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Doe Vida, Ganhe Arte

04.06.2020 às 19:08
Divulgação

Com este confinamento, 100% isolado com minha “pet-filha” Toda, meu relógio biológico está também 100%, descompensado, “confuso-horário”.

Na madruga da última 3ª, sabendo de muita gente está passando aperto, principalmente quem trabalha com eventos culturais e sociais, tem vivido no sufoco, literalmente. E preocupado com esta triste realidade, pensei em criar projeto pra arrecadar cestas básicas e produtos de higiene pessoal e limpeza, que, com certeza, vem faltando na casa de muita gente.

Mas antes de chegar ao ponto X desta postagem, confesso que 1 das coisas que + me tem feito muita falta é a Galera Gamma. Não só das aberturas de exposições, mas também por ser local de reuniões, pra conversar, assistir filmes de Arte, palestras...

Quando acordei ontem, contactei minha amiga, artista/galerista Verinha, pra pensarmos juntos em como ajudar. Narrei tudo que estava na minha cabeça e ela me contou que também estava triste e preocupada, e que outras pessoas igualmente preocupadas já haviam ligado pra ela se oferecendo pra ajudar, de alguma forma.

Lhe disse o que achava que poderia ser feito, e o resultado disso tudo é a Campanha “Arte é Vida”, lançada hoje, na intenção de reunir forças por 1 bem comum, solidariedade, humanidade.

Assim, nestes ‘banners’ que posto aqui, pode-se ter todas as informações sobre como participar.

É como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém. Se todo mundo ajudar, todos ganhamos. E quem doa ganha até + do que quem recebe. Verinha & Dalminho não escondem, ambos são vítimas diretas do Covid19, e estão bem, em plena recuperação, isolados em casa, mas preocupados com o próximo, encaram este desafio, emprestam a galeria e convocaram o sempre gentil e prestativo Lenilson pra ficar na Gamma,  devidamente protegido e seguro, recebendo os produtos e cestas básicas.

Dalminho Peixoto & Verinha Gamma - autorretrato

Os solidários doadores poderão escolher 1 reprodução (série limitadérrima) de trabalhos dos artistas (listados aqui) para emoldurar, quando tudo isso passar, e ter 1 obra de Arte, simbolizando esta benemérita ação.

Certo de que muita gente que gosta de arte, e são clientes destes profissionais que serão ajudados, hão de participar.

Eu, em nome de todos os envolvidos, já agradeço, claro!!!  #isolamento #isolamentosocial #pandemia #pandemiamundial #pandemiacoronavirus #pandemia2020 #coronavirus #covid19 #covid_19 #toemcasa #fiqueemcasa #fiquememcasa #vaipassar

Postado por Felipe Camelo

Sentidos Aguçados

03.06.2020 às 19:14
Felipe Camelo

Já publiquei minha amorosa e antiga relação com o Hotel Jatiúca, que desde sua inauguração coloca Maceió e Alagoas na vitrine do mundo, atraindo grandes empresários, industriais, artistas, gente badalada, principalmente de Minas, São Paulo e Rio.

Lá se vão 35 anos de sucesso, se mantendo no topo da lista dos melhores resorts urbanos do país. O que já era incrível, ficou ainda +, com reforma que o modernizou, mantendo sua sofisticação, sem perder as características.

Claro que 1 restaurante igualmente incrível é forte atrativo e agrega ainda + valor. E com estrema qualidade, e serviço de excelência, agrada gente de bom gosto, com saborosas iguarias. ‘Falo’ do Vini! Parrilla, com suas carnes nobres (com estrelada assinatura Bassi) e outras delícias. Além de seu cardápio de bebidas, incluindo seleta adega, repleta dos melhores rótulos.

Nestes tempos de pandemia e isolamento, passou algumas semanas sem funcionar, se adaptando para seguir atendendo com total segurança.

Outro dia, minha querida Nide Lins postou o Veni! Parilla com destaque, e no dia seguinte, o igualmente querido e também jornalista Antônio Noya me comunicou pelo Whastapp que o restaurante estava funcionando com entrega em domicílio, “delivery”. Claro que festejei, desejando voltar a degustar suas iguarias.

Como creio na força do pensamento positivo, minha gastronômica vontade foi captada na área da Lagoa da Anta, já que minha mentalização deu certo.

