Dólar com. 3,791
IBovespa 0.84
18 de março de 2019
min. 27º máx. 32º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Polícia identifica turco de 37 anos como suspeito de ataque na Holanda
19/11/2018 às 12h38

Blogs

O desafio de cara do Governo Bolsonaro


O governo de Jair Bolsonaro enfrentará de cara um dos maiores problemas do país: o déficit público, com previsão de meta para finalizar este ano na ordem de R$ 161, 3 bilhões. Não há mágica para solucionar essa questão e as estratégias contra esse desaguamento exigirão medidas duras na contenção dos gastos públicos, muito além das liberais reformas prometidas pelo presidente eleito em campanha.

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em setembro, de acordo com dados divulgados no último dia 29 pelo Banco Central (BC). 

O déficit primário – receitas menos despesas, sem considerar gastos com juros – ficou em R$ 24,621 bilhões, resultado 15,8% maior do que de igual período de 2017, quando chegou a R$ 21,259 bilhões.

Em setembro, o resultado negativo do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) chegou a R$ 24,292 bilhões. Os governos estaduais registraram déficit de R$ 872 milhões, e os municipais, superávit de R$ 77 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 466 milhões no mês passado.
Nos nove meses do ano, houve déficit primário de R$ 59,321 bilhões, contra resultado também negativo de R$ 82,110 bilhões em igual período de 2017.

No acumulado em 12 meses encerrados em setembro, as contas públicas ficaram com saldo negativo de R$ 87,794 bilhões, o que corresponde a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
A meta para o setor público consolidado é de déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano.

Os gastos com juros ficaram em R$ 14,552 bilhões em setembro, contra R$ 32,049 bilhões no mesmo mês de 2017.
O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 39,173 bilhões no mês passado ante R$ 53,309 bilhões de setembro de 2017.

De janeiro a setembro, o resultado nominal ficou negativo em R$ 362,663 bilhões, ante R$ 385,236 bilhões em igual período do ano passado. Em 12 meses, o déficit nominal ficou em R$ 488,835 bilhões, o que corresponde a 7,2% do PIB.

Já a dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,543 trilhões em setembro, o que corresponde 52,2% do PIB, com aumento de 1 ponto percentual em relação a agosto (51,2% do PIB).
Em setembro, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,246 trilhões ou 77,2% do PIB, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a agosto.É a prova dos nove para quem se elegeu prometendo resgatar a economia nacional.


*Publicado originalmente na edição 22 da revista Painel Alagoas


Painel Opinativo por Opinião & Expressão

Espaço para postagens de opinião e expressão dos internautas

Todos os direitos reservados
- 2009-2019 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]