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Candidatura de Renan à presidência do Senado eleva a temperatura da "Oposição"

04.12.2018 às 12:08


Turbulência no Senado

O senador Renan Calheiros não esconde de ninguém que pode vir a disputar a presidência do Senado. Tal disposição já o torna alvo de críticas veladas ou abertas de parlamentares de vários partidos.

Um dos mais ferrenhos opositores à candidatura de Renan é Tasso Jereissati, sério candidato a entrar na disputa contra o senador alagoano. Ambos já partiram para uma “guerra aberta”. Pelo Twitter, Renan detonou o tucano- “Se tiver de ser candidato, serei”, afirma Calheiros.“Se for contra Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, no Podemos, no DEM. Tasso continua patrimonialista, tudo que os brasileiros mostraram não querer mais.” Renan ainda acusa Jereissati de defender interesses familiares na “Casa”.


Oposição sem PT

A reação é consequência de uma suposta tentativa de Ciro e Cid Gomes de isolar o PT.  Pelo cálculo dos irmãos, Jair Bolsonaro iniciaria seu mandato com 20 senadores como base de apoio. A oposição teria 15. O restante (46) não expressaria posicionamento imediatamente. Tasso Jereissati poderia atrair nomes do PSDB, PP e DEM. Se derrotar Renan, seria um nome da oposição não petista no comando do Senado.


Apoio até da “Base”

O senador tucano poderia receber apoio até da base do próprio governo. O senador eleito Flávio Bolsonaro já declarou, em entrevista a uma emissora de TV, que é contra a candidatura de Renan Calheiros e citou Tasso Jereissati, Álvaro Dias, Esperidião Amin e Davi Alcolumbre como “merecedores” de seu apoio.


Voto Aberto

De outro lado o senador Lasier Martins, que protagonizou na semana passada um intenso bate boca com Renan Calheiros no Plenário, quer implantar o voto aberto para a presidência da Casa. Segundo Martins e outros senadores, o voto aberto diminuiria potencialmente as chances de Renan na disputa.

Postado por Painel Político

E a mea culpa, quem faz?

19.11.2018 às 13:15
Tânia Rêgo/Agência Brasil


E a mea culpa, quem faz?

Com 55% dos votos, Jair Bolsonaro (foto) se elegeu presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército, deputado federal de sete mandatos consecutivos pelo Rio de Janeiro, linha conservadora e bandeiras de extrema direita, levou no primeiro turno de políticos como Marina Silva, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e de novatos como João Amoedo e Boulos, além de Meirelles. Polarizou com o PT e foi ao segundo tempo com Haddad, numa campanha generalizada por fake news, discursos de ódio e muita violência.

Haddad, que obteve 29% dos votos no primeiro turno, acabou no segundo com 47% da votação total, mas grande parte desses votos não foi dada ao candidato petista, às suas propostas e muito menos ao seu partido. Foram votos contra Bolsonaro, o que significa que o professor Fernando Haddad não pode se insurgir como o novo comandante das oposições no país, a não ser que ele próprio faça a autocrítica que falta ao PT fazer desde, pelo menos, o impeachment de Dilma Rousseff.

E aí terá legitimidade para unir a esquerda e construir um palanque de resistência na Oposição. Caso contrário, vamos continuar a navegar em velhos e novos partidos, sem direção, a mercê de tantos outros bolsonaros na fragilizada política brasileira.

 

Tal qual

Em 2014, quando Aécio Neves perdeu a eleição no segundo turno para Dilma Rousseff, os petistas cobraram dos tucanos mais afoitos que aceitassem o resultado democrático das urnas sem mimimi. Pois agora, quando Haddad perde para Jair Bolsonaro, os eleitores e líderes do PT ameaçam protestos, ocupação, mobilizações públicas contra a vitória do candidato do PSL. Nada como uma eleição após a outra... 

Pacificação, urgente


Pacificação, urgente

A pauta urgente para o Brasil é a pacificação e ela independe de quem tenha sido eleito. A polarização entre o PT de Haddad e o anti-PT de Bolsonaro não permitiu que o processo eleitoral tivesse sido feito no debate de ideias e de propostas. A campanha foi feita de ataques e desqualificação de candidaturas. Mesmo assim, já concluída essa etapa, é hora de os partidos e lideranças brasileiras costurarem a paz política.



Bem na fita

O ex-deputado João Caldas (foto) é o político alagoano mais próximo do presi­dente eleito Jair Bolsonaro. Fez campanha para Bolsonaro desde o primeiro turno e será um importante intermediário do estado no Palácio do Planalto, assim como seu filho, deputado federal reeleito JHC. JC deverá também aproveitar bem esse novo status para conquistar espaços políticos em Alagoas. É aguardar para ver. 


Mandato coletivo
Alagoas elegeu Rodrigo Cunha o senador mais votado nesta eleição, com quase 900 mil votos. Deputado estadual, 37 anos, advogado por formação, Rodrigo leva para Brasília seu exemplo de superação pessoal após o assassinato de seus pais, a referência de um mandato diferenciado na Assembleia Legislativa do Estado, e propostas efetivas de combate à corrupção e a privilégios e de uma representação política que aproxime os alagoanos do Congresso Nacional. 