Estava hoje em casa, trabalhando com meu irmão Fabinho, quando o celular tocou. Era a sempre gentil Célia, coordenadora de eventos e assessora do querido e competente gerente geral, Christiano Simplício, avisando que estava na minha porta com 1 surpresa.

Veio com Milena coordenadora de recepção, me trazendo sacolas. Impossibilitado de abraça-las, recebi, agradeci, tirei foto nossa (os 3 sorrindo, apesar das máscaras), e entrei. Quando abri as 2 bolsas, com carinhosos recadinhos, diversos aromas invadiram minha alma, me fazendo levitar. Corremos pra por toalha, pratos e talheres na mesa, e quando abrimos as varias embalagens, uaaau, parecia cena do icônico filme “Festa de Babete”. Se os cheiros me inebriaram quando abri as sacolas, quando abrimos os depósitos, então, me senti no próprio restaurante do Jatiúca.

Imaginem, Salada Veni!,  com porção de artesanais torradas; 1 enorme ‘Short Ribs (corte dianteiro, macio e saborosérrimo); Ravioli artesanal recheado de queijo Gouda; potinhos com farofa, molho de ervas, maionese, queijo ralado, torradinhas de alho; e fechando com chave de ouro este real banquete, ambrosia, pudim (macio “de tremer”), e o máximo dos máximos, Tiramisú com farta calda de frutas vermelhas, especialmente para o menu do Dia dos Namorados. Confesso exagerando, comi gemendo. Todas estas delicias, preparadas pelo talentoso chef Adriano Leal, que comanda dedicada equipe. Ah! Numa embalagem, cervejas artesanais pilsen puro malte Deodora com Jatiúca destacado no rótulo azul.

Sou obrigado a confessar também que não foi fácil parar de comer. Ainda + neste confinamento que aguça o apetite. E com esta profusão de sabores, assumo que não está nada fácil me concentrar pra escrever este depoimento pra lá de verídico.

Acabamos a refeição e meu irmão não conseguiu nem terminar o trabalho que estávamos fazendo, agradeceu e correu pra casa dele. Eu? Confesso inclusive que tive dificuldade pra ir escovar os dentes, com pena de destruir meu enebriado paladar com creme dental. Mas acabei me rendendo aos cuidados dentários, e estou desde então, escrevendo, deixando meu coração ditar o texto. Acho que estou me psicografando.

Sem dúvida, inesquecível experiência extra-sensorial, que indico e recomendo. Ops! Recomendo ou re-comendo??? Porque dá vontade de começar tudo de novo. Mas vou me controlar e esperar poder ir pessoalmente, quando tudo isso passar. “Ah!” novamente, espero ter conseguido traduzir em palavras o estou sentindo até agora, em Guaxuma, nesta noite de lua quase cheia.

Postado por Felipe Camelo

Em inglês ou português, Vidas Importam

02.06.2020 às 20:42
Rote/Reprodução

Comprovadamente (apesar de insana opinião “terraplanista”), o mundo é redondo e ter relações entre os países, é fundamental para o crescimento global. E para que haja entendimento entra as nações, natural que haja estudo das suas culturas e línguas. Pela importância dos Estados Unidos, por ser a maior potência, saber inglês sempre foi fundamental para a formação de qualquer adolescente.

Em 1976, eu tinha 14 anos, quando meus pais me inscreveram num programa de intercâmbio, o Youth for Underestand, em bom português, Juventude para Entender, ou Entendimento, ou Conhecimento, significando aprendizado pra vida.

Embarquei rumo ao desconhecido, já eu iria passar 6 meses morando na casa de 1 típica família americana, gente que eu não conhecia. Mas, como sempre fui muito curioso e corajoso, adorando aprender e descobrir, lá fui eu. Fiquei num subúrbio, O’Fallon, em Saint Louis, no Missouri, estado no centro dos Estados Unidos da América. Na beira do Mississipi, cidade antiga, linda, com influência arquitetônica francesa, e bem na orla do rio, 1 dos monumentos + famosos no país, o Arco do Triunfo, bem moderno, todo de aço, constratando incrivelmente com os edifícios antigos. Logo me adaptei, já que eu estudava inglês com ninguém menos que Nabor Bulhões, estudante de direito, e professor no Lincoln Center, acho que a única escola de inglês em Maceió naquela época. Atualmente, Nabor é respeitado e famoso advogado.

