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30/03/2020 às 13h36

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A múmia que grita


Uma das coisas mais surpreendentes e curiosas do antigo Egito é a "múmia que grita". Ela foi deixada para mumificar de forma natural, sem qualquer tipo de fluido utilizado para a realização desse processo. A múmia demonstra uma expressão facial de total horror. O corpo de mais de três mil anos foi encontrado em 1881, no entanto, o mistério a respeito de seu espanto permaneceu intrigando os pesquisadores por muitos anos. Em 2018, um grupo de cientistas liderados pelo arqueólogo e egiptólogo Zahi Hawass descobriu uma possível solução para essa história que tanto intrigou pessoas ao longo da história.

De acordo com uma pesquisa, realizada pelo grupo, o cadáver que era conhecido como "homem desconhecido" seria, na verdade, um herdeiro. Não é um herdeiro qualquer, mas sim de um dos mais importantes faraós do antigo Egito. Um dos argumentos que levou os pesquisadores a acreditarem em tal hipótese, foi o fato da múmia ter sido encontrada em um local exclusivo da realeza. No entanto, o fato de ela estar envolta com pele de carneiro, um material considerado impuro pela tradição egípcia, fez com que muitos outros questionamentos surgissem. Vários estudiosos passaram anos, intrigados com a múmia.

"Os membros da realeza eram sepultados depois de um requintado processo de mumificação. Ficavam então enrolados em uma delicada manta de linho. Mas a 'múmia que grita' foi enterrada sem esse processo e envolta de pele de ovelha". Essa foi uma declaração dada por Hawass em entrevista à BBC News. Acredita-se que a múmia tenha sido o príncipe Pentaur. Ele seria filho do faraó Ramsés III. "Extraímos o DNA da múmia de Ramsés III, descoberta em 1886, e comparamos com o do 'homem desconhecido'. Os resultados revelaram que o primeiro era pai do segundo", disse o arqueólogo.

Os egiptólogos encontraram ainda um manuscrito, que nomearam de Papiro Judicial de Turim. Esse documenta os julgamentos que ocorreram após um crime brutal. Esse teria sido cometido pelo príncipe egípcio. Ele teria tentado assassinar seu próprio pai, Ramsés III. Segundo Hawass, "os papiros relatavam a conspiração, chamada Conspiração do Harém, onde se assinalava que Pentaur tinha sido condenado a forca. Ele foi surpreendido quando ia executar o complô".

O inscrito diz que o príncipe Pentaur "foi trazido porque ele estava em conluio com Tiye, sua mãe, quando ela planejou o assunto com as mulheres de Harém". Pentaur "foi colocado diante dos mordomos para ser examinado. Eles o consideraram culpado; o deixando onde estava; ele tirou a própria vida". Após muitos estudos, os egiptólogos não conseguiram explicar a expressão da múmia que grita. Segundo alguns estudiosos, provavelmente, o homem teria morrido e seu cadáver manteve seu semblante assustado após o suicídio. Para outros, isso teria sido feito após a morte. Ainda há pesquisas sobre o assunto e a busca pela resposta não para.


*Texto extraído daqui 


Cultura Inúltil por Redação

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