Dólar com. 3,888
IBovespa -1.98
24 de agosto de 2019
min. 22º máx. 28º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Saiba como será a abertura do comércio no Dia da Padroeira de Maceió
27/05/2017 às 03h06

Blogs

Disputa interna na PGR pode mudar rumos da Operação Lava Jato

Arquivo/Agência Brasil

Terceiro mandato

Para pessoas próximas,  Rodrigo Janot não faz segredo de seu desejo de conquistar um terceiro mandato à frente da Procuradoria Geral da República (PGR).

Como justificativa à essa intenção, Janot alega a necessidade de mais tempo para conduzir os trabalhos da Operação Lava Jato.


Opiniões divididas

Apesar do prestígio que possui , a “intenção” de Janot divide opiniões dentro do MPF. Os que o apoiam alegam que a continuidade do cargo daria  estabilidade na continuação dos trabalhos da Lava Jato. Seus opositores , entretanto, criticam abertamente a “ideia”, apesar de ainda  não apresentarem nenhuma opção  à sucessão .


Comparado ao “engavetador”

Um dos principais opositores à renovação do mandato do atual procurador-geral, é o sub-procurador Carlos Frederico (que apesar de  não se considerar candidato, tem chances de ser indicado) .

Frederico chegou a comparar Janot com Geraldo Brindeiro, procurador-geral no governo de Fernando Henrique Cardoso, apelidado de “engavetador geral” pela pouca disposição de denunciar autoridades.

Para o sub-procurador , Janot “ignora” o envolvimento de Lula e Dilma em práticas de crimes revelados em diversos depoimentos como os de Marcelo Odebrecht, Mônica Moura, João Santana, Léo Pinheiro e, recentemente , Joesley Batista.


Confiante

Apesar de reconhecer a resistência de “colegas”, Janot segue confiante, principalmente devido a visibilidade alcançada pela operação Lava Jato.


Nas “mãos” de Temer

De acordo com a Constituição cabe, exclusivamente, ao presidente da República nomear o procurador-geral , para um novo mandato de dois anos. Não há nenhuma menção sobre “limite de reconduções” para o cargo.

Temer, até agora, não sinalizou nenhuma possibilidade de conceder a Janot um terceiro mandato.


Nova “postura”

Devido a falta de posicionamento de Temer e faltando pouco mais de 3 meses para o fim de seu mandato, Rodrigo Janot mudou sua postura e agora, após a divulgação das delações dos irmãos da JBS, insiste em  tomar o depoimento de Temer sobre a gravação de sua conversa com Joesley Batista .


Questionamentos

Setores do Judiciário têm questionado a forma e , principalmente, o tempo, com que foi proclamado o acordo com a JBS. Entre as negociações e o efetivo fechamento, um “intervalo recorde” de três meses. O tempo médio decorrido para outros acordos semelhantes na Lava Jato , nunca foi inferior a um ano.

Outro questionamento que se faz é sobre as “inéditas” vantagens concedidas aos irmãos Batista, que apesar da colaboração, confessaram a prática  de incontáveis crimes de corrupção .


Painel Político por Redação

Notas e notícias sobre política e bastidores do poder

Todos os direitos reservados
- 2009-2019 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]