Mas voltando ao foco da postagem, aprendi a gostar muito dos EUA, muito diferente do Brasil. Meus pais tinham 1 casal amigo que morava em Nova York, e acabei indo passar 1 semana com eles. Qual não foi minha surpresa quando sentei na poltrona do avião e ouvi alguém falando português atrás de mim. Meses só ouvindo e falando inglês, claro que me virei, e não acreditei, era Pelé, que jogavas  no Cosmo. Lhe disse ser brasileiro e puxei conversa, já que, quando ele esteve em Maceió pra inaugurar o estádio com o nome dele, eu fui com meu pai, que era diretor do Detran. Ele achou incrível a coincidência, e pediu que seu acompanhante trocasse de lugar comigo, e fomos conversando até aterrissarmos no aeroporto La Guardia. Até hoje tenho seu autógrafo. Surpresa quando me convidou pra assistir o treinar em Nova Jersey, onde ficava o campo do time. 2 dias depois, mandou sua Limousine me buscar e passei o dia acompanhado do Rei Pelé, que era muito respeitado por todos lá. Foi realmente incrível e inesquecível.

Mas eu ficava pensando, porque o Pelé é endeusado e outras pessoas de sua etnia não tinham o mesmo tratamento?

Mas enfim, voltei pra Saint Louis, cheio de boas lembranças de Nova York, e impressionado com as torres gêneas, o World Trade Center (que Osama Bin Laden mandou explodir). Segui minha vida de estudante. No colégio, nunca havia aparecido 1 estudante brasileiro, provocando muita curiosidade nos alunos, já que, do Brasil, só conheciam Pelé, e as “mulatas do carnaval”. Lembro que fiquei chocado com a ignorância deles sobre outros países, além do deles.

Lembro bem que houve estranhamento dos alunos brancos, amigos dos meus ‘irmãos’ americanos, com minha aproximação com os estudantes pretos, assim como me relacionava com eles, sem distinção. Na casa que fiquei, o casal tinha 2 filhas e 1 filho, e + outras 2 filhas casadas. Nenhum deles tinha amigos que não fossem brancos. Confesso que estranhei, porque aqui, meus pais tinham amigos pretos, e sempre confirmaram que ninguém é melhor ou pior que ninguém, principalmente pela cor da pele. Esta falta de convívio e o afastamento entre brancos e pretos me chocou. Mas independente, foi 1 incrível experiência, me fazendo amadurecer muito.

Estes anos todos depois, qual foi meu espanto, quando Barack Obama foi eleito num país de maioria branca, mas com enorme população de afro-descendentes, sendo, incrivelmente, o 1* presidente preto. Achei que o racismo por lá estava diminuindo, e acompanhei seu governo, voltado pr’o bem estar de todos, indistintamente.

Deixa que o triliardário Donald Trump consegui se eleger pra dominar a Casa Branca (sic!) , e numa visão retrógrada, e racista, vem desfazendo todas as ações de Obama. Sua política de extrema-direita, prioriza o empresariado, sem se preocupar com os trabalhadores e com a população carente. Em sua política,  nenhuma preocupação com o Meio Ambiente, em detrimento aos conglomerados que ajudaram em sua eleição, bancando inclusive “fake news” para derrotar Hillary Clinton.

Paralelamente, aqui no Brasil, depois de 27 anos como deputado federal sem ter tido nenhuma importância por trabalhos, propostas e projetos, só conseguindo destaque por defender ditadura, tortura, armamento e violência, Jair Bolsonaro também foi eleito, depois de conturbada disputa cheia de absurdos, escusos subterfúgios, num verdadeiro golpe. Seu desgoverno vem, assim como o de Trump, priorizando o capital, sem a menor atenção aos operários, atacando e destruindo todas as chances de manter qualidade de vida da população, atacando setores fundamentais pr’o crescimento e evolução humana, garantindo qualidade de vida ao povo.

Os pontos em comum entre os 2 são visíveis.

