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Movimentos da Vida

22.07.2020 às 21:05
Imagens: Reprodução

Em 1998, conheci Fafá Cavalli, gaúcha, fera da decoração e especialista em tapetes orientais que veio pra Maceió com seu filho Fredherico, que na época, tinha entre 4 e 5 anos. Ambos precisavam trocar o frio do Sul pelo calor e os ares do Nordeste.

Logo ficamos amigos, e qual foi minha alegria quando conheci o talento de seu irmão Luiz Cavalli, cujas obras foram se destacando no mercado artístico com estilo próprio, pessoal e intransferível. Confirmando seu nome além das fronteiras brasileiras, ele, entre os artistas convidados para imprimir seus trabalhos em cartazes e participar de exposição oficial de cartazes da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul, e obviamente, foi matéria que publiquei no blog e na coluna que eu assinava na época.

Seus pincéis são livres, tanto quanto os fortes traços circulares, carregados de vida e movimentos, plenos com as cores da alma. Luiz Cavalli imprime personalidade com suas cenas urbanas, repletas de carrinhos de ambulantes, figuras humanas, lambretas, cadeiras... mas as bicicletas roubam a cena, como marca registrada.

Sua Arte vem sendo atração nas + importantes galerias nacionais e internacionais, valorizada com exposições individuais e coletivas, incluindo Bienais mundo afora, enriquecendo seu currículo com inúmeros prêmios.

Telas de Luiz Cavalli já ganharam destaque no Domingão do Faustão, tornando seu trabalho ainda + conhecido do grande público. E qual foi minha alegria quando, nesta última 2a-feira, reconheci seus vigorosos e coloridos traços no Encontro com Fátima Bernardes, onde serão cenário durante esta semana. Ela, que não economizou adjetivos e superlativos ao apresentar a obra de Cavalli.

Com certeza, para qualquer artista, ver sua obra ser reconhecida na tela do maior canal de televisão do Brasil, só agrega ainda + valor ao nome deste brasileiro que deixa a vida + bonita e reflexiva, inclusive.

E com todos estes movimentos de acrílico sobre telas, movimentos ainda maiores de Luiz Cavalli pelo globo. E na Globo.

Postado por Felipe Camelo

Aplausos e Vaias

21.07.2020 às 19:04
Imagens: Reprodução

Confesso que esta será postagem atípica, na qual homenageio os cidadãos que arriscam suas vidas e as de seus familiares trabalhando incansavelmente para evitar + contaminações e salvar as vidas de quem já foi infectado.

Esta pandemia está mostrando a importância de servidores e prestadores de serviços até então, bem desvalorizados. Pouco reconhecidos. Sim, estou ‘falando’ de fiscais/servidores públicos, que vem sendo absurdamente agredidos por seres desumanos que explicitam publicamente, ignorância, soberba, arrogância, preconceito, violência, deselegância, cafonice...

Há algumas semanas, casal carioca que ignorantemente, acha que o termo “cidadão” é pejorativo, resolveu jogar suas frustrações em cima de alguém a quem jugam inferior. Alguém que estava ali, trabalhando pelo bem de todos.

Ontem, foi a vez de 1 tal desembargador paulista, que, como os cariocas, se recusa ao uso de máscara, arriscando vidas, inclusive as deles. Ê “burrice”!!! Literalmente o cúmulo da ignorância, nos 2 sinistros casos.

Ambos, confirmam que nosso Brasil segue no mesmo tenebroso espírito escravagista. Em pleno 2020. Confesso que me horroriza alguém se achar superior aos outros por vários motivos. Status social, cor da pele, a textura dos cabelos, o poder, a condição financeira... tudo é justificativa para praticar gratuitas agressões e humilhações.

Me flagrei pensando que, com a ignorância (e demais lamentáveis e imperdoáveis agressões), confirma que a certeza da impunidade faz parte do caráter, ou da falta de.

Enquanto médicos, enfermeiros, maqueiros, condutores de ambulância, coveiros... põem suas próprias vidas em risco, estes abjetos e desprezíveis seres estão tão confiantes em seu poder que não se intimidam com a repercussão que suas atitudes podem causar em suas vidas.

Graças ao poder dos equipamentos tecnológicos, tudo é devidamente registrado, e fatalmente, eternizado na Internet. O alcance e o poder das redes sociais são implacáveis, e com certeza, estes miseráveis agressores ficam incrivelmente famosos.

