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17/03/2020 às 12h00

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Bolsonaro considera cuidados com pandemia "uma histeria"


Na contra mão da sensatez

Com a pandemia provocada pelo novo coronavírus a pleno vapor no mundo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (16) que vê nas precauções uma mobilização contra seu governo. “Se a economia afundar”, afirmou em entrevista a José Luiz Datena, da rádio Bandeirantes, “acaba o governo. Há disputa de poder nisso aí.” Em geral simpático ao presidente, Datena o pressionou sobre a decisão de cumprimentar pessoas nas ruas, durante as manifestações governistas de domingo. “Estou sozinho num canto apanhando de todo mundo”, explicou. “Tenho obrigação moral de saudar o povo que ficou na frente do Palácio do Planalto. Se me contaminei, é responsabilidade minha. Está havendo uma histeria.” Bolsonaro foi enfático. “Se resolvi apertar a mão do povo, é um direito meu.” 

Desgaste em Brasília

Nos bastidores do Planalto, a leitura é que Bolsonaro tenta minar o trabalho de Luiz Henrique Mandetta, após o Ministro da Saúde se apresentar junto a João Dória, governador de São Paulo, para falar da pandemia. Enquanto ignora Mandetta, Bolsonaro vem se aconselhando com Antonio Barra Torres, um contra-almirante da reserva que está no comando da Anvisa. 

Estratégia Econômica

Enquanto Bolsonaro contrariava Mandetta,  Paulo Guedes, anunciava um pacote emergencial de R$ 147,3 bilhões para encarar o impacto da pandemia. Em grande parte, não há dinheiro novo, mas antecipações e atrasos. A segunda parcela do décimo terceiro de aposentados e pensionistas será adiantada para maio — R$ 23 bi — e, o abono salarial, para junho — R$ 12,8 bi. Haverá reforço do Bolsa Família, e valores não sacados de PIS/Pasep serão transferidos para o FGTS de forma que possam ser sacados. O governo vai se abster da cobrança de alguns tributos. Vai adiar o pagamento do FGTS pelas empresas por três meses (R$ 30 bi), do naco da União do Simples Nacional (R$ 22,2 bi), reduzirá pela metade as contribuições para o sistema S pelo mesmo período. Guedes atacou o Congresso, se queixando de a privatização da Eletrobrás não ter sido ainda autorizada. 

Postura duramente criticada

Os principais jornais do país repudiaram a postura de Bolsonaro em relação ao corona virus e criticaram sua ida ao encontro de manifestantes no último domingo (15). 

Para o "Estadão" o "presidente foi tão gritantemente irresponsável que custa a crer que não soubesse o que fazia. E, se sabia, o fez de caso pensado: para ele, a saúde dos brasileiros é irrelevante, bem com os impactos econômicos e sociais tremendos da quarentena a que o País começa a ser submetido para tentar frear o avanço da covid-19. A única coisa que interessa a Jair Bolsonaro é seu projeto de poder, que está acima do Brasil e de todos os brasileiros.”

Para a "Folha" “a atitude estúpida de ir ao encontro de sua diminuta seita de extremistas neste domingo (15), em Brasília, indica que o país não contará com o chefe de Estado na condução da resposta à maior urgência humanitária em décadas. Pelo contrário, Jair Bolsonaro ameaça tornar-se obstáculo à extraordinária coordenação de esforços e recursos necessária para mitigar o impacto que o espalhamento da Covid-19 exercerá no sistema de saúde, no bem-estar de dezenas de milhões de brasileiros e na economia, duramente atingida.”

Para o Globo "o  tamanho da falta de sensatez de Bolsonaro, no plano pessoal, pode ser medido pelo fato de que, também no domingo, foi informada mais uma contaminação pelo coronavírus na comitiva que viajou com ele aos Estados Unidos. 

Com informações de Folha de São Paulo, Veja online, G1, Agência Estado e Valor Econômico


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