Por exemplo, ambos negam o aquecimento global, e não se preocupam em preservar ecossistemas inclusive vida animal. Enquanto o americano autoriza a caça de animais silvestres, o brasileiro segue na mesma mira. Recentemente, lá, as recentes vitimas, são os ursos, aqui, as tartarugas.

Tanto cá quanto lá, vidas humanas importam, se forem brancas e ricas. Pretos e pobres? “Se virem por conta própria”.

Nos últimos meses, não faltaram jovens assassinados no Brasil, como o garoto de 14 anos, João Pedro, fuzilado pela polícia militar, que atirou + de 70 vezes em sua casa, atingindo o menino pelas costas, sem a menor chance de se defender e sobreviver.

Numa mórbida “coincidência”, nos Estados Unidos, a polícia matou o segurança desempregado George Floyd, por asfixia, absurdamente indefeso, clamando por ar, repetindo “Não consigo respirar”.

Mas, infelizmente, as coincidências seguem nos 2 casos. Tanto cá quanto lá, não creio que culpados sejam exemplarmente punidos, pelo contrário.

Mas como sou homem de Fé e creio na lei do retorno, os culpados terão o que merecem.

E por falar em Fé, creio que sobreviveremos, e o respeito à Vida e o amor ao próximo voltarão aos corações, afinal, somos humanos, e ninguém é alguém sem outro alguém, e estes insanos sairão do poder, dando lugar ao espírito de humanidade, solidariedade, respeito incondicional aos seres humanos indistintamente. Não importa se brancos, pretos, orientais, indígenas, ricos ou podres, todos merecemos as mesmas chances, as mesmas oportunidades.

Em inglês, português, ou em qualquer outro idioma, seremos todos felizes, e saudáveis. Incrivelmente, estes imperdoáveis fatos acontecem em plena pandemia de Coronavírus, que vem infectando e matando milhares de pessoas mundo agora, cujas vítimas não são números, são seres que merecem atenção e respeito, incluindo saúde e segurando públicas que priorizem a Vida, que tem muito + importância que dinheiro, independente da cor da pele.

Pra mim, somos 1 única raça, Humana, e merecemos viver em igualdade, inclusive de Direitos.

Todas as Vidas importam, sejam humanas, animais ou vegetais. Afinal, todas se completam e se complementam. Respeito á Vida. Já e Sempre!!!

Postado por Felipe Camelo

Imprensa é Garantia de Plena Democracia

01.06.2020 às 19:45
Gilberto Deminstein (Facebook/reprodução)

Comprovadamente, se comunicar é da natureza humana. Tanto que, muito antes de qualquer norma ou código de escrita surgisse, pessoas já se comunicavam desenhando em pedras.

Se expressar é fundamental para as relações, e consciente disso, e com necessidades cada vez maiores de aprimorar a comunicação entre comunidades, a língua sempre se manteve viva, e vem se modificando com o tempo. Apesar de todas as regras, expressões vão sendo incorporadas ao vocabulário.

Com a evolução da escrita, num processo milenar, novas formas foram surgindo, aprimorando as formas de transmitir informações.

Desde o século XV, a língua vem evoluindo e com ela, a Imprensa também. Com a necessidade de qualificar esta transmissão, e para ampliar debates, agregando diversos pontos de vista, ser livre é fundamental. Mas esta liberdade deve seguir códigos, evitando a transmissão de inverdades. Nenhuma democracia é plena sem Imprensa livre.

Numa sociedade, a Imprensa é uma das mais importantes atividades, principalmente pelo cuidado que os profissionais tem em ouvir as várias versões, para bem informar e transmitir notícias.

O poder da Imprensa é tão grande, que é vista como “inimiga” de quem detém o poder político e pretende monopolizar suas próprias opiniões. Infelizmente, neste 1* de junho de 2020, não temos motivos pra celebrar, já que somos o alvo predileto de poderosos e seus seguidores, que vem agredindo moralmente e fisicamente. Não tem sido fácil trabalhar, mas, aproveitamos a data pra reforçar nosso compromisso com a sociedade, com a informação, com a verdade.

Este embate só fortalece nossa convicção de estarmos do lado certo da realidade. Seja no jornalismo impresso, TV, rádios, Internet... a proliferação de notícias falsas tem reforçado a importância da qualificação profissional para se exercer  esta missão de bem comunicar informações, cuja veracidade é comprovada. Nosso principal embate é contra quem não possui nenhuma formação, muito menos compromisso com a verdade.

