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19/11/2018 às 13h15

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E a mea culpa, quem faz?

Tânia Rêgo/Agência Brasil


E a mea culpa, quem faz?

Com 55% dos votos, Jair Bolsonaro (foto) se elegeu presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército, deputado federal de sete mandatos consecutivos pelo Rio de Janeiro, linha conservadora e bandeiras de extrema direita, levou no primeiro turno de políticos como Marina Silva, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e de novatos como João Amoedo e Boulos, além de Meirelles. Polarizou com o PT e foi ao segundo tempo com Haddad, numa campanha generalizada por fake news, discursos de ódio e muita violência.

Haddad, que obteve 29% dos votos no primeiro turno, acabou no segundo com 47% da votação total, mas grande parte desses votos não foi dada ao candidato petista, às suas propostas e muito menos ao seu partido. Foram votos contra Bolsonaro, o que significa que o professor Fernando Haddad não pode se insurgir como o novo comandante das oposições no país, a não ser que ele próprio faça a autocrítica que falta ao PT fazer desde, pelo menos, o impeachment de Dilma Rousseff.

E aí terá legitimidade para unir a esquerda e construir um palanque de resistência na Oposição. Caso contrário, vamos continuar a navegar em velhos e novos partidos, sem direção, a mercê de tantos outros bolsonaros na fragilizada política brasileira.

 

Tal qual

Em 2014, quando Aécio Neves perdeu a eleição no segundo turno para Dilma Rousseff, os petistas cobraram dos tucanos mais afoitos que aceitassem o resultado democrático das urnas sem mimimi. Pois agora, quando Haddad perde para Jair Bolsonaro, os eleitores e líderes do PT ameaçam protestos, ocupação, mobilizações públicas contra a vitória do candidato do PSL. Nada como uma eleição após a outra... 

Pacificação, urgente


Pacificação, urgente

A pauta urgente para o Brasil é a pacificação e ela independe de quem tenha sido eleito. A polarização entre o PT de Haddad e o anti-PT de Bolsonaro não permitiu que o processo eleitoral tivesse sido feito no debate de ideias e de propostas. A campanha foi feita de ataques e desqualificação de candidaturas. Mesmo assim, já concluída essa etapa, é hora de os partidos e lideranças brasileiras costurarem a paz política.



Bem na fita

O ex-deputado João Caldas (foto) é o político alagoano mais próximo do presi­dente eleito Jair Bolsonaro. Fez campanha para Bolsonaro desde o primeiro turno e será um importante intermediário do estado no Palácio do Planalto, assim como seu filho, deputado federal reeleito JHC. JC deverá também aproveitar bem esse novo status para conquistar espaços políticos em Alagoas. É aguardar para ver. 


Mandato coletivo
Alagoas elegeu Rodrigo Cunha o senador mais votado nesta eleição, com quase 900 mil votos. Deputado estadual, 37 anos, advogado por formação, Rodrigo leva para Brasília seu exemplo de superação pessoal após o assassinato de seus pais, a referência de um mandato diferenciado na Assembleia Legislativa do Estado, e propostas efetivas de combate à corrupção e a privilégios e de uma representação política que aproxime os alagoanos do Congresso Nacional. 


De olho em 2020
Dizem que o deputado federal Maurício Quintella aproveitará a boa votação em Maceió para se candidatar a prefeito em 2020. Na disputa ao Senado ele chegou em terceiro lugar, e garantem especialistas em eleições que mais uma semana de campanha e Maurício se elegeria no lugar de Renan Calheiros. Agora resta saber se para fazer esse caminho, ele segue com Renan Filho ou volta para o grupo de Rui Palmeira. 


Cadê o Pinto?
O delegado aposentado da Polícia Federal, Pinto de Luna, será que voltou a velejar? Nesse segundo turno da eleição presidencial, não se ouviu nem um piu do candidato derrotado ao Governo do Estado.


CURTAS
*Após essa eleição, todos os partidos políticos, em especial os maiores e com mais representação no Congresso Nacional, precisam se reinventar.

*Durante todo o primeiro turno eleitoral falou-se em cadastros e compra de votos. Com o resultado dos eleitos para a ALE e Câmara dos Deputados, qual o veredito?

E o Velho Chico...
Na edição passada, a matéria de Capa da Painel Alagoas (foto) foi um grito de socorro do Rio São Francisco. O jornalista Anivaldo Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, nos fala sobre a gravidade do Velho Chico, que sofre com a falta de ações que garantam a sua preservação.
“A morte de um rio é lenta, tortuosa, imprecisa, a gente sabe como começa, mas dificilmente a gente pode dizer quando termina”, adverte Anivaldo Miranda na reportagem, apontando a falta de saneamento básico em cidades ribeirinhas como a maior causa de poluição no rio.A matéria, do jornalista Carlos Amaral, traz ainda lendas sobre o Velho Chico, contando sua história e seus símbolos.


*Publicado originalmente na edição 22 da revista Painel Alagoas


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