Mas, entre as absurdas características deste comportamento, a falta de humildade e inteligência, já que, apesar da planetária abrangência, estes infelizes não aprendem.

Tanto no caso dos cariocas quanto no paulista, observei que, em entrevistas, não demonstraram arrependimento. Pelo contrário, todos se recusam a pedir desculpas aos agredidos.   Apesar de tantos comentários negativos, seguem se achando superiores, e que não precisam agir como pessoas ‘normais’, que precisam ser gentis, educados, humildes...

Assim, nesta postagem, meu respeito aos que se mostram civilizados e altruístas, que se importam com a vida dos outros, praticando, entre nobres sentimentos, a empatia. Sim, nos colocarmos no lugar dos outros é 1 das lições de Jesus Cristo, atitude que poucos praticam. E, além do meu aplauso aos que se importam com a vida, minha + sonora vaia aos ignorantes que vão precisar de muitas “porradas” da vida, mas, infelizmente, nem assim, aprendem.

Confirmo que preferia estar escrevendo sobre beleza, leveza, fluidez... mas utilizar este nobre espaço para dar minha sincera opinião, tentando chamar atenção para a desumanidade de alguns, é meu dever. Como jornalista apaixonado pela vida e pelas pessoas, contribuir para o crescimento e evolução da espécie ‘dita’ humana, é também minha função. E não posso, nem vou, me furtar.

Claro que não quero provocar nenhum linchamento, mas compartilhar e repercutir estas desumanas e imperdoáveis atitudes, pode ser a opção que temos para chamar atenção para a necessidade de sermos todos, humanos, civilizados, solidários. Concordam??? Tomara!!!

Postado por Felipe Camelo

Se já era bom, agora então...

20.07.2020 às 17:15
Fotos: Acervo Pessoal/Reprodução

Claro que em todas as cidades do interior, assim como na paraibana Picuí, a feira livre movimenta a economia e as atividades. Especialmente na casa  de dona Joana, que tinha privilegiada localização.

E lá, ninguém parava, começando por ela, que nos dias da feira, a vida toda, transformava a sala num café, ficando conhecida como “dona Joaninha do café”, por feirantes e compradores. Sua filha Fátima também fera na cozinha, preparava inclusive coxinhas e brigadeiros, servidos também nas festas e jantares no buffet da melhor amiga, Telma.

Paralelo a isso, o genro de dona Joaninha, Mero, vendia carnes na feira, e no meio disso tudo, entre panelas e caçarolas, assando castanhas pra pé-de-moleque, ralando milhos, fechando pastéis, enchendo os saquinhos de ‘flau’... seu neto, o pequeno Wanderson, que cresceu observando, perguntando, aprendendo, fazendo. Em 1989, a vida trouxe Mero e Fátima pra Maceió, onde compraram 1 restaurante.

Entre 2000 e 2001, Wanderson resolveu investir num curso de cozinheiro-auxiliar no Senac, e foi inventando, se arriscando, desenvolvendo novos pratos pr’o restaurante dos pais, e o sucesso foi acontecendo, até que, em 2.002, começou a participar de festivais, e dos eventos que Reinaldo Almeida promovia, ele que não era chef, mas sempre gostou muito de gastronomia e identificou o talento do jovem cozinheiro. Focado em aprender, Wanderson se oferecia para ajudar na preparação de pratos servidos em congressos e eventos. Mantinha uniforme na mochila, e estava sempre pronto e disposto ao trabalho. Assim, este grande aprendizado o transformou num verdadeiro criador.

Não foi por acaso que seu nome atravessou divisas e fronteiras, principalmente quando foi parar na TV, ficando conhecido nacionalmente como “chef queridinho” de ninguém menos que Ana Maria Braga. De lá pra cá, coleciona sucessos, já tendo sido convidado pra assinar cardápio em cruzeiros, comandando batalhão de auxiliares, preparando milhares de pratos. Sim, porque em navio, são milhares, literalmente. E ao mesmo tempo, sem atraso.

Wanderson foi também se destacando pelos exclusivos buffets que servia em badaladérrimos casamentos, surgindo sua nova marca, WGourmet, num cardápio totalmente diferente do que servia no Picuí, casa que se reinventa aos 31 anos. Tudo tão incrível, que, em vários prêmios nacionais, foi eleito “Banqueteiro do Ano”.

