou as hostilidades. Também na manhã de domingo, Bolsonaro recebeu em frente ao Planalto simpatizantes. Uma das faixas dizia: ‘Forças Armadas, fechem o Congresso e o STF já’. Sobrevoou de helicóptero a pequena manifestação e passou em revista, montado em um cavalo da PM.

Movimentos suprapartidários

Três campanhas suprapartidárias pela democracia começam a ganhar volume. Até esta manhã, o movimento Estamos Juntos se aproximava das 250 mil assinaturas. Enquanto isso, viralizava nas redes a hashtag #Somos70Porcento e o Basta!, um abaixo-assinado de advogados e juristas, ganhava igualmente corpo. Seu objetivo é reunir um amplo espectro, do centro à direita, em defesa da democracia. Uma live está sendo preparada para os próximos dias. 

Ausente

 O ex-presidente Lula não quis assinar. “Não tenho mais idade para ser maria vai com as outras”, afirmou. “Li os manifestos e acho que tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora. Não se fala em classe trabalhadora, nos direitos perdidos.” 

"Momento Ainda"

Entrevistado por Tales Faria, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que não é momento ainda para o impeachment. “A gente não pode colocar mais lenha na fogueira. Da mesma forma que eu acho que essas manifestações que atacam as instituições democráticas são gravíssimas, uma decisão de impeachment precisa ser muito bem avaliada para que a gente não gere mais conflitos e mais crise política no Brasil. No momento adequado vou decidir, e não vou ficar tratando desse processo que eu sou o juiz, eu defiro ou indefiro e não devo ficar dando muita opinião sobre esse assunto, sabendo que a nossa prioridade deve ser tentar unificar esse país para ter mais força e melhores condições para enfrentar esse vírus em todos os seus aspectos.” Já são mais de 30 os pedidos de impeachment em sua mesa. 


Com informações do G1 e Folha e Estadão

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Acabou, porra!

Presidente volta sua ira contra o Supremo Tribunal Federal

29.05.2020 às 12:56


Acabou, porra!

Ao sair ontem de manhã do Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro estava irascível. “Acabou, porra! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais tomando quase que de forma pessoal certas ações. Somos um país livre e vamos continuar livres, mesmo com o sacrifício da própria vida.” Sua ira era voltada contra o Supremo Tribunal Federal. “Chega! Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão.” Ele se queixava do inquérito em curso para investigar a origem do financiamento e a autoria da máquina de fake news de seu grupo político. “Agora, o condenado maior que está existindo nessa questão é a honra dessas famílias. Não foi justo o que aconteceu no dia de ontem” — referia-se à operação da Polícia Federal na terça-feira.

Referência

 Subindo o tom do ataque, Bolsonaro pela primeira vez se referiu a um ministro específico, o decano Celso de Mello, por ter tornado público o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. “Ele é o responsável! Pelo amor de Deus, peço que reflitam, não prossigam esse tipo de inquérito, a não ser que seja pela lei do abuso de autoridade, que está bem claro que quem divulga vídeos, imagens, áudios, do que não interessa ao inquérito. Está lá: um a quatro anos de detenção. O criminoso não é o Weintraub, não é o Salles.” O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que alguns membros do Supremo deveriam ser presos e o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quis aproveitar a atenção do país com a pandemia para cancelar regulamentações ambientais. Weintraub foi convocado a depor e o ministério da Justiça, de forma inusual, entrou com pedido de habeas corpus em seu nome para evitar o testemunho. 

Descumprimento

Em essência, o presidente estava ameaçando não cumprir ordens judiciais expedidas pela principal corte do país. Pois no Supremo os ministros acompanham a escalada retórica do presidente com atenção. Pelo menos um dos ministros acredita que Bolsonaro está apenas dando uma de suas “bravatas de sempre”. Por enquanto, é dentro da ordem legal que o Planalto tem se movido. Para evitar o depoimento de Weintraub, por exemplo, o Palácio entrou com um habeas corpus. Mas há apreensão e alerta no prédio do STF, enquanto as decisões vêm sendo tomadas para conter os arroubos do governo. 

