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21/04/2018 às 16h59

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E Joaquim Barbosa vai ou não vai?

Sérgio Lima/Poder 360

Ainda não decidido a se candidatar a presidência da República, o ex-ministro Joaquim Barbosa aparece bem avaliado nas últimas pesquisas  e , caso decida concorrer , pode causar uma considerável mudança no tabuleiro do xadrez eleitoral do próximo pleito


Lideranças empolgadas

Após reunião com lideranças do PSB, no último dia 19, o ex-ministro Joaquim Barbosa demonstrou continuar indefinido em relação a sua candidatura à presidência da República.

A demora na decisão pode prejudicar o partido na composição de alianças, mas isso não parece desanimar as lideranças favoráveis a candidatura de Barbosa. Muito pelo contrário: os simpatizantes do ex-ministro comemoraram o resultado da pesquisa Datafolha, que o coloca com 8% das intenções de voto num cenário com Lula na disputa, e 10% sem a participação do ex-presidente.

A reunião do último dia 19 pode ter sido a primeira de uma série que deve acontecer entre Barbosa e as lideranças do partido, para afinarem o discurso e traçarem uma plataforma de campanha, caso Barbosa decida concorrer. O secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, elogiou a postura e algumas ideias defendidas por Barbosa e revela que além do ex-ministro o partido também está indeciso.


Resistências

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, não esconde sua preferência por um alinhamento com o PT. Lula é muito popular no Nordeste e por conta dos nomes de Miguel Arraes e Eduardo Campos, a legenda torna-se muito forte no estado.

Em São Paulo o governador Márcio Campos deve fidelidade a Geraldo Alckmin do PSDB. Porém ,com as recentes denúncias envolvendo o ex-governador tucano é certo imaginar que caso saia candidato, Barbosa deve , com ou sem o apoio explícito de Campos, crescer nas intenções de voto no maior colégio eleitoral do país.


Posicionamentos

Partidários da candidatura consideram o ex-ministro um liberal moderado, defensor de reformas estruturais, privatizações e livre concorrência.  É favorável a diminuição do tamanho do Estado, inclusive com a reforma da Previdência. Simpatiza com programas de transferência de renda e acesso a universidades, mas critica políticas de subsídio estatal a empresas.

Como ministro, votou a favor da cobrança previdenciária de servidores aposentados, foi ferrenho defensor de posse por vários grupos indígenas das terras da reserva Raposa Serra do Sol. Mostrou-se favorável tanto à prisão após condenação em Segunda Instância quanto à Lei da Ficha Limpa e considerou constitucional a aplicação de cotas raciais.

Conduziu o famoso caso  conhecido como “mensalão” que promoveu o julgamento de líderes políticos históricos do PT, como José Dirceu e José Genoíno.


Afinidades

Joaquim Barbosa tem conversado  com economistas próximos do mercado, a exemplo de Delfim Netto e Eduardo Gianetti.

Em 2014, Gianetti participou da campanha de Marina pelo PSB, após Eduardo Campos, então cabeça de chapa, morrer em um acidente aéreo. A aproximação de Barbosa com o conselheiro econômico  de Marina pode ser um  sinal de que existem afinidades ( no mínimo econômicas)  entre a líder da Rede e o ex-ministro .


*Pesquisa: Folha/SP e Carta Capital 


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