Claro que, nesta pandemia, se manteve ativo, com serviço de “delivery”. Eu mesmo, comprovo a excelência de tudo que ele entrega em casa. Assim como os demais restaurantes de Maceió, estas últimas semanas foram de adaptação aos “novos tempos”, incluindo vários itens de total higienização, reforçando as ações que sempre praticou. E seguindo as orientações dos órgãos de saúde e vigilância sanitária, Wanderson e equipe, felizes da vida, prontos para receber com absoluto grau de segurança.

Do tapete de higienização na entrada, das garrafinhas com álcool em gel nas mesas, as embalagens individuais para louça e talheres, dispositivos automáticos nas pias dos banheiros... tudo, literalmente, preparado com alto grau de desinfecção de ambientes e superfícies, distanciamento de 3m entre as mesas, equipamentos de proteção individual para todos os funcionários...

E festejando este momento de reabertura, supernovidade. Pratos que, até agora, eram exclusivos dos eventos com assinatura WGourmet, agora estão oficialmente no menu Picuí. Como a incrível “Lagosta Gratinada”, e a transcendental  “Paella dos Milagres”, incluindo camarões, lagostas, lulas e polvos, que se destaca entre todas as delicias do cardápio fixo. Entre as sobremesas, o sorvete de tapioca com mel de engenho segue provocando gemidos e profundos suspiros.

Claro que este seguimento de “comer e beber fora de casa” movimenta muito a economia, e este momento de reabertura era ansiosamente aguardado por todos, incluindo empresários, funcionários, fornecedores e clientes. E para que esta flexibilidade no isolamento social não tenha vida curta, só depende da gente. É manter atenção e todos os devidos cuidados.

Na figura de Wanderson, minha admiração, amizade e respeito aos cozinheiros e chefs que atuam em Alagoas, que deixam a Vida + saborosa!!!

Postado por Felipe Camelo

Sobrevivência

17.07.2020 às 20:24
Felipe Camelo

Se sempre fui muito observador da natureza humana e do comportamento das pessoas, ainda + agora. Nesta quarentena de 4 meses, o que não me falta é tempo pra pensar em tudo que vivi nos meus quase 60 anos.

Somos, comprovadamente, a única espécie racional, dotados de inteligência e raciocínio, poder de pensamento. E fico horrorizado com a explicita falta de um ponto fundamental para existir, o tal do instinto de preservação da vida, da “raça”. Questão de sobrevivência.

Claro que é fato, morreremos, mas não é por isso que não precisamos nos preocupar com o coletivo. Com as gerações futuras. Com a espécie. Impossível viver sozinho, fazemos parte da população como um todo, e é prioritário não se arriscar nem por em risco as vidas dos outros.

Com tantas informações sobre a necessidade de, nesta pandemia, manter isolamento e o uso de equipamentos de proteção individual, evitando se infectar nem contaminar outras pessoas, já que muito pouca gente fez e teste e sem ele, não temos como saber se estamos positivos ou não.

Com tanta pressão para que indústria, comércio, serviços... sejam liberados, o que tenho visto é muita gente agindo como se não estivéssemos em plena pandemia mundial e o mortal Coronavírus provando que não é “histeria” nem “gripezinha”.

Estou isolado e só saio para comprar mantimentos e remédios, pagar contas. Hj, vi que as piscinas de Maragogi reabriram, o Turismo agradece. E também hoje, fui ao supermercado do Parque Shopping e levar umas coisas pra casa de minha mãe. Movimento na orla, da Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, com ciclista, skatista, corredor, gente de exercitando nas estações de ginástica... é aterrorizante. Pouquíssimas pessoas usavam máscara. Já li sobre, quando corremos, por exemplo, deixamos um “rastro” de 10 metros de gotículas de saliva. E nelas, o implacável Covid-19.

Com cobertura permanente na Imprensa e Internet, com informações permanentemente atualizadas, impossível dizer “eita, não sabia”. O distanciamento entre todos, hábitos permanente de higienização e usar máscara o tempo todo são regras repetidas exaustivamente. Acho o fim, achar que não precisa se preocupar com a comunidade, a sociedade. Todos temos que ter compromisso e preocupação constante em se preservar e a responsabilidade de preservar os outros também.