De olho em 2020
Dizem que o deputado federal Maurício Quintella aproveitará a boa votação em Maceió para se candidatar a prefeito em 2020. Na disputa ao Senado ele chegou em terceiro lugar, e garantem especialistas em eleições que mais uma semana de campanha e Maurício se elegeria no lugar de Renan Calheiros. Agora resta saber se para fazer esse caminho, ele segue com Renan Filho ou volta para o grupo de Rui Palmeira. 


Cadê o Pinto?
O delegado aposentado da Polícia Federal, Pinto de Luna, será que voltou a velejar? Nesse segundo turno da eleição presidencial, não se ouviu nem um piu do candidato derrotado ao Governo do Estado.


CURTAS
*Após essa eleição, todos os partidos políticos, em especial os maiores e com mais representação no Congresso Nacional, precisam se reinventar.

*Durante todo o primeiro turno eleitoral falou-se em cadastros e compra de votos. Com o resultado dos eleitos para a ALE e Câmara dos Deputados, qual o veredito?

E o Velho Chico...
Na edição passada, a matéria de Capa da Painel Alagoas (foto) foi um grito de socorro do Rio São Francisco. O jornalista Anivaldo Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, nos fala sobre a gravidade do Velho Chico, que sofre com a falta de ações que garantam a sua preservação.
“A morte de um rio é lenta, tortuosa, imprecisa, a gente sabe como começa, mas dificilmente a gente pode dizer quando termina”, adverte Anivaldo Miranda na reportagem, apontando a falta de saneamento básico em cidades ribeirinhas como a maior causa de poluição no rio.A matéria, do jornalista Carlos Amaral, traz ainda lendas sobre o Velho Chico, contando sua história e seus símbolos.


*Publicado originalmente na edição 22 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

A "Peste Golpista"

15.10.2018 às 12:56
Assessoria/Divulgação


“Peste Golpista”

Em Recife, o candidato a presidente da República, Ciro Gomes (foto), explicou em um comício porque não apareceu em Alagoas no período eleitoral.

É que seu partido, o PDT, fez coligação em Alagoas com o MDB do senador Renan Calheiros, a quem Ciro chamou publicamente de “peste golpista” e, portanto, estaria evitando ser fotografado ao lado do senador alagoano.

Pelas bandas de cá, o PDT passa muito bem obrigado no governo de Renan Filho e longe de se incomodar com o voto do pai do governador no impeachment de Dilma Rousseff.

Nada como uma boa acolhida no poder para se esquecer dos embates ideológicos na política.

Segundo turno

A prevalecer os números das pesquisas de intenção de voto, vai dar segundo turno na eleição presidencial. E a tendência é irem para essa disputa Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Resta saber para quem migrarão os votos de Marina Silva, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Geraldo Alckmin, João Amoedo, Henrique Meirelles e Álvaro Dias e qual a posição de cada um nesse embate. Em tempo de tanta intolerância, declarar voto e apoio a qualquer um dos dois parece hoje um grave risco. A intolerância já superou, de longe, o respeito à liberdade de opinião. 

Franciscanos

A candidata a deputada federal, Heloísa Helena (Rede Sustentabili­dade) e o candidato ao Senado, Rodrigo Cunha (PSDB), fazem campanhas franciscanas. Poucos recursos, muito corpo a corpo nas ruas, olho no olho com o eleitor, voluntários e coragem para enfrentar candidaturas cheias de dinheiro e poder político. 

Marina Silva, em Maceió

A candidata a presidente pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, passou por Maceió em sua agenda de campanha e fez um apelo aos alagoanos: “votem em Heloísa Helena para deputada federal, ela orgulha Alagoas e o Brasil”.

Sem mi-mi-mi

O ex-governador Teotonio tem todos os motivos do mundo para dar seu segundo voto ao Senado a Benedito de Lira. Em 2010, Biu foi seu companheiro de chapa majoritária, ajudou muito o seu segundo governo viabilizando recursos e projetos para Alagoas, e na eleição deste ano está numa coligação com o PSDB, além de ser eleitor de Geraldo Alckmin, candidato tucano à presidência do país e amigo pessoal do ex-governador alagoano.

O primeiro voto de Teotonio para senador, é de Rodrigo Cunha. 

“Renan, não”

O prefeito de Maceió e presidente do PSDB de Alagoas, Rui Palmeira, levantou há cerca de dez dias uma campanha contra a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB). O mote, “Renan, não”, é pelos 14 inquéritos que Renan responde por corrupção na Lava Jato. 


Atrás das grades

A Revista Painel Alagoas mostrou, em sua edição passada  a falta de ressocialização no sistema prisional de Alagoas, as dores e a desesperança de quem vive atrás das grades.

Familiares de presos revelam dificuldades e cobram posicionamento do Poder Judiciário na agilização das questões processuais.

São mais de 4.500 pessoas vivendo nos presídios alagoanos, um número que indica superlotação no sistema.

Especialistas em segurança pública, membros de órgãos públicos e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil avaliam as condições e a forma de gestão nesses locais, e o resultado revela que falta humanização e perspectivas de avanço para a inclusão de quem deixa a prisão após cumprir sua pena.