Estes “transmissores” de notícias falsas só tem um interesse, o seu próprio, sem preocupação ou compromisso com a sociedade, que vem observando este fato, valorizando a Imprensa profissional, que busca a informação bem apurada e checada, com metodologia, técnica e ética. Bem diferente dos que utilizam os Meios de Comunicação em benefício próprio, unicamente.

Além deste triste momento que nos da Imprensa enfrentamos, foi muito sentida a recente partida do jornalista Gilberto Dimenstein, que não resistiu ao câncer e faleceu aos 63 anos deixando ilibada e reconhecida carreira como escritor e jornalista. Era referência e seguirá sendo exemplo. Com certeza, deixa ainda + triste este Dia da Imprensa.

Postado por Felipe Camelo

Sabores e Saudades

28.05.2020 às 19:25
Felipe Camelo

Momentos únicos são eternos, inesquecíveis. Ainda + quando não são esperados. Surpresa estimula reação. Ainda + nestes tempos de quarentena, pandemia, isolamento. Quase solidão.

Tava eu sentindo saudade de alguns amigos, quando o telefone tocou, “Sr. Felipe? Aqui é o entregador, estou no seu portão”. Estranhei, já que não havia pedido nada. Foi quando ele disse ser da @grandcrumaceio . Sem entender, fui atender, curioso. Eram 2 sacolas, 1 comprida com 1 garrafa do maravilhoso tinto Errazuriz Carmenere chileno. Na sacola maior, este saboroso rosbife, acompanhado pelo igualmente “salivante” risoto com queijo prima-donna e alinho tostadinho, que fez diferença, marcando presença, provocando o apetite e o paladar. Confesso que quando abri a embalagem, o cheiro logo me fez levitar, e acreditem, estava ainda quente, como se eu estivesse lá na Ponta Verde. Valorizando a cena, pudim de leite, daqueles, “feito pela mãe”, macio todo o danado, doce na medida certa.

Como a porção era bem farta, acabou ‘rendendo’ almoço e jantar. Confesso que passei o dia sem sentir o piso sob meus pés. Dormi muito bem, claro. E confesso também que senti o cheiro e os sabores quando acordei no dia seguinte, me fazendo feliz novamente.

Mas voltando aos saudosos amigos que citei no começo deste depoimento, entre eles, Leyla Paes & Mac Lira, e acreditem, numa transmissão de energia, em pura sintonia, foram eles os autores da surpresa.

Estes carinhos não tem preço, e o valor, incalculável, impagável. Aproveito esta postagem pra compartilhar esta felicidade que me invadiu ontem. Não percamos chances de demonstrar afeto, reconhecimento de amizade, principalmente em tempos de saudades, fragilidades e carências.

E além de agradecer ao queridíssimo casal, que figuram na minha lista de grandes amigos, parabenizo o talentoso e igualmente querido chef @thawacalixto , que, apesar de muito jovem, figura entre os + inspirados cozinheiros em terras alagoanas. Reverencio também meus amigos, caríssimos @anaalicevasco e @gugaojurema , que, além de cunhados, são sócios, e valorizam a cena gastronômica em Maceió. Além da loja de vinhos, claro.

Quando este “pandemoníaco” momento passar, Gran Cru entre os 1*s restaurantes que quero ir. Vamos juntos, Leyla & Mac?!?!?!!!???

Postado por Felipe Camelo

Nada deve ser como antes

27.05.2020 às 18:57
Felipe Camelo

Assustadoramente, o número de infectados e mortos nesta pandemia do microscópico e letal Coronavírus só aumenta.

Assim como os profissionais que arriscam suas vidas (e de suas famílias) nas frentes de batalha, jornalistas também correm sérios riscos na rua, checando e divulgando notícias, para informar a população sobre o que está realmente acontecendo, confirmando que não existe ainda remédio ou vacina. O tratamento funciona, tanto que alguns pacientes são curados.

Também está cientificamente comprovado que o isolamento social é a única forma de se proteger, e proteger os outros também. Eu? Estou 100% confinado com Toda, minha filha de 4 patas, e só tenho saído quando é fundamental.