Amor ao próximo deve ser praticado, assim como o amor próprio. Infelizmente, a grande maioria das cidades que relaxaram o isolamento, teve que engatar marcha-ré, já que o povo abusou “na vida normal”, como se o vírus tivesse controlado, e não se cuidaram. Eu me sentiria muito desconfortável em não respeitar o que a ciência e a medicina confirmam, sem o uso permanente da máscaras, impossível combater, já que ainda não há vacina nem remédio.

É no mínimo cafona, sai arriscando, inclusive a si. Pensem nisso, usem máscara e mantenham distanciamento social. Por vc mesmo, pelos seus parentes e amigos, por mim, por todos!!! A Vida agradece!!!

Postado por Felipe Camelo

Verde é Vida

16.07.2020 às 17:52
Fotos: Reprodução

Antigamente, não existia consciência da importância de se preservar o Meio Ambiente para preservar Vidas, inclusive humanas.

Tanto que expressões populares que faziam parte do vocabulário não podem nem devem + serem ditas, muito menos repetidas. Como “atrás de todo homem, 1 mulher”, por exemplo. Mulheres e homens estão lada a lado.

Outro absurdo que deve ser definitivamente abolido, “não presta, joga no mato”. Mas de jeito algum. + que crime contra a Natureza, é contra a Humanidade. Mato não é lixeira, e esta de “joga fora”, não tem fora, só tem dentro, no planeta. Já sabemos que, o que não presta, deve ser transformado e reaproveitado. No mato, só bicho. Solto, vivo, procriando, para assim, preservar a Vida.

Estamos vivendo triste momento no Brasil, com crimes ambientais de varias naturezas (sic!) sendo explicitamente praticados, escandalizando. E só se pode parar estes absurdos que vão, fatalmente, vitimar a população, com movimentos de união e inclusão. Esta “conta” é de todos nós. E nesta luta, não existe “indiretamente” envolvido, afinal, todos seremos afetados, consequentemente, diretamente.

Como agora, aqui no loteamento onde moro, o Gurgury, em Guaxuma. Claro que temos consciência da necessidade de ampliação da AL101Norte, mas fomos surpreendidos com a súbita informação sobre alteração no novo traçado do trecho 3, projeto apresentado em audiência pública realizada em 2016, e que vai afetar drasticamente a área verde que insistimos em preservar, inclusive por todas as espécies de animais que aqui habitam. Pau-Brasil e Craibeiras foram plantadas pelos moradores, entre árvores de diversos portes.

Assim, preocupados em manter esta área verde o menos afetada possível, moradores entregaram minuta aos secretários Mauricio Quintella e Mozart Amaral, com informações e sugestões, tentando evitar ou minimizar o problema. E na manhã deste dia 16, se reuniram com engenheiros da obra, que vieram fazer demarcações e explicar as citadas alterações. Nosso movimento é para ajudar num consenso e chegarmos ao entendimento de adequar a construção do muro que será construído para conter o aterro em função do desnível entre a rodovia e a rua ‘interna’, no Gurgury. Esta rua  Xavier de Araújo perderá, praticamente a metade de sua largura, passando a ser via de mão única, dificultando o fluxo dos moradores, que a utilizam também como área de laser e integração social.

Nesta reunião hoje de manhã, os engenheiros não souberam responder porque não houve nova audiência pública para apresentar estas drásticas alterações no projeto original. E deram a entender que não há possibilidade de qualquer nova alteração, esgotando qualquer diálogo.

Como cidadãos, merecemos atenção e respeito, principalmente se qualquer ação afeta nossas vidas. E agora, o que podemos fazer para manter este minúsculo pedaço de Mata Atlântica no Litoral Norte de Maceió??? É reforçar pedidos e solicitações oficiais, propondo conversas e entendimentos para se chegar ao “Bom pra ambas as partes”. Sigamos preservado o Verde e a Vida!!!

Postado por Felipe Camelo

Vivendo Sem “Chão”

15.07.2020 às 19:05
Fotos: Roberto Nobre/ reprodução

Entre meus amigos, Roberto Nobre é professor aposentado, e veio morar em Guaxuma há algumas semanas. Mas com a pandemia, assim como todos, só nos comunicamos pelo celular.

Hoje, Beto precisou sair, e no roteiro, acabou passando pelo Pinheiro. Como ele não passava por lá desde que começou o problema no solo do bairro, sua reação foi de incredulidade. Não foi surpresa porque matérias na Imprensa estão sempre atualizando o que acontece por lá. Mas o impacto presencial foi de prender o fôlego. Quarteirões vazios, nenhum ser humano, nem animais, carros estacionados nas ruas... nada. Literalmente 1 bairro fantasmagórico.