*Publicado originalmente na Coluna Palanque da edição 21 da Revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

Painel Alagoas - Um ano de resistência

10.09.2018 às 16:35


Um ano de resistência

Painel Alagoas faz um ano agora em setembro. Iniciamos como semanário, trazendo no foco a cidadania e o debate de temas sociais através do jornalismo. No início deste ano, optamos pelo formato revista, edição mensal, sem perder a história construída lá atrás, onde o nosso número zero (foto) retratou a vida da população de rua de Maceió, e os próximos números seguiram nessa mesma direção.

Não é fácil fazer jornalismo impresso quando a internet nos mostra, a cada dia, que essa é a plataforma de leitura dos dias atuais e futuros. E isso o nosso portal, Painel Notícias, nos revela permanentemente com os crescentes acessos de internautas de vários estados brasileiros e até de fora do país. Mas estamos dispostos a encarar o desafio e trazer para a impressão o que fazemos também virtualmente, com muita responsabilidade e compromisso com a informação e a opinião.

Em um ano nas bancas, Painel Alagoas agradece aos parceiros, colaboradores e leitores.

Rinha eleitoral

Os debates entre os candidatos majoritários há anos já não funcionam como plataforma de conhecimento de propostas. Alguns vão para as emissoras de televisão e de rádio feitos galos de briga, como se ali fosse um ringue de rinha, nada além disso. Lastimável, quase sempre não sobra nada para o eleitor avaliar, a não ser a grosseria, o destempero, e até os fake news levados pela maioria dos que se dispõem, através do nosso voto, administrar nosso estado, nosso país.

Coragem

Em Alagoas, dois candidatos têm legitimidade para usar a palavra coragem em suas campanhas. A ex-senadora e candidata a deputada federal, Heloísa Helena (Rede Sustentabilidade), e o deputado estadual e candidato ao Senado Rodrigo Cunha (PSDB). A ambos, casa bem o discurso com a prática de que seus princípios “são inegociáveis”.

A ONG secreta

A nossa edição de agosto trouxe como matéria de Capa o Povoado Torrões (foto), em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, que há cerca de dez anos ganhou como madrinha a ong “Amigos do Bem”, de São Paulo.

A instituição construiu casas, levou água, serviços médicos, escola e até uma casa de costura e uma de artesanato, entre outras ações.

 Há inclusive regras de convivência criadas pela ong e não há dúvida de que o povo e o lugar sofreram transformações positivas na qualidade de vida. A nossa equipe esteve lá, conversou com os moradores, mas estranhamente encontrou resistência da própria instituição em divulgar os benefícios que ela trouxe para o povoado (O material também está disponível em nosso portal painelnoticias.com.br).

Estranheza à parte, a reportagem mostrou que tudo é uma questão de gestão. Para o bem e para o mal. 

A imprensa nossa de todo dia

Há veículos de Comunicação em Alagoas que passaram os últimos três anos e meio sem nenhuma crítica ao atual governo do estado. Publicavam os releases positivos que chegavam do Palácio República dos Palmares, sem tirar, nem por, muito menos checar. Agora, andam danados no ataque, dia sim, dia sim, como se tudo de bom que publicaram no passado nunca tivesse existido. O motivo da mudança da água para o vinho? Uma disputa eleitoral, apenas isso.

Reaja Alagoas

Pegou onda a campanha Reaja Alagoas, do candidato a senador Rodrigo Cunha (PSDB). Muitos voluntários dessa candidatura estão abrindo em seus municípios a Casa Reaja, para debater e divulgar os compromissos de Rodrigo . A prevalecer a receptividade das ruas a Rodrigo, há uma tendência forte de os alagoanos mudarem sua representação no Senado Federal.

Serviços prestados

Os senadores candidatos à reeleição, Renan Calheiros (MDB) e Biu de Lira (PP), e o deputado e ex-ministro Maurício Quintella (PR), também candidato ao Senado, fazem campanha falando do que já fizeram pelo estado, a partir das emendas parlamentares. No caso de Quintella , ele soma a esse discurso o que trouxe para Alagoas como ministro dos Transportes.

Fora do palanque

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB a presidente do Brasil,  não deve vir ao estado de Alagoas na campanha eleitoral deste ano,  para não ter que subir num mesmo palanque com Fernando Collor. 

E Ciro segue, fazendo piada...

O presidenciável Ciro Gomes batizou de "Nome Limpo"sua proposta para quitar os débitos dos consumidores que estão com o nome sujo no SPC. Pelas contas do candidato, há atualmente cerca de 63 milhões de pessoas nesta situação, o que representa 30% da população brasileira. E ele explica: "Não se trata de dar dinheiro, trata-se de refinanciar depois de um grande desconto ajudado pelo governo federal", tipo, vai intermediar as negociações??? E garante que é sério!!!!!


* Publicado originalmente na coluna Palanque da edição nº 20 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

Bolsonaro e o legado do atentado

07.09.2018 às 14:28
Raysa Leite/ Tribuna de Minas


Atentado potencializa o desempenho do agora candidato "vítima de intolerância ideológica"


Adversários parando para...pensar

Após o atentado ao candidato à presidência, Jair Bolsonaro, passou a ser opinião comum entre “pensadores” das outras candidaturas, a potencialização do desempenho do agora “vítima de intolerância ideológica”.


