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28/07/2020 às 13h01

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Sapatos de criança morta em Auschwitz continham um manuscrito

Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau/Reprodução


Pesquisadores do Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau encontraram recentemente mais uma peça histórica pertencente à época do Holocausto. Trata-se de um manuscrito que estava dentro de um par de sapatos infantis, no qual são detalhados o nome da criança, modo de transporte até o campo de concentração de Auschwitz, além do seu número de registro. 

Os sapatos pertenceram a Amos Steinberg, um garoto tcheco de apenas seis anos de idade que havia chegado ao campo em 1944. A descoberta aconteceu por acaso, quando os especialistas participavam da reforma de um dos blocos do memorial. 

“Os documentos sugerem que mãe e filho foram deportados para Auschwitz no mesmo meio de transporte. É provável que ambos tenham sido assassinados na câmara de gás após a seleção”, contaram os pesquisadores por meio de uma declaração emitida pelo Memorial.

Acredita-se que mais de 1 milhão de homens, mulheres e crianças foram assassinados em Auschwitz. O garoto em questão teria sido encarcerado no gueto de Theresienstadt, em 10 de agosto de 1942. Seu pai teria se separado da família e transferido para Dachau dois anos depois, em 1944.

Relíquias dolorosas

Junto com o par de sapatos de Amos e o manuscrito, também foram encontrados outros dois pares que também continham documentos, mas escritos em húngaro. Por enquanto, os especialistas do museu acreditam que eles pertenceram a outros prisioneiros que viviam anteriormente em Budapeste e na atual cidade ucraniana de Munkács.

"Já temos outros sapatos como esses em nossas coleções, no entanto, eles possuíam jornais, que costumavam ser usados como palmilhas ou um tipo de isolamento adicional", disse a pesquisadora Hanna Kubik. 

Segundo ela, a nova descoberta é bastante importante e interessante, pois os documentos estão em boas condições e possuem datas, nomes de pessoas e outras informações relevantes.

Os papéis incluíam os nomes Ackermann, Brávermann e Beinhorn. "Eles provavelmente foram deportados para Auschwitz na primavera ou no verão de 1944, durante o extermínio dos judeus húngaros. Espero que uma pesquisa mais aprofundada nos permita determinar os detalhes dos indivíduos", explicou Kubik. 

Agora, todas essas relíquias estão sendo organizadas e preparadas para que uma análise posterior possa ser realizada pelo departamento de coleções do museu. Dessa forma, haverá a garantia de novos detalhes históricos sobre o período.


*Texto extraído de megacurioso.com.br 


Cultura Inúltil por Redação

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