"Água na fervura"

Enquanto os Bolsonaros aumentam o tom, os militares põem água na fervura. O mais bolsonarista dos generais, Augusto Heleno, já havia descartado na própria quarta a possibilidade de intervenção. Ontem foi a vez do vice-presidente, Hamilton Mourão, em conversa com a jornalista Andreia Sadi. “Quem é que vai dar golpe? As Forças Armadas? Que que é isso, estamos no século 19? A turma não entendeu. O que existe hoje é um estresse permanente entre os poderes. Eu não falo pelas Forças Armadas, mas sou general da reserva, conheço as Forças Armadas: não vejo motivo algum para golpe.” 

Preocupação "em bloco"

A preocupação dos generais de se afastar da possibilidade de rompimento constitucional vem em bloco. O ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz publicou artigo. “As Forças Armadas são instituições permanentes do Estado brasileiro e não participam nem se confundem com governos, que são passageiros, com disputas entre Poderes ou autoridades. O militar da reserva, seja qual for a função que ocupa, não representa a instituição militar. Foi justamente no regime militar que as FA decidiram, acertadamente, sair da política e ater-se ao profissionalismo de suas funções constitucionais. As Forças Armadas, por serem instituições de Estado, não devem fazer parte da dinâmica de assuntos de rotina política.” 


Com informações de Poder 360, Estadão e G1

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Investigações aproximam Fake News do Planalto

PF tenta compreender como funciona a máquina de desinformação nascida na campanha de Jair Bolsonaro

28.05.2020 às 13:29


Busca e Apreensão

A Polícia Federal cumpriu ontem 29 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal — todos relacionados ao inquérito das fake news aberto no Supremo e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre os alvos estiveram o ex-deputado mensaleiro Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang (lojas Havan) e os blogueiros bolsonaristas Allan dos Santos e Winston Lima.

Máquina de desinformação

A investigação busca compreender como funciona a máquina de desinformação que, nascida para a campanha do presidente Jair Bolsonaro, ainda funciona no Palácio do Planalto. Entre os financiadores, além de Hang, está também Edgard Corona, das academias Smart Fit. Foram pedidos ainda os bloqueios nos perfis de Facebook, Twitter e Instagram de todos os 17 investigados. Embora não tenham sido alvo de mandados, Moraes também determinou que sejam interrogados seis deputados federais, entre eles Bia Kicis, Carla Zambelli e Luiz Phillipe de Orleáns e Bragança, do núcleo duro governista.

Preocupante

A primeira reação do governo foi, através de um grupo de deputados federais, protocolar um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Mas o cerco ao governo promovido pelo Supremo preocupa o Planalto. Agindo como se advogado fora, o ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, apresentou pedido de habeas corpus para tentar evitar que seu par da Educação, Abraham Weintraub, deponha em até 5 dias como determinou Moraes por ter pedido a prisão de membros do STF na reunião presidencial gravada em vídeo, em 22 de abril. Moraes considerou que a declaração de Weintraub foi “gravíssima, pois constitui ameaça ilegal à segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal, como também reveste-se de claro intuito de lesar a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado de Direito.”

PGR

Os seis deputados federais também seriam alvo de busca e apreensão. Mas, como o procurador-geral Augusto Aras se opôs a toda a operação, Moraes achou por bem recuar um pouco e inicialmente só pedir seus depoimentos.Dentre os receios no governo são de que os resultados do inquérito das fake news, que abrange também o segundo semestre de 2018, sejam encaminhados ao TSE. 

Via Twitter

Em seu twitter, Bolsonaro afirmou: “ Ver cidadãos de bem terem seus lares invadidos, por exercerem seu direito à liberdade de expressão, é um sinal que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia. Nenhuma violação desse princípio deve ser aceita passivamente!”

Live

O filho Zero Três, deputado Eduardo Bolsonaro, numa live transmitida pelo blogueiro (investigado) Allan dos Santos. “Não tenho nem dúvida que amanhã vai ser na minha casa, que se nós tivermos uma posição colaborativa, vão entrar na nossa casa, dando risada”, afirmou. “Até entendo quem tem uma postura moderada para não tentar chegar a momento de ruptura, mas falando bem abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opção de se, mas, sim, de quando isso vai ocorrer.” Em tom belicista, foi além nas ameaças. “Essas reuniões entre altas autoridades, a gente discute esse tipo de coisa porque a gente estuda história. A gente sabe que a história vai apenas se repetindo. Não foi de uma hora para outra que começou a ditadura na Venezuela, foi aos poucos.”