Padarias, lojas, lanchonetes, casas, edifícios dos + variados tamanhos, de 3 ou 4 andares, e prédios com uns 10 pavimentos, tudo, ele disse tudo, abandonado. E o pior, confirmando ganância e maldade, todas as construções destruídas. Invadiram e só deixaram as estruturas de concreto. Levaram portões, portas, janelas, grades, registros de energia e água, cabos e fios. Roberto foi dirigindo devagar, observando as ruas vazias, sem acreditar.

Temos amigos e conhecidos que moravam naquela área, ou suas respectivas famílias, e enquanto percorria o bairro, foi pensando em quem morava ali a vida toda, e vítimas deste trágico absurdo, tiveram que deixar seus imóveis e grande parte de suas histórias. Terríveis as consequências. Milhares de vidas literalmente abaladas, muito além das rachaduras nos imóveis. O emocional, dificilmente será recuperado plenamente, afinal, é inimaginável a sensação de deixar o lar e se aventurar sem saber do presente, muito menos do futuro.

Roberto é daqueles que registra tudo, fotografa sempre, mas me disse que, tão perplexo com o estado daquele bairro até então tão cheio de vida, que só observou que não havia feito 1 única fotografia quando já estava próximo do shopping Farol. Então, dali mesmo, fez estas 3 imagens e compartilhou.

E assim, naturalmente, surgiu esta pauta de hoje. Confesso suspirar profundo escrevendo este texto, tentando imaginar o sofrimento de todas as famílias removidas de suas casas, certas de que a vida não será + a mesma. Fatalmente!!!

Se mudanças voluntárias e programadas são trabalhosas e provocam ansiedade e insegurança, sair assim, “da noite pr’o dia”, correndo sérios riscos, ninguém merece.

Devidamente autorizado para publicar sua experiência e fotos, agradeço ao amigo Beto por compartilhar sua emoção com os internautas deste Portal.

Sigo na esperança para que todos os que tiveram suas vidas “sequestradas”, recebam seus devidos direitos, torcendo pela merecida tranquilidade.

Postado por Felipe Camelo

+ Livros, - Armas

14.07.2020 às 16:28
Imagens: Reprodução

 Incrível, coração acelera quando penso no que está acontecendo no Brasil sobre armar a população.

Nunca, tantos pedidos de registros de armas, e o problema é muito maior, já que muitas artimanhas “legais” (projetos de lei e decretos presidenciais) estão em andamento para facilitar a compra, a posse e o porte. Já aumentaram muito a capacidade de tiros, podendo sair por ai, com 1 fuzil, por exemplo. Como se fosse natural, circular com armas com este poder de fogo. Também foi liberada a compra de + munições, de todos os calibres. Números que assustam.

Para dificultar o controle, monitoramento e rastreamento, o governo federal quer acabar com a obrigatoriedade de armas e munições terem números de registro, informações fundamentais para se elucidar e esclarecer assassinatos. E poder rastrear este arsenal.

Com os ânimos exaltados por ideologia política, qualquer desavença iria fatalmente, terminar em tiros e mortes. E por falar em acirrados, a violência praticada por policiais militares, que vem aterrorizando, com agressões cada vez + violentas, vitimando cidadãos, esta liberação geral, armando a população só iria piorar a realidade. Viveríamos verdadeira guerra civil. Qualquer desavença entre vizinhos, ou no trânsito, seria ainda + violenta.

Minha preocupação, e quase certeza, é com o destino destas armas que, muito facilmente, acabariam nas mãos de criminosos. Como já acontece, com armas, inclusive do exército, indo armar a bandidagem, as milícias. Bandidos e milicianos seriam os principais beneficiados com esta bélica política. O modo de operação das milícias em algumas comunidades, seria ampliado. E cidades viveriam sob 1 espécie de poder paralelo, imperando a lei da bandidagem, que não permite contestação.

Outra grave consequência. Num país com tantos crimes de feminicídio, principalmente neste tempo de confinamento, agressões contra mulheres teriam ainda maiores os números de vítimas fatais.

Não esqueço também que, pelos preços, tanto dos equipamentos e dos documentos de legalização não seriam acessíveis aos cidadãos ‘comuns’ , e com o poder financeiro destas quadrilhas milicianas, seu poder de destruição não teria limites.