No segundo turno com rejeição em queda

 O candidato do PSL está agora com presença,  praticamente garantida, no segundo turno da eleição presidencial. Admitem também os “pensadores” que, devido ao clamor emocional instalado após o atentado, a rejeição a Bolsonaro seja reduzida.Faz sentido pois enquanto estiver em recuperação, os fervorosos ataques de adversários, à sua candidatura devem ser interrompidos. Sua frágil condição clínica, nos primeiros momentos de recuperação estimulam solidariedade por parte do eleitorado (de Bolsonaro, de outros candidatos e dos indecisos). Nos próximos dias, mesmo impossibilitado de fazer campanha , deverá ser manchete em programas jornalísticos em rede nacional. Terá uma  exposição em horário nobre superior a dos outros candidatos e, vale dizer, na posição de vítima.


Ódio encruado

O “ataque” evidencia, com inevitável clareza, que o  ódio em “estado bruto” está encruado em partes da sociedade e torna, praticamente impossível, qualquer possibilidade de concordância entre partes “desiguais”.


Fracionamento que gera incertezas

O ambiente é de radicalização, revolta e muita incerteza e , de certa forma, os partidos políticos pouco fizeram para impedir que o clima chegasse à essa “elevada temperatura”.O fracionamento de várias candidaturas com alguma possibilidade de vencer a eleição, impede que qualquer facção se sobreponha impondo seus posicionamentos. É bom lembrar que nas eleições de 2002 a 2014 nunca aconteceu do presidente ser eleito com maioria absoluta de votos.


Daqui para frente...

O que se espera, em nome de um bom senso que parece inexistir até o momento, é um mínimo de diálogo entre os envolvidos ou poderemos ter ( se é que já não temos) um processo eleitoral violento marcado , inclusive, por derramanento de sangue.

Postado por Painel Político

Que "Ciro" foi esse?

13.08.2018 às 18:02
Reprodução/Facebook


O cearense Ciro Gomes (foto), candidato do PDT à presidência do Brasil, pegou ar numa entrevista à Rádio Difusora do Maranhão, mês passado, e fez uma fala surtada, própria do destempero que ele destila em toda campanha eleitoral que participa.

Dessa vez, numa piração total, Ciro disse que a liberdade de Lula depende de sua vitória nas urnas e para respaldar sua “promessa”, garantiu que se eleito, coloca juiz (certamente Sérgio Moro) e o Ministério Público na “caixinha” de cada um deles. Segundo o candidato, “só ele” pode restaurar a autoridade do “poder político”.

Numa confusão total de ideias, o pedetista chegou a declarar que “nós vamos manter a candidatura de Lula, continuar dizendo que ele é candidato”. Como nós??? Nesse caso, ele e Lula não disputarão o mesmo cargo???!!! E, mais pirado ainda, Ciro confessou que essa é uma estratégia do PT, com apoio dele, para, em setembro, se o Judiciário impedir de fato a candidatura de Lula, o ex-presidente possa declarar apoio a ele.

Ciro Gomes chegou a colocar a fala futura já na boca de Lula:

“Quando a Justiça disser que o Lula não é candidato, o Lula então dirá assim: 'Então se não vão deixar eu, vai ser fulano.”.

O fulano é, obviamente, o próprio Ciro Gomes.

Tal qual a música de Jojo Todynho:

“Samba

Na cara da inimiga

Vai, samba

Desfila com as amigas

Vai, samba

Na cara da inimiga

Vai, samba

Desfila com as amigas” 

Pelo espaço de poder

Desde o último dia 20 de julho até o dia 5 deste mês de agosto, os partidos políticos definem em convenções seus candidatos majoritários e proporcionais. Como nessa eleição ainda contam as coligações para eleger deputados estaduais e federais, as arrumações mostram na sua maioria que prevalecem as incoerências ideológicas em nome do espaço de poder. Direita e esquerda trocando santinhos e batendo chapas juntos, como se fossem parceiros de ideologia desde sempre, tipo, jacaré com cobra d’água formando palanque para adversário nenhum botar defeito. 

Desafios do TSE em 2018

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, tem afirmado que o combate à disseminação de notícias falsas é central. Ele informou que, entre as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral, estão as parcerias em que partidos políticos, imprensa e marqueteiros se comprometem em divulgar a verdade dos fatos ao longo da campanha deste ano.

“É imoral ganhar uma eleição destruindo a imagem alheia. É preciso ganhar por meios democráticos baseados no princípio da legalidade”, enfatizou Fux.

Ele espera contar com o apoio e bom-senso da própria sociedade, que deve checar as notícias junto a fontes confiáveis para, eventualmente, compartilhar. 

 “Não queremos que uma propaganda enganosa possa causar um dano irreversível a um candidato”, disse o ministro.

Tomara que dessa vez esse tipo de crime seja de fato combatido, porque historicamente o que mais se vê são danos irreversíveis a candidaturas, causados pelo abuso do poder econômico no uso contínuo da manipulação da mídia, entre outras coisas.