Com informações de Poder 360, Folha, Estadão e Twitter

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Acuado, Witzel acusa Bolsonaro de manipular a PF

PF fez busca na residência oficial do governador

27.05.2020 às 12:12


Na porta de casa

A Polícia Federal acordou ontem em frente ao Palácio Laranjeiras, residência do governador fluminense Wilson Witzel, com mandados de busca e apreensão. Após passar parte da manhã, deixou o local tendo apreendido computadores e os celulares de Witzel e de sua mulher. A ação foi parte da Operação Placebo, autorizada pelo STJ, que investiga irregularidades num contrato de R$ 835 milhões para a construção de sete hospitais de campanha. 

"Déjà vu"

A primeira-dama, Helena Witzel, tem ‘vínculo bastante estreito e suspeito’ com o empresário Mário Peixoto, preso no último dia 14 na Operação Favorito. Como advogada, ela presta serviços a empresas. Caminho semelhante para trânsito de propinas foi adotado pelo ex-governador Sérgio Cabral e sua então mulher. Peixoto já tinha contratos desde aquela época com o governo do Estado.

Versão à imprensa

Ainda antes das 10h, Witzel falou à imprensa. “Esse é um ato de perseguição política e isso vai acontecer com governadores inimigos. O senador Flávio Bolsonaro, com todas a provas que já temos contra ele, dinheiro em espécie depositado em conta corrente, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, já deveria estar preso. Continuarei lutando contra esse fascismo que se instala no país e contra essa ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente, que eu ajudei a eleger, se torne mais um ditador da América Latina.” Witzel afirma que a operação foi motivada politicamente por influência direta do presidente Jair Bolsonaro.

Live deletada

Flávio Bolsonaro respondeu em uma live via Instagram — que depois apagou. Negou interferência e se referiu a seu ex-assessor, Fabrício Queiroz a quem classificou como “honesto e trabalhador”. Queiroz é investigado num esquema de desvio de dinheiro público no gabinete de Flávio, quando deputado estadual. 

Coincidência ou vazamento?

Na segunda-feira, a deputada federal Carla Zambelli contou à Rádio Gaúcha que a PF estava investigando governadores sobre irregularidades durante a pandemia. Ela sugeriu que poderia sair dali um escândalo chamado ‘Covidão’. Acusada de saber antecipadamente da operação, Zambelli negou, ontem. Disse se tratar de uma coincidência. 

Dossiê

O inquérito que investiga Witzel foi instaurado pela Procuradoria-Geral da República em 12 de maio. Investigações do tipo costumam começar a partir de denúncias, não foi o caso. Segundo os repórteres Fabio Leite e Rodrigo Rangel, dias antes passou pelo Planalto um dossiê que tratava do mesmo assunto com detalhes.


*Com informações do G1, Extra, Poder360, Correio Braziliense e Crusoé

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Novo presidente do TSE manda "recados" para Bolsonaro

Em posse, prestigiada virtualmente, Luis Roberto Barroso manda "recados" ao presidente

26.05.2020 às 14:35

A Posse

O ministro Luís Roberto Barroso, 62 anos, assumiu nesta 2ª feira  o cargo de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que organiza as eleições. Em seu discurso de posse  mandou diversos recados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que acompanhava a cerimônia por videoconferência e não falou.Também foi empossado o vice, Edson Fachin, de mesma idade. Eles ficam à frente da Corte até 2022. Rosa Weber, 71 anos, deixou a presidência, que assumiu em 2018.

As Presenças

Estavam presentes no plenário Barroso, Fachin, Rosa Weber e Luis Felipe Salomão, também ministro da Corte. Além deles, só os funcionários que trabalharam na cerimônia.Os 9 convidados da Mesa de Honra, incluindo Bolsonaro, participaram por meio do software de reuniões virtuais Zoom. A posse nessas condições é inédita na história do TSE.É comum que esse tipo de evento seja disputado por políticos diversos, mas dessa vez a participação foi restrita. Por causa da pandemia, o Tribunal decidiu evitar promover aglomerações.

Os Recados

“Precisamos armar o povo com educação, cultura e ciência”, disse Barroso. Jair Bolsonaro defende que o acesso da população às armas seja facilitado. Na 6ª feira (22.mai.2020), foi divulgado vídeo de reunião ministerial em que esse foi 1 dos temas abordados pelo presidente da República.

