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Agora no Painel STJ acata queixa contra desembargadora que fez post sobre Marielle

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Coluna Palanque da edição 07 do Painel Alagoas

26.10.2017 às 09:30


Qual é a jogada?

Não dá pra entender o ataque do deputado Arthur Lira (foto) ao saber que o prefeito Rui Palmeira assumirá a presidência do PSDB de Alagoas.

O parlamentar, que é do PP, base política do prefeito, suspeita do que mesmo?

Afinal, presidente do partido, quem comandará o processo dentro do PSDB em 2018 será o próprio Rui. Ou não? Tipo, risco zero em qualquer projeto do tucano para o ano que vem.

Ou Arthur surtou, ou tem mais do que mágoa nesse jogo de palavras sem sentido.

É esperar, para ver.


Marx apoia magistrados

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, esteve com representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e já garantiu a eles apoio para o 23º Congresso Brasileiro de Magistrados, que se realizará no próximo ano em Maceió. Segundo Marx, só no primeiro semestre de 2017 o turismo de negócios e eventos cresceu no país 9,12% e movimentou R$ 5,5 bilhões.


Boa notícia

O governador Renan Filho anunciou a construção de complexos nutricionais em todos os municípios de Alagoas. Semana passada, ele assinou o convênio com os nove primeiros: Teotônio Vilela, São Sebastião, Marechal Deodoro, Batalha, Murici, Cajueiro, Santana do Ipanema, Pão de Açúcar e Pilar. Segundo o governador, os produtos serão adquiridos pelo Programa de Aquisição de Alimentos, que compra diretamente da agricultura familiar. Numa tacada só, alimentação saudável e mais emprego no estado.


Desabando

Segundo o IBGE divulgou, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2016, o número de empregados nas grandes empresas em Alagoas vem diminuindo ano a ano, mas essa queda acentuou-se em 2015. A justificativa é de que foi nesse período que os reflexos da crise financeira no país foram sentidos com mais força.


Fórum
A Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado e o Instituto Cidadão realizam, nos dias 6,7 e 8 de novembro próximo, o “Fórum Estadual de Gestão Pública, Moral, Legal e Empreendedora”, dirigido a gestores, assessores, secretários, procuradores, controladores, dirigentes de casas legislativas municipais e pessoas interessadas no assunto.


Fórum 2

Serão abordados temas como, “O papel do Ministério Público no Controle da Moralidade na Administração Pública”, “O controle externo e sua eficácia nas gestões públicas”, entre outros, e haverá um painel apresentado por prefeitos alagoanos sobre “Vencendo dificuldades e administrando em tempos de crise”. Informações através dos telefones 3315-6607 e 3338-1756. Inscrições: [email protected] ou pelo telefone 3338-1756.

Postado por Painel Político

Coluna Palanque da edição 06 do Painel Alagoas

19.10.2017 às 07:50

Indelicadeza

O deputado Ronaldo Lessa (PDT) trocou de lado, passou a fazer parte da base política do governador Renan Filho (PMDB).

Até aí, tudo bem, cada qual é que sabe onde o calo aperta.

Mas a forma como ele comunicou a Rui Palmeira (PSDB) o seu desligamento da gestão municipal, é que foi deselegante, desrespeitosa e até covarde.

Ronaldo Lessa (foto) não se dignou a ir pessoalmente comunicar ao prefeito a sua decisão.  Tascou um zap dando “tchau”, acompanhado de um “obrigado”, e entrou no grupo dos Calheiros de corpo e alma.

Quem conhece o parlamentar de longas datas, diz que gentileza nunca foi o seu forte. Pelo menos, nesse caso, é o que se comprova.

Lamentavelmente.


Sem noção

O vereador Ronaldo Luz pecou pelo preconceito, ao declarar, ao vivo e em bom som, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, que homossexualidade é doença. Porque, na condição de médico, ele sabe que essa teoria já caiu por terra há muito tempo. Acabou levando um excelente pito da vereadora Tereza Nelma  e um puxão de orelhas das entidades que representam o segmento de LGBT no estado.


Sem noção 2

Como se não bastasse o besteirol dito sobre homossexualidade, Ronaldo Luz ainda cutucou a Igreja Católica ao afirmar que, no passado, gays, filho de senhores de engenho, viravam padres para se camuflar a “doença”. O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, também repreendeu o vereador, exigindo que ele prove o que diz, o acusando de “irresponsável”.  Dom Muniz, certíssimo. Bote irresponsabilidade na homofobia do vereador!