Entre as explícitas características desde governo federal, sua ligação estreita e cotidiana com estes matadores de aluguel, que extorquem a população, promovendo terror, é escancarada. Como é público e notório, muitas manobras estão em andamento para tornar oficialmente legal esta ampla e sinistra prática de exacerbar a masculinidade com armas.

Há poucos dias foram divulgados os resultados de pesquisas de opinião, produzidos por 2 dos + importantes e sérios institutos, e ambos os estudos comprovam que a maioria dos brasileiros não quer a população armada.

Basta acompanhar matérias publicadas pela Imprensa, este “liberou geral” só agravaria ainda + esta realidade. Com certeza, a população não seria beneficiada, favorecendo as ações de criminosos.

Confesso que desejo que esta flexibilidade do comércio de armas no Brasil seja barrada, que não aconteça, tanto que procurei escrever os verbos no “futuro do pretérito do indicativo”, me dando a sensação de que não será, e sim seria.

Nos estados dos Estados Unidos, onde o comércio bélico é + rígido, o número de assassinatos é muito menos que nos demais, onde qualquer criança cresce com total acesso aos rifles, revólveres...

Acredito que sem educação e cultura, e com o acesso livre às armas, o futuro do Brasil e dos brasileiros estaria completando comprometido. Sou do “menos armas e + livros”.

Postado por Felipe Camelo

Muito + que 1 disco de farinha com água

10.07.2020 às 19:41
Fotos acervo pessoal - reproduções

A danada é tão gostosa d+ que todos querem ser os criadores. Motivos tem, afinal, é desejada nos 4 cantos do mundo.

Ops! Vai parecer que sou terraplanista e que a terra tem cantos. Não, comprovadamente, nosso planeta é redondo, mas enfim, em qualquer lugar, todos amam pizza. É o prato favorito de idosos, adultos, jovens, principalmente das crianças. Mas enfim, há informações de que os egípcios foram os 1*s a misturar farinha e água. Gregos também reivindicam a invenção, mas o ‘disco de farinha’ com cobertura de queijo e iguarias ganhou o mundo quando chegou na Itália. Tanto que muita gente acha que ela é 1 prato tipicamente italiano.

Claro que chegou aqui no Brasil com os imigrantes e rapidinho, tornou-se queridinha. Foi aqui que ganhou muitas versões, numa infinita profusão de sabores, os + diversos, algumas exóticas. O certo é que todos adoramos. Tanto que ela ganhou 1 dia só dela. Hoje, 10 de junho, é celebrado o Dia Nacional da Pizza, e como tal, bastante comemorada.

Com esta “covídica” pandemia, não será possível reunir amores, famílias e amigos para incontáveis rodadas de pizza, mas, com criatividade, é possível.

Confesso que não consigo dissociar esta deliciosa e prática iguaria da Santorégano, inaugurada em Riacho Doce em 2006, e em 2 anos, já estava participando da Copa Brasileira de Pizzarias, quando apresentou a “Fresco Picante”, com berinjela curtida, pimentões coloridos, azeitonas, cebola, pimenta e outros temperos + folhas de rúcula e lascas de parmesão. Se classificou na etapa Nordeste e ficou com o 7º lugar na etapa Nacional, em SP. Em 2009, a charmosa pizzaria do Litoral Norte foi escolhida a “Melhor Pizzaria de Maceió” pela revista Veja.

Os anfitriões Anand Niyati & Almir Sakagami

Nestes quase 15 anos, mantém fidelidade de amigos e clientes não só pelos sabores mas também pelo ambiente  e serviço. Obviamente, nesta pandemia, adaptaram-se, com entrega em casa e com a opção pegue-leve. E a novidade, desde o último dia 4, seu estacionamento se transformou no 1º ‘cinema drive-in’ da cidade, numa parceria com o Arte Pajuçara, com as delicias do cardápio servidas nos 20 carros que recebe por sessão.

Escrevendo, salivando e pensando, quando bandalheiras políticas não são descobertas e seus autores punidos, disse-se “Acabou em Pizza”. Acho injusto. Acabar em pizza deveria ser celebração, quando tudo deu certo. Portanto, esta expressão deve ser dita num outro contexto. Concordam???

Postado por Felipe Camelo

Qual mata +???

09.07.2020 às 18:14
Imagens: Reprodução

Claro que o presidente da República e o Coronavírus são os assuntos + comentados nos últimos meses.