Em outro recado claro ao comandante do Planalto, o agora presidente do TSE falou sobre a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal), Corte que ele também compõe. O Supremo é alvo constante de manifestações das quais Bolsonaro tem participado.

“Como qualquer instituição em uma democracia, o Supremo está sujeito à crítica pública e deve estar aberto ao sentimento da sociedade. Cabe lembrar, porém, que o ataque destrutivo às instituições a pretexto de salvá-las, depurá-las ou expurgá-las já nos trouxe duas longas ditadura na República. São feridas profundas da nossa história que ninguém há de querer reabrir. Precisamos de denominadores comuns e patrióticos. Pontes, e não muros. Diálogo em vez de confronto”, declarou o ministro.

Há mais 1 ponto de contato entre esse trecho do discurso e a conduta de Bolsonaro: o presidente da República, sempre que pode, defende a ditadura militar que vigorou no Brasil do golpe de 1964 até 1985.

Solidariedade

“Minhas primeiras palavras no cargo são de solidariedade às pessoas que estão sofrendo pela perda de seus entes queridos, de seus empregos, de sua renda ou pelas dificuldades de suas empresas. E também dirijo essas primeiras palavras aos profissionais de saúde de todo o país, especialmente do admirável SUS”, declarou.

Voto distrital misto

Barroso fez uma defesa do voto distrital misto, modalidade de eleição de deputados que foi aprovada pelo Senado. O projeto está na Câmara, com poucas chances de andar durante a pandemia.

O objetivo desse tipo de reforma seria, nas palavras o ministro, “baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade parlamentar e facilitar a governabilidade. Tudo e favor da política, da boa política, jamais contra”.

Ele também disse que “numa democracia, política é gênero de 1ª necessidade. Não há alternativa a ela”. Jair Bolsonaro foi eleito com forte discurso antipolítica.

Fake news

O novo presidente do TSE afirmou que a disseminação de notícias falsas e a existência das chamadas “milícias virtuais” preocupam a Justiça Eleitoral. A atuação do Judiciário, porém, seria limitada. “Os principais atores no enfrentamento às fake news hão de ser as mídias sociais, a imprensa profissional e a própria sociedade”, declarou Barroso.

Eleições

Barroso terá de administrar uma situação pouco usual em sua gestão: será o responsável por organizar as eleições municipais no ano da pandemia.

Em Brasília, há dúvidas se o pleito será realizado em 4 de outubro, como estipulado antes do vírus se espalhar pelo mundo. Campanha e votação costumam causar aglomerações, o que favoreceria o contágio pelo vírus.

Para adiar a eleição é necessário que uma PEC (proposta de emenda à Constituição) seja aprovada. Barroso participará das discussões. Outras mudanças no calendário eleitoral, como a data limite para realizar convenções partidárias, também são especuladas na capital.

Diálogo com os Poderes

O novo presidente do TSE disse que tem tido conversas preliminares com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), respectivamente. Segundo Barroso, há alinhamento entre os 3:

“As eleições somente deverão ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. Em caso de adiamento, deverá ser por prazo mínimo e inevitável. Prorrogação de mandato mesmo que por prazo exíguo deve ser evitado até o limite. E o cancelamento das eleições municipais para fazer coincidir com as eleições nacionais em 2022 não é uma hipótese sequer cogitada”, declarou o ministro.

Os objetivos

O novo presidente da Corte disse que o Tribunal terá 3 grandes objetivos:

Voto consciente – “Precisamos despertar em muitas faixas do eleitorado a compreensão de que o voto não é 1 mero dever cívico que se cumpre resignadamente, mas uma oportunidade de mudar o país e mudar o mundo”, declarou o ministro;

Jovens na política – atrair essa fatia da população para essa atividade. Barroso disse que tem alunos que seguram as mais diversas carreiras, mas “conto nos dedos de uma só mão aqueles que foram para a política”;

Empoderamento feminino – afirmou que é necessário atrair as mulheres para a política e “postos-chave da vida nacional”. “Precisamos aumentar a diversidade na vida pública brasileira”, afirmou.

