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31/03/2020 às 08h54

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O incômodo protagonismo de Mandetta


Surpresa

A imprensa foi tomada de surpresa, ontem, com mudanças no rito da entrevista coletiva diária do Ministério da Saúde a respeito do curso da pandemia no país. No meio da tarde, foi transferida para o Palácio do Planalto, passou a ser dirigida pelo ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, e a contar com o alto-escalão da Esplanada — Onyx Lorenzoni (Cidadania), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), André Luiz de Almeida Mendonça (Advogado-Geral da União), além de Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. Oficialmente, a mudança se deu porque a crise é séria, multidisciplinar, e portanto envolve o trabalho de todos. Mas, nos bastidores, o argumento é outro. “Só tem um governo”.  É uma tentativa de tirar os holofotes de Mandetta. “Não tem ‘governo do Ministério da Saúde’.” Mas a divisão permanece. “Mantenho as recomendações dos estados”, afirmou Mandetta. “A gente deve manter o máximo grau de distanciamento social.”

Demissão

Durante a coletiva, um repórter perguntou a Mandetta sobre sua possível demissão.  Antes do ministro iniciar a resposta, Braga Netto intercedeu. “Não existe essa ideia de demissão do ministro Mandetta”, afirmou. “Isso aí está fora de cogitação.” O responsável pela Saúde então pegou o microfone com sorriso no canto do rosto. “Em política quando a gente fala não existe as pessoas falam, ‘existe’.”

Abrupto final

A última pergunta da coletiva foi sobre o passeio do presidente Jair Bolsonaro pelas cidades-satélites de Brasília. Imediatamente Braga Netto , ao lado de um sorridente Mandetta, interrompeu e a locutora do Palácio anunciou o fim da coletiva.

Incomodadores & Incomodados

Mandetta não é o único ministro  que incomoda Bolsonaro. Sergio Moro, da Justiça,  é outro visto com desconfiança pelo presidente. Em seu twitter, Moro afirmou que “prudência, no momento, é fundamental”. Bolsonaro, ao que parece,  está dividindo os ministros entre quem o defende e quem não o defende. E, ao que parece, não é só Bolsonaro quem está incomodado com Mandetta. O protagonismo do ministro da Saúde e as muitas cobranças feitas à pasta de Economia, já começam a perturbar, Paulo Guedes.

Vigiado nas redes

Ontem, informamos que o twitter havia retirado posts de Bolsonaro do ar. Posteriormente, Facebook e Instagram fizeram o mesmo, alegando que os posts do presidente contrariavam as normas de publicação estabelecidas pelos aplicativos, no caso específico desinformação que possa causar danos à população.

Alternativa ao Impeachment?

Sete partidos de oposição, ingressaram ontem com notícia-crime junto ao STF, contra Bolsonaro. As legendas acusam o presidente de crime comum por ter colocado em risco a saúde da população ao descumprir, em seu passeio de domingo, as orientações das autoridades sanitárias. Seria uma tentativa de buscar caminho alternativo ao impeachment?


Com informações do G1, Folha de São Paulo, Agência Estado e Poder 360


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