Ora, então...

De pesquisa em pesquisa de intenção de voto, já tem candidato eleito e reeleito em 2018 e, se brincar, também em 2022. Como se uma campanha política fosse um jogo de cartas marcadas com tamanha antecedência! Nem tudo que reluz é ouro, e nem todo voto hoje será o de amanhã.


PSDB em novas mãos

Postagem na página do facebook do presidente do PSDB de Alagoas, ex-governador Teotonio Vilela, final da semana passada, mostra que os tucanos seguem unidos em torno das eleições de 2018, agora com o prefeito Rui Palmeira no comando do partido. Convenção estadual da legenda, próximo dia 11 de novembro, deve confirmar  por unanimidade o nome de Rui como presidente da executiva.


Saia Arrochada

Acontece hoje (18), promovida pela primeira-dama de Maceió, Tatiana Palmeira, a segunda edição do Saia Arrochada, uma roda de conversa entre mulheres para tratar de assuntos de interesse do público feminino. A edição de hoje trata sobre prevenção e tratamento do câncer, e apoio às mulheres diagnosticadas com a doença. Às 18h30, no espaço Casacor Alagoas, Parque Shopping. Entrada gratuita (Secom/Maceió).

Postado por Painel Político

O risco na instabilidade política

28.09.2017 às 15:48
Arte e Foto: Afrânio Aquino


Cabe à sociedade civil manter a democracia no País


A instabilidade política no Brasil tem aberto caminhos perigosos para a democracia.

Um desses caminhos é a discussão que começa a ganhar fôlego sobre intervenção militar e que, embora banalizada por muitos, desacreditada por outros, é bom que não avance mais do que a declaração do general Antônio Hamilton Mourão, de que "se ninguém acertar, terá que haver algum tipo de intervenção para colocar ordem na casa".

A Nação, que não merece a política corrupta que se apossou dela nos últimos anos, tampouco pode repetir a ditadura militar que lhe tirou a cidadania durante duas décadas.

A crise na economia, a falência dos municípios, cortes nos recursos federais para políticas públicas como saúde e educação, e, em evidência, a corrupção generalizada na esquerda e direita da política nacional, além das suspeitas de parcialidade no Ministério Público e no Judiciário, compõem um quadro que atrai qualquer resposta à governabilidade exigida pela população.

É aí que reside o risco do retrocesso político, mas também a esperança de que uma medida dura contra a corrupção possa salvar o Brasil de um golpe militar e dos corruptos que ainda estão em liberdade e, principalmente, na política.

É preciso acelerar as investigações, é preciso separar inocentes de culpados, e é preciso, sobretudo, condenar, prender e expurgar da vida pública os criminosos.

A democracia não pode ser responsabilizada pelo estado de corrupção que sitiou o país.

Portanto, não se pode abrir mão do estado democrático de direito em nome do que quer que seja, muito menos de um governo militar que intervenha nas conquistas sociais já conquistadas pelos brasileiros.

E ninguém duvida que numa intervenção como essa, em especial numa Nação fragilizada,  a primeira coisa a cair fora são as liberdades individuais.

Então, não é hora para se abrir a guarda.

É hora de se cobrar definições, de se mobilizar pela faxina ética, independente de quem represente o lixo da corrupção, banir as intolerâncias e se unir contra qualquer barulho que venha a incomodar a democracia resgatada com muita luta.

 O Brasil de todos, precisa de unidade.

Que as palavras do general Mourão só tenham o efeito de nos alertar a não caminharmos para trás.


*Painel Alagoas

Postado por Painel Político

O novo na política

21.09.2017 às 13:39
Arte e Foto: Afrânio Aquino

* Painel Alagoas

A partir de 2012, passou-se a discutir com mais veemência o que é novo e o que é velho na política. O debate estava embasado em pesquisas de opinião pública que atestavam o cansaço do eleitorado com a política velha. Muita gente entendeu que o velho significava a idade e o tempo de políticos no mercado.

Ledo engano, em 2014 essa tese foi por água abaixo.

Reelegeram-se políticos da antiga, sobretudo para o Congresso Nacional, com a mesma prática de sempre, a grande maioria fazendo assistencialismo eleitoreiro e, ou,  agrupada em coligações conflitantes ideologicamente.

