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16/07/2018 às 15h43

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Coluna Palanque da edição 18 da Revista Painel Alagoas

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Tapando o sol com a peneira

O deputado federal Ronaldo Lessa (foto), que se elegeu em 2014 no palanque dos Calheiros e de Collor de Melo, decidiu em 2016 apoiar a reeleição do prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Deixou o governo de Renan Filho e mudou-se de mala e cuia para a gestão de Rui, onde ocupou secretarias e órgãos municipais e era tratado como uma possibilidade do grupo para o Senado da República ou até mesmo para o Governo do Estado na eleição deste ano.

Aí, de uma hora para outra, enamorado de novas promessas do grupo antigo de 2014, resolveu voltar para os Calheiros. Pegou suas coisas e seu povo e de novo fez moradia no governo de Renan Filho, avisando ao prefeito Rui Palmeira, por uma mensagem de WhatsApp, que estaria, outra vez, do outro lado do campo.

Parece que alguma coisa deu errado e Lessa começou a solicitar audiências com o prefeito de Maceió, dando a entender ao Palácio do Governo que poderia vir, novamente (?) a compor com Rui nessa eleição, como uma alternativa do PSDB-PP para uma candidatura a governador.

Fontes ligadas ao prefeito garantiram ao Palanque que as duas vezes em que Lessa esteve com Rui, nenhuma delas se tratou de política partidária, de eleição ou coisa desse porte. A pauta dos dois encontros versou tão somente sobre as emendas da bancada de Alagoas na Câmara Federal e do próprio deputado para Maceió.

Ou seja, Ronaldo Lessa tentou se valorizar junto ao governador Renan Filho.

Se deu certo, só ele pode dizer. Mas, à luz da verdade, foi uma jogada antiga e mal calculada, porque Rui não entrou na pilha do parlamentar e a coisa ficou apenas nas especulações criadas pelo próprio Lessa na mídia.

Nada além disso.

A quem cabe os 60% do Fundef?

A prefeita da Barra de Santo Antônio, Emanuella Moura, é a única até agora, entre os chefes de executivos municipais de Alagoas, a defender os 60% do Fundef para os professores. Em audiência pública com a categoria, mês passado em Maceió, convocada pelo deputado federal JHC, Emanuella se comprometeu a fazer esse repasse em seu município, caso haja suporte legal para isso. Os municípios estão recebendo esses recursos através de precatórios e o valor total para todo o País chega a R$ 90 bilhões.

No páreo?

O senador Fernando Collor, até a semana passada, garantia sua pré-candidatura a presidente da República. E, ao seu jornal, a Gazeta de Alagoas, ele declarou: “Estou muito animado. A pré-campanha está indo muito bem, graças a Deus. Eu respeito todos os nomes que estão aí colocados, mas acredito que como ex-presidente da República posso contribuir com a minha experiência na construção de um país melhor. Tenho experiência administrativa e os resultados que consegui na Presidência da República mostram que sei como fazer. Vamos debater todos esses temas no momento oportuno, viajando o País e divulgando nas redes sociais”.

A dança das cadeiras

Só há duas vagas para o Senado da República, disputadas por pelo menos quatro candidaturas fortes segundo pesquisas de intenção de voto: os já senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, e os deputados Rodrigo Cunha (estadual) e Maurício Quintella (federal e ex-ministro). Dois deles ficarão sem mandato, qual a aposta do momento para quem perde e quem ganha? Será que essa eleição vai mesmo diferenciar o joio do trigo ou será tudo dantes, como no quartel de Abrantes?

“Se eu ganhar as eleições, venceu uma professora, mulher, ex-seringueira, negra, graças à consciência do povo brasileiro” (Marina Silva, pré-candidata a presidente do Brasil pela Rede Sustentabilidade).

“Quero ser o presidente do povo brasileiro, dos empresários que geram emprego, do povo trabalhador, sacrificado do Brasil, muitas vezes injustiçado” (Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB).

“Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições, não o vestibular”. (Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, pelo PSL).

“Devemo-nos unir para evitar que o povo tenha de escolher entre o ruim e o menos pior”(FHC, ex-presidente do Brasil, presidente de honra do PSDB Nacional).


Mandato devolvido

O Pastor João Luiz (foto) teve o mandato de deputado estadual devolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por determinação do presidente, ministro Luiz Fux, dia 29 de junho passado.  Em 2017, o Pastor foi afastado por decisão monocrática do ministro Napoleão Nunes Maia, enquanto recursava no TSE contra sentença do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas que o cassou e o tornou inelegível por oito anos. Fux fez valer o efeito suspensivo, que garante ao parlamentar se manter no cargo até julgamento final do mérito. 

Pero si, pero no

O deputado Marx Beltrão andou pra lá, pra cá, deu meia volta várias vezes, mas decidiu continuar junto dos Calheiros. É fato que para o parlamentar é bem mais cômodo estar em campo que já conhece, mesmo que para isso tenha que adiar para (bem) longe o projeto do Senado. Espera, ao lado dos governistas, assegurar sua reeleição à Câmara Federal. 

