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15/04/2020 às 12h00

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Mandetta por um fio...

Ministro perdeu apoio que tinha no governo, após entrevista ao "Fantástico" , no último domingo

Arquivo Agência Brasil


Por um fio

O ministro Luiz Henrique Mandetta já avisou à sua equipe que o presidente  promove reuniões para definir quem será o seu substituto na pasta da Saúde. O ministro concordou em permanecer no cargo até a definição de Bolsonaro.

Gota d'água

Mandetta perdeu apoio dos militares, que convenceram Bolsonaro a mantê-lo no cargo na semana passada, após a entrevista concedida ao programa "Fantástico" da Rede Globo, no último domingo. Segundo assessores, Mandetta extrapolou na entrevista, ao afirmar que o governo tem duas visões: uma do ministério e outra do presidente.  Tal declaração soou como uma quebra de hierarquia. No âmbito militar tal atitude é considerada uma falta gravíssima.

Candidatos

Entre os prováveis sucessores de Mandetta, o deputado Osmar Terra parece ter largado na frente, pois conta com o apoio dos filhos do presidente.. Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein, também é cogitado, mas observadores apontam  que sua relação com o governador de São Paulo, João Doria,  dificulta a aceitação no Planalto. O nome do secretário executivo de Mandetta, João Gabbardo poderia ser uma saída conciliatória, mas pouco provável de acontecer.

O "fique em casa" e a Constituição

Para Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF: “É possível extrair da Constituição diretamente essa ordem de ‘fique em casa’. Sobretudo no artigo 196, que estabelece a saúde como direito de todos e dever de União, estados e municípios. É um direito a ser garantido mediante a adoção de políticas sociais e econômicas que se voltem ao combate da doença, para viabilizar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde pública. Isto está escrito com todas as letras. Não há outro modo eficiente de administrar a crise senão pela política de quarentena. Há sustentáculos para essa política pública a partir da Constituição brasileira? Há. E legitimam, portanto, essas políticas que vem sendo adotadas, não só no Brasil.” 

Aos olhos do mundo, via Post

Em editorial, o jornal Washington Post publicou: “O novo coronavírus se tornou um teste global de qualidade em governança. A severidade da epidemia depende de quão bem — ou mal — governantes respondem a ela. Os melhores se mostraram os de Nova Zelândia, Taiwan, Coreia do Sul e Alemanha, que reduziram infecções e mortes usando testes, acompanhando como as pessoas se deslocam e instituindo quarentenas. O fundo do poço também chama a atenção: nele estão os da Bielorússia, Turcomenistão, Nicarágua e Brasil, que ignoram a seriedade do vírus e incentivam a população a agir como se nada estivesse ocorrendo. Deles todos, o caso mais grave é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.” 


*Com informações de Folha de SP, Veja, O Globo e Washington Post


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