Ou seja, em dois anos se falando em mudanças, não se mudou absolutamente nada.

Em 2016, as capitais elegeram algumas candidaturas proporcionas polêmicas, a título de protesto, mas nada suficiente para debelar um movimento de confronto à chamada política velha.

Tampouco houve modificações no exercício de se fazer política. Ano passado, houve as mesmas denúncias de sempre de compra de votos, de abuso de poder econômico e político, e a vitória de candidatos que mantêm eleitores no cabresto, em especial no interior brasileiro.

Para 2018, institutos de pesquisas já mostram que a velha política continua em moda, mesmo que abatida por denúncias e até por condenação de corrupção. Exemplo é o petista Lula, condenado pela Justiça em primeira instância, arrastando com ele inúmeras denúncias de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas que lidera todas as intenções de votos para a presidência do Brasil ano que vem.

Quem disputa com ele?

Ninguém menos que Jair Bolsonoro (PSC), velho nas ideias do conservadorismo extremo.

É fato que aí chegam outros nomes, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Geraldo Alckmin (PSDB), a possibilidade do prefeito de São Paulo, Jorge Dória (PSDB), também entrar nesse páreo, Ciro Gomes (PDT), mas esses nomes representam o novo desejado pelo povo brasileiro? A propósito, a população brasileira sabe mesmo qual o novo que ela quer votar?

Diz o governador de São Paulo, Alckmin, que o novo é a sinceridade na política. Mas, então, essa não deveria ser uma regra?

Talvez o novo venha da faxina ética, de posturas firmes, de opiniões democráticas, de tolerância política e de compromisso com a Nação e com o povo, e não com aparelhamento partidário e ideológico.

Veremos.


Postado por Painel Político

"Vitória de Pirro" na Câmara expõe enfraquecimento do PSDB

07.08.2017 às 10:31
Painel da Câmara com os números finais sobre o relatório da CCJ que rejeitava a continuidade da denúncia da PGR contra Michel Temer - Reprodução/Tv Câmara


"Vitória de Pirro"

Alguns políticos (entre eles o ex-presidente FHC) consideraram a conquista de Michel Temer na Câmara  uma autêntica “vitória de Pirro”. Mesmo com o placar favorável ao presidente ficou claro que a maior sustentação veio do Centrão, facção fartamente beneficiada com a liberação de emendas e considerada o “braço fisológico” do Congresso. Vencer a oposição com esse tipo de apoio foi, na verdade, uma derrota para o governo.


Mudanças na base

Até pouco tempo atrás, a base de sustentação governista era formada pelo PSDB (na maioria “aecistas”) e um apoio explícito do presidente da Câmara Rodrigo Maia e o seu DEM.

Após a delação dos executivos da JBS essa base rompeu. Aécio Neves caiu "em desgraça" dentro de seu próprio partido. Rodrigo Maia , com os efeitos imediatos da delação sobre Temer,  passou a ser visto como um “iminente” sucessor à presidência. Ao entrar no processo de sucessão, o presidente da Câmara se fortaleceu junto ao DEM e ,automaticamente, mudou seus objetivos políticos imediatos , que deixaram de ter consonância com os do presidente. De olho em 2018, registrou-se uma racha numa das mais duradouras alianças no Congresso: a do DEM e PSDB.


Racha tucano

Com Aécio Neves enfraquecido o PSDB se dividiu. Geraldo Alckmin não faz segredo ao capitanear a facção tucana  anti-Temer  , enquanto João Dória ensaia um crescimento interno “catando os cacos” do partido que ainda representam apoio ao presidente .

O racha tucano se concretizou, literalmente, na votação sobre a autorização de prosseguimento da denúncia formulada pela PGR contra Temer, na Câmara. 22 deputados votaram favoravelmente ao presidente e 21 foram contrários (além de 4 ausências).


Posicionamento incerto

Essa cisão no PSDB traduz a incerteza do partido sobre seu posicionamento político atual e um inequívoco enfraquecimento , independentemente do nome  tucano a ser lançado em 2018 à presidência da República.

O partido tem exercido com maestria a máxima de ficar  “em cima do muro” em meio a crise política que assola o País. Tal posicionamento vai na contramão do destino de quem almeja sair forte do pleito de 2018. 