Duas campanhas

O eleitor vai conviver com duas campanhas de um mesmo candidato na eleição deste ano.  A de rua, olho no olho, aperto de mão, tapinha no ombro, e a das redes sociais, mais trabalhada, vídeos criativos, frases de efeito, conversa virtual com o candidato através de assessorias. E, claro, o velho e bom horário gratuito eleitoral, mais visível para as campanhas majoritárias que conseguirem um bom tempo de rádio e TV. É esperar para ver de onde virá a definição do voto.

Fora de pauta

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, deixou fora da pauta de agosto, quando o tribunal retorna do recesso, o pedido da defesa do ex-presidente Lula para libertá-lo ou substituir a prisão por medidas cautelares. A matéria vai a julgamento em plenário por decisão do ministro Edson Fachin, mas ainda não há data prevista para a análise.

Excluídos

Nenhum dos três senadores de Alagoas (Renan Calheiros, Biu de Lira e Collor de Mello) pode ser votado para o Prêmio Congresso Em foco 2018, que acontece anualmente, promovido pelo site congressoemfoco.com.br.

O motivo: foram excluídos da relação os congressistas denunciados pelo Ministério Público ou que sejam alvo de ações penais e inquéritos em andamento. 

Pela primeira vez serão levados em conta, além dos procedimentos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações remetidas pela mais alta corte do país a instâncias inferiores em razão do novo entendimento sobre o foro privilegiado.

Decolando na pré-candidatura

O deputado estadual Isnaldo Bulhões, pré-candidato a federal, herdou os redutos eleitorais de Maurício Quintella (foto) em várias regiões do estado e é, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, o preferido nos municípios do Sertão. Ou seja, caminha bem para substituir Maurício na Câmara dos Deputados, caso a carruagem não mude o andar.

Mala cheia

Conversa rola solta nos bastidores da política alagoana: tem deputado federal, candidato à reeleição, topado de dinheiro para comprar apoios e votos. Tipo, deverá ser o mais votado e arrastar mais uns dois de sua coligação. Isso, se não for flagrado pela Polícia Federal e Ministério Público.

Ficha limpa

Quando se fala em político alagoano ficha limpa, na disputa eleitoral deste ano, dos que já tiveram ou têm mandatos apenas três nomes se destacam: Heloísa Helena e Thomaz Nonô, pré-candidatos a deputado federal, e Rodrigo Cunha, pré-candidato ao Senado. 

Data marcada

Os partidos políticos farão suas convenções para a eleição deste ano, de 20 de julho a 5 de agosto. Até lá, muita coisa ainda pode acontecer na formação das chapas proporcionais e majoritárias. Nem tudo o que reluz é outro, é bom que se diga.

Sentenciado

Por unanimidade, o TSE acolheu proposta do ministro Luís Roberto Barroso. Com a decisão, fica proibido o emprego dos valores destinados a campanhas femininas para beneficiar candidaturas masculinas. 

Os tetos de campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou em seu Portal na internet, os tetos de gastos de campanha eleitoral por cargo eletivo e os limites quantitativos para contratação de pessoal a serviço das campanhas nas Eleições 2018. Os tetos de gastos de campanha para os cargos de presidente da República, deputado federal e deputado estadual/distrital foram fixados em valores absolutos pela última reforma eleitoral promovida pela Lei nº 13.488, de 6 de outubro de 2017.

Os maiores limites estão previstos para o cargo de presidente da República, sendo de R$ 70 milhões para o primeiro turno das eleições, com acréscimo de R$ 35 milhões na hipótese de realização de segundo turno.

Nas campanhas para o cargo de deputado federal, foi fixado o teto de gastos de R$ 2,5 milhões. E, no caso dos candidatos a deputado estadual ou distrital, o valor máximo a ser gasto é de R$ 1 milhão.

Já para os cargos de governador de Estado e do Distrito Federal e de senador da República, os limites de gastos vão variar de acordo com o eleitorado da respectiva unidade da Federação. Por exemplo, nos estados com até um milhão de eleitores, as campanhas para o governo estadual devem respeitar o teto de R$ 2,8 milhões.


Jornalismo investigativo na pauta

A edição passada da Revista Painel Alagoas trouxe uma entrevista exclusiva com Baixinho Boiadeiro, foragido da Justiça, acusado pela polícia estadual de matar Tony Pretinho, em dezembro de 2017. A reportagem destacou os quase 20 anos de confronto entre as famílias Dantas e Boiadeiro, os bastidores do clima de tensão que tomou conta de Batalha desde o final do ano passado, e a ligação da denúncia de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa de Alagoas com esse cenário de crimes e medo. Segundo Baixinho, ele não se entrega porque teme morrer, e sustenta sua afirmativa: “a polícia trabalha para acabar comigo”. Ainda na mesma edição, Painel Alagoas mostrou o Complexo Cultural Teatro Deodoro como uma fábrica de sonhos, e a história de Frida Kahio, por trás do mito. 


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