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18/07/2020 às 12h05

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Pé plano ou pé chato


A partir das próximas postagens iremos abordar as alterações fisiológicas ortopédicas mais frequentes na infância.

Hoje falaremos sobre o Pé Plano ou Pé Chato.

Inicialmente o Pé Plano ou Chato é conhecido, definido como a redução ou desabamento do arco longitudinal medial do pé, principalmente ao ficar na posição ortostática ( em pé) suportando o peso corporal, podendo está associado a um retropé valgo. O Pé Plano pode ser flexível ou rígido, o que vai diferenciar é que o pé plano flexível quando a criança é retirada da posição ortostática, ficando sentada ou quando fica nas pontas dos pés ou ainda ao realizar o Jack test  o arco reaparece, já no pé plano rígido o arco não aparece, permanecendo plano.

É Válido salientar que o pé plano na infância em muitos casos é normal com relação a sua anatomia, diferenciando do pé adulto pela flexibilidade, uma vez que na infância os ossos são formados por cartilagem que ainda vão se ossificar.

Outro dado importante é que quase 100% das crianças ainda não possuem o arco plantar até os 2 anos de idade. Muitos autores relatam que o arco começa seu desenvolvimento entre os 2 anos de idade até os 6 anos de idade.

O importante é diferenciarmos o pé plano flexível do rígido.

O Pé Plano Flexível assintomático ( sem dor) não é uma doença,  mais frequente que o rígido, encontra-se presente durante o desenvolvimento da criança,  sendo caracterizado por não apresentar dor e nem rigidez aos movimentos principalmente da articulação sub-talar, provavelmente tem relato genético com caso na família. Com o crescimento da criança, ela poderá apresentar dor principalmente durante atividade física.

No pé plano rígido encontramos limitação ou rigidez da articulação subtalar, não sendo possível o desenvolvimento do arco plantar. Normalmente encontramos associação com fusão entre ossos (barra óssea). Esta alteração é conhecida como coalisão tarsal e as mais frequentes no pé plano rígido são as barras ósseas entre o tálus e o calcâneo e entre o calcâneo e o navicular, pode também ter outras deformidades ósseas congênitas( menos frequente).

O tratamento pode variar desde a observação clinica com acompanhamento ortopédico, podendo ir até a cirurgia. A conduta vai depender de alguns achados clinicos durante o exame físico e radiográfico (caso necessário).

1.  Pé Plano Flexível assintomático deve orientar aos pais, acalma-los, e acompanhar o desenvolvimento  da criança.

2.  No Pé que apresenta dor podemos encaminhar a criança para a fisioterapia, assim como avaliar a necessidade do uso de palmilha ( importante palmilha fabricada sobre medida).

3.  Em caso de permanência da dor, e mediante a presença de encurtamento do tendão de aquiles e/ou dos fibulares , a presença de barra óssea, ou ainda falha do tratamento conservador  pode-se optar pelo tratamento cirúrgico.

Dicas:

1.  Até os 6 meses – meias e calçados devem ser usados somente para conforto e proteger o pé do frio.

2.  9 a 12 meses – Os calçados deverão ser flexíveis, confortáveis e com mecanismos anti-derrapantes.

3.  Cuidados com o uso em crianças maiores de sapatos com rodinhas, pois pode provocar quedas /trauma.

De uma maneira geral, a criança desde quando possível, deverá andar descalça em superfície limpa para apoio, assim como, andar em terreno irregulares para estimular a formação do arco longitudinal medial do pé ( apesar de não existir estudos consistente que comprove o aparecimento do arco), devendo realizar de maneira lúdica.

Na dúvida procure um ortopedista para diferenciar um pé plano flexível do rígido, do assintomático do sintomático, de como proceder  e receber informações relevantes quanto ao desenvolvimento da criança.  O importante é manter a CALMA e curtir o seu bebe, a sua criança.

 


Dr. Rogério por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza da Silva é alagoano, médico ortopedista. É preceptor de  residência médica em ortopedia e traumatologia do Hospital do Açúcar. Coordena a Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia (LAORTT/UNIT) e o Núcleo de Assistência do Pé Torto(NAPTC). É Professor Especialista do  curso de medicina da UNIT/AL.

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