*Com assessorias

Postado por Painel Político

Justiça bloqueia aplicação milionária de Lula em previdência privada

21.07.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


 Além das contas correntes...

O Banco Central, dando prosseguimento a uma decisão do juiz Sérgio Moro, comunicou nesta quinta-feira (20),  um novo bloqueio de recursos do ex-presidente Lula. Os valores, cerca de R$ 9 milhões, ainda não tinham sido identificados nas contas do ex-presidente e estavam investidos na Brasilprev Seguros e Previdência.

Além dos recursos aplicados na Brasilprev, já tinham sido bloqueados R$ 606 mil em contas bancárias, três apartamentos,  um terreno e dois veículos.


PF e PJ

Segundo o BC, o montante estava investido em dois fundos:um em nome do próprio Lula (R$ 1.848.334) e outro em nome de Lils Palestras (R$ 7.190.963). A Brasilprev aguarda uma decisão da Justiça para manter os valores bloqueados ou transferí-los para uma conta judicial.


“Esquema delituoso”

O pedido de bloqueio de recursos de Lula foi feito pelo MPF em outubro de 2016 em medida assecuratória de arresto e sequestro.  No pedido o MPF afirmou que Lula “comandou um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando a perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais.”


Sentença e confisco

Sérgio Moro só determinou o confisco dos recursos após proferir, no último dia 12, a  sentença de condenação de Lula a 9 anos e meio de prisão, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


“Dinheiro vivo”

A Brasilprev informou que as aplicações em previdência privada  foram contratadas por Lula em 2014. Segundo a instituição o “montante” foi depositado em dinheiro vivo , de uma única vez, nas duas contas.


*Com EBC e assessorias

Postado por Painel Político

Mudança de posicionamento de Rodrigo Maia pode ter patrocínio do grupo Globo

12.07.2017 às 02:43
Agência O Globo


Oscilação

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, tem demonstrado uma curiosa oscilação de comportamento nos últimos dias.


Apoio e lealdade

Sucessor natural da presidência da República, Maia adotou uma postura de apoio e lealdade a Temer durante o “episódio” da denúncia apresentado contra o presidente pela Procuradoria Geral da República.


Afinado... até o fim de semana

Durante o desenrolar da apreciação da admissibilidade da  denúncia na CCJ , Maia demonstrou ter um discurso afinado com a base de governo o que,  supostamente , poderia ser traduzido pelos aliados de Temer como um apoio durante o processo de  votação  de  denúncia no plenário da Câmara. Mas, estranhamente , esse posicionamento começou a mudar no último fim de semana.


Uma questão de tempo

Numa mudança surpreendente de postura,  Rodrigo Maia começou a articular manobras para enfraquecer o governo. Chegou a confidenciar a interlocutores que a queda do presidente é uma questão de tempo.


Almoço quase secreto

A  mudança de comportamento  pode ter relação com  um almoço “quase secreto”que Maia participou no domingo, junto com outros políticos, numa mansão do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.


Folha em campana

A informação sobre o almoço chegou à fontes da Folha, que enviou uma equipe de reportagem para fazer  “campana” no local. 

Logo apuraram que o “ocupante” da mansão e anfitrião do evento era o vice-presidente de relações institucionais da grupo  Globo , Paulo Tonet, e que o “convidado de honra”  era Rodrigo Maia.




“Descaracterizado”

Segundo a equipe da Folha , além de Rodrigo Maia, que chegou ao local em veículo “descaracterizado”, também participaram do “evento” pelo menos cinco políticos, entre eles  os deputados Benito Gama(PTB-BA) e Heráclito Fortes (PSB-PI), além do ministro Fernando Bezerra Coelho.


Abordagem

A equipe de reportagem da Folha foi abordada,  por seguranças  do local, que questionaram o motivo da “campana”. Numa abordagem posterior foram “obrigados” a se identificar e informar para qual veículo de imprensa trabalhavam.


Portões fechados

Apesar das abordagens pouco amigáveis, a reportagem da Folha permaneceu no local até a saída de todos os convidados, o que ocorreu pouco depois das 19 horas.  Os motoristas dos carros(todos sem placa oficial) foram orientados a entrar na garagem para que os passageiros embarcassem “protegidos” pelos portões fechados.


