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04/02/2020 às 16h05

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A de Amor, Amém, Axé

Felipe Camelo

Em 1912, misturando política com religião, gerando incontrolável intolerância com os cultos de matriz africana, absurdamente, o então governador Euclides Malta, muito amigo de intransigentes e conservadores líderes religiosos, num tresloucado, insano, irracional e inconsequente ato de extrema violência, promoveu a invasão de todos, eu ‘disse’ todos, os centros religiosos, que foram completamente destruídos, e seus fiéis, duramente perseguidos.

Muita gente afirma que o atraso econômico de Alagoas, estes anos todos, é consequência desta “Quebra”. Faz sentido, pra mim. Afinal, violentaram poderosas forças da Natureza.

Muitos governos depois, em 2012, quando o massacre completou 100 longos anos, em nome do Governo, Teotônio Vilela Filho assinou e publicou pedido oficial de perdão aos religiosos e suas comunidades de terreiros, pelas atrocidades cometidas.

E desde 2012, cortejo com diversos Pais e Mães de Santo, e seus ‘Filhos de Santo’, devidamente paramentados, saem orgulhosos por Maceió, marcando a data, e reforçando fé, paz e  resistência.

Neste domingo, na orla fechada da Pajuçara, muita gente, numa verdadeira corrente de energia positiva e operante, compartilhando amor, tolerância, respeito e fé, participou de + 1 cortejo.

Parabéns,Prefeitura de Maceió, através de sua Fundação de Ação Cultural, pelo comprometimento com a causa, que, além de religiosa, é cultural.

Incrivelmente, em pleno 2020, nova onda de autoritarismo e intolerância, consequência de nova explosiva mistura poltica/religiosa, vem assombrando e ameaçando os fiéis de diversas religiões, principalmente o Candomblé, a Umbanda. Confesso que temo nova “Quebra de Xangô”, mas seremos resistência, perseverança, e jamais voltaremos a “rezar baixo”. Pelo contrário, orações atravessarão oceano, ecoando na África.

Porque além do Amém, Axé, que começam com A, de Amor, principalmente ao próximo. E aos diferentes!!!


Fonte: Felipe Camelo

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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