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14/09/2019 às 17h07

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Machismo que mata

Reprodução

Há 10 anos atrás, iniciei meu trabalho no consultório de psicologia e no serviço de saúde mental. Eu observava a demanda feminina em busca de melhores relacionamentos, autoconhecimento ou soluções de problemas, enquanto os homens eram levados, em sua grande maioria, pelas parceiras e filhos e apresentavam quadros severos de transtornos mentais.

O ano é 2019 e ainda não mudou os motivos da busca por terapia, tanto para as mulheres quanto para os homens. Elas por espontânea vontade e por autoconhecimento. Eles, quando em crise, seja no casamento, financeira ou as duas coisas.

Os homens foram construídos dentro de um modelo que não se podia chorar, demonstrar seus medos, ter a sexualidade questionada e julgada a todo momento. E esse homem precisava manter toda à família pois "mulher minha não trabalha". Criança, já era obrigado a ter acesso a pornografia, "pois o homem para ser homem precisa observar bem, ter performance" e isso termina por criar um ser irreal, de altas expectativas e grandes preconceitos, além de uma imagem sobre o sexo baseada em fantasias.

Desconstruir esse homem ainda é um caminho longo pela frente, um modelo que acompanha há várias gerações. O machismo mata sim, eu vi e vejo muitos morrendo por dentro. 

Se está se sentindo dessa forma, busque ajuda especializada. É se conhecendo melhor, que podemos nos tornar pessoas mais sãs e menos preconceituosas. 


Fonte: Jacqueline Pino


Hólus por Jacqueline Pino

Psicóloga

Especialista em saúde mental

Consteladora familiar sistêmica

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