*Com informações da Folha e assessorias

Postado por Painel Político

Denúncia contra Temer pode ter colocado Janot em "maus lençóis"

28.06.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


Questionamentos iniciais

Em  postagem no Painel Político  de 26 de maio,  formulamos alguns questionamentos  que ficaram sem respostas  sobre a relação do ministro Luis Edson Fachin, do STF, e Rodrigo Janot, da PGR, com o grupo JBS.

 

Fachin, Janot e JBS: “Os Elos”

Um desses questionamentos  era sobre   um assessor do Procurador-Geral da República que tinha deixado o cargo no MPF,  para trabalhar  no escritório Trench Rossi Watanabe a fim de negociar o acordo de leniência da J&F nos Estados Unidos.  A “mudança de emprego”  de Marcelo Miller aconteceu poucos dias antes do encontro entre Joesley Batista e Michel Temer. Como se sabe, a gravação desse encontro pelo empresário ,  serviu como base de negociação para um benevolente acordo de delação,( homologado por Fachin a pedido de Janot) a favor dos principais executivos da J&F.


Desconforto no MPF

Miller era o principal nome da força-tarefa da Lava Jato na interlocução com as autoridades americanas. O episódio causou desconforto entre ex-colegas do Ministério Público Federal.  Segundo membros da instituição, a rapidez verificada  no "processo de mudança"  de Marcelo Miller ajudou a fomentar especulações sobre os altíssimos valores que estariam envolvidos nessa “operação”, a favor do ex-procurador.


Pronunciamento de Temer

Em pronunciamento à nação,  Michel Temer  rebateu argumentos sobre a denúncia formalizada pelo titular da Procuradoria Geral da República  Ao se referir a Marcelo Miller o presidente afirmou que o ex-aliado de  Rodrigo Janot não cumpriu a "quarentena obrigatória" antes de sua mudança para o escritório de advocacia (não está previsto na Constituição obrigatoriedade de quarentena para procuradores, somente para juízes) e insinuou , sem maiores sutilezas,  que parte da “dinheirama” recebida por Miller, pela sua mudança de atividade profissional , pode ter sido compartilhada com o  Procurador  Geral.



Procedimento e Investigação

O MPF abriu procedimento para avaliar uma investigação sobre a atuação de Miller na defesa da J&F . O instrumento tem como objetivo reunir informações que posssam justificar a continuidade ou o arquivamento da investigação. Foram solicitadas informações sobre o ingresso de Marcelo Miller no escritório de advocacia, além de esclarecimentos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , seccional Rio de Janeiro, onde um procedimento interno apura o caso.

 

“Segredo de Justiça”

Miller prestou esclarecimentos a OAB, na última sexta-feira,  porém o Tribunal de Ética e Disciplina da entidade não considerou as explicações do ex-procurador satisfatórias, e optou pela abertura de inquérito que passará a tramitar em segredo de justiça.


*Com informações da EBC, Folha-SP e assessorias

Postado por Painel Político

Em entrevista, Joesley Batista acusa Temer de "chefiar organização criminosa"

17.06.2017 às 13:53
Danilo Verpa/Folhapress


Entrevista bombástica

A revista Época divulgou ontem (16) uma entrevista com o Joesley Batista, um dos proprietários do grupo J&F, controladora da JBS. Na entrevista Joesley  revela com detalhes a “relação” do executivo com as propinas. Para Joesley, Michel Temer é “o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do país.


Relação “institucional”

Joesley Batista detalha como foi o início de sua relação com Temer  em 2009/2010, quando se conheceram por meio do ex-ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento Wagner Rossi,durante os governos de Lula e Dilma. Segundo o empresário, nunca houve um laço de amizade, e sim “institucional”.


“Dinheiro desde o início”

Segundo Joesley, o presidente o via como um empresário que “poderia financiar suas campanhas e fazer esquemas que renderiam propina”. Mesmo sem muita “intimidade e afeto”, o executivo da JBS afirmou que sempre teve total acesso a Temer, os dois sempre se conectaram diretamente para conversar ou marcar encontros..

O executivo também afirmou que, desde o início da “relação” Temer pede dinheiro. “Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, afirmou.


Pedidos diversos

Segundo o dono da J&F, o presidente o fez diversos pedidos. Alguns  para financiar sua campanha, oferecendo algo em troca.  Em outras ocasiões os pedidos vinham sem nenhuma explicação e sem oferta de favores por parte de Temer.

