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20/01/2020 às 09h23

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Cinema de Maceió ganha o mundo em 2020

A Comunidade Cultural de Maceió tem muito o que comemorar nessa passagem de 2019/20.


*Vinícius Palmeira

Depois de um mês de espetáculos da Cultura Popular na Orla de Pajuçara, com o Natal dos Folguedos , um mês de programação e dois ricos Cortejos Culturais, com mais de 5 mil pessoas trajadas, agora é a vez do segmento do audiovisual da cidade vibrar com a seleção de quatro curtas e um longametragem (o primeiro produzido em Maceió) para dois grandes festivais internacionais de cinema: a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Festival Internacional de Cinema de Roterdã, na Holanda.


Seguido por um ano extremamente importante para a produção audiovisual de Maceió, o Setor recebeu, em 2019, incentivos inéditos através de um edital publicado pelo governo municipal em parceria com a Ancine de R$ 6.000.000, como parte integrante das políticas de Arranjos Regionais de incentivo para o Audiovisual - que conta ainda com a participação do governo estadual e do município de Arapiraca, somando mais R$ 9 milhões de investimentos inéditos na cadeia produtiva local.


Da parte da contrapartida do município de Maceió, a Fundação Municipal de Ação Cultural – FMAC pagou, agora em dezembro, o R$ 1 milhão comprometidos para a  produção de doze curtas-metragens e oito cineclubes, selecionados pelo edital retro mencionado.


No início de dezembro passado, o segmento realizou para plateias sempre lotadas a X Mostra Sururu de Cinema Alagoano, com a apresentação no resistente Cine Arte Pajuçara, de 29 filmes locais. Em seu décimo ano, a Mostra Sururu esbanjou maturidade, apresentando um elenco de curtas com notória qualidade e forte carga de emoção, própria de um setor que cresce em todo o país, conforme demonstram números recentemente divulgados pelo IBGE: a cultura no Brasil corresponde a 3,5% do PIB brasileiro, o que representa 226 bilhões de reais. 42% da composição desse indicador corresponde aos preços e atividades do audiovisual.


Agora o audiovisual da cidade ganhará o mundo em 2020. O curta “Como Ficamos na Mesma Altura” (Edital Secult – AL), de Laís Araújo, foi selecionado, a convite, pelo importantíssimo Festival Internacional de Cinema de Roterdã, na Holanda - um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo. A cineasta, também ganhadora de um dos três longas do Edital de Maceió com o filme “Marina” teve o roteiro deste selecionado pelo Hubert Bals Fund, um Fundo do Festival de Roterdã. Enfim, algo do tipo “uma coisa dessa puxou a outra”, com a arte de nossa Laís indo para o mundo. Não menos relevante, entusiasma a inédita seleção de um longametragem e mais três curtas para a representativa Mostra de Cinema de Tiradentes, de 24/janeiro a 1 de fevereiro de 2020. Um festival que reúne na cidade mineira a nata da crítica e da curadoria de cinema do Brasil e do exterior.


“Cavalo”, de Werner Salles e Ra­fhael Barbosa, primeiro longa-metragem de Maceió, estreará no dia 1º de fevereiro em Tiradentes. A dupla de cineastas também é vencedora do Edital de Audiovisual de Maceió com o longa-animação “Utopia”.


Para a programação da Mostra de Tiradentes também foram selecionados os curtas “A Barca”, de Nilton Resende;  “Trincheira”, de Paulo Silver; e Ilhas de Calor, do talentosíssimo cineasta Ulisses Artur, do mesmo modo contemplado no Edital do Audiovisual de Maceió com o projeto de longametragem “Não Estamos Sonhando”.


Podemos afirmar que essa demonstração de força da produção e realizações do audiovisual de Maceió está apenas começando a colocar a cara no mundo. Com o resultado do último edital muito mais é esperado. O aquecimento do setor tem na manga a produção de doze curtas, três medias-metragens, três longas, oito cineclubes, e três festivais, além de quatro cursos de capacitação, todos projetos com execuções previstas pra o decorrer dos próximos dois anos. E todos derivados apenas do Edital do Audiovisual de Maceió. A esta pujante produção, serão acrescentados os resultados dos editais de Arapiraca e da Secult – AL, ainda em curso, para o desenvolvimento definitivo do cinema em Alagoas.


* Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural

*Publicado originalmente na edição 36 da revista Painel Alagoas


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