Dólar com. R$ 4,132
IBovespa +1,58%
17 de janeiro de 2019
min. 25º máx. 31º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Contas públicas devem ficar negativas em R$ 102,385 bilhões
17/12/2018 às 12h34

Blogs

Dezembro Vermelho


Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids.

A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.


O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids e foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.
 A cor vermelha foi escolhida por causa de sua ligação ao sangue e à ideia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, inspirado pelo laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo. O símbolo foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que desde o início da epidemia, em 1981, até novembro de 2017, cerca de 35 milhões de pessoas morreram de Aids. Este é quase o número atual de indivíduos que vivem com HIV — as estimativas da OMS dão conta de 36,7 milhões de soropositivos no mundo inteiro.


O cenário, porém, poderia ser melhor. Números da OMS mostram que, em 2016, foram identificados 1,8 milhão de novas infecções pelo vírus (um novo caso a cada 17 segundos) e um total de 1 milhão de mortes decorrentes de complicações na Aids.


A meta das Nações Unidas é bastante ambiciosa. Em 2015, a entidade fechou questão na meta 90-90-90, que diz que até 2020 o objetivo é ter:90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas e cientes disso; 90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas, cientes disso e recebendo tratamento antirretroviral ininterrupto; 90% de todas as pessoas que têm HIV diagnosticadas, cientes disso, recebendo tratamento antirretroviral ininterrupto e com carga viral indetectável.


Em Alagoas, os casos da doença aumentaram por 10 anos consecutivos, informou o Ministério da Saúde no final de novembro deste ano. De acordo com o Boletim Epidemiológico do MS, em 2007 foram contabilizados 18 casos. Mas uma década depois, esse número subiu para 776. O balanço inclui também o ano de 2018, mas até o mês de junho. Durante esse período, foram conhecidos 382.


Ainda conforme o boletim, Alagoas está entre os sete estados brasileiros que apresentaram taxa de detecção de HIV em gestantes, superior à taxa nacional em 2017. São 3,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos, deixando o estado na 5ª posição.


O balanço também trouxe dados das capitais. Segundo o levantamento, Maceió ocupa a 5ª posição no ranking, mas é em relação a taxa de detecção de gestantes com HIV notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). No ano passado, a capital alagoana teve 5,7 casos a cada 1 mil nascidos vivos.É possível vencer os números, reduzir os casos, aumentar a atenção do poder público, mobilizar a sociedade como um todo na luta pela prevenção de uma doen­ça que continua fazendo vítimas fatais no Mundo, no Brasil, em nosso estado.


*Publicado originalmente como editorial da edição nº 23 da revista Painel Alagoas


Em Pauta por Eliane Aquino

Jornalista, com formação em Direito, já passou por redações de várias empresas de Comunicação em Alagoas e em outros estados brasileiros, onde ocupou cargos de repórter à editora geral e funções públicas; especializou-se (no batente) em jornalismo político e tem prestado assessoria e consultoria na área de comunicação.É editora geral da revista Painel Alagoas.

Todos os direitos reservados
- 2009-2019 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]