E não deixarão de ser nestes próximos. Polêmicas não faltam, principalmente pela política negacionista, tentando diminuir a gravidade da pandemia que vem provocando sofrimento e mortes mundo afora. Muitas mortes. E, infelizmente, depois dos Estados Unidos, somos o país com + vítimas. Pela comportamento das pessoas, promovendo festas enquanto muitos profissionais de Saúde, e demais envolvidos no combate ao vírus, arriscam suas vidas e de seus familiares na batalha contra o vírus, trabalho este que acaba vitimando muitos enfermeiros, médicos, condutores de ambulância...

Igualmente irresponsável e imperdoável a pressão em reabrir o comércio e as indústrias, arriscando seus trabalhadores, principalmente nos transportes coletivos, comprovadamente impossível manter o controle e o distanciamento em ônibus, trens e metrô. Seguindo o comportamento do presidente, muita gente se recusa a usar máscara, ele inclusive diz que é “coisa de viado”.

Estes ignorantes não estão arriscando somente as suas vidas mas a de muita gente, num comportamento egoísta e criminoso, provocando superlotação nos ambulatórios e hospitais, prejudicando, inclusive, pacientes com outras enfermidades. Na recente abertura de shopping e bares, principalmente, o que se viu foi inconsequente aglomeração de pessoas sem nenhum equipamento de proteção individual, e ao serem abordadas por fiscais da vigilância de saúde pública, agridem, literalmente. E ainda confirmam que seguem o exemplo “do meu presidente”.

E voltando ao próprio, creio que ele se infectou no começo da pandemia, mas não assumiu, tanto que se negou a divulgar os resultados de seus exames. E 1 pergunta que não quer calar: porque assumiu agora estar infectado?

Creio que foi pra justificar a produção de cloroquina pelo exército, por ordem sua, remédio comprovadamente ineficaz para este Covid-19 e com fatais efeitos colaterais, comprometendo a saúde cardíaca da população. Estes dias, 1 jovem de 17 anos, faleceu por ser “tratada” com cloroquina. Ele tem feitos diariamente 2 exames cardiológicos sem pagar nada por isso, claro, deixando a população que segue seus devaneios sem a mesma facilidade de ter cardiologistas ao dispor. Acredito que ele foi contaminado quando voltou dos Estados Unidos, e com seu irresponsável comportamento, deve ter infectado muitos.

Com a prisão de Fabricio Queiroz, e o depoimento de seu 01 no caso de roubo na Assembleia do Rio de Janeiro, este anúncio de sua contaminação diminuiu o destaque de seu filho depondo ao Ministério Público. Não acredito que o presidente tenha sido infectado agora, como disse. Tudo não passou de manobra para enganar o povo e a Imprensa. Bem ao seu estilo. Até a cena dele tomando o comprimido de cloroquina foi armação, assim como a tal facada que até hoje, não acredito ter sido real.

Só acho que a verdade prevalecerá, tudo será devidamente esclarecido e os culpados terão as merecidas punições.

O que me deixa + incrédulo é o fato de ainda ter quem acredite e apoie este desgoverno que só age em causa própria, focado em seus próprios interesses. Mas, quem puder, siga em isolamento, se protegendo e aos outros.

E nada de cloroquina, é tão letal quanto o Coronavírus e o próprio presidente. Que não demore, consigamos nos livrar deles todos. Literalmente, para sempre, amém!!!

Postado por Felipe Camelo

Mortal ignorância

08.07.2020 às 17:07
Felipe Camelo

Enquanto musgos e fungos crescem aqui no jardim, penso na Vida.

Desde pequeno, sempre fui muito observador, e curioso. Assim, nunca deixei de ler, ou de perguntar. O que eu não queria era ficar sem saber. Fosse o que fosse, qualquer assunto, qualquer tema, eu desejava me informar. E formar minha própria opinião. Não saber nunca foi vergonha pra mim, o que nunca quis foi seguir sem conhecimento.

Consequentemente, sou de pensar, nos detalhes, e eles logo me chamam atenção, principalmente quando o fato é óbvio. Só ligo os “pontos” e concluo  o entendimento.

Algumas vezes a conclusão é tão explícita que não é preciso ficar “remoendo” o assunto. Como agora, nesta pandemia que provoca tanto sofrimento e tantas mortes mundo afora. Principalmente no Brasil.