A ultima vez que pude chegar perto de minha mãe, que, aos 93, vive acamada, e com o Mal de Alzheimer, foi no dia 11 de março no meu aniversário. No dia seguinte, já se falava na quarentena, e desde então, não tenho saído de casa. Só pra comprar comidas, remédios, e pagar contas. Vou deixando acabar o que comprei no supermercado, e aproveitar pra fazer tudo numa única saída.

Com tantas informações em todos os meios de Comunicação, impossível dizer “eita, eu não sabia”. Esta desculpa não “cola”. Há uns 15 dias, estava numa fila de lotérica, quando 1 moça ficou atrás de mim e muito próxima. Me virei e calmamente pedi pra ela respeitar as marcas no piso, indicando o mínimo distanciamento.

Qual foi minha surpresa quando ela começou falando alto, reclamando de mim, dizendo que não é suja, nem pobre, pr’eu querer distância dela. Sorte minha que nesta hora, a atendente me chamou, era a minha vez de ser atendido. E ela ficou lá, do lado de fora, me esculhambando. Fui embora sem dar atenção.

 2 semanas depois, ontem, tive que ir ao supermercado, farmácia, caixa eletrônico, e novamente, lotérica. Eu era o próximo, e bem na “ minha” marca estava, quando 1 senhor me empurrou, passou por mim, e se encostou no balcão. E eu calmamente chamando “senhor”, “senhor”... não me deu a menor atenção. E ficou “putaço” quando a moça mandou que ele saísse e ficasse atrás de mim. Saiu “dando coice”, não quis esperar, foi embora “bufando” e “mugindo”.

É incrível como algumas pessoas se acham o centro do universo e que não precisam respeitar os outros, e cumprir regras de convívio social.

Por + que a turma de 1 astrólogo picareta ache que a terra é plana, ela é comprovadamente redonda, e dá voltas. Essa passará, mas a Vida não será + a mesma, por + que eu venha ouvindo gente desejar que “a vida volte ao normal”.

Não creio ser possível que voltemos ao comportamento que vínhamos tendo até então. A Vida seguirá, mas o que era considerado normal, não + será. A partir de agora, teremos outra normalidade. Nada + será como antes, “no castelo de Abrantes”. Atitudes devem ser repensadas e novas, adoradas.

Cuidados com higiene precisam ser foco no dia a dia. Mesmo depois que isso tudo passar, higienizar bem as compras antes de guardar e consumir, por exemplo. Será fundamental pra garantir segurança alimentar.

Tava pensando outro dia, nas celebrações de aniversário, por exemplo. Com certeza, não é saudável, e no mínimo, arriscado, o apagar a vela no bolo. Com o sopro, infinitas partículas vão parar na superfície, e as fatias serão consumidas, principalmente por crianças.  Creio que será preciso repensar este detalhe.

Como nas filas de restaurantes que tem buffet, não foram poucas as vezes que vi gente tossido, e até espirrando, literalmente em cima das comidas. Ou mesmo, pegando pedaços e pondo direto na boca. Esta estrutura também deverá ser analisada, preservando a saúde de todos.

Em festas ou bares, comum ver gente ”bicando” nos copos dos amigos, ou em canudos. Até mesmo em casa, dividir copos ou pratos, ou talheres... Impossível ter garantia de imunidade. Não, não acho que esteja paranoico, mas precisamos entender e aprender com as lições que a Vida nos dá. Só depende da gente, sobreviver, com sabedoria. E Civilidade.

Assim, compartilho aqui estes meus pensamentos e preocupações. Melhor prevenir que remediar. Pode ser caro e doloroso. Pensemos nisso, inclusive. Tenho Fé de que tudo isso passará, e seremos seres + humanos. Tenho observado emocionantes cenas de solidariedade e gentileza. Praticar Sentimentos como Empatia, se colocar no lugar dos outros, é fundamental pra felicidade da coletividade. É como sempre digo e escrevo. É impossível viver, morrer, ser feliz ou triste, sozinho. Ninguém é alguém sem outro alguém. Pensemos nisso, inclusive!!!

Postado por Felipe Camelo

História é Vida

25.05.2020 às 14:20
Reprodução

Alagoano de Pão de Açúcar, jornalista, editor e gente boa, Edberto Ticianeli respeitando todas as normas e recomendações para enfrentar esta assustadora e mortal pandemia, que já está na história da humanidade, pela gravidade e letalidade do Coronavírus.