*Com informações do Poder 360

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Na "linha de tiro" de Bolsonaro

Ameaça velada ao decano do STF acontece após magistrado autorizar divulgação de vídeo de reunião ministerial

25.05.2020 às 12:24


Na "linha de tiro"

O presidente Jair Bolsonaro publicou ontem, em suas redes, um trecho da Lei de Abuso de Autoridade aprovada no ano passado pelo Congresso. “Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investiga ou acusado: pena – detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos”, indicou. A ameaça velada veio após o ministro Celso de Mello, decano do Supremo, ter ordenado a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, na sexta-feira.

Estratégia

A ofensiva faz também parte da estratégia do Planalto para lidar com o inquérito. O decano é o relator, no STF, da investigação que apura se o presidente interferiu motivado por preocupações de ordem pessoal na Polícia Federal. A acusação foi feita pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Bolsonaro e seus assessores pretendem ampliar os ataques a Celso para promover a hipótese de que o ministro, ao exagerar em suas decisões, é suspeito para julgar. (Folha)

"Dolo"

Ao menos dentro da Procuradoria-Geral da República, o vídeo está sendo levado a sério. A equipe de investigadores considera que ele deixa claro que Bolsonaro pressionou Moro para fazer mudanças em cargos na PF por questões pessoais. Eles consideram que lá está um tipo de prova raramente conseguida em casos assim, que é o dolo — a vontade de cometer o delito. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio oficialmente e não consegui”, afirmou o presidente durante o encontro. Não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura.” 

Outra prova

Não é a única prova. Dentre as mensagens enviadas pelo presidente ao ex-ministro da Justiça, uma afirmava que inquéritos na PF do Rio contra aliados de Bolsonaro eram “mais um motivo para a troca”. O fato de que o diretor-geral Maurício Valeixo foi demitido e uma das primeiras ações de seu substituto ter sido a substituição do superintendente no Rio sugere confirmação do objetivo. 

Moro

O ministro Sérgio Moro afirmou, em entrevista ao Fantástico, que o governo abandonou o combate à corrupção. “Desculpe aqui os seguidores do presidente se essa é uma verdade inconveniente, mas a agenda anticorrupção não teve impulso por parte do presidente”, ele afirmou. “O governo se vale da minha imagem, tenho esse passado de combate firme à corrupção, e de fato o governo não está fazendo isso. Não está fortalecendo as instituições para o combate à corrupção.” Para o ministro, desde o momento em que o Coaf foi retirado de sua pasta já havia indícios de que corrupção não era foco principal do Planalto. “Minha lealdade ao presidente demanda que eu me posicione com a verdade, com o que penso”, ele reiterou. “Não há espaço ali para o contraditório. Eu não estava confortável, me sentia incomodado por vários aspectos.”


Com informações da Folha, O Globo e G1

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Tiro no pé

A divulgação do vídeo de reunião ministerial em nada beneficiou Sérgio Moro

23.05.2020 às 10:17


Com os burros n'água

Se tinha algum plano de "ficar bem na fita", após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, Sérgio Moro deu com "os burros n'água". É certo que em nenhum momento o ex-ministro afirmou haver prova de algum ilícito na "peça". Torceu para o vídeo ser liberado apenas para comprovar que falava a verdade ao deixar o ministério e em seus depoimentos posteriores.

"Ausência de malícia"

Porém, se pretendia "lucrar politicamente" com a divulgação do vídeo, falto-lhe  "perspicácia"  e malícia que só com o tempo, entrando e "jogando o jogo",  ele talvez consiga adquirir. A divulgação do vídeo em nada beneficiou o ex-ministro.

Promessas de Campanha

Embora boa parte do conteúdo do vídeo não tivesse conexão com o objeto julgado por Celso de Mello, a sua liberação expôs situações constrangedoras ao presidente (como os xingamentos a alguns governadores e prefeitos), mas resultou numa peça de consolidação do cumprimento de algumas promessas de campanha, como o combate a corrupção, o armamento da população e o compromisso de melhorar a situação economica do país e a afirmação categórica de que não está preocupado com reeleição. 

"Modus Operandi"

Foi um espontâneo tributo ao "modus operandis" do bolsonarismo,expondo suas profundas raízes, que nem o mais criativo dos marqueteiros conseguiria produzir. Não é a toa que os bolsonaristas mais otimistas já andam dizendo nas redes que na "Austrália o cara já está reeleito"...

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Bolsonaro e governadores em clima de paz

Jair Bolsonaro procurou enfim parlamentares e governadores pedindo trégua.