Assustadoramente, este Coronavírus é desconhecido, não há remédio nem vacina, e para combater, 2 certezas, o isolamento social e o uso de máscara são fundamentais, imprescindíveis. Com tecnologia, e acesso às informações, amplamente divulgadas em todos os Meios de Comunicação e Internet, não dá pra usar a desculpa “eu não sabia”. Então, com o mínimo de inteligência, instinto de sobrevivência, amor próprio e ao próximo, é para se ter certeza, não há outra opção. Comprovadamente, só assim para evitar contaminação.

E com o confinamento desde março, os dados oficiais não deixam dúvida, ainda estamos, infelizmente, muito longe de conseguirmos controlar este mortal Covid-19. Com certeza, se não tivéssemos ficado em casa, os números seriam ainda piores. Claro que a economia parou, prejudicando todos, indistintamente. Dos grandes aos pequenos, todos se abalaram. É clara também a pressão que gestores públicos vem recebendo para flexibilizar o fechamento do comércio.

Movidos pela necessidade de manter os negócios, e grande dose de ganância, estes que insistem em reabrir todos os seguimentos, não entendem que os riscos são enormes, já que é igualmente enorme o número de pessoas que também negam a pandemia, e se recusam a seguir as recomendações médicas e sanitárias, nacionais e internacionais. Será muito + seguro se aguentarmos + algum tempo, e realmente diminuir o número de contaminações.

Em todos os lugares que já tentaram reativar a antiga “vida normal”, o número de infectados e mortos aumentou, e novo confinamento está sendo necessário. Esta prematura reabertura é absurdamente irresponsável. Foram meses mantendo todo mundo em casa, e não adiantou nada, já que, por ignorância e ganância, todo o esforço está sendo inutilizado. Absurdas as imagens de gente se aglomerando para entrar em shopping, banco... como na última 5ª feira no Rio de Janeiro, com a reabertura de bares, que ficaram lotados, sem distanciamento algum, e poucas pessoas usando máscara. E são incríveis os vídeos postados, celebrando bebedeiras e farras. Igualmente criminosas as festas que acontecem Brasil afora, promovidas inclusive por políticos. Enquanto muitos envolvidos no combate ao vírus se privam de vida própria pra salvar os doentes, estes imbecis ficam provocando + contaminações, além de agredir fisicamente quem protesta contra estas criminosas e insanas atitudes.

E me choca tremendamente as agressões que vitimam os que estão trabalhando para evitar este suicida comportamento de se aglomerar sem nenhuma proteção individual.

Hediondo o caso de 1 médica que ficou num plantão de + de 48 horas e precisava descansar e dormir para no dia seguinte voltar ao hospital, e não conseguia por causa de 1 “balada” numa casa vizinha ao seu apartamento. Desesperada, perdeu o controle e acabou quebrando os vidros do carro de 1 dos que estavam na festa. Resultado, foi agredida por vários homens e com fratura e muitos machucados, vai ficar 3 meses sem poder trabalhar. E se não trabalha, não recebe pagamento.

Outro recente e lamentável caso, muito repercutido, o casal que foi abordar 1 fiscal da vigilância sanitária do Rio de Janeiro, quando a arrogante e ignorante mulher não gostou quando o fiscal se dirigiu ao seu marido como “cidadão”. Ela achou a expressão pejorativa e fez questão de frisar “cidadão não, engenheiro civil, formado, muito melhor que você”. Mas sabe ela que o fiscal é médico veterinário com Doutorado, e nem por isso, ele se gabou do título. Ora!!! Não existe profissão melhor que outra. Por exemplo, sem os faxineiros, o trabalho dos médicos não poderia ser realizado.

A vida é 1 corrente, e todos precisamos de todos, sem essa de se achar melhor ou pior. É, literalmente, atestado de ignorância, classificar a importância de qualquer função por seu ‘status’ social. É no mínimo, ridículo, cafona.

Então, acredito que, para sermos bem sucedidos nesta batalha contra o Coronavírus, precisamos manter o isolamento social e utilizar equipamentos de proteção individual, como as máscaras e a higienização pessoal. Sem estes básicos cuidados, nenhum esforço terá valido. Concordam???  Outro assunto que tem total destaque desde ontem é o resultado positivo no exame do presidente da República. Mas este, já é assunto para a postagem de amanhã. E repito, se puder, fique em casa, e se precisar realmente sair, use máscara o tempo todo. Por você e por todos.

A Vida agradece!!!

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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