E apesar desta tristeza que o mundo vem vivenciando, o marido de Vânia Peixoto Ticianeli com motivos pra se sentir feliz e realizado, com o sucesso dos 5 anos de seu https://www.historiadealagoas.com.br/

História é estudo e registro “das ações humanas no tempo e no espaço” , e apesar de pouco reconhecida e valorizada, como merecem, a atividade do historiador é fundamental, já que, com formação específica para analisar, identificar, catalogar e eternizar documentos (que atestam e comprovam importantes fatos do passado), garantem que estes registros não se percam no esquecimento.

Tão importante quanto estes profissionais, nós jornalistas temos ligação direta com os historiadores, já que nossas matérias enriquecem este arquivo histórico, com textos e imagens que não deixam fatos e fotos se perderem da memória.

Infelizmente, aqui no Brasil, vivemos difíceis e incompreensíveis tempos em que História, Educação e Cultura enfrentam desrespeito e ignorância, mas abnegados e persistentes, seguimos fazendo nossa parte. E venceremos!!! Como nosso caríssimo Ticianelli, que não deixa a poeira soterrar a história vivida em terras Caetés.

Pelo contrário, vem nos colocando na vitrine do mundo, tanto que este aniversário vem sendo celebrado com muitas mensagens de felicitações.

Nós aqui no Portal Painel Notícias, igualmente parabenizamos e agradecemos a existência deste canal que atravessa o tempo mantendo viva nossa memória alagoana. Vale acesso. Sempre!!!

Postado por Felipe Camelo

Iguaria indigesta e carissima

22.05.2020 às 17:55
Reprodução

1 amigo me mandou esta imagem, mas sem credito algum. Assim mesmo, reflete bem este triste e absurdo momento.

Total ignorância não reconhecer a importância do Meio Ambiente na preservação e sobrevivência do planeta, consequentemente, pr’os seres vivos, inclusive a espécie humana. A floresta não tem preço, tem valor. Impossível viver sem ela. Crime hediondo e inafiançável, achar que é menos importante mantê-la intacta, que desmatar e transformar em plantação de alimentos ou em pasto, pra criar gado. Já temos muitas áreas cultivadas com cereais, frutas... ou mesmo pasto pr’o gado.

Claro que ô agronegócio é fundamental pra economia do país, gerando emprego e renda, e mantendo abastecidos os mercados, mas é de fundamental importância preservar o Meio Ambiente, incluindo fauna e flora.

Comprovadamente, a cadeia tem que está intacta. Assim como precisamos dos grandes animais, os minúsculos também tem importância. Estudos são cientificamente comprovados. precisamos de todas as espécies que complementam o ciclo da vida.

Não se inclua neste ignorante movimento que defende a devastação das florestas, favorecendo o enriquecimento dos produtores dos agronegócios, que já estão muito bem garantidos. Os tempos são outros, onde a ganância e o egoísmo tem que ser substituídos por empatia, solidariedade, humanidade, compaixão, altruísmo...solidariedade, civilidade.

Não troque o futuro da humanidade por 1 bife, por + suculento e saboroso que seja, não “vale a pena. Com certeza, o barato sai caro, muito caro. O custo-benefício é altíssimo, e vai comprometer a vida como 1 todo. Concordam?

Ótimo fim-de-semana pra todos, e sabedoria, antes de qualquer ação ou atitude.

Postado por Felipe Camelo

Linda História de Vida

21.05.2020 às 14:48
Felipe Camelo

Por experiência própria, pessoal e transferível, já que compartilho sempre, a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério. Comprovadamente.

Mas, por + que eu tenha esta certeza, entristecer pela partida de queridas e queridos, é sentimento natural que aflora e faz parte. É a dor pela falta física, mas não é ela que ‘importa’. Penso que é eterno quando é incrível e não quando dura eternamente. As flores envelhecem, a raiz, não. Segue brotando e florindo.