22.05.2020 às 11:51


Mudança de tom

No dia em que o Brasil registrou a perda de 1.188 vidas em 24 horas, no qual o total de mortos cruzou a linha dos vinte mil e o número de vítimas dobrou em 12 dias, o presidente Jair Bolsonaro procurou enfim parlamentares e governadores pedindo trégua. “Quero exaltar a forma com que essa reunião está sendo conduzida”, afirmou o governador paulista João Doria, durante a teleconferência.

Apoio aos vetos

Bolsonaro pedia apoio para manter no Congresso os vetos a reajustes dos funcionários públicos. “A cota de sacrifício dos servidores, pela proposta que está aqui, é não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem”, pediu. “É assim que vamos construir nossa política, nos entendendo cada vez mais.” Em contrapartida, prometeu soltar ajuda financeira a estados e municípios, o que foi cobrado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “A união de todos no enfrentamento à crise vai criar com certeza as condições para que no segundo momento possamos tratar do pós-pandemia da recuperação econômica, da recuperação dos empregos.”

Sob pressão I

Mas a pressão por volta às ruas, ao trabalho cotidiano, se manteve. Após reunião pessoal com o presidente, no Planalto, o prefeito carioca Marcello Crivella saiu falando em reabrir a cidade. O pedido lhe foi feito pelo próprio Bolsonaro. Crivella foi ao encontro precisando de ajuda. Não tem em caixa os R$ 1,1 bilhão necessários para pagar o funcionalismo público municipal este mês.

Sob Pressão II

Bolsonaro está sob pressão de criar notícias boas, e não à toa — o decano do Supremo, ministro Celso de Mello, decide até 17h de hoje se levanta o sigilo na íntegra ou parcialmente do vídeo que registra a reunião ministerial na qual sobraram palavrões, ofensas ao STF e à China, e principalmente ameaça de intervenção na Polícia Federal. Segundo testemunho de quem assistiu, o presidente queria proteger filhos e um amigo.

*Com informações de G1, Extra e Estadão

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Novo depoimento do "número dois" da PF complica situação dos Bolsonaro

20.05.2020 às 11:23

Delegado confirma sondagem de Alexandre Ramagem sobre mudança de cargo

Lembrou...

Carlos Henrique Sousa, número dois da Polícia Federal, procurou os investigadores e prestou o segundo depoimento, ontem. “O depoente gostaria de esclarecer que foi procurado no dia 27 de abril do corrente ano pelo delegado de polícia Alexandre Ramagem, que perguntou para ele, depoente, se aceitaria ser diretor-executivo da Polícia Federal durante sua gestão; que o depoente afirmou que aceitaria”, fez registrar oficialmente. Na semana passada, havia afirmado que não tinha sido procurado por ninguém. Agora, afirma ter lembrado. Ele é uma das testemunhas no inquérito que investiga a denúncia, pelo ex-ministro Sérgio Moro, de que o presidente Jair Bolsonaro tentou intervir na PF do Rio com objetivos pessoais. Sousa era o superintendente no estado, até ser retirado para o novo cargo.

Pois é...

A mudança radical no depoimento contradiz Ramagem, favorito de Bolsonaro para o comando da PF. Se confirmada, indica que ele ocultou dos investigadores que a troca de comando no Rio já estava definida.

Confirmando Marinho

A Polícia Federal também já está investigando que delegado pode ter vazado, para a família Bolsonaro, detalhes do inquérito que tinha entre os alvos o senador Flávio Bolsonaro e seu principal assessor, Fabrício Queiroz. O advogado do filho Zero Um foi pago pelo PSL com dinheiro público — ao todo meio milhão de reais. Victor Granado Alves confirmou que esteve com o empresário Paulo Marinho e Flávio entre o primeiro e o segundo turnos, mas diz que o sigilo profissional em defesa de seu cliente o impede de comentar o que foi falado. É o período no qual, acusa Marinho, Flávio soube da investigação.

Peça-chave

A peça-chave no inquérito é o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, onde o presidente teria ameaçado Moro de demissão caso não permitisse a troca de comando da PF fluminense. O relator do caso, ministro Celso de Mello, já o assistiu. Segundo seus assessores, ficou incrédulo. O decano do Supremo decide até sexta se tornará público na íntegra. 

Toma lá...

