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"Lavando as mãos"


Mudança no tom

Após uma segunda na qual quase demitiu seu ministro da Saúde e uma terça-feira em silêncio irritado, o presidente Jair Bolsonaro voltou ontem à cadeia nacional de rádio e TV para reafirmar sua repulsa à quarentena. “Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos”, ele disse. “Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração.” Apesar de jogar nas costas dos governadores as consequências do período de isolamento social, pela primeira vez Bolsonaro reconheceu que há impacto em vidas causado pela doença. “Sempre afirmei que tínhamos dois problemas a resolver, o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados simultaneamente. As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença.” O presidente também voltou a defender a aplicação de hidroxicloroquina como cura para a doença. “Há pouco, conversei com o doutor Roberto Kalil”, contou, “cumprimentei-o pela honestidade ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes".  

Sentença

Pouco antes de o presidente entrar na TV, o ministro Alexandre de Moraes, do STF,  definiu que Bolsonaro não pode derrubar decisões dos estados e municípios a respeito do isolamento social, restrições a escolas, comércio ou circulação de pessoas. Segundo o ministro , as recomendações são endossadas pela Organização Mundial da Saúde, além de inúmeros estudos científicos. 

Respeitoso

Em sua tradicional coletiva de final do dia, o ministro Luiz Henrique Mandetta adotou um tom de respeito em relação ao presidente. Bolsonaro foi perguntado sobre o assunto. “Até em casa, a gente tem problema muitas vezes com a esposa, com o esposo, né?”, ele comentou. “É comum acontecer no momento em que todo mundo está estressado de tanto trabalho, eu estou, ele está. Mas foi tudo acertado, sem problema nenhum, segue a vida.” 

Números em alta

O Brasil bateu um novo recorde de mortes decorrentes do novo coronavírus em um único dia. De ontem para hoje, foram 133 óbitos. No total, ao menos 800 pessoas foram vítimas da doença no país. O número de casos confirmados de covid-19 passou de 13.717 para 15.917, conforme os dados oficiais do Ministério da Saúde. Foram 2.200 novos casos notificados nas últimas 24 horas.Foi a segunda vez, desde o início da pandemia, que mais de cem mortes pela covid-19 foram registradas em apenas 24 horas. Os Estados com maior número de casos são São Paulo (6.708), Rio de Janeiro (1.938), Ceará (1.291), Amazonas (804), e Minas Gerais (614). Especialistas projetam que, no Brasil, o pico da doença seja atingido entre o final de abril e o começo de maio.


*Com informações de Poder 360, G1 e O Globo


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