O Brasil de 1964

A desarrumação política em que se encontra hoje o Brasil da democracia conquistada a duras penas, acabou por provocar em alguns segmentos políticos a defesa da volta dos militares ao poder político. Com essa pauta, a Revista Painel Alagoas foi em busca do que pensam os alagoanos a respeito da ditadura militar como alternativa de comando político para o país. O arcebispo da Arquidiocese de Maceió, Dom Antônio Muniz, OAB/AL, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, advogados, sociólogos, partidos políticos e movimentos de direita no estado opinaram sobre a situação. A nossa reportagem entrou em grupos nas redes sociais que defendem a intervenção militar no país e mostrou, na edição passada, como esse pessoal se articula para mobilizar mais adeptos. Uma matéria que nos faz refletir e conhecer mais de perto o que representou esse sistema para os brasileiros durante 21 anos.

Diferente

A candidatura de Rodrigo Cunha (foto) ao Senado é de fato uma proposta diferente em Alagoas. Assim como tem sido seu mandato de deputado na Assembleia Legislativa do Estado, ele pautou sua pré-campanha em mostrar que é possível trabalhar na política com honestidade e compromisso, com um discurso que traz na fala o que pratica na vida real. Ao contrário de seus adversários mais fortes, cuja vida parece depender da vitória eleitoral, Rodrigo caminha na disputa com a serenidade de quem quer o mandato para continuar a ser um diferencial na política alagoana. Nada além disso.

Rui lança Guia para moradores de rua

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (foto), lançou o Guia de Serviços para a Cidadania da População em Situação de Rua. 

A publicação – que é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e foi construído em parceria com o Comitê Intersetorial de Acompa­nhamento e Monitoramento da Política Municipal para População em Situação de Rua em Maceió – faz uma compilação de todos os serviços disponíveis e dos direitos das pessoas que moram nas ruas da capital.

Segundo o prefeito, estima-se que nas ruas da capital vivam cerca de mil pessoas.

Era só o que faltava!

A Polícia Civil de Alagoas descobriu 10 casos de crime de extorsão vindos de uma quadrilha especializada em aplicar golpes na internet por meio de sedução. O fato acontece também em mais estados do Brasil, e entre as vítimas há políticos. A revelação é do delegado Thiago Prado, que comanda as investigações.

“Os criminosos criavam um perfil falso nas redes sociais se passando por mulheres muito bonitas e seduziam homens. Após isso, havia troca de fotos e vídeos íntimos, prática mais conhecida no popular como 'nudes'. E a partir desse momento, os bandidos ameaçavam divulgar tudo na internet, caso não fosse pago uma quantia em dinheiro”, explica o delegado.

Resta saber se, no caso dos políticos, a extorsão foi paga com propina da corrupção...

Robôs de Lula e Bolsonaro

Mais de 20% das interações nos debates no Twitter relacionados a Lula (foto) e Jair Bolsonaro (foto) são movidos por robôs— ou seja, contas automatizadas que simulam ser de pessoas reais, mas são operadas por máquinas. Foram analisados 5,4 milhões de tuítes. As interações motivadas pela ação de robôs corresponderam a 22,1% das postagens no Twitter de perfis ligados ao campo da esquerda, alinhados ao PT; outros 21,9% à esfera de direita conservadora, ligados à Bolsonaro; e 16,1% ao campo do centro e 3,99% à centro-esquerda, mas sem predomínio de nenhum candidato em particular. O levantamento foi realizado pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 22 de junho e 23 de julho, e divulgado no dia 25 de julho.

*De Heloísa Helena (foto), pré-candidata a deputada federal: 

"Espero que o banditismo político não seja tão forte no Estado de Alagoas ao ponto de roubar até a esperança do povo alagoano". 

* Deputado Maurício Quintella, pré-candidato ao Senado, ex-ministro dos Transportes, abre canal com a população através de sua página no facebook:

“Em Alagoas garantimos recursos para a duplicação da BR 101, dragamos o Porto de Maceió e realizamos outras obras que trouxeram melhorias para a população. Por isso, gostaria de saber qual obra a sua cidade necessita”. 

*Senador Biu de Lira, em pré-campanha pela reeleição, final de julho, em suas redes sociais:

“Levar moradia para as pessoas é realizar sonhos. Só em Palmeira dos Índios, foram investidos R$15 milhões nos conjuntos habitacionais Brivaldo Medeiros e Antônio Ribeiro. Que alegria levar moradia para tantas famílias. Obrigado pela confiança prefeito Júlio Cezar”. 

*Senador Renan Calheiros, depois de visitar Lula na cadeia, em Curitiba:

“Hoje visitei o ex-presidente Lula. Fomos levar nosso apoio. Ele está confiante de que provará sua inocência e vai reverter essa injustiça que lhe foi imposta. Essa prisão é um equívoco sem precedente que deixará marcas na nossa democracia”.


*Publicado originalmente na coluna Palanque da edição 19 da Revista painel Alagoas

Postado por Painel Político

Alagoas coloca em risco aliança nacional entre PP e PSDB

03.08.2018 às 13:47
Senador Benedito de Lira(PP/AL) e Deputado Federal Arthur Lira(PP/AL) - G1


Às vésperas de suas convenções, PSDB e PP podem não consolidar aliança nacional e o motivo seria a situação política em Alagoas.


"Fachada"

Sem apresentar um candidato de peso para disputar o governo contra o atual governador, a oposição , liderada por PSDB e PP, caminha para  ter uma “cabeça de chapa  de fachada” que dificilmente “incomodará” a reeleição de Renan Filho.