Ameaçado politicamente, Bolsonaro se move. Nos cálculos do Planalto, os cargos e controles de verba distribuídos pelo Centrão já lhe garantem 172 votos na Câmara, que é suficiente para impedir a abertura de um processo de impeachment. Por margem justa. Bolsonaro tenta ainda o  apoio dos 34 deputados do MDB. Ao menos por enquanto,  a cúpula do partido resiste.


Com informações do G1, Folha, Correio Braziliense e Estadão

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Denúncia de Paulo Marinho puxa fio de "muitas meadas"

18.05.2020 às 11:29

Se investigada, denúncia do empresário vai "dar trabalho" a PGR e STF

Vai evoluir...

O caso do controverso empresário Paulo Marinho acusando o senador Flavio Bolsonaro vai evoluir se houver provas reais sobre o que está sendo contado.

Por exemplo: há imagens de câmeras na região da Praça Mauá, no Rio, que possam ter captado (e preservado) cenas do final de 2018 do suposto encontro entre 1 delegado da PF e Flavio Bolsonaro?

Paulo Marinho guardou em seu celular mensagens enviadas e recebidas sobre o episódio?

Por fim: vai finalmente aparecer o conteúdo do telefone de Gustavo Bebianno (1964-2019)?

Posicionamento da PGR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, agiu de maneira discreta, correta e rápida. O Ministério Público Federal requereu participação no depoimento que será prestado por Marinho. Isso quer dizer que Aras vai acolher as acusações apresentadas pelo empresário fluminense? Tudo dependerá dos fatos narrados e da consistência das provas apresentadas.

Condições incontornáveis

Há, entretanto, que considerar duas condições incontornáveis sobre os 2 principais acusados:

presidente da República – fatos anteriores ao mandato de Jair Bolsonaro não lhe podem ser imputados. Isso está no parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição (“O presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”);

senador – Flavio Bolsonaro pode enfrentar 1 processo a respeito das acusações formuladas por Paulo Marinho, mas isso se dará na 1ª Instância porque quando ocorreu o suposto delito ele ainda não era senador empossado.

Moro

Há também de ser levado em conta o papel de Sergio Moro, que foi ministro da Justiça até abril de 2020.

O ex-juiz federal tuitou a respeito do caso no domingo (17.ami.2020). No Ministério Público Federal surgiu uma dúvida: em algum momento Moro tomou conhecimento de que teria havia alguma traficância para proteger Flavio Bolsonaro? Se soube de tal possível delito durante o período em que esteve no governo e não apresentou denúncia, ele poderá ter cometido crime de prevaricação.

Marinho

E há também Paulo Marinho. O empresário é mais 1 arrependido dos bolsonaristas desde criancinha de 2018. Ao narrar que ajudou o senador eleito Flavio Bolsonaro (de quem é suplente) a se livrar de uma investigação da PF, Marinho praticamente confessa ter sido cúmplice do mesmo crime. É uma encrenca considerável para quem deseja ser candidato a prefeito do Rio.

Fio de muitas meadas

Tudo considerado, esse caso pode puxar o fio de muitas meadas, mas parece haver poucos santos na história. Nesses casos, o que mais se vê no Brasil é a formação de 1 impasse sem que nada vá adiante.

O mais importante, entretanto, será a decisão do ministro Celso de Mello, decano no STF que nesta 2ª feira (18.mai.2020) assiste ao vídeo de 22 de abril de 2020. Trata-se do registro da reunião ministerial na qual Bolsonaro teria, segundo Sergio Moro, informado sobre sua decisão de interferir na Polícia Federal a favor de si próprio e de sua família.

Celso de Mello é 1 magistrado experiente, mas que carrega consigo uma mágoa antiga de militares. Ele atribui à ditadura de 1964 o atraso em sua carreira de procurador, antes de ingressar no STF. As decisões do decano no atual inquérito têm sido carregadas além do que é do seu costume.

Se  após assistir ao vídeo da reunião de 22 de abril, Celso de Mello decidir pela divulgação completa da gravação, o sinal será claro: o inquérito pode se transformar numa espécie de investigação do fim do mundo. A conjuntura se agrava para o Palácio do Planalto.

Mas o decano pode também seguir as recomendações da PGR e da OAB federal. Nesse caso divulgaria apenas os trechos do vídeo referentes à investigação em si (a acusação contra Bolsonaro, de interferir na PF). Aí melhora muito o clima político para o presidente da República.


*Com informações de G1 e Poder 360

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