Joesley cita o caso do jatinho da JBS, emprestado ao peemedebista. “Eu preciso viajar, você tem um avião, me empresta aí”, contou ele, se referindo a maneira como Temer se referia a ele.


Atendendo ao PT

Joesley  confirmou a briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, revelada por Ricardo Saud, executivo da JBS o que também colabora com a Polícia Federal nas delações  da Operação Lava Jato.

“O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada”, declarou.

Após a descoberta, Cunha e Temer pediram R$ 15 milhões a Joesley e foram atendidos.. Foi nessa época que Temer, afastado, voltou à presidência do partido.


Cunha “subordinado” a Temer

Joesley revelou que a relação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha com Michel Temer foi sempre de subordinado. “Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio (o operador Lúcio Funaro). O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, disse ele.

 Muitas doações, segundo Joesley, eram tratadas diretamente com Temer, geralmente as relacionadas a disputas internas e favores pessoais, mas outras eram acertavas com Funaro e Cunha.


Temor ao “achaque”

O fato do trio estar envolvido “no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura, todos os órgãos onde tínhamos interesses” preocupava o empresário. “Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura. Eu sabia que o achaque ia ser grande. Eles tentaram. Graças a Deus, mudou o governo e eles saíram.”


Organização Criminosa

Ao afirmar que Temer era o “chefe da quadrilha”, Joesley reforça que os peemedebistas Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Padilha e Moreira Franco eram os membros da “organização criminosa”.

“Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais”, declarou.


Refém

Durante sua delação a PF, Joesley confirmou que pagou pelo silêncio de Cunha e Funaro enquanto os dois estavam presos.  “Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado”.

Cunha , alegando uma dívida de Joesley,  pediu R$ 5 milhões, “Não devia, mas como ia brigar com ele?”. A verba foi paga ao longo de 2016, para um mensageiro de Cunha, Altair Alves Pinto. Com Funaro a relação foi parecida, assim que o doleiro foi preso, Joesley pagava o dinheiro para os irmãos dele.

Cunha e Funaro sempre diziam que estariam juntos de Joesley. Que não iriam delatá-lo nunca. “Sempre me mandando recados: ‘Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você’. Mas não era sustentável. Não tinha fim. E toda hora o mensageiro do presidente me procurando para garantir que eu estava mantendo esse sistema”. O mensageiro era Geddel, que de 15 em 15 dias o procurava.


Depoimento

Na última sexta-feira (16), Joesley prestou um novo depoimento à Polícia Federal, que colabora com as investigações que acusam Temer de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, o caso deverá ser concluído até a próxima segunda-feira (19). Com o resultado do inquérito, que utilizará os depoimentos de Joesley Batista e outros executivos da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot irá apresentar sua denúncia contra Temer.


*Com informações da revista Época

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Ex-ministro Joaquim Barbosa admite candidatura à presidência em 2018

08.06.2017 às 02:23
Joaquim Barbosa ao lado da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia durante a solenidade de descortinamento das fotos na galeria de ex-presidentes da Suprema Corte - Ascom/STF


Refletindo sobre a “presidencialidade”

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa admitiu nesta quarta-feira (07) que pode se candidatar à presidência da República em 2018. Em solenidade  no STF, quando teve sua imagem descortinada na galeria de ex-presidentes da Suprema Corte, Barbosa afirmou estar refletindo sobre o assunto.

O tema da "presidenciabilidade" foi introduzido durante a solenidade pelo ministro Luís Roberto Barroso, que discursou em homenagem ao ex-colega de Corte. Barroso destacou as especulações e pesquisas que apontam Joaquim Barbosa como possível presidenciável.


Cidadão “livre das amarras”

"Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido", disse o ex-ministro.


Conversas com Rede e PSB

"Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB. Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito", disse o ex-ministro.


Eleição Direta

Joaquim Barbosa afirmou que "a falta de liderança política e de pessoas com desapego, pessoas realmente vinculadas ao interesse público, faz que o país vá se desintegrando". Neste cenário , o ex-ministro defende eleição direta em caso devacância da presidência da República.


“Convocando” o povo

"Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo”, afirmou.

Barbosa disse que deveria ter havido eleição direta após o impeachment de Dilma Rousseff. "Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás, mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite  que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano", concluiu.


*Com EBC e Ascom/STF

Postado por Painel Político


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