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23/05/2020 às 08h00

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Confirmada existência de dois exoplanetas gigantes recém-nascidos

É a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário

Impressão artística do sistema PDS 70 e seus dois protoplanetas ao redor da estrela recém-nascida (Imagem: W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko)

Uma equipe de astrônomos confirmou a existência de dois planetas que estão em suas fases iniciais de desenvolvimento. Essa é a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário. A primeira imagem real de um desses planetas foi tirada em 2018, quando cientistas do Instituto de Astronomia Max Planck e do European Southern Observatory registraram o protoplaneta PDS 70b. Várias imagens vieram em seguida, em diferentes comprimentos de onda, registrando o “nascimento” de seu irmão, o PDS 70c, em 2019.

Ambos são mundos gasosos, de proporções semelhantes às de Júpiter, e foram descobertos pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (VLT). No início, houve alguma confusão e debate sobre a natureza dos objetos fotografados, mas novas evidências mostram que as imagens são de fato autênticas.

Usando um novo sensor de frentes de onda em pirâmide (um tipo de sensor que mede as aberrações ópticas de uma frente de onda óptica para correção) no Observatório WM Keck em Maunakea, no Havaí, uma equipe de astrônomos liderada pela Caltech aplicou um novo método de capturar imagens da família de protoplanetas. Os resultados foram publicados no The Astronomical Journal.

O problema com as primeiras imagens é que os protoplanetas se formam a partir de um disco de poeira e gás em torno de uma estrela também recém-nascida. De acordo com Jason Wang, principal autor do novo estudo, esse material cria “um tipo de cortina de fumaça que dificulta distinguir um disco gasoso e empoeirado de um planeta em desenvolvimento". Para resolver o problema Wang e sua equipe desenvolveram um método para separar os sinais do disco estelar e dos protoplanetas.

"Sabemos que a forma do disco deve ser um anel simétrico ao redor da estrela, enquanto um planeta deve ser um único ponto na imagem", disse Wang. "Portanto, mesmo que um planeta pareça estar em cima do disco, como é o caso do PDS 70c [...] podemos inferir o quão brilhante o disco deve estar no local do protoplaneta e remover o sinal do disco. Tudo o que resta é a emissão do planeta".

Assim, a equipe capturou imagens do sistema PDS 70 com uma câmera de infravermelho próximo usada no sensor de frentes de onda em pirâmide. Essa nova técnica “melhorou drasticamente a capacidade de estudar exoplanetas, especialmente aqueles em torno de estrelas de baixa massa onde a formação de planetas está ocorrendo ativamente”, disse Sylvain Cetre, engenheiro de software do Observatório Keck.

Com isso, a imagem do PDS 70 capturada pela equipe de Wang não apenas confirmou a existência dos dois protoplanetas em desenvolvimento, como também foi um dos primeiros testes da qualidade desse novo sensor. Charlotte Bond, que trabalhou no projeto e na instalação do novo equipamento, disse que “é empolgante ver o quão preciso o novo sistema corrige a turbulência atmosférica de objetos em meio à poeira, como as jovens estrelas onde se espera que os protoplanetas residam”.


*Canal Tech -  texto extraído daqui 


Cultura Inúltil por Redação

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