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Agora no Painel Covid-19: Brasil tem 98,4 mil mortes e 2,9 milhões de casos
21/07/2020 às 19h04

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Aplausos e Vaias

Imagens: Reprodução

Confesso que esta será postagem atípica, na qual homenageio os cidadãos que arriscam suas vidas e as de seus familiares trabalhando incansavelmente para evitar + contaminações e salvar as vidas de quem já foi infectado.

Esta pandemia está mostrando a importância de servidores e prestadores de serviços até então, bem desvalorizados. Pouco reconhecidos. Sim, estou ‘falando’ de fiscais/servidores públicos, que vem sendo absurdamente agredidos por seres desumanos que explicitam publicamente, ignorância, soberba, arrogância, preconceito, violência, deselegância, cafonice...

Há algumas semanas, casal carioca que ignorantemente, acha que o termo “cidadão” é pejorativo, resolveu jogar suas frustrações em cima de alguém a quem jugam inferior. Alguém que estava ali, trabalhando pelo bem de todos.

Ontem, foi a vez de 1 tal desembargador paulista, que, como os cariocas, se recusa ao uso de máscara, arriscando vidas, inclusive as deles. Ê “burrice”!!! Literalmente o cúmulo da ignorância, nos 2 sinistros casos.

Ambos, confirmam que nosso Brasil segue no mesmo tenebroso espírito escravagista. Em pleno 2020. Confesso que me horroriza alguém se achar superior aos outros por vários motivos. Status social, cor da pele, a textura dos cabelos, o poder, a condição financeira... tudo é justificativa para praticar gratuitas agressões e humilhações.

Me flagrei pensando que, com a ignorância (e demais lamentáveis e imperdoáveis agressões), confirma que a certeza da impunidade faz parte do caráter, ou da falta de.

Enquanto médicos, enfermeiros, maqueiros, condutores de ambulância, coveiros... põem suas próprias vidas em risco, estes abjetos e desprezíveis seres estão tão confiantes em seu poder que não se intimidam com a repercussão que suas atitudes podem causar em suas vidas.

Graças ao poder dos equipamentos tecnológicos, tudo é devidamente registrado, e fatalmente, eternizado na Internet. O alcance e o poder das redes sociais são implacáveis, e com certeza, estes miseráveis agressores ficam incrivelmente famosos.

Mas, entre as absurdas características deste comportamento, a falta de humildade e inteligência, já que, apesar da planetária abrangência, estes infelizes não aprendem.

Tanto no caso dos cariocas quanto no paulista, observei que, em entrevistas, não demonstraram arrependimento. Pelo contrário, todos se recusam a pedir desculpas aos agredidos.   Apesar de tantos comentários negativos, seguem se achando superiores, e que não precisam agir como pessoas ‘normais’, que precisam ser gentis, educados, humildes...

Assim, nesta postagem, meu respeito aos que se mostram civilizados e altruístas, que se importam com a vida dos outros, praticando, entre nobres sentimentos, a empatia. Sim, nos colocarmos no lugar dos outros é 1 das lições de Jesus Cristo, atitude que poucos praticam. E, além do meu aplauso aos que se importam com a vida, minha + sonora vaia aos ignorantes que vão precisar de muitas “porradas” da vida, mas, infelizmente, nem assim, aprendem.

Confirmo que preferia estar escrevendo sobre beleza, leveza, fluidez... mas utilizar este nobre espaço para dar minha sincera opinião, tentando chamar atenção para a desumanidade de alguns, é meu dever. Como jornalista apaixonado pela vida e pelas pessoas, contribuir para o crescimento e evolução da espécie ‘dita’ humana, é também minha função. E não posso, nem vou, me furtar.

Claro que não quero provocar nenhum linchamento, mas compartilhar e repercutir estas desumanas e imperdoáveis atitudes, pode ser a opção que temos para chamar atenção para a necessidade de sermos todos, humanos, civilizados, solidários. Concordam??? Tomara!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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