1 dia, conversando com minha mãe, lhe disse que deveríamos nascer velhos, viver com experiência e morrer inocentes. “Não, meu filho, Deus não erra, temos que nascer limpos, inocentes, pra ir vivendo experiências, desenvolvendo valores, escrevendo nossas histórias de vida, e ir envelhecendo, estragando a casca, para ver a vida com outro olhar, observando novos valores, novas belezas, como humildade, compaixão, empatia, solidariedade, altruísmo, e praticar o amor ao próprio como parte de seu amor próprio, afinal, ninguém nasce, vive, é feliz ou triste, e morre sozinho. Todos precisamos de todos, e o bem tem que ser coletivo, indistintamente”, me garantiu ela.

Assim, triste e emocionado, reverencio Concília Melo, amiga de mamãe desde o colégio, unindo nossas famílias, pra além desta ‘temporada’.

Mentalizo, agradecendo a vida que Concília teve, gentil, elegante, discreta, disponível, humana, leve. Maravilhosa como mulher, esposa, mãe, avó, bisavó, amiga, voluntária de causas humanitárias.

Com certeza, segue no Caminho da Luz. Pra brotar novamente. Ah! “Concilia vem do verbo conciliar. O mesmo que: adapta, adéqua, ajusta, apropria, harmoniza”.

Postado por Felipe Camelo

Sem velórios, Velário é Amor e Arte

20.05.2020 às 18:22
Octávio Iuri / Cortesia

Simbolo de Alagoas, e 1 das + belas embarcações, leves, fluidas, poéticas... as jangadas não elementos intrínsecos da nossa paisagem, principalmente da enseada da Pajuçara, que antigamente se escrevia Pajussara (que até gosto +).

Elas navegam suavemente,  proporcionando contacto direto do navegante com o mar, numa sensação única, inesquecível.

E obviamente, seus condutores são verdadeiros anfitriões, recebendo turistas numa relação muito agradável, e durante horas, as conversas confirmam nossa característica gentil com os que chegam de fora.

Claro que todos os setores estão afetados pela pandemia do Coronavírus, mas o Turismo recebeu forte impacto, com a paralisação imediata das atividades, com muita gente em plena viagem. Navios ficaram detidos nos portos do mundo e seus passageiros e tripulantes impedidos de desembarcar. Pavor geral.

Se as grandes empresas turísticas estão impactadas, os pequenos empresários do setor, ainda +. Seus prestadores de serviços, então, estão em situação de desespero. Os jangadeiros, coitados, não tem vínculo empregatício com ninguém, consequentemente, sem nenhum direito trabalhista. Nenhuma segurança. Vivem o “aqui e agora”,  “assando e comendo”, produzindo sustento no dia-a-dia. E sem poder trabalhar, desespero.

Neste inédito momento de isolamento social, são muitas as carências, principalmente psicológicas, com parentes e amigos infectados, falecendo, e sem poderem ter digna despedida, já que os sepultamentos são inéditos, rápidos, e de impensável sofrimento. E na falta de velórios, este “Velário” foi linda homenagem.

E o que piora esta realidade é ver gente negando e querendo que se leve a vida “normalmente”, enquanto os trabalhadores chegam ao cúmulo de não ter como se manter, passando fome, inclusive, e sem meios de se proteger deste microscópico e mortal vírus, sem poder comprar máscaras, álcool em gel, matéria de higiene e limpeza... nada.

E pra chamar atenção pra estes problemas todos, e contra manifestações pelo fim do isolamento social antes do fim da pandemia, estes bravos jangadeiros se uniram a moradores e artistas, e se manifestaram na manhã de hoje, num silencioso e pacífico protesto contra os que querem por em risco a classe trabalhadora, exigindo que se volte ao trabalho, enquanto o n* de infectados e mortos só aumenta, assustadoramente.

Não, não é luta de classes ou de ideologias políticas. É proposta de se buscar o bem comum, pra que todos, indistintamente, indiscriminadamente, sobrevivamos da melhor forma, com dignidade e segurança. O ato ganhou repercussão nacional, sendo pauta de destaque, inclusive no Jornal Hoje.

Porque é assim que gente civilizada se manifesta, em paz, com beleza e arte. #fiqueemcasa #fiquememcasa #fiquemosemcasa #isolamento #isolamentosocial #pandemia #pandemiamundial #pandemiacoronavirus #pandemia2020 #coronavirus #covid19 #covid_19 #maceió #maceióalagoas #brasil

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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