Boato & Realidade

Nos últimos dias um boato, que a princípio parecia ser “piada política” ,se encorpou e acabou virando realidade. O PP passou a sonhar com Fernando Collor candidato da oposição ao governo de Alagoas e jogou a “bomba” em colo tucano. Fontes do PSDB confirmaram que o ex-presidente se encontrou com o prefeito de Maceió (presidente estadual do PSDB) para discutir o assunto. No encontro, Rui Palmeira teria afirmado ser necessário consultar a executiva nacional do partido para firmar qualquer posicionamento.  Com o apoio do ex-governador Teotonio Vilela Filho , o comando nacional tucano rejeitou o apoio a Fernando Collor numa eventual candidatura ao governo.


Imposição local

Essa situação não é a única conflitante entre as duas legendas em Alagoas. Está em curso uma articulação pepista  que impõe a “não confirmação” da candidatura de Rodrigo Cunha (PSDB/AL) ao senado, como condição ao apoio do partido a Geraldo Alckmin à presidência da República. Entre boatos e negativas de membros do PP (liderados por Arthur Lira, filho de Benedito de Lira candidato do partido ao senado) o ex-governador Teotonio Vilela Filho voou para Brasília para se reunir com Alckmin e membros da executiva nacional do PSDB.


Ganhando Fôlego

A candidatura de Rodrigo Cunha, a princípio, parece ter algum fôlego apenas em Maceió e Arapiraca, cidade natal do candidato. Mas seu nome começa a ser conhecido em cidades do interior e eventuais e inesperados apoios podem ocorrer, principalmente em municípios onde ex-prefeitos não são aliados “de carteirinha” nem de Benedito de Lira nem de Renan Calheiros, principais candidatos do estado ao senado.


Suposição

Fontes do PP sugerem que atribuir a pressão do partido a Benedito de Lira, seria a “chave” de uma aliança branca entre Teotonio Vilela Filho(PSDB) e Renan Calheiros(MDB).


Consolidação 

A imposição do PP( considerada inaceitável pelo PSDB local) não deve, a princípio, se efetivar. Alheia a turbulência em Alagoas ,a aliança entre os dois partidos se consolida nacionalmente, com a indicação  da senadora Ana Amélia(PP/RS) a vice presidente de Geraldo Alckmin(PSDB/SP)

Postado por Painel Político

Quem quer ser vice?

24.07.2018 às 16:13
Josué Gomes e Janaína Paschoal - Reprodução - Montagem: Painel Político

 

Por entre as "sopas de letrinhas" que se transformam as coligações partidárias e a extensa diversidade ideológica, escolher com coerência   um candidato a vice-presidente, torna-se uma tarefa prá lá de complicada


Sem empolgação

O empresário mineiro Josué Gomes, filiado ao PR, não parece muito empolgado com a possibilidade de ser escolhido pelo Centrão, candidato a vice de Geraldo Alckmin(PSDB). Já avisou ao candidato tucano para “ficar à vontade”, caso se encante por outro nome.


Acenos petistas

Filho de José Alencar, ex-vice e aliado de Lula, Gomes enfrenta pressão do PT , que segundo informações da ala mineira do partido , pode acenar ao empresário com a vaga de vice do candidato ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ou até mesmo apoio à uma candidatura própria ao Senado , onde seu nome já teria 7% das intenções de voto.

Pelo PSDB  seu nome ajudaria a absorver o inevitável desgaste de Aécio Neves na legenda, mas  se aderir à uma candidatura apoiada pelo PT , romperá a aliança PR-PSDB em nível nacional.


Exitando

Outro nome que exita em aceitar o convite para vice-presidência é Janaína Paschoal. A jurista, que ficou conhecida nacionalmente por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment que afastou Dilma Rousseff da presidência,  informou a Jair Bolsonaro (PSL) que não tem certeza de querer ser vice.

Torcida do contra

Janaína já proferiu discursos contrários a radicalismos de seguidores  de Bolsonaro . Apoiadores da candidatura do ex-capitão torcem para que a jurista decline do convite, pois segundo eles sua imagem é muito ligada aos tucanos, o que poderia desfigurar a chapa encabeçada pelo PSL.

Postado por Painel Político

Coluna Palanque da edição 18 da Revista Painel Alagoas

16.07.2018 às 15:43
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Tapando o sol com a peneira

O deputado federal Ronaldo Lessa (foto), que se elegeu em 2014 no palanque dos Calheiros e de Collor de Melo, decidiu em 2016 apoiar a reeleição do prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Deixou o governo de Renan Filho e mudou-se de mala e cuia para a gestão de Rui, onde ocupou secretarias e órgãos municipais e era tratado como uma possibilidade do grupo para o Senado da República ou até mesmo para o Governo do Estado na eleição deste ano.

Aí, de uma hora para outra, enamorado de novas promessas do grupo antigo de 2014, resolveu voltar para os Calheiros. Pegou suas coisas e seu povo e de novo fez moradia no governo de Renan Filho, avisando ao prefeito Rui Palmeira, por uma mensagem de WhatsApp, que estaria, outra vez, do outro lado do campo.

