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27/02/2020 às 13h35

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Bolsonaro provoca Poderes da República

Reprodução/Globo


Convocação & Provocação

Ao  distribuir pessoalmente, via WhatsApp, um vídeo de edição dramática que relembra a facada que tomou em campanha para convocar uma manifestação contra o Congresso Nacional, no dia 15 de março, Bolsonaro insiste em seu estilo pessoal de “provocador”.

Pressão sobre parlamentares

O video chega a rede  uma semana após o general Augusto Heleno, secretário do Gabinete de Segurança Institucional, ter sido flagrado por um microfone aberto do próprio Planalto defendendo uma convocação  para pressionar os parlamentares. Também foi distribuída nas redes uma terceira convocação — desta vez com as imagens, vestindo farda, de quatro generais palacianos incluindo Heleno e o vice-presidente, Hamilton Mourão.

Desmentidos

Os generais foram ao Twitter desmentir esta convocação. “Estão usando meu nome indevidamente”, afirmou Heleno. “Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém”, seguiu Mourão. Defenestrado do Palácio, o general Santos Cruz foi o mais incisivo. “Exército, instituição de Estado e garantia dos poderes constitucionais. Não confundir o Exército com alguns assuntos temporários.”

Repercussões

Bolsonaro não seguiu o rumo dos desmentidos. Preferiu não se manifestar. Mas houve repercussão. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia pediu que as autoridades deem o exemplo. “Criar tensão institucional não ajuda o país”, disse. “Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir. “Só a democracia é capaz de absorver sem violência as diferenças da sociedade e unir a Nação pelo diálogo. Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas.”

O decano do Supremo foi por caminho similar. “A face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional, que ignora o sentido fundamental da separação de Poderes, que demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático”, escreveu Celso de Mello.

O presidente do Supremo também comentou o episódio. “O Brasil não pode conviver com um clima de disputa permanente”, afirmou Dias Toffoli. (BR Político)

Problema "principal"

 No momento, o principal problema do presidente com o Parlamento é o Orçamento impositivo. E muitos deputados estão se divertindo em fazer circular o vídeo no qual o filho Zero Três elogia a ideia de transferir para o Legislativo algumas decisões de gastos públicos.

Tropa de Choque

Via Twitter, a tropa de choque de Bolsonaro partiu para cima da jornalista Vera Magalhães, responsável por trazer à tona a informação de que o próprio presidente estava fazendo a convocação contra um dos Poderes. Informações pessoais da jornalista e falsificações grosseiras de diálogos em WhatsApp foram distribuídas.

Editoriais

Os três maiores jornais trataram do assunto em editoriais.

Estadão: “O presidente precisa esclarecer, sem meios termos, que não apoia a convocação de uma manifestação em sua defesa e contra o Congresso Nacional. Os cidadãos são livres para se manifestar contra quem bem entenderem, mas um presidente da República não é um cidadão comum e não pode permitir que seu nome seja usado para alimentar um protesto contra os demais Poderes constituídos. Se aceitar essa associação, ou, pior, se incentivá-la mesmo indiretamente, Bolsonaro estará corroborando as violentas críticas que esses apoiadores, em claro movimento golpista, estão fazendo contra o Congresso, tratado nas redes sociais bolsonaristas como ‘inimigo do Brasil‘.”

Globo: “O presidente tem citado a Venezuela chavista como o mau exemplo no continente. Pois a está seguindo, ao aplicar o manual do caudilho Hugo Chávez, que destroçou a democracia no país criando crises institucionais, para avançar com seu modelo nacional-populista autoritário. Destruiu a própria Venezuela.”

Folha: “Diante das demonstrações reiteradas de desprezo pela institucionalidade e de violações dos requisitos legais de honra, decoro e dignidade para o exercício da Presidência, talvez apenas o medo do impeachment possa deter a perigosa aventura Bolsonaro.”

"Tumultuando a República"

Na quarta- feira (26), após as críticas, Bolsonaro foi às redes sociais e, sem desmentir a divulgação do vídeo, atribuiu as reações a tentativas de tumultuar a República. "Tenho 35 milhões de seguidores em minhas mídias sociais (Facebook, Instagram, YouTube e Twitter), onde mantenho intensa agenda de notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional. Já no WhatsApp tenho algumas poucas dezenas de amigos onde, de forma reservada, trocamos mensagens de cunho pessoal. Qualquer ilação fora desse contexto são tentativas rasteiras de tumultuar a República".

Com informações do G1, Poder 360 e Estadão


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