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23/05/2017 às 00h01

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Nome de Henrique Meirelles desponta à "sucessão indireta" de Temer

G1


Via Indireta

O  nome  do ministro Henrique Meirelles vem ganhando força dentro do Congresso Nacional para suceder Michel Temer, caso este renuncie ou seja removido do cargo da presidência, e o processo de sucessão seja decidido por via indireta.


Memória curta

O que muita gente não lembra ( ou não sabe) é que o atual ministro da fazenda e ex-presidente do Banco Central,nas gestões petistas de Lula, já foi empregado de ninguém menos que Joesley Batista, dono da JBS.


J&F e Banco Original

Meirelles chegou à presidência do conselho consultivo da J&F( holding  controladora do grupo de empresas dos irmãos Batista) em março de 2012. Sob sua gestão, o grupo chegou  ter receitas anuais acima de R$ 60 bilhões.

Em 2016, Meirelles foi deslocado para a presidência do Banco Original (também controlado pela J&F) com a desafiadora missão de transformar uma instituição de crédito de pequeno porte, (o banco atuava exclusivamente na concessão de crédito a fornecedores das empresas do grupo) no maior banco digital do país. Abandonou a “missão” antes do fim, ao ser convidado por Michel Temer para ser ministro da Fazenda.


Entusiasmo

Nas "estruturas" petistas, apesar da euforia com a possibilidade da candidatura de Lula, caso a sucessão de Temer seja decidida pelo voto direto, o nome de Meirelles “entusiasma”, inclusive o ex-presidente. Meirelles e Lula se dão bem; cultivaram uma intensa e amigável convivência durante os oito anos do  primeiro governo do PT.



Nos bastidores

Informações dos bastidores políticos de Brasília, dão conta de que o próprio  Meirelles  teria ajudado  seu “ex-patrão” a ser recebido por Temer  para uma conversa que, como todo mundo sabe,  acabaria gravada, transformando-se numa das peças  da “delação bomba” que abalou o país, na semana passada.


Trama Inicial

A trama inicial dos irmãos Batista, ao que tudo indica, era apresentar ao Ministério Público material com “qualidade” suficiente para fechar um excelente acordo de delação, livrando-os, e as suas empresas , de todo tipo de investigação.


Irônico Desfecho

Caso se confirme a queda de Temer e a "candidatura indireta" de Meirelles  prospere, o desfecho das delações pode, ironicamente, ser muito melhor do que os “irmãos” sonharam.



Painel Político por Redação

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