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30/08/2020 às 06h00

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Osteocondrite de Sever


Crianças e adolescentes entre 9 a 14 anos, têm chegado ao meu consultório relatando dor em região do calcanhar, sem relação com um trauma significativo.  Normalmente essa sintomatologia nos leva a pensar em Osteocondrite de Sever, ou Apófisite do calcâneo.

A Osteocondrite de Sever é definida como um processo inflamatório, que acomete a placa de crescimento do osso calcâneo próximo à inserção do tendão de aquiles em criança, na sua fase de crescimento.

Clinicamente devemos suspeitar da Osteocondrites de Sever, quando a criança queixa-se de dor na região do calcanha, principalmente durante ou após práticas desportivas sem um trauma significativo naquele momento.

Ao exame físico, geralmente não encontramos com frequência edema, hematoma no local, e sim uma dor à palpação, dor localizada, puntiforme e profunda de início gradual, insidioso, que melhora ao repouso. Em alguns pacientes, podemos encontrar calor local e dificuldade para andar.

Radiograficamente podemos não evidenciar nenhuma alteração na fase inicial, ou podemos encontrar esclerose e fragmentação na epífise do calcâneo.

Normalmente, a Osteocondrites de Sever está relacionada à sobrecarga de atividades físicas com micro traumas no local, uso de calçados inadequados ou desconfortáveis para a pratica do esporte pela criança associado à tração exercida pelo tendão de aquiles.

O tratamento consiste inicialmente de repouso da prática esportiva, sobretudo aquela que provoque impacto no calcâneo, imobilização na fase aguda com quadro álgico acrescido de aplicação de gelo, e uso de medicamentos analgésico e anti-inflamatório. Podem ser usadas também palmilhas para o retropé e uso de calçados com dispositivo adequado para amortecer impacto. A criança poderá também ser encaminhada para a fisioterapia e afastar-se temporariamente das práticas desportivas durante o tratamento, normalmente o quadro evolui satisfatoriamente e quando passar a dor, a criança poderá retornar as suas atividades.

DICAS:

1. Evite atividades em excesso nas crianças em fase de crescimento.

2. Manter repouso para recuperação do organismo entre uma atividade e outra.

3. Em crianças menores, as atividades devem ser lúdicas e não em caráter competitivo.

4. Uso de calçados confortáveis e especifico para cada tipo de atividade exercida.


Dr. Rogério por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza da Silva é alagoano, médico ortopedista. É preceptor de  residência médica em ortopedia e traumatologia do Hospital Veredas. Coordena a Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia (LAORTT/UNIT) e o Núcleo de Assistência do Pé Torto(NAPTC). É Professor Especialista do  curso de medicina da UNIT/AL.

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