Parece que alguma coisa deu errado e Lessa começou a solicitar audiências com o prefeito de Maceió, dando a entender ao Palácio do Governo que poderia vir, novamente (?) a compor com Rui nessa eleição, como uma alternativa do PSDB-PP para uma candidatura a governador.

Fontes ligadas ao prefeito garantiram ao Palanque que as duas vezes em que Lessa esteve com Rui, nenhuma delas se tratou de política partidária, de eleição ou coisa desse porte. A pauta dos dois encontros versou tão somente sobre as emendas da bancada de Alagoas na Câmara Federal e do próprio deputado para Maceió.

Ou seja, Ronaldo Lessa tentou se valorizar junto ao governador Renan Filho.

Se deu certo, só ele pode dizer. Mas, à luz da verdade, foi uma jogada antiga e mal calculada, porque Rui não entrou na pilha do parlamentar e a coisa ficou apenas nas especulações criadas pelo próprio Lessa na mídia.

Nada além disso.

A quem cabe os 60% do Fundef?

A prefeita da Barra de Santo Antônio, Emanuella Moura, é a única até agora, entre os chefes de executivos municipais de Alagoas, a defender os 60% do Fundef para os professores. Em audiência pública com a categoria, mês passado em Maceió, convocada pelo deputado federal JHC, Emanuella se comprometeu a fazer esse repasse em seu município, caso haja suporte legal para isso. Os municípios estão recebendo esses recursos através de precatórios e o valor total para todo o País chega a R$ 90 bilhões.

No páreo?

O senador Fernando Collor, até a semana passada, garantia sua pré-candidatura a presidente da República. E, ao seu jornal, a Gazeta de Alagoas, ele declarou: “Estou muito animado. A pré-campanha está indo muito bem, graças a Deus. Eu respeito todos os nomes que estão aí colocados, mas acredito que como ex-presidente da República posso contribuir com a minha experiência na construção de um país melhor. Tenho experiência administrativa e os resultados que consegui na Presidência da República mostram que sei como fazer. Vamos debater todos esses temas no momento oportuno, viajando o País e divulgando nas redes sociais”.

A dança das cadeiras

Só há duas vagas para o Senado da República, disputadas por pelo menos quatro candidaturas fortes segundo pesquisas de intenção de voto: os já senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, e os deputados Rodrigo Cunha (estadual) e Maurício Quintella (federal e ex-ministro). Dois deles ficarão sem mandato, qual a aposta do momento para quem perde e quem ganha? Será que essa eleição vai mesmo diferenciar o joio do trigo ou será tudo dantes, como no quartel de Abrantes?

“Se eu ganhar as eleições, venceu uma professora, mulher, ex-seringueira, negra, graças à consciência do povo brasileiro” (Marina Silva, pré-candidata a presidente do Brasil pela Rede Sustentabilidade).

“Quero ser o presidente do povo brasileiro, dos empresários que geram emprego, do povo trabalhador, sacrificado do Brasil, muitas vezes injustiçado” (Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB).

“Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições, não o vestibular”. (Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, pelo PSL).

“Devemo-nos unir para evitar que o povo tenha de escolher entre o ruim e o menos pior”(FHC, ex-presidente do Brasil, presidente de honra do PSDB Nacional).


Mandato devolvido

O Pastor João Luiz (foto) teve o mandato de deputado estadual devolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por determinação do presidente, ministro Luiz Fux, dia 29 de junho passado.  Em 2017, o Pastor foi afastado por decisão monocrática do ministro Napoleão Nunes Maia, enquanto recursava no TSE contra sentença do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas que o cassou e o tornou inelegível por oito anos. Fux fez valer o efeito suspensivo, que garante ao parlamentar se manter no cargo até julgamento final do mérito. 

Pero si, pero no

O deputado Marx Beltrão andou pra lá, pra cá, deu meia volta várias vezes, mas decidiu continuar junto dos Calheiros. É fato que para o parlamentar é bem mais cômodo estar em campo que já conhece, mesmo que para isso tenha que adiar para (bem) longe o projeto do Senado. Espera, ao lado dos governistas, assegurar sua reeleição à Câmara Federal. 

Duas campanhas

O eleitor vai conviver com duas campanhas de um mesmo candidato na eleição deste ano.  A de rua, olho no olho, aperto de mão, tapinha no ombro, e a das redes sociais, mais trabalhada, vídeos criativos, frases de efeito, conversa virtual com o candidato através de assessorias. E, claro, o velho e bom horário gratuito eleitoral, mais visível para as campanhas majoritárias que conseguirem um bom tempo de rádio e TV. É esperar para ver de onde virá a definição do voto.

Fora de pauta

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, deixou fora da pauta de agosto, quando o tribunal retorna do recesso, o pedido da defesa do ex-presidente Lula para libertá-lo ou substituir a prisão por medidas cautelares. A matéria vai a julgamento em plenário por decisão do ministro Edson Fachin, mas ainda não há data prevista para a análise.

Excluídos

Nenhum dos três senadores de Alagoas (Renan Calheiros, Biu de Lira e Collor de Mello) pode ser votado para o Prêmio Congresso Em foco 2018, que acontece anualmente, promovido pelo site congressoemfoco.com.br.

O motivo: foram excluídos da relação os congressistas denunciados pelo Ministério Público ou que sejam alvo de ações penais e inquéritos em andamento. 

Pela primeira vez serão levados em conta, além dos procedimentos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações remetidas pela mais alta corte do país a instâncias inferiores em razão do novo entendimento sobre o foro privilegiado.

Decolando na pré-candidatura

O deputado estadual Isnaldo Bulhões, pré-candidato a federal, herdou os redutos eleitorais de Maurício Quintella (foto) em várias regiões do estado e é, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, o preferido nos municípios do Sertão. Ou seja, caminha bem para substituir Maurício na Câmara dos Deputados, caso a carruagem não mude o andar.

Mala cheia

Conversa rola solta nos bastidores da política alagoana: tem deputado federal, candidato à reeleição, topado de dinheiro para comprar apoios e votos. Tipo, deverá ser o mais votado e arrastar mais uns dois de sua coligação. Isso, se não for flagrado pela Polícia Federal e Ministério Público.

Ficha limpa

Quando se fala em político alagoano ficha limpa, na disputa eleitoral deste ano, dos que já tiveram ou têm mandatos apenas três nomes se destacam: Heloísa Helena e Thomaz Nonô, pré-candidatos a deputado federal, e Rodrigo Cunha, pré-candidato ao Senado. 

Data marcada

Os partidos políticos farão suas convenções para a eleição deste ano, de 20 de julho a 5 de agosto. Até lá, muita coisa ainda pode acontecer na formação das chapas proporcionais e majoritárias. Nem tudo o que reluz é outro, é bom que se diga.

Sentenciado

Por unanimidade, o TSE acolheu proposta do ministro Luís Roberto Barroso. Com a decisão, fica proibido o emprego dos valores destinados a campanhas femininas para beneficiar candidaturas masculinas. 

Os tetos de campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou em seu Portal na internet, os tetos de gastos de campanha eleitoral por cargo eletivo e os limites quantitativos para contratação de pessoal a serviço das campanhas nas Eleições 2018. Os tetos de gastos de campanha para os cargos de presidente da República, deputado federal e deputado estadual/distrital foram fixados em valores absolutos pela última reforma eleitoral promovida pela Lei nº 13.488, de 6 de outubro de 2017.

Os maiores limites estão previstos para o cargo de presidente da República, sendo de R$ 70 milhões para o primeiro turno das eleições, com acréscimo de R$ 35 milhões na hipótese de realização de segundo turno.

Nas campanhas para o cargo de deputado federal, foi fixado o teto de gastos de R$ 2,5 milhões. E, no caso dos candidatos a deputado estadual ou distrital, o valor máximo a ser gasto é de R$ 1 milhão.

Já para os cargos de governador de Estado e do Distrito Federal e de senador da República, os limites de gastos vão variar de acordo com o eleitorado da respectiva unidade da Federação. Por exemplo, nos estados com até um milhão de eleitores, as campanhas para o governo estadual devem respeitar o teto de R$ 2,8 milhões.


Jornalismo investigativo na pauta

A edição passada da Revista Painel Alagoas trouxe uma entrevista exclusiva com Baixinho Boiadeiro, foragido da Justiça, acusado pela polícia estadual de matar Tony Pretinho, em dezembro de 2017. A reportagem destacou os quase 20 anos de confronto entre as famílias Dantas e Boiadeiro, os bastidores do clima de tensão que tomou conta de Batalha desde o final do ano passado, e a ligação da denúncia de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa de Alagoas com esse cenário de crimes e medo. Segundo Baixinho, ele não se entrega porque teme morrer, e sustenta sua afirmativa: “a polícia trabalha para acabar comigo”. Ainda na mesma edição, Painel Alagoas mostrou o Complexo Cultural Teatro Deodoro como uma fábrica de sonhos, e a história de Frida Kahio, por trás do mito. 

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Multinacionais na mira da Operação Lava Jato

06.07.2018 às 13:37
Daurio Speranzini Jr/GE Heathcare/Divulgação


Executivos de empresas do setor-médico hospitalar e ex-secretário de Sérgio Cabral podem estar envolvidos em esquema de fraude bilionário


Licitações Fraudulentas

Daurio Speranzini  Jr. , CEO da General Eletric Healthcare para a América Latina foi preso  no Rio de Janeiro, em operação da “Lava Jato”. O executivo é suspeito de atuar em fraudes em licitação de equipamentos para o Instituto Nacional de Traumatologia, quando era diretor da área de serviços da Philips no Brasil.


Sobrepreço e Propina

Para o Ministério Público, um cartel de fornecedores internacionais cobrava sobrepreço para viabilizar propina. No comando das  ações estaria o empresário Miguel Iskin, grande distribuidor de material médico-hospitalar, parceiro de Sérgio Côrtes, dirigente do Into e secretário de Saúde no governo de Sérgio Cabral. Segundo matéria publicada em “O Globo” o esquema pode ter movimentado R$ 1,5 bilhão entre 1996 e 2017.


20 suspeitos presos

Speranzini , Iskin e outros dezoito envolvidos no esquema estão presos. Sérgio Côrtes foi preso no ano passado, mas desde fevereiro está em liberdade graças a um despacho do ministro Gilmar Mendes.

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