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Rosa, a cor de outubro

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Em outubro, o Brasil fica cor-de-rosa. A cor, que ilumina monumentos históricos e prédios públicos, enfeita os laços que simbolizam o movimento e aparece com força em campanhas publicitárias serve para promover a conscientização da população sobre o câncer de mama, como uma parte importante das ações do chamado Outubro Rosa. 

A série de campanhas de conscientização sobre a doença, que é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, teve início nos EUA nos anos 1990 como forma de encorajar o público a conhecer melhor esse tipo de câncer, que afetou ao menos 1,67 milhões novos pacientes no mundo todo em 2012.
No Brasil, apenas em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 57.960 novos casos, dos quais mais de 14 mil resultaram em morte. 25% dos casos de câncer em mulheres são de mama.
De acordo com dados divulgados pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, o estado fechou 2016 com mais de 500 casos de câncer de mama registrados, sendo mais da metade só na capital. Essas estatísticas mostram que anualmente mais de 150 mulheres no estado morrem por conta da doença.
O diagnóstico cedo salva vidas, esse é o objetivo do Outubro Rosa, abraçado pelo mundo inteiro, mas como em um Brasil onde o sistema de saúde público é falho, as pessoas podem se prevenir?
É fato que hoje o poder público já se movimenta no apoio aos movimentos que têm essa bandeira, mas o processo ainda é moroso e não há prioridade na saúde pública para se agilizar os primeiros exames.
Para se ter uma ideia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até se conseguir fazer um exame de mamografia, se leva semanas, até meses, e para receber o diagnóstico, no mínimo 30 dias. Conseguir uma consulta a partir daí com um mastologista e, mais ainda, entrar na fila para a quimioterapia, caso seja necessário, é mais um prazo absurdo de idas e vindas até ser atendido.
O Outubro Rosa tem servido para pressionar o estado a cumprir o seu papel.
É importante que a sociedade, de uma forma geral, se una a essa luta para que o número de óbitos seja cada vez menor, e para que as pessoas portadoras de câncer, em especial o de mama, já que a campanha se refere a essa tipificação especificamente, tenham a atenção e o tratamento corretos para a cura.Que chegue rosa, a esperança de vida neste mês de outubro.

*Publicado originalmente na edição 21 da Revista Painel Alagoas


Em Pauta por Eliane Aquino

Jornalista, com formação em Direito, já passou por redações de várias empresas de Comunicação em Alagoas e em outros estados brasileiros, onde ocupou cargos de repórter à editora geral e funções públicas; especializou-se (no batente) em jornalismo político e tem prestado assessoria e consultoria na área de comunicação.É editora